História Eu Estive Aqui - Camren - Capítulo 6


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Categorias Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Liam Payne, Niall Horan, Normani, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Liam Payne, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Fifth Harmony, Norminah, One Direction
Visualizações 91
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Bolinhos, como vocês estão? Espero que bem.
Bom, não tem muito o que falar aqui hoje, aproveitem esse capítulo e logo volto com mais, ok?
Obrigada por todos os favoritos e todos os comentários, vocês são incríveis!
Boa leitura a todos e divirtam-se!

Capítulo 6 - Boa Viagem!


POV LAUREN

Toco a campainha dos Hansens, algo que raramente fazia antes, e Seth é quem atende. Quando ele abre a porta sinto o cheiro de manteiga.

—Cupcakes! – Diz ele.

—Que delícia! – Exclamo, tentando parecer alegre.

Milika e Gordon hesitam ao me ver, como se, em vez das roupas e livros de Dinah, eu tivesse trazido ela própria.

Acredito que esse tenha sido o motivo pelo qual Demi tenha “fugido” dessa responsabilidade, ela não quis vir até aqui comigo e correu de mim nos últimos dias como o diabo foge da cruz. Principalmente quando fui pegar as coisas de DJ no correio.

Me viro para Seth. Se isso é difícil para mim, é pior ainda para ele. Como se eu fosse um Papai Noel trazendo presentes, anuncio:

—Vamos ver o que temos aqui?

Mas ninguém quer ver. Pego o notebook dela, que trouxe separado na mochila. Estendo-o para Milika e Gordon. Eles se entreolham, então balançam a cabeça.

—Nós conversamos, e queremos que você fique com ele! – Revela Gordon.

—Eu? Não. Não posso aceitar.

—Por favor, é o nosso desejo. Você pode emprestar a Demi também!

—E quanto a Seth?

—Seth tem 10 anos. Já temos um computador para nós três. Ainda falta muito tempo para ele ter o próprio notebook. – Explica Milika.

—É demais pra mim. – Insisto.

—Lauren, apenas aceite. – Diz Gordon, em um tom quase ríspido.

É então que entendo que o computador não é bem um presente. Talvez o fato de eu o aceitar é que seja.

Antes de eu ir embora, Milika me dá uma dúzia de cupcakes para eu levar. A cobertura deles é rosa e dourada, cores que contam uma história cheia de ternura e alegria. Até a comida mente.

Seth leva Samson para passear e se junta a mim quando já estou a meio caminho de casa.

—Desculpe pelo computador, Se.

—Tudo bem, ainda posso jogar no computador de casa.

—Você pode ir lá em casa e me ensinar a jogar um de seus jogos.

Ele me olha com uma expressão séria.

—Ok. Mas você não pode me deixar ganhar. Parece que as pessoas estão me deixando ganhar só porque sou o irmão da garota morta.

—E eu sou a melhor amiga da garota morta. Então estamos na mesma. O que me dá liberdade de fazer picadinho de você.

É a primeira vez em séculos que vejo Seth sorrir.

Os dias passam normalmente, Demi está cheia de trabalho e eu passo a maior parte do meu tempo na biblioteca ou com Henry, que resolveu colar em mim desde que cheguei de viagem. Aproveitei uma de suas tardes de folga da polícia e pedi para que ele me levasse para ver a Mani. Fiquei surpresa quando vi seu apartamento cheio de garrafas e latinhas de cerveja. O cabelo de Normani está grande e desgrenhado, suas olheiras ainda mais fundas. Eu sabia que a morte de Dinah estava afetando-a e queria fazer algo para ajudá-la, mas o quê?

Em uma bela tarde, a campainha da minha casa toca. Dou de cara com Seth na varanda e Samson amarrado no parapeito.

—Vim aceitar sua oferta de fazer picadinho de mim. – Ele diz desafiador enquanto eu rio.

—Entre.

Nós ligamos o computador e nos sentamos na minha cama.

