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História Eu estou bem. (Por favor, me ajude.) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Eai, demorei um pouco neah? Hihihi

Espero que gostem!❤

Capítulo 3 - Pistas


Fanfic / Fanfiction Eu estou bem. (Por favor, me ajude.) - Capítulo 3 - Pistas

— Q-Quem é você? Por que está me seguindo?! — Indaguei, assustada.

O homem não respondeu.

— Anda, fala alguma coisa! — Esbravejei, já estou cansada de toda essa palhaçada.

O homem correu na direção da porta do meu quarto. Por que ele está fugindo? O segui e vi que ele já estava saindo de minha casa.

— Ei, espera! — O chamei novamente, e mesmo assim o desgraçado continuou correndo.

Também corri, o segui e vi que ele estava correndo na direção de uma floresta, que localizava-se bastante perto da minha casa. Ele corre muito rápido, droga! Não sei se vou conseguir alcançá-lo! É nessas horas que gostaria de ter ido à aula de Educação Física. Eu vou pegar esse filho da puta! Ele não pode me atormentar durante grande parte da minha vida e depois simplesmente fugir! Eu preciso de explicações.

O homem encapuzado logo adentrou a floresta, e eu também. Ele corria como uma presa, e eu como um caçador. À medida em que nós corríamos, árvores e mais árvores apareciam no nosso caminho, o que dificultava bastante a minha visão.

Acabei parando em um local vazio, livre de todas aquelas árvores, tinha apenas terra. As árvores da floresta circundavam aquele local vazio, e mais à frente havia uma espécie de trilha, e eu a segui, é claro. A trilha de certa forma era um pouco assustadora, pois as árvores daquele local eram apenas troncos mortos com galhos secos, diferente das árvores que vi de início quando tinha entrado na floresta.

Após um curto período de tempo, avistei uma casa abandonada a poucos metros de onde eu estava. O homem encapuzado já havia sumido, acabei o perdendo de vista, merda! Que lugar é esse?

Tudo isso foi arquitetado por aquele homem? Era tudo planejado? E se ele estivesse, durante todo esse tempo, tentando me dizer alguma coisa? E se for uma armadilha? É melhor não arriscar, ainda não sei do que aquele homem seria capaz, não sei de que lado ele está. Olhei para o meu relógio de pulso e vi que já eram 15:07, faltava pouco tempo para a minha entrevista de emprego. Fui diretamente para a loja, ainda um pouco mexida com o que havia acabado de acontecer.

A loja era muito bonita, haviam vários posters dos maiores astros do rock ’n roll espalhados pelas paredes, como Elvis Presley, John Lennon, Freddie Mercury, Robert Plant, e muitos outros artistas. Também haviam várias prateleiras de madeira com centenas de discos e uma decoração que dava um ar de anos 70. Assim que adentrei a loja, fui recebida por um rapaz ruivo que já estava na faixa dos 25 anos. Se não me engano, ele se chama Jake.

— Alexia Parker, não é? — Indagou o ruivo. — Você chegou um pouco atrasada, mas espero que possa me compensar por isso. — Também espero.

— Sim, sou eu mesma. Peço-lhe mil desculpas pelo meu atraso, mas prometo que não irá se arrepender de ter me esperado. — Falei, tentando passar confiança.

— É o seguinte, você irá trabalhar aqui hoje e atenderá todos os clientes que aparecerem. Ficarei no caixa te observando, e se eu ver que você teve um bom desempenho, o emprego é seu. Você entende alguma coisa de música antiga?

— Sim, sou apaixonada por música antiga, e esse é um dos motivos pelos quais resolvi trabalhar aqui.

O rapaz me mostrou onde ficava cada compartimento de discos, tentei memorizar todos eles, não quero decepcioná-lo, pois preciso muito desse emprego.  Após um curto período de tempo onde ele me explicava todo o funcionamento da loja, finalmente chegou um cliente. Assim que o cliente entrou na loja, já foi recebido por mim.

— Olá, posso ajudar? Do que o senhor precisa? — Indaguei, tentando parecer mais simpática o possível.

— Estou procurando alguns discos do Ozzy Osbourne. — O rapaz de meia-idade disse.

Levei o senhor até a sessão onde tinha os discos do artista. Atendi vários e vários clientes por horas, até o meu turno acabar. O ruivo, que provavelmente era o dono da loja, veio até mim com um sorriso satisfeito.

— Parabéns, o emprego é seu. Foi muito bem hoje, espero que continue assim nos próximos dias. Já está liberada, pode ir, esteja aqui segunda-feira no mesmo horário. — Disse o ruivo.

— Muito obrigada, fico muito feliz. — Agradeci.

Já estava um pouco tarde, o relógio marcava umas oito horas da noite, portanto, me apressei a ir ao mercado para comprar algumas coisas e logo ir para casa. As ruas de Detroit são muito perigosas durante a noite. Assim que cheguei em casa, novamente senti aquele vazio, como se alguma coisa estivesse faltando. Minha mãe é essa coisa, é ela quem está faltando, os dias estão sendo tão difíceis sem ela.

Mas eu vou superar, é isso o que ela iria querer se estivesse aqui, que eu fosse feliz mesmo sem a presença dela.

             [...]

 

Sabe aquela sensação? Quando você está num lugar cheio de gente, mas ainda assim se sente muito sozinho? Bom, é exatamente isso o que eu estou sentindo nesse momento. Tantos rostos sorridentes, tantas pessoas expressando felicidade. Seria tudo isso apenas fingimento? Ou eu apenas não me encaixo nesse mundo?

O parque estava cheio de crianças, todas elas estavam brincando e sorrindo, acompanhadas de seus pais. Tudo isso me lembra dos tempos em que eu era uma dessas crianças, que são amadas e mimadas pelos pais. Automaticamente, abri um sorriso. Ao menos as boas lembranças não mudam, mesmo que as pessoas acabem mudando.

Senti uma presença sentar-se ao meu lado, o que me fez olhar para a pessoa discretamente.

— É lindo, não é? — A garota disse.

— O quê? — Perguntei.

— Tudo isso, tem gosto de infância. — Continuou, dando um pequeno sorriso.

— Sim, você tem razão. — Concordei.

— Desculpe-me se eu estiver sendo invasiva, mas por que está aqui? — Indagou a garota, ainda um pouco receosa.

— Este lugar me traz boas lembranças, gosto da energia positiva que este local me passa. — Disse, lembrando-me de quando meu pai me empurrava no balanço enquanto minha mãe observava, sorrindo. — E você?

— Pelo mesmo motivo que você, mas também estou tomando conta do meu irmãozinho, eu tinha que dar uma descontraída nele. Ele está logo ali. — Apontou para um garotinho moreno, que era bastante parecido com a sua irmã. Ele estava brincando na areia com outras crianças.

— Entendi. Qual seu nome? — Falei, um tanto curiosa sobre a garota.

— Me chamo Alyssa, e você? — Respondeu a garota.

— Alexia. Foi muito bom conhecer você Alyssa, mas eu realmente preciso ir. — Sorri para a garota como uma forma de despedida, e logo me retirei do local.

Eu tinha marcado de me encontrar no shopping com Emily, Emma e Christine, mais conhecida como Chris, que é a melhor amiga de Emily. Fui para casa, vesti uma calça jeans de cintura alta, um cropped preto devido ao calor e um par de tênis all star vermelhos, que já estão um pouco velhos. Ah, as marcas! Quase que eu esquecia! Vou ter que colocar um moletom por cima, mesmo nesse calor infernal. Assim que coloquei o moletom, fui para o shopping, já avistando as meninas perto da entrada.

— Demorou, hein! — Disse Emily, que já estava impaciente devido à minha demora.

— Desculpa. — Forcei uma pequena risada.

— Amiga, que look mais brega! Depois dessa, com certeza vamos passar na loja de roupas, você está precisando de umas roupas novas. — Disse Christine, uma das líderes de torcida.

— Num calor desses, por que tu ‘tá de moletom? É estranha mesmo.  — Disse Emma, em um tom zombeteiro.

— Vamos ao cinema, ou não? — Tentei desviar do assunto.

             [...]

 

Após assistir um filme romântico pela insistência de Emily e Chris, fomos diretamente para a praça de alimentação, o cheiro delicioso dos lanches faziam minha barriga roncar alto. Eu e Emily pegamos duas fatias de pizza enormes, Emma pegou um hambúrguer e Chris uma salada.

— Desse jeito, vocês vão acabar ficando mais gordas do que já estão. — Disse Chris, enfiando uma garfada de alface na boca suja dela. Emily continuou comendo sua pizza, calada.

— Acho que prefiro ser uma gorda feliz e satisfeita do que uma magrela que só come mato. — Emma retrucou, me fazendo segurar uma pequena risada.

— ‘Tá bom, depois não diga que não avisei. — Disse Christine.

— Não gostei daquele filme, achei muito clichê!  — Tentei tirar a tensão do clima.

— Até eu que sou fã de carteirinha de filmes românticos, achei clichê. — Emily disse, soltando uma risada.

— Vocês que escolheram esse filme, ainda bem que não tenho nada a ver com isso! — Emma tentou jogar a culpa para Emily e Christine.

— Ah, eu até que gostei, o príncipe salva a donzela. É tão romântico. — Preciso nem dizer quem foi que disse isso, não é?

— Não, é ridículo! Por que é sempre o príncipe que tem que salvar a donzela, e não o contrário? — Disse Emma, sendo perceptível um pouco de irritação em sua voz.

— As donzelas são frágeis e delicadas, não poderia ser o contrário. — Explicou. Essa deveria ser a namorada do Dylan, os dois combinam tanto.

Enquanto Emma e Chris discutiam, eu e Emily apenas observávamos as duas, caladas. Eu continuava ouvindo os resmungos das duas, mas não era isso o que chamava a minha atenção. A alguns metros, vi a silhueta tão familiar misturada entre a multidão, parada e calada, apenas me observando de longe. O que esse homem veio fazer aqui? Por que está me seguindo de novo? Ele não quer mesmo largar do meu pé, nem nas horas em que estou com minhas amigas, isso é um absurdo! Porém, talvez ele realmente esteja tentando me avisar alguma coisa. As marcas, a casa... O suicídio dos meus pais... Espera, o quê? Será que...

— Ali? ‘Tá me ouvindo? Terra chamando Alexia! — Chamou Emma, estralando seus dedos na frente da minha visão. — O que você tanto pensa?

— Nada demais, só estava meio distraída. — Dei uma desculpa esfarrapada.

— “Meio”? Você viajou ‘pra Nárnia! — Emily disse, me fazendo dar uma pequena risada.

— Eu e Emily precisamos ir ao banheiro, encontraremos vocês duas na loja de roupas daqui a pouco. — Disse Christine, que logo em seguida acabou puxando Emily em direção ao banheiro.

Eu e Emma fomos para a loja assim que ambas saíram de lá, e também estranhamos um pouco essa saída repentina de Emily e Christine ao banheiro. Juntamos algumas roupas e fomos para o provador feminino, uma sala com várias cabines e alguns sofás, com algumas barras de ferro para pendurar os cabides. Pouco tempo depois, Emily e Chris voltaram do banheiro, percebi que Emily estava meio cabisbaixa. As duas foram pegar mais algumas roupas, deixando eu e Emma sozinhas no provador.

Saí da cabine com um suéter azul marinho e uma calça da cor preta, colocando as mãos na cintura e desfilando como uma modelo, o que foi um tanto engraçado.

— Parece a Gisele Bündchen, arrasou. — Brincou Emma, começando a me aplaudir.

— Claro, bebê, eu sei que sou linda. — Eu disse, mandando um beijinho no ar para Emma.

— Agora prova esse cropped aqui, Gisele. — Jogou a peça de roupa amarelada na minha cara. Que garota abusada!

Quando ia entrar para provar o cropped, me lembrei de uma coisa: os hematomas! Se ela os ver, vai começar a fazer um monte de perguntas, ela é muito insistente. Tenho que inventar uma desculpa, e rápido.

— Não gostei desse cropped, é muito chamativo. — Reclamei.

— E desde quando você liga para essas coisas? — Disse, já começando a achar aquela situação estranha. — Desde que começamos a provar roupas, você recusou a usar roupas curtas, o que é estranho vindo de você. E o moletom, por que estava usando?

— E-Eu estava só com frio, ‘ué. — Tentei ser convincente.

— Em pleno verão? Com esse calor infernal? Não me venha com essa, eu sei que está escondendo alguma coisa. — Disse Emma, que logo em seguida veio em minha direção e tentou tirar o meu moletom. — Tira isso!

— Me solta! — Tentei desviar de Emma, mas ainda assim ela conseguiu ver parte dos hematomas do meu corpo.

— Alexia...  o que é isso? — Emma conseguiu levantar todo o meu moletom, vendo a “obra de arte” por completo.

Merda!


Notas Finais


Uia kkkkkkkk

Sobre esse final, vou nem dizer nada.

O que vocês acham do homem encapuzado? Seria o mocinho da história, ou o vilão?

Descobriremos isso nos próximos capítulos.


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