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História Eu estou bem. (Por favor, me ajude.) - Capítulo 5


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Notas do Autor


To de volta, irraaaa

O capítulo ficou meio parado, mas espero que não se incomodem com isso.

Capítulo 5 - Não precisa me acompanhar.


Lembram quando eu disse que estava bem? Pois bem, eu estava mentindo, mas disso eu tenho certeza que vocês já sabiam. A resposta foi tão automática... Somos educados desde cedo a sempre vivermos atuando, apenas mantendo as aparências, porque é isso o que a vida é, um mero teatro. Não possui roteiros, todas as falas e ações dos personagens são improvisadas na mesma hora em que estão sendo realizadas. E mesmo assim, não deixa de ser um teatro. Sabe por quê?  Porque no fim, o objetivo sempre é o mesmo: fingir perfeição.

Talvez eu esteja sendo um pouco chata e insensível em afirmar isso, mas essa é e sempre foi a minha forma de pensar, pelo menos na maior parte do tempo.

Sei que não entrei em detalhes em relação à morte do meu pai, então vejo este momento íntimo de conversa entre nós como uma boa oportunidade.

De certo modo minha família sempre foi problemática, porém eu ainda não possuía capacidade cognitiva o suficiente para poder entender tudo o que estava acontecendo, e por isso, por muito tempo eu acreditei que tudo fosse um mar de flores. Deve ser por isso que as pessoas enaltecem tanto a infância, uma época onde o dinheiro é apenas um pedaço de papel com um número no meio, onde a morte é apenas uma fase da vida em que você vira mais uma estrela no céu, onde a tristeza é apenas um sentimento ruim que logo vai passar, onde sua única preocupação é sobre o monstro que se esconde em seu armário.

Não que o meu pai fosse uma pessoa ruim, ele só não era exatamente o que aparentava ser. Na frente de todos, ele era alegre e engraçado, quando estava sozinho, era triste e desanimado. E é claro, apenas minha mãe sabia disso. Mas parece que no fim de tudo, a depressão do meu pai sempre fora maior que o amor que ele possuía por nós duas. Ele não fora forte o suficiente para poder manter a própria vida pela gente. E bom, parece que o que aconteceu com a minha mãe não foi tão diferente assim...

Porém, sempre existe um porém. Agora, essa é a parte em que o homem encapuzado entra. O que seriam todos aqueles símbolos? Isso teria algo a ver com a morte dos meus pais? Estou tão confusa! Talvez estar louca possa ser algo ruim, mas às vezes acho que não seria uma má opção. Seria ótimo acordar em um mundo onde meus pais estão vivos e o homem encapuzado é apenas um fruto da minha imaginação, um mundo onde eu sou apenas uma criança inocente e assustada.

E novamente, eu estava distraída na aula de Química, o professor já estava começando a ficar irritado comigo.

— Alexia Parker! Você se lembra do que eu havia dito na aula anterior? — Sr. Jones enfureceu-se.

— Que eu deveria prestar atenção na aula? — Perguntei.

— Exato, e pelo visto você não está me obedecendo. Você é uma ótima aluna, mas tenha cuidado para não ficar igual aos seus amigos. — Alertou-me, voltando novamente a continuar a sua aula.

Senti uma pequena pontada na cabeça, e virei-me levemente irritada para a pessoa que havia jogado a bolinha de papel, o autor daquela palhaçada foi nada mais nada menos que Bryan. O mesmo acabou por falar algo, fiz leitura labial e acabei descobrindo que havia uma mensagem no papel. Desamassei a folha de papel.

“Boliche hoje à tarde?”

Involuntariamente, abri um largo sorriso.

             [...]

Após um curto período de caminhada, finalmente chegamos ao nosso destino, o Garden Bowl, local bastante conhecido entre a população da cidade.

— Achei que odiasse boliche. — Disse Bryan.

— E por que eu odiaria boliche? — Perguntei, curiosa.

— Você tem cara de odiar qualquer atividade que exija algum exercício. — Respondeu. Esse cara é idiota ou o quê?

— ‘Tá achando que eu sou o quê? Sedentária? Fraca? Pois saiba que vou ganhar de você facilmente.

— Veremos. — Disse, convencido.

             [...]

Eu perdi. Logo na primeira jogada, fiz a bola se desviar de todos os pinos, acabei de descobrir que sou horrível nesse jogo. Havíamos feito uma aposta em que o perdedor teria que fazer qualquer coisa que o vencedor quisesse durante uma semana. Estou fodida, talvez até no sentido literal.

— O que tu tinhas dito antes, mesmo? Que ia ganhar de mim facilmente? — Debochou, rindo da minha insatisfação com o jogo.

