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História Eu estou sonhando? Eu estou em haikyuu. - Capítulo 17


Escrita por: lua_pansexual

Capítulo 17 - Capítulo 17 -Carta-


Dois meses? Três? Eu não tinha noção de uma quantidade exata, mas eu tenho certeza que era mais de um mês. Eu comecei a viver minha vida normalmente e um pouco mais feliz do que antes de conseguir ir para outra realidade. 

Eu ainda sentia falta do meu namorado, mas eu conseguia conviver com isso. Eu tentava voltar a maioria das vezes, mas eu nunca mais consegui. 

Eu tinha sonhos frequentes com ele, parecia que ele conversava de verdade comigo, e não só um sonho aleatório. Eu me sentia acolhida.

...

Pov Tsuki.

Já é o terceiro mês sem a Kaguya, eu não tive um relacionamento duradouro com ela, afinal não convivemos muito tempo juntos, mas  foi tudo tão intenso, e tão rápido. Eu nunca achei que eu pudesse me tornar dependente emocional de uma pessoa, ou pelo menos em tão pouco tempo; mas a Kaguya era idiota, pirada das ideias, decidida, pura e genuinamente feliz. Ela tem um amor incrível por gatos, e pela sua família, mesmo não sendo a real. Ela é forte, e tinha vezes que ela não conseguia disfarçar e acabava se desmanchando em lágrimas. Uma menina tão fácil de saber o que estava acontecendo com ela, mas tão difícil de ajuda-la. Uma garota incrível.

"Mas em que droga eu estou pensando." Eu exclamei jogando os papeis da minha escrivaninha para o chão, tirando os meus fones de ouvido, os deixando em volta do meu pescoço.

Eu abaixei para pegar os papeis e um livro que eu tinha derrubado, quando eu vejo que saindo de um livro tem uma carta, metade para fora.

-De: Kaguya / A louca das batatas
-Para: Quatro olhos

"Idiota." Eu sussurrei com lágrimas nos olhos, abrindo a carta.

"Oie, aqui é a Kaguya. A louco que te abraçou e deixou as batatas de lado. Eu não sei quanto tempo que eu não te vejo. Se você tá lendo isso provavelmente eu não estou ai, eu queria ter ficado mais um pouco. Eu vou tentar, mas eu não sei se eu não consigo voltar.

Eu quero que você saiba que você é um verdadeiro idiota, e que eu precisava me despedir direito. Eu não sei se a gente acabou se despedindo direito. Bom eu estou escrevendo essa carta no meio de uma aula. Você é muito lindo concentrado, eu quero te abraçar agora, mas estamos no meio de uma aula.
Eu descobri que eu tenho como te mandar mensagens da minha realidade, então quando eu for para lá eu vou tentar tá bom.

Eu não sei a quanto tempo eu estou longe de você, mas eu sinto sua falta. Não importa se você tá lendo isso em dois dias, ou sei lá dois anos que eu fui embora. 
Se for dois anos por favor me fala que você ainda sabe quem sou eu."

-PS: Nesse livro tem uma carta dessas para Yamaguchi. Você pode entregar para ele? Eu iria agradecer.- 
-Assinado Kaguya Naomi

"Ela é realmente uma idiota." Eu disse rindo fechando a carta, colocando ela dentro do meu caderno. "Vai ficar para recordação. Droga Kaguya, que maldita romântica." Eu sussurrei olhando para o nada. 

Pov Yamaguchi.

Tsukishima me deu essa carta dizendo ele, era da Kaguya. Tinha uma assinatura dela na carta e um breve recadinho. 

"Oie, é a Kaguya. Acredite ou não, Yams."

"Yams, ok você me provou que é você. 

"Eai, como você esta? Eu estou escrevendo essa carta na aula. Eu não sei muito o que te dizer, mas você é um ótimo amigo para mim; eu amo te ver com aquele delineado.
Eu te amo, você é um ótimo amigo, eu queria poder te ver novamente. Eu queria passar mais tempo com você, não passamos muito tempo juntos, afinal eu não queria te contar. Eu queria dizer que eu tinha um medo de te quebrar.

Como tá na sua realidade?  Eu não sei a quanto tempo eu estou longe de vocês, mas eu tenho certeza que eu estou morrendo de saudades de você.

Agora eu estou vendo você e o Tsuki tão concentrado, e eu nem sei que matéria é essa, eu acho que eu podia prestar atenção. Será que você consegue enviar uma carta para mim? Eu não sei, mas se quiser, eu quero uma.

Eu não tinha muita ideia do que te falar, mas eu queria te avisar, ou pelo menos me despedi de uma forma melhor. É isso, eu amei o nosso tempo juntos, eu não consigo pensar em quanto tempo eu vou sentir sua falta. Tchau Yams."

-Assinado: Kaguya Naomi

Pov Kaguya.

Eu lembrei que eu tinha aprendido a enviar cartas, e eu estava realmente inspirada para escrever a carta. Eu sentei na minha escrivaninha escrevendo ela a mão.

...

"Oie, essa é a minha carta aqui da minha realidade. Eu demorei um pouco não é, desculpa eu esqueci, talvez minhas memória não seja tão boa quanto você pensa que é.

Eu estou em casa agora, é patético não. Eu aprendi essa técnica para te mandar essa carta; e nossa se você não ler, não vai acontecer nada, afinal não tem como eu saber, mas eu queria muito que você lesse por completo.

Você já leu a minha carta? Você entregou a do Yams, bom eu espero que sim. Eu estou sentindo a sua falta.
Bom, por sua culpa agora eu estudo boa parte do meu tempo na biblioteca, e o chá que eu tomo é a culpa da Inglaterra mesmo. Eu redecorei o meu quarto, e tenho até algumas pinturas sobre nos três, sobre eu e você, ou, eu e o Yams. Tem dinossaurinhos na minha prateleira, para me lembrar do seu quarto, e de você. 

Prestando atenção na minha janela agora e tá chovendo lá fora; e eu só queria te abraçar na chuva igual naquele dia. E que coisa chata, você tá em outra realidade. 
Eu ainda não consigo ver a lua, mas eu ainda refaço a minha promessa todos os dias que eu vejo ela. Céus, eu preciso de você, eu acho que eu nunca tinha me sentido desse jeito.

Nada a ver com o parágrafo anterior; mas eu entrei em um time de vôlei, e sim, eu sou péssima, mas eu estou aprendendo usando todas as suas dicas. Hoje eu vi um loiro alto de costas, e sério, meu coração disparou, mesmo eu sabendo que não era você, eu queria ter abraçado ele fingindo que era você. 

Eu assisto jurasic park sozinha agora, todas as quintas, as sete da noite, se quiser assistir comigo, só coloca qualquer filme deles, e assista até o final nesse horário. Não vamos saber, mas vai que nos reconectamos com o universo assim.

Eu sinto sua falta, daquele sorriso idiota, piadas sarcásticas, e tudo mais. Sabe o jeito em que você ajeita o óculos, eu acho que eu sou apaixonada nisso. E agora eu estou tremendo e chorando agora, igual aquela noite em que eu pedi para que eu não voltasse para casa. Eu sei que eu quase não aceitei a sua ajuda, mas sentir você me abraçando e dizendo que