História Eu espero por voce - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Sasunaru
Visualizações 535
Palavras 3.485
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente voltei como prometi , espero que gostem desse capítulo. Pretendo fazer outra história sasunaru vocês iriam ler digam nos comentários.
Descupa se tiver erros

Capítulo 7 - Cap 7



Levantei da cama com um sobressalto, confuso e desorientado. Já eram lá pelas quatro da madrugada quando finalmente pegei no sono, e não fazia ideia do que tinha me acordado. Girei o tronco e gemi quando vi que eram apenas oito da manhã.

De um domingo.

Jogando-me de costas na cama, olhei para o teto. Uma vez acordado, nunca que conseguirei dormir de novo...coloquei meus óculos .

Tóc, tóc, tóc.

Sentei-me outra vez, franzindo a testa. Alguém estava batendo à porta — minha porta. Mas que diabos? Depois de me descobrir, coloquei as pernas para fora da cama. Meu pé enroscou no lençol e quase dei de cara no carpete.

— Mas que merda.

Xingando como um louco, corri pelo apartamento antes que acordassem o prédio inteiro. Espreguicei- me e fui olhar pelo olho mágico. Tudo o que vi foi uma massa de cabelo escuro e liso. Sasuke?

Alguma coisa não estava certa. Talvez o prédio estivesse pegando fogo, porque eu não podia imaginar qualquer outro motivo para ele estar esmurrando a minha porta num domingo de manhã.

— Está tudo bem? — Fiquei horrorizado com o som da minha voz.

Sasuke  se virou. Um sorriso torto apareceu, deixando seu rosto já extraordinário ainda mais sexy.

— Não, mas vai ficar em cerca de quinze minutos.

— O-o-o quê? — Abri passagem, ou fui forçado a dar passagem, e ele entrou no meu apartamento, carregando alguma coisa embrulhada em papel alumínio: uma cartela de ovos (hein?) e uma pequena frigideira. — sasuke , o que você está fazendo? São oito da manhã.

— Obrigado por me informar. — Ele foi direto à minha cozinha. — Esta é uma coisa que eu nunca consegui dominar: ler as horas.

Franzi o rosto ao caminhar atrás dele.

— Por que você está aqui?

— Vim para fazer um café da manhã.

— Não pode fazer isso na sua cozinha? — perguntei, esfregando os olhos por cima dos óculos . Depois do trabalho de Astronomia e daquela ligação, ele era a última pessoa que eu queria ver àquela maldita hora da manhã.

— Minha cozinha não é tão legal quanto a sua. — Ele apoiou seus utensílios no balcão e olhou para mim. O cabelo dele estava úmido e mais liso que o normal. Como era possível ele estar tão maravilhoso, quando estava na cara que só tinha pulado da cama e tomado uma ducha? Não havia nenhuma marquinha de travesseiro em suas bochechas. E como é que ele ficava tão bem de moletom e camiseta velha? — E juugo esta desmaiado no chão da sala.

— No chão?

— Isso. De barriga para baixo, roncando e babando um pouco. Não está com uma atmosfera muito agradável.

— Bem, meu apartamento também não. — Ele precisava ir embora. Não tinha nada que estar ali.

Sasuke  curvou-se sobre o balcão, com os braços um pouco flexionados.

— Ah, acho que está errado... — Ele olhou para mim, desde meus cabelos desgrenhados até as pontas curvadas dos meus dedos dos pés. Era quase como se estivesse me tocando, fazendo com que eu perdesse o fôlego. — Sua cozinha, neste exato segundo, está muito apetitosa.

Senti as bochechas corarem na mesma hora.

— Eu não vou sair com você, sasuke .

— Eu não chamei você agora, chamei? — Um lado de seus lábios curvou-se para cima. — Mas uma hora vou.

Olhei bem para ele e disse:

— Você é maluco.

— Sou determinado.

— Está mais para irritante.

— A maioria diria incrível.

Revirei os olhos.

— Só na sua cabeça.

— Em muitas cabeças, quer dizer — ele retorquiu, virando-se novamente para meu fogão. — Também trouxe um pão de banana com amêndoas assado no meu próprio forno.

Balançando a cabeça, contemplei as costas dele.

— Sou alérgico a banana.

Sasuke virou-se, olhando incrédulo para mim, com as sobrancelhas levantadas.

— Você está de sacanagem?

— Não. Não estou. Sou alérgico a banana.

— Cara, sinto pena por você. Você não faz ideia do que está perdendo. As bananas tornam o mundo um lugar melhor.

