História Eu Estive Aqui - Capítulo 14


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jason Dilaurentis, Lucas Gottesman, Melissa Hastings, Mona Vardewaal, Personagens Originais, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings
Tags Emison, Ezria, Pll, Pretty Little Liars, Romance, Spencer, Spoby
Visualizações 98
Palavras 3.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhas, tudo bom com vocês? Eu espero que sim!
Mais um capítulo quentinho pra vocês se esquentarem nesse frio haha e eu posso dizer que ele vai trazer algumas reviravoltas amores! Se preparem haha
Boa leitura a todos <3

Capítulo 14 - Boa Sorte!


POV MONA

—Então… Você conheceu a Spencer? – Alison pergunta após me oferecer uma xícara de café.

—Conheci e é por isso que estou aqui.

—Não acha que está tarde para prestar suas condolências? – Hanna fala com sarcasmo.

—E quem disse que eu vim aqui para isso? – Pergunto com um sorriso no rosto.

—Está aqui por que então? – Alison pergunta me encarando.

—Bom, eu conheci a Spencer de uma forma que ninguém conheceu…

—Dormiu com ela? – Hanna pergunta com mais sarcasmo ainda.

—Você tem quantos anos? Cinco? – Pergunto sem paciência.

—Hanna, deixa ela falar! – Alison repreende a amiga.

—Obrigada! Bom, vou direto ao ponto! Eu conheci a Spencer por causa de outras duas pessoas, eu conversei com ela algumas vezes e foi pra tentar evitar uma coisa que não consegui, aparentemente.

—Evitar o que? – Hanna pergunta interessada.

—Sua morte! – Falo sem fazer rodeios.

—Você sabia que ela queria se matar? – Alison pergunta sem desviar seus olhos dos meus.

—Alison, ela não queria se matar… Mas eu conhecia duas pessoas que queriam vê-la morta!

 

FLASHBACK ON:

—Não acha que está indo longe demais com isso? – Pergunto segurando no braço de Alex.

—Longe? Eu nem cheguei perto do que eu quero ainda! – Ela fala se soltando da minha mão.

—Alex, qual é? Você sempre quis achar sua família para saber da verdade e quando acha um pedaço dela, quer matá-la?

—Essa menina tirou tudo de mim, Mona! Ela tirou a vida que eu poderia ter, você não entende!

—Ela nem deve saber da sua existência, Alex! Dê uma chance a garota, converse com ela, tente conhecê-la!

—Mas e se…

—Alex, não volte atrás! – Caleb fala a afastando de mim. —Já chegamos muito longe pra você desistir agora!

—Só vão chegar longe depois que a menina estiver num caixão! Ainda não é tarde, Alex! – Insisto.

—Caleb tem razão, vá embora, Mona! Não preciso de você! – Suas palavras cortam meu coração como se fosse uma faca bem afiada.

—Você que sabe… Depois não diga que não te avisei!

FLASHBACK OFF.

—Espera… Spencer tinha uma irmã gêmea? – Alison pergunta e se levanta.

—Isso não é possível! Você está mentindo! – Hanna fala e me encara.

—Spencer também pensou que era mentira quando a procurei…

 

FLASHBACK ON:

—Então eu tenho uma irmã gêmea? – Spencer pergunta me encarando.

—Sim e você está correndo perigo, Spencer!

—Eu ainda não entendi… Eu tenho uma irmã e ela quer me matar?

—Sim, ela quer te matar, ela culpa você por tudo de ruim que aconteceu com ela! Ela foi induzida a pensar que seus pais a rejeitaram e preferiram ficar com você.

—Você percebe o quanto isso soa de uma forma maluca? Por qual motivo minha irmã me mataria? Ela é minha irmã! – Spencer fala e dá uma risada breve.

—Eu sei que não acredita em mim, mas você precisa! Ela não conviveu com você, ela não tem amor por você, por que ela te pouparia?

—Mas também não entendo o porquê dela querer me matar! Você deve estar louca! – Spencer falou pegando suas coisas e se levantando da mesa.

—Tudo bem… Não acredita? Então eu vou te dar uma prova! – Falo e pego um pedaço de papel na minha bolsa. —Se encontre comigo nesse lugar e nesse horário amanhã, você vai ter sua prova!