—O que vamos jogar? – Pergunto.

—Pensei em começarmos com Soldier of Solitude.

—O que é isso?

—Aqui, deixe eu te mostrar. – Ele abre o navegador. —Huuum. – Fuça mais um pouco. —Não aparece nenhuma rede. Talvez a gente precise reiniciar o roteador.

—Não tem roteador nenhum, Se. Não temos internet.

Ele me encara, então olha ao redor como se estivesse lembrando quem eu sou. Não sou pobre, nem rica, mas minha mãe nunca viu necessidade de colocar internet em casa.

—Ah, tudo bem. Podemos jogar o que tiver no seu computador. – Ele puxa o notebook pra junto de si. —Quais jogos você tem?

—Não sei se Dinah tinha algum jogo.

Seth e eu nos entreolhamos e quase sorrimos. DJ odiava videogames. Achava que eles sugavam neurônios valiosos. E, como era de se esperar, não há nada no computador, exceto os jogos que já vem instalados.

—Podemos jogar paciência. – Sugiro.

—Paciência não dá para dois jogadores.

Sinto que o decepcionei. Começo a fechar o notebook. Mas então Seth o segura aberto.

—Foi desse computador que ela mandou a mensagem?

Seth tem 10 anos. Tenho certeza que não é saudável para ele falar sobre esse tipo de assunto. Não comigo. Fecho o computador.

—Lauren, ninguém me conta nada.

A voz dele é puro lamento. Lembro-me do adeus que Dinah enviou para ele, também deste computador.

—É, foi desse computador que ela enviou a mensagem.

—Posso ver?

—Seth…

—Eu sei que todo mundo quer proteger minha inocência e tudo mais, mas minha irmã se matou. É meio tarde demais para isso.

Eu suspiro. Tenho uma cópia impressa do bilhete de suicídio guardada em uma caixa debaixo da cama, mas sei que não é isso que ele quer ver. Sei que ele já viu, leu ou ouviu falar da mensagem. Mas Seth quer ver de onde ela veio. Abro a pasta de itens enviados. Mostro a mensagem. Ele estreita os olhos para lê-la.

—Você nunca achou estranho ela dizer que a decisão era dela “e de mais ninguém”?

Balanço a cabeça. Não tinha achado.

—É que, quando nós éramos apanhadas fazendo alguma coisa que não devíamos juntas, e ela queria evitar que eu levasse bronca, era isso que ela falava aos nossos pais: “Seth não teve nada a ver com isso, a decisão foi minha e de mais ninguém”. Era assim que ela falava para me proteger.

Penso por alguns segundos e algumas peças de quebra-cabeça começam a se encaixar lentamente em minha cabeça.

—É quase como se ela estivesse protegendo alguém. – Sussurro mais para mim mesma do que pra Seth.

Depois que Seth foi embora dou mais uma olhada no computador de Dinah. Noto que tem vários e-mails apagados, tanto na caixa de enviados como na caixa de entrada, mas por que ela os apagaria? O que mais será que ela apagou? Será que Seth tem razão? Será que Dinah estava protegendo alguém?

Checo a lixeira do computador e tem um monte de coisa ali, mas a maior parte é inútil. Vejo uma pasta sem nome, mas o computador diz que ela não pode ser aberta na lixeira. Arrasto a pasta para a área de trabalho e tento de novo. Desta vez, recebo uma mensagem de que o arquivo está protegido. Fico com medo de ele ter algum vírus que possa destruir o computador dela, então arrasto a pasta de volta para a lixeira.

Fico curiosa para saber o que tem na pasta e o que aconteceu com os e-mails que sumiram. Não faço ideia e não conheço que ninguém que entenda disso.

Mas então me lembro de Liam Payne, o colega de república de Dinah, que estuda computação. Procuro o telefone de Ally e disco. Ela não atende, logo deixo um recado dizendo que quero falar com Liam.