— Não tem como eu saber.

Ele virou a cabeça de lado.

— Tem alergia a mais alguma coisa?

— Além de penicilina e caras que invadem meu apartamento? Não.

— Meu Deus do céu — respondeu ele, começando a abrir meus armários. — Quantos caras mais fracos e menos confiantes você já aniquilou com essa sua língua ?

— Aparentemente, não o bastante — murmurei. Levei a mão para ajustar meu bracelete e me dei conta de que não estava com ele. Senti um aperto no coração. — Eu já volto.

Murmurando consigo mesmo, sasuke acenou com a cabeça. Fui correndo ao quarto, peguei o bracelete na mesa de cabeceira e o coloquei rapidamente. Um arrepio de alívio percorreu meu corpo. Quase saindo do quarto, olhei para baixo e xinguei novamente.

Sem camiseta.

— Ai, Jesus.

Rapidamente coloquei uma camisa de mangas longas. 

— Ei! Você está se escondendo aí? — gritou sasuke. — Porque eu vou até você e a arrasto até aqui.

— Não se atreva a vir até aqui!

— Então, vai logo. Meus ovos não esperam por ninguém.

Chegando ao corredor, notei

também que não tinha escovado os dentes. Sasuke e seus ovos teriam que esperar mais um pouco.

Quando voltei à cozinha, vi que ele tinha colocado vários ovos para cozinhar na água e havia um ovo bem redondo e amarelo na frigideira que ele trouxera. Ele encontrou na minha geladeira o queijo ralado e estava jogando um pouco por cima dos ovos.

Vê-lo ali na minha cozinha, perto do fogão, estava me dando nos nervos. Minha barriga começou a dar nó enquanto ele facilmente encontrava os pratos e talheres. Cruzei os braços, andando de um lado para o outro.

— sasuke , por que você veio até aqui?

— Eu já lhe disse. — Ele fez os ovos deslizarem em cima de um prato e, em seguida, os trouxe até a minha mesa presa à parede. — Você quer torrada? Espere. Você tem pão? Se não, posso ir...

— Não. Não preciso de torrada. — sasuke  tinha tomado conta da minha cozinha de vez! — Você não tem mais ninguém para incomodar?

— Tem um monte de gente a quem eu poderia dar a graça da minha presença, mas escolhi você.

Essa parecia ser a manhã mais doida  da minha vida. Eu o observei por mais um tempo. Depois de desistir de expulsá-lo do meu apartamento, sentei-me na cadeira alta, encolhendo as pernas perto do peito. Então peguei um garfo.

— Obrigado.

— Prefiro acreditar que você está sendo sincero.

— Estou!

— Não sei por que, mas duvido disso — disse ele, com um sorrisinho.

Fiquei me sentindo um perfeito carasco .

— Gostei que você fez os ovos. Só estou surpreso em vê-lo aqui... às oito da manhã.

— Bom, para ser sincero, eu planejava impressioná-lo com meu pão de banana e amêndoas, mas não deu. Então, só o que me restou foram meus deliciosos ovos.

Dei uma garfada daquela maravilha cheia de queijo.

— Está muito bom, mas você não me impressionou.

— Ah, estou impressionando, sim. — Ele abriu a geladeira e pegou uma garrafa de suco de laranja.

Após servir dois copos, colocou um deles na minha frente. — O segredo é o efeito surpresa. Você só não se deu conta ainda.

Desistindo daquela conversa que não iria a lugar algum, preferi mudar de assunto.

— Você não vai comer?

— Vou, sim. Eu gosto de ovos cozidos. — sasuke apontou para o fogão ao sentar-se na cadeira à minha frente. Pousou o queixo nas mãos e eu me concentrei no meu prato. O filho da mãe era fofo e gato demais.

— Então,naruto uzumaki , sou todo seu.

Quase engasguei com um pedaço de ovo.

— Eu não quero você.

— Que pena — respondeu ele, sorrindo. — Conte-me sobre você.

Ah, mas que diabos! Aquela porcaria de conhecer um ao outro não ia acontecer.

— Você faz isso sempre? Entra no apartamento de uma garota ou garoto  qualquer e faz ovos para eles?

— Bom, você não é uma garoto qualquer, então, tecnicamente, não. — Ele se levantou e verificou os ovos na água fervente. — Mas talvez eu seja conhecido por surpreender as garotas  e garotos sortudos de vez em quando.

— É mesmo? Quero dizer, é uma coisa que você faz toda hora?