Spencer me olha como se eu fosse mesmo louca, mas pega o papel e sai da cafeteria antes que eu pudesse dizer qualquer outra palavra.

—Acredita em mim agora? – Pergunto após Alex e Caleb saírem da lanchonete sem notar nossa presença.

Spencer tinha vindo comigo, ela era curiosa e eu agradecia por isso. Tínhamos visto Caleb e Alex conversarem por um tempo enquanto eles comiam. Spencer ficou chocada com a semelhança assustadora entre ela e Alex, tanto que sua única reação foi abrir a boca e ficar observando em silêncio e de longe.

—Tá, eu tenho uma irmã gêmea, mas isso não prova que ela quer me matar!

—Spencer, eles têm tudo planejado…

—Não, chega! Isso é muita loucura!

—Loucura é o que eles estão planejando! Vai chegar um bilhete até você, um bilhete assinado por “Toby” – faço aspas com as mãos —O bilhete vai ser fofo e estará endereçado com um quarto de motel, lá eles te matarão.

—Eles sabem sobre Toby?

—Eles sabem de todos que convivem ou já conviveram com você!

—Mas… – Spencer fica em silêncio um tempo e depois volta a me encarar. —Chega, eu não quero mais saber disso.

—Quer saber? Você e a Alex são parecidas até nisso! Ambas são teimosas! Eu desisto! Eu tentei te ajudar! – Falo me levantando. —Boa sorte!

Saio da lanchonete mais rápido que posso. Já tinha me arriscado mais do que deveria.

FLASHBACK OFF.

—Para onde você foi depois que conversou com ela esse dia? Por que não impediu que tudo isso acontecesse? – Hanna pergunta me encarando.

—Eu fui embora! Eu já tinha feito algo a respeito do que estava acontecendo. Eu não podia me meter no caminho de Alex, ela me mataria também! Por isso eu fugi por um tempo! Eu não recebi nenhuma notícia dos dois ou de Spencer por meses, e por isso achei que eles tinham desistido dessa ideia maluca. Mas foi ai que eu me enganei… Eu ouvi uma conversa no quarto da Spencer entre Alison e Emily.

—Você ouviu o que? – Alison pergunta chocada.

—Eu ouvi uma conversa entre você e Emily! Vocês duas estavam falando sobre o computador da Spencer, sobre um tal de Lucas e foi ai que eu entendi o que tinha acontecido…

 

FLASHBACK ON:

Entro no meu quarto e ligo o notebook. Logo o programa de escuta que instalamos é ativado e eu escuto uma voz que julgo ser da Emily, colega de quarto de Spencer.

—Alison?

—Alison? – Repito o que ela fala comigo mesma.

Alison é amiga da Spencer, não deveria estar na república, ela nunca foi lá. Não tem motivo para estar lá. Eu deveria ter me livrado do programa desde que parei de falar com Alex, mas tinha me esquecido dele até ligar meu notebook novamente.

—Esse papel estava ai no meio? – É a voz de Emily novamente.

—Onde achou isso? – Uma voz mais fina que a sua toma conta das caixas de som do computador. Julgo ser a Alison.

—Acabou de cair do livro, não me viu abaixando para pegar? – Emily faz uma pausa. —Bom, caiu daí.

Fica um silêncio por alguns segundos até que Emily volta a falar.

—O que significa?

—Posso ficar com ele? – Alison fala.

—Claro, era da Spencer. – Me pergunto do que elas estão falando.

—É, eu sei. Ele tem um valor…

—Alison, para com isso. Dá pra você me contar o que está acontecendo? – Estava prestes a desligar tudo, quando ouço essa parte.

—Não sei do que está falando.

—Ezra me contou que Lucas te chamou assim que você chegou, vai me contar o que ele descobriu ou não? – Me interesso ainda mais por essa conversa.

Me concentro em ouvi-las, mas tudo fica silencioso até que Alison volta a falar.

—Lembra de que eu te contei que suspeitava que a morte da Spencer não era um suicídio?

—Lembro.

Morte da Spencer? Ai meu Deus, eles realmente fizeram isso com ela! Eu não posso acreditar!