Na manhã seguinte sou acordada às 7:45 pelo toque do meu telefone.

LIGAÇÃO ON

—Alô! – Atendo com a voz engrolada.

—Aqui é Liam Payne.

Eu me sento na cama.

—Ah, Liam, olá, aqui é a Lauren.

—Eu sei. Eu que liguei pra você.

—Certo. Obrigada. Olha, eu não sei se você pode me ajudar, mas eu tenho um computador aqui e queria recuperar alguns e-mails que foram apagados.

—Você está me ligando porque seu computador deu pau?

—O computador não é meu. É de Dinah. Estou querendo recuperar arquivos que acho que ela tentou deletar.

Ele fica quieto, como se estivesse pensando no assunto.

—Que tipo de arquivos?

Falo com ele sobre os e-mails enviados que sumiram e como estou tentando recuperá-los.

—Talvez dê para fazer isso usando um programa de recuperação de dados. Mas, se DJ queria que esses arquivos fossem apagados, acho que é melhor respeitar a privacidade dela.

—Eu sei. Mas tem algo no bilhete de suicídio dela que me faz pensar que ela talvez não tenha agido sozinha, e agora esse monte de e-mails faltando. Parece haver algo de errado.

—Está querendo dizer que ela pode ter sido coagida por alguém?

—Não sei o que quero dizer. É por isso que pretendo encontrar aqueles e-mails. Não sei se estão em uma pasta que encontrei na lixeira do computador. Não consigo abri-la.

—O que acontece quando você tenta?

—Espera aí.

Ligo o notebook e arrasto o arquivo da lixeira. Clico nele para abrir e recebo a mensagem de que ele está protegido. Digo isso a Liam.

—Tente o seguinte. – Ele me fala um monte de comandos complicados. Nada funciona. —Humm. – Ele me pede para tentar mais alguns comandos, mas sem sucesso. —Parece uma encriptação bastante sofisticada. Quem quer que tenha programado isso, sabia o que estava fazendo.

—Então a pasta está inacessível para sempre?

Liam dá uma risada.

—Não. Isso não existe. Se eu estivesse com o computador aqui provavelmente conseguiria desencriptar para você. Pode mandar a máquina para cá, se quiser, mas é melhor se apressar, porque meu período acaba em duas semanas.

Vou até o correios e falo com Troy, o rapaz que trabalha lá. Ele me informa que vai custar 40 dólares para enviar o computador e outros 40 para ele ser mandado de volta.

Oitenta pratas? Esse é o preço da passagem de ônibus. O fim de semana está chegando e eu tenho dinheiro. Então…

—Está ficando louca? – Demi grita comigo como se eu tivesse dito a ela que virei uma dançarina de strip-tease.

—Demi, pense bem… Se tem alguém envolvido na morte de DJ…

—Lauren, chega! Eu já ouvi muita baboseira num dia só! Dinah se matou, não é culpa de ninguém, só dela, fim de papo, acabou, encerra o assunto, para com isso.

—Eu sei que ela te magoou, me magoou também, mas tenta entender! Se tem alguém envolvido nisso, eu quero saber!

—É, Lauren, ela me magoou! – Demi respira fundo e passa as mãos pelo cabelo. —Olha, se você quer procurar por “pistas”, vá em frente, eu não vou te impedir. Mas se no fim do túnel você descobrir que isso tudo não valeu de nada e a culpada disso foi só a Dinah, bom, eu estarei te esperando com um grande copo cheio de: eu te avisei!

—Tudo bem, eu já entendi! Estou sozinha nessa…

—Não, sozinha você não está… Eu só não quero voltar lá. – Assinto com a cabeça e Demi me puxa pra um abraço. —Boa viagem!

—Obrigada! – Sorri fraco para ela e estufo o peito quando nos separamos. —Bom, então é isso… Eu vou a Tacoma.


Notas Finais


Compartilhem a fic com os amiguinhos, comentem e favoritem!
Beijos de luz e até mais!


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