Sasuke  olhou para mim por cima do ombro.

— Com os amigos, sim, e somos amigos, não somos, naruto?

Fiquei perplexo. Éramos amigos? Eu acho que sim, mas mesmo assim... Isso era normal? Ou sasuke era só confiante demais? Ele fazia esse tipo de coisa porque sabia que podia, que ninguém o mandaria embora de verdade. A maioria das pessoas, provavelmente, não iria querer que ele fosse embora. E eu poderia colocá-lo porta afora, se realmente quisesse, essa era a verdade. Sasuke  devia ser o tipo de cara que estava acostumado a conseguir o que quisesse.

Assim como sasori .

Aquele pensamento fez meu estômago se contorcer, então apoiei meu garfo na mesa.

— Sim, nós somos amigos.

— Finalmente! — ele gritou, fazendo com que eu desse um pulo. — Finalmente você admitiu que somos amigos. Só demorou uma semana.

— Só nos conhecemos há uma semana.

— Ainda assim, demorou uma semana. — Ele cutucou os ovos na água.

Empurrei o restante dos ovos pelo meu prato.

— Como assim? Normalmente, em cerca de uma hora, as pessoas já se declaram suas amigas inseparáveis?

— Não. — Ele tirou os ovos da água, apoiando-os em uma tigela. Ao voltar para a mesa, sentou-se novamente. Seus olhos se encontraram com os meus, e foi difícil sustentar o olhar. Aqueles olhos pareciam mesmo um poço sem fundo. O tipo de olhos nos quais você facilmente se perde. — Geralmente, demora por volta de cinco minutos para que passemos para o status de melhores amigos.

Acabei sorrindo conforme balancei a cabeça.

— Então, imagino que eu seja o esquisito.

— Quem sabe... — Seus cílios baixaram quando ele começou a descascar os ovos cozidos.

Tomei um gole do suco e prossegui:

— Então isso deve estar diferente para você.

— Como?

— Aposto que existe uma porção de garotas e garotos  na sua cola. Vários, provavelmente, se matariam para estar no meu lugar, e aqui estou eu, alérgico ao seu pão.

Ele olhou para mim.

— Por quê? Por causa da minha perfeição quase divina?

Soltei uma gargalhada espontânea.

— Eu não iria tão longe.

Sasuke  riu discretamente e deu de ombros.

— Não sei. Não penso muito nisso.

— Não pensa nisso nem um pouquinho?

— Não. — Ele enfiou um maldito ovo inteiro na boca. Tirando isso, sabia se portar de forma impecável à mesa. Mastigava com a boca fechada, limpava as mãos com o guardanapo e não falava de boca cheia. — Só penso no assunto quando interessa.

Nossos olhares se cruzaram e fiquei todo ruborizado. Corri os dedos na armação dos meus óculos.

— Então, você é um ex-jogador?

Ele fez uma pausa, quase colocando outro ovo na boca.

— O que a faz pensar isso?

— Ouvi dizer que você era um jogador e tanto no Ensino Médio.

— É mesmo? De quem você ouviu isso?

— Não interessa.

Uma de suas sobrancelhas se ergueu.

— Educado desse jeito, não deve ter muitos amigos, não é?

Fiquei sem jeito, porque aquele foi um comentário certeiro.

— Não. — Eu me ouvi dizer. — Eu não era muito popular no Ensino Médio.

Sasuke apoiou o ovo no prato e se recostou na cadeira.

— Merda. Desculpe. Foi uma coisa muito idiota isso que eu disse.

Fiz que não com a mão, mas doeu mesmo.

Ele me observou através dos cílios grossos.

— Mas é difícil de acreditar nisso. Você consegue ser legal e engraçado, quando não está me insultando, e é bem bonito. Na verdade, você é um espetáculo.

— Ah... Obrigado. — Eu me contorci, arrumando os óculos.

— Estou falando sério. Você disse que seus pais eram rígidos. Eles não deixavam que você saísse no Ensino Médio? — Quando concordei, ele comeu o ovo que estava no prato. — Ainda não consigo imaginar que você não fosse popular no colégio. Você tem a tríade perfeita: inteligente, divertido e gato.

— Mas não era, está bem? — Arrumei os óculos de novo e fiquei ocupada com um fio solto na minha bermuda. — Eu era exatamente o oposto de popular.

Sasuke  começou a tirar a casca de outro ovo. Fiquei imaginando quantos ele comeria.