—Bom, eu deixei o computador dela com Lucas… – A voz toma conta das caixas de som novamente. —Ele descobriu que outra pessoa tinha acesso ao computador da Spencer. Essa pessoa pode ter manipulado tudo para que parecesse realmente um suicídio, de qualquer forma, tem mais alguém envolvido nisso, entende? Lucas ainda está trabalhando para descobrir quem foi, pois segundo ele, essa pessoa deixou rastros… E pelo que sabemos pode ser qualquer pessoa. Tanto da faculdade, da nossa cidade e até mesmo… Daqui.

—E você acha que eu tenho algo com isso? – Dessa vez é a voz da Emily.

—Emily, é que…

—Alison, só me responde! Você acha que eu tenho algo com isso? – Ela não tem, Alison.

—Eu não sei, Emily! Eu estou confusa, ok? Eu não conhecia você, não conhecia ninguém daqui! Antes da minha amiga vir pra essa cidade ela estava viva e agora… Bom, ela não está!

Desligo o computador em choque. Ainda não acredito no que ouvi. Spencer está morta. Mesmo depois de eu ter tentado avisá-la, mesmo depois dela ter visto Alex com seus próprios olhos…

FLASHBACK OFF.

—É por isso que estou aqui! Eu era a responsável pelas escutas da república e por isso tinha acesso a elas ainda. Eu havia me esquecido de tirar elas de lá, só me lembrei quando liguei meu computador novamente. Eu ouvi Alison falando sobre a morte da Spencer e sobre a suspeita dela de que outra pessoa possa estar envolvida nisso. Você está certa e eu quero ajudá-la a encontrar esses dois! – Falo convicta.

—Por que devemos acreditar em você? – Pergunta Hanna com uma cara desconfiada.

—Você acha mesmo que eu inventaria tudo isso? Você pode não me conhecer, Hanna. Mas eu te garanto, eu jamais faria isso com Spencer. Esses dois merecem ir para trás das grades! – Falo firme.

Ambas ficam em silêncio e me encaram. Alison parece confusa e pensativa. Ela não estava me julgando igual Hanna, isso já era um alívio para mim.

—Acho melhor você ir embora, Mona! – Alison fala firme e me surpreende.

—Como?

 

POV ALISON

—Não me leve a mal, Mona. Mas acho que eu e Hanna temos muito o que processar, sem contar o fato de que temos que trabalhar. – Falo da melhor maneira possível. —Você pode nos deixar um telefone de contato? Assim nós ligamos para você.

—Claro, eu estarei na cidade por alguns dias, ficarei feliz em ajudá-las a esclarecer ainda mais as coisas! – Ela fala gentilmente antes de estender um cartão em minha direção. —Me ligue!

A garota sai da minha casa ainda com um sorriso no rosto. Hanna e eu nos encaramos como se estivéssemos em um verdadeiro filme.

—O que faremos? – Hanna pergunta assim que fecho a porta.

—No momento? Vamos trabalhar! Eu preciso ocupar minha cabeça e espero que faça o mesmo! – Pego minha bolsa e entrego a de Hanna em suas mãos. —Vou passar na lanchonete mais tarde para conversarmos!

—Tudo bem, eu te espero.

Essa história que a tal da Mona nos contou sobre a Spencer ter uma irmã gêmea martelou na minha cabeça o dia todo, mal consegui me concentrar no meu trabalho. Tudo tinha ficado uma bagunça e por mais que eu tentasse encontrar uma explicação lógica, nada fazia sentido.

Spencer não sabia que tinha uma irmã gêmea, isso é fato, mas por qual razão os pais dela nunca mencionaram isso? Será que Spencer era adotada? Não fazia sentido, a semelhança entre ela e Peter era evidente, eles tinham gênios iguais assim como a pequena Melissa. Os três eram parecidos até nos gostos alimentares, não pode ser que Spencer seja adotada.

—Alison? – A voz da Sra. Banks me trouxe de volta a realidade.

—Sim?

—Não ouviu eu te chamando? – Ela pergunta me encarando.

—Não, me desculpe, acabei me distraindo… Precisa de algo? – Pergunto ao descer da pequena escada que usava para guardar os livros.

—Não querida, vá embora. O serviço por aqui acabou…

—Mas eu preciso terminar de colocar aqueles livros em ordem.

—Faça isso amanhã, Alison. Está com a cabeça em outro lugar e terá que fazer isso novamente pelo que estou vendo, você está colocando tudo no lugar errado. – Ela fala antes de soltar uma risadinha.