— Diz logo o que você quer, mala sem alça. — Disse, já conformada com o fato de que ele iria encher o meu saco.

— Calma, ‘pra que a pressa? Depois você vai saber. — Disse, dando uma piscadela.

Revirei os olhos.

— Ainda vai ter revanche, hein? — Alertei, dando uma pequena risada.

— Só aceite que você perdeu.

— Nunquinha, sou orgulhosa demais ‘pra isso. — Falei.

— É, eu já deveria saber disto. — Disse, balançando a cabeça negativamente. — Acho que um bom fast-food cairia bem agora.

Ah, como eu amo esse garoto.

— Olha só, conseguiu ler minha mente. Você quem vai pagar o lanche.

— Sabe que eu poderia muito bem mandar você pagar, né? Não sei se você lembra, mas fui eu quem ganhou a aposta. — Ressaltou, dando seu típico sorriso com aquele ar soberbo.

— Sim, mas não sou obrigada a nada. Estou sem dinheiro, tu que paga dessa vez. — Ele revirou os olhos.

— Bora logo que eu ‘tô com fome. — Queixou-se.

             [...]

Assim que a garçonete trouxe os hambúrgueres, abocanhei um deles, tudo culpa da fome.

— Meu Deus, Alexia. O hambúrguer não vai sair correndo não, vai com calma. — Disse, dando uma risada.

— Deixe-me ter meu momento de felicidade em paz, poxa. — Dei outra mordida no hambúrguer. — Vai me dizer que não estava com fome?

— Claro que estou, mas também queria comer outra coisa. — Deu um sorriso malicioso.

— Hoje não, querido. — Disse, usando um tom sarcástico na última palavra.

— Que pena, seria legal ter uma sobremesa depois. — Disse, fingindo tristeza. É um sem vergonha mesmo.

Após um bom tempo conversando e comendo, finalmente acabamos o lanche. Bryan pagou a conta, como havia prometido anteriormente.

— Já está ficando um pouco tarde. — Comentei.

— E é por isso que eu vou te acompanhar até a sua casa. Vamos. — Puxou a cadeira e se levantou da mesma.

— É melhor não, meus pais não vão gostar de me ver chegando com um garoto. Não precisa me acompanhar. — Falei ao mesmo tempo em que me levantava da cadeira.

— Somos só amigos, isso não deveria ser um problema. Amigos que se beijam e transam às vezes, mas eles não precisariam saber disso, não é?

— Mas eles são bem ciumentos, não daria muito certo. — Refutei, começando a ficar nervosa.

Ele não pode saber onde eu moro, de maneira alguma. Eu havia dito a ele que morava em um lugar um pouco afastado daqui, e também disse que a casa pelo qual eu morava era uma de classe média, o que a minha casa verdadeira está longe de ser. O porquê de eu ter mentido? Simples, não quero que nenhum olhar de pena seja direcionado à mim, o que provavelmente aconteceria se ele visse minha casa. Ele também acabaria descobrindo que meus pais não estão vivos, e que eu menti durante todo esse tempo sobre eles.

— Então eu poderia só te levar até perto da sua casa. — Insistiu.

— Ah, mas eles acabariam te vendo mesmo assim. — Repliquei. — Acredite, neste mesmo momento eles devem estar em frente à porta me esperando, eles são bem rígidos quanto ao horário. Já era para eu estar em casa, inclusive. — Tentei parecer convincente.

— Então ‘tá, já que insiste. — Desistiu. Pude notar certa decepção em sua expressão facial.

Despedimos-nos com um abraço, e logo em seguida, seguimos nossos caminhos em direções opostas. Mudei um pouco a rota, pois na verdade o caminho verdadeiro da minha casa é quase na mesma direção em que ele foi, o caminho pelo qual eu estava seguindo dava a entender que eu estava indo para o local que eu havia dito que minha casa estava situada.

Após uns vinte minutos de caminhada, finalmente cheguei à minha casa, adentrando-a e trancando todas as portas e janelas. Não dá para confiar muito quando se há um dia você foi perseguida por um homem estranho, aparentemente agressivo. Não estou com tanto medo assim, porém, ainda seria melhor eu me prevenir.

Tirei meus coturnos e me deitei no colchão, com a mesma roupa que eu estava vestida durante o passeio. Só de pensar que amanhã além de ter aula ainda terei que trabalhar, já bate um cansaço enorme.

Bom, amanhã vai ser um longo dia...


Notas Finais


Tava meio sem criatividade pra fazer o capítulo, mas espero que tenham gostado, hihi


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