— Sinto muito, naruto . Isso... isso é um saco. O colégio é uma coisa importante.

— Sim, é mesmo. — Nervoso, passei a língua nos lábios. — Você tinha muitos amigos?

Ele meneou a cabeça, concordando.

— Ainda conversa com eles?

— Alguns deles. Eu e juugo  cursamos juntos o Ensino Médio, mas ele passou os dois primeiros anos na Universidade de West Virginia, só depois se transferiu para cá; e eu vejo alguns outros aqui no campus e na minha cidade.

Passando os braços em volta das pernas, para controlar minha inquietação, apoiei o queixo nos joelhos.

— Você tem irmãos?

— Uma irmã — respondeu, pegando o último ovo (o quarto). Um sorriso espontâneo surgiu em seu rosto. — Ela é mais nova que eu. Acabou de fazer dezoito anos. Ela se forma este ano.

— Vocês são próximos? — Eu não conseguia imaginar como era ter um irmão como sasuke. 

— Sim, somos bem próximos. — Um olhar sombrio veio e se foi rapidamente, o que me fez questionar se eles eram assim tão próximos. — Ela é muito importante para mim. E você? Algum irmão mais velho com o qual deva me preocupar por ter feito esta visita e do qual tomarei uma surra por estar aqui?

— Não. Sou filho único. Tenho um primo mais velho, mas duvido que ele faria algo do tipo.

— Ah, que bom. — Devorando aquele ovo, ele se encostou na cadeira e deu uma batidinha na barriga.

— De onde você é?

Apertei os lábios, tentando decidir se eu deveria ou não mentir.

— Tudo bem. — Ele colocou um braço no encosto da cadeira metálica. — Obviamente, você já sabe de onde eu sou, já que soube das minhas atividades extracurriculares no Ensino Médio, então vou apenas confirmar. Sou da região de suna. Já ouviu falar? Bem, a maioria das pessoas não tem ideia de onde seja. Fica perto de konoha algumas horas . Por que eu não fui para a Universidade de West Virginia? Todo mundo quer saber isso. — Deu de ombros. — Só queria fugir de tudo aquilo, mas ficar mais ou menos perto da família. E, sim, eu era... bem ocupado no colégio.

— E agora não é mais? — perguntei, sem esperar bem uma resposta, porque não era da minha conta, mas veja o lado bom: se ele continuasse falando, eu não precisarei dizer nada.

E eu estava... interessado em saber mais sobre ele, porque sasuke  era fascinante, de certa maneira. Ele era como todos aqueles caras lindos e populares do colégio, mas não era um idiota. Só por isso já mereceria um estudo científico. Além do mais, aquilo era melhor do que ficar sentado pensando em telefonemas e e-mails que me atormentariam.

— Depende de quem pergunta. — Ele então riu. — Pois é, não sei. Quando eu era calouro, naqueles primeiros meses, rodeado de todas aquelas garotas  e garotos velhos? Provavelmente, eu me concentrava mais nisso do que nas minhas aulas.

Sorri, pois consegui imaginar bem aquela cena.

— E agora não?

Ele balançou a cabeça.

— Então, de onde você é?

Muito bem. Obviamente, o que tinha mudado seu antigo status de jogador era algo sobre o que ele não queria falar. Visões de uma gravidez indesejável passaram pela minha cabeça.

— Eu sou do Texas.

— Texas? — Ele se curvou à frente. — Sério? Você não tem sotaque.

— Não nasci no Texas. Minha família veio de Ohio, mas nos mudamos para o Texas quando eu tinha onze anos e nunca peguei o sotaque de lá.

— Do Texas para konoha ? É uma bela de uma diferença.

Desdobrando as pernas, fiquei de pé para recolher meu prato e a tigela dele.

— Bem, eu morava na parte do Texas longe da civilização, mas, tirando isso, aqui é mais ou menos a mesma coisa.

— Eu deveria lavar a louça. — Ele começou a se levantar. — Eu que fiz essa bagunça.

— Não. — Afastei-me com a tigela dele na mão. — Você cozinhou, eu lavo.

Ele cedeu, abrindo o pão embrulhado. O cheiro era maravilhoso.

— O que fez você escolher aqui?

Lavei os pratos e sua pequena frigideira antes de responder àquela pérola.

— Eu só queria fugir de tudo, como você.

— Mas deve ter sido difícil.

— Não. — Peguei a panela onde ele fervera os ovos. — Foi incrivelmente fácil tomar essa decisão.

Ele ficou pensativo enquanto partia o pão ao meio.

— Você é um enigma, naruto uzumaki .

Apoiei-me sobre o balcão, com os olhos arregalados ao vê-lo comer metade daquele pão.

— Na verdade, não. Você é que é.

— Como assim?

Apontei para ele.

— Você acabou de comer quatro ovos cozidos, está comendo metade de um pão e, ainda assim, tem o abdômen esculpido, igual daqueles caras da televisão.

Sasuke  ficou animadíssimo ao ouvir aquilo.

— Quer dizer que andou dando uma olhada em mim, não é? Entre um insulto e outro? Estou me sentindo o gostosão.

— Cala a boca — eu disse rindo.

— Estou em fase de crescimento.

Ergui as sobrancelhas e sasue riu. Depois de comer metade do pão, ele falou um pouco sobre seus pais.

Voltei para a mesa e me sentei, verdadeiramente interessado. O pai dele tinha um escritório de advocacia e a mãe era médica. Isso significava que sasuke  vinha de uma família bem de vida, não do tipo com que meus pais conviveriam, mas que tinha grana suficiente para pagar o aluguel dele. Estava na cara que ele era próximo dos pais, e eu o invejava por isso. Na minha infância e adolescência, tudo o que queria era que meus pais quisessem estar comigo, mas, em função dos eventos beneficentes, voos de jato e todos aqueles jantares, eles nunca estavam em casa. E, depois de tudo o que aconteceu, nas poucas vezes em que estavam, nenhum dos dois conseguia sequer olhar para mim.

— Então, vai voltar para o Texas nas férias de outono ou no Dia de Ação de Graças? — perguntou ele.

— Provavelmente não — respondi, entortando o nariz.

Ele inclinou a cabeça para o lado.

— Tem outros planos?

Dei de ombros.

Sasuke parou de tocar naquele assunto. Já era quase meio-dia quando ele foi embora. Ao parar na porta, virou-se para mim, com a pequena frigideira em uma mão e o pão de banana na outra.

— Então, naruto ...

Encostei o quadril no encosto do sofá.

— Então, sasuke...

— O que vai fazer terça à noite?

— Não sei. — Olhei para baixo. — Por quê?

— O que acha de sair comigo?

— sasuke  — suspirei.

Ele encostou no batente da porta.

— Isso não foi um não.

— Não.

— Bem, isso foi um não.

— Sim, foi. — Eu me levantei do sofá e segurei a porta. — Obrigado pelos ovos.

Sasuke  se desencostou, com seu sorriso de costume.

— Que tal quarta à noite?

— Adeus, sasuke . — Fechei a porta, sorrindo. Ele era completamente insuportável, mas, como na outra noite, estar perto dele tinha um efeito milagroso. Talvez fosse aquele duelo verbal, mas, qualquer que fosse o motivo, eu consigo agir... normalmente. Como costumava ser.

Depois de tomar um banho, andei pelo apartamento e fui falar com kiba ou ino para saber o que eles fariam. Por fim, joguei o celular no sofá e peguei o computador. Não poderia evitar meu e-mail para sempre.

Na pasta de lixo eletrônico havia alguns e-mails suspeitos. Dois com o meu nome como o assunto.

Depois do último e-mail, aprendi a lição e cliquei em deletar com um certo alívio.

Porém, era estranho ficar recebendo e-mails agora. Quando eu estava no colégio, era uma coisa.

Estava rodeado de gente, mas agora, depois que todos fomos para a faculdade? Alguma coisa não estava certa naquilo tudo. Tipo, será que eles não tinham nada melhor para fazer? Duvidei que pudesse ser Sasori, porque, por mais louco que fosse, ele mantinha distância de mim. E a ligação? Eu me recusei a mudar o telefone. Na época em que a coisa estava feia mesmo, quando eu recebia três ou quatro ligações por dia, fiz uma série de modificações nos números de telefone, mas as pessoas descobriram tudo outra  vez.

Balançando a cabeça, cliquei no ícone da caixa da entrada e encontrei outro e-mail do meu primo.

Sério? Fiquei tentado a não abrir porcaria nenhuma, mas acabei clicando.

“naruto, Preciso falar com você o quanto antes. Ligue para mim a hora que for. É muito importante. Me liga.deidara.”

Meu dedo deslizou pelo mouse pad.

Deletar.


Notas Finais


Mais um capítulo. Espero vocês nos comentários digam se eu devo fazer uma nova história sasunaru ou não
Bjos até o próximo


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