—Tudo bem, eu vou. Me desculpa, Sra. Banks. – Falo sorrindo em desculpa.

—Não se desculpe e mande um abraço a sua mãe por mim! – Ela fala com um sorriso gentil nos lábios.

—Vamos falar com os Hastings então? – Hanna pergunta antes de me servir uma xícara de café e tirar seu avental pra se juntar a mim na mesa.

—Sim!

—Mas eles vão fazer perguntas… Não acha que vai atrapalhar tudo?

—Não importa, Hanna! Nós precisamos de respostas. Como vamos continuar investigando a morte da Spencer sem saber se essa história de irmã gêmea é verdadeira? Precisamos tirar isso a limpo e não sei quem mais pode nos esclarecer isso. – Falo firme.

—Mas e a Mona?

—A Mona conhece a versão da Alex, isso é, se essa Alex existe…

—É, você tem razão. – Hanna faz uma pausa e me olha. —Quando vamos falar com os Hastings?

—Hoje mesmo! Já está liberada?

—Já sim, vou pegar minhas coisas.

Hanna some pelo corredor da lanchonete. Termino meu café e deixo uma quantia em dinheiro que pague por ele antes de me levantar da mesa.

—O que é isso? – Hanna pergunta encarando o dinheiro.

—Uma gorjeta?

—Você só pode dar gorjeta pra mim! – Ela fala e pega a nota que seria a gorjeta da outra garçonete. —Fui eu que te atendi!

—Tudo bem, não precisa fazer um drama com isso.

—Eu não faço drama!

Apenas reviro os olhos e rio da sua cara antes de enlaçar meu braço no seu para sairmos de lá.

Quem nos atende quando tocamos a campainha é a pequena Melissa. A abraçamos antes de sermos abraçadas por Verônica e Peter, ambos estranham nossa visita repentina, mas nenhum deles reclama. Brincamos um pouco com Melissa e deixamos a pequena nos mostrar suas novas revistas e livros que ela levará para o acampamento de férias.

Após um tempo, Hanna e eu pedimos para que a pequena continue arrumando sua mala e prometemos ajudá-la antes de irmos para nossas casas. Descemos as escadas e encontramos os pais de Spencer sentados na sala.

—Vocês já vão? – Verônica pergunta assim que desvia o olhar da TV.

—Não… Nós queremos conversar com vocês, na verdade. – Falo e Hanna assente.

—Aconteceu alguma coisa? – Peter pergunta e se ajeita melhor no sofá.

—Aconteceu… E foi uma coisa bem estranha. Bom, uma menina bateu a minha porta hoje de manhã e…

—Vai logo ao assunto, Alison! – Hanna me interrompe e então cospe de uma vez a bomba. —Spencer tinha uma irmã gêmea?

—Quê? – Verônica e Peter perguntam ao mesmo tempo enquanto eu fuzilo Hanna com os olhos.

—Bom, nós sabemos que isso é um absurdo e não acreditamos, mas…

—Como vocês ficaram sabendo disso? – Peter pergunta e se levanta.

—Espera, vocês não vão negar? – Hanna perguntou chocada.

—Negar o que? – Melissa aparece no pé da escada com uma cara confusa.

—Nada, meu amor! Quer ir comigo tomar um sorvete? – Peter pergunta e some com a pequena em poucos minutos.

—Como vocês ficaram sabendo disso? – Verônica é a primeira a romper o silêncio.

Contamos sobre Mona e sobre o que ela nos contou. Em nenhum momento Verônica nos interrompe, apenas faz caras e bocas. Não mencionamos o fato de que Mona nos procurou pela conversa que escutou entre mim e Emily. Faço um sinal para que Hanna permaneça quieta a respeito disso e ela respeita minha decisão, pela primeira vez na vida, ela me dá “ouvidos”.

—Vocês podem me acompanhar, meninas? – Verônica pergunta e nos guia até o quarto dela.

Ela pega uma chave em sua gaveta do criado-mudo e depois abre seu guarda-roupa. Demora um tempo até que ela consiga pegar uma caixa aparentemente antiga. Ajudamos ela a colocar a caixa na cama, ela abre a caixa com a chave e depois suspira.

Observo que há lágrimas em seus olhos e me arrependo profundamente em fazê-la me contar o que queremos saber. Mas eu sabia que entraria em um campo desconhecido quando comecei a investigar a morte da nossa melhor amiga. E se for preciso mexer em algumas feridas para conseguir a verdade, eu o farei.

—Quando eu engravidei da Spencer, as coisas entre mim e Peter não estavam bem. Nós nos conhecemos desde a nossa época da escola, vocês sabem… Mas nossos primeiros anos de casamento foi difícil. Nós brigávamos por causa de dinheiro, Peter tinha dois empregos para poder pagar sua faculdade e a nossa casa. Eu ajudava trabalhando fora, mas tudo acabava mais nas costas dele. Bom, com o tempo nosso relacionamento caiu na rotina, ele tinha terminado a faculdade e tinha ingressado num emprego melhor. – Ela faz uma pausa e enxuga uma lágrima que escorre pela sua bochecha. — Ele tinha arrumado uma amante. Eu não soube até anunciar que estava grávida, ele me contou sobre seu erro, disse que se eu o perdoasse ele largaria essa amante e nós poderíamos voltar a ser uma família. Eu fiquei tão magoada com ele, mas eu o amava tanto, ainda o amo. Então decidi lhe dar outra chance. Ele ficou tão feliz com a minha gravidez, nós voltamos a ser o casal da adolescência e a cada dia que passava ficávamos mais empolgados por saber que nossa família aumentaria. Mas o pesadelo começou quando eu alcancei meu terceiro mês de gravidez. – Verônica tinha um olhar nostálgico enquanto nos contava a história. —O nome da amante dele era Mary Drake, ela começou a me ameaçar. Diversas vezes Peter teve que intervir e ameaçá-la para que ela ficasse longe de nós, até denunciamos ela para a polícia… Isso tudo só acabou depois de um tempo… Foi na mesma época que eu descobri que estava grávida de duas meninas. – Verônica faz uma pausa e abre a tampa da caixa.

Ela tira de lá diversas peças de roupas idênticas, macacões, chapeis e mantas. E alguns papéis que mostravam suas ultrassonografias com as imagens borradas de dois bebês em sua barriga. Meus olhos se encheram de lágrimas ao pegar notar que Verônica chorava.

—No dia do parto tudo foi muito confuso. Peter tinha viajado a trabalho e não chegou a tempo, pois as meninas “quiseram” nascer antes do tempo, então eu fui sozinha para o hospital… Os médicos tinham me alertado que seria um parto difícil, mas eu não sabia que isso poderia custar tão caro… – Verônica pega um papel e entrega em minhas mãos. Hanna se aproxima para ler o que estava escrito.

É um atestado de óbito no nome de Melissa Hastings, mas tinha a mesma data do nascimento de Spencer.

—Ela estava morta, eu perdi uma filha naquele dia… No mesmo dia que eu ganhei uma das pessoas mais preciosas da minha vida, eu perdi a outra parte do meu coração. É por isso que quando descobri que estava grávida de Melissa, decidimos dar esse nome a ela… Em homenagem a irmã gêmea de Spencer.

Verônica explodiu num choro controlado, mas todo o controle sumiu quando eu a abracei. Seus soluços tomaram conta do quarto e até mesmo Hanna estava chorando conosco. Sua dor podia ser sentida por mim e por Han, ela não estava chorando só por Melissa, a irmã gêmea de Spencer, ela estava chorando pela própria Spencer. Ela perdeu duas partes do seu coração e nosso choro seria muito mais intenso se tivéssemos perdido as duas partes também, se tivéssemos conhecido a outra parte.

—Vocês não podem acreditar nessa menina. Eu não sei como ela soube ou quem ela é, mas ela está brincando com vocês, ela quer que vocês se iludam com uma possibilidade falsa dessa “Alex” ser a minha menina. – Verônica falou entre seus soluços.

A abracei ainda mais forte e concordei com minha cabeça. Hanna se manteve em silêncio e acariciou suas costas num ato de conforto. Nós não sabíamos quem era a Mona, Verônica tinha razão. Mas ela não sabia de tudo que nós sabíamos. De qualquer forma, eu não a envolveria nessa confusão sem saber o que realmente acontecia. Nós estávamos por conta própria agora.


Notas Finais


E ai? O que acharam? Até a próxima, um beijão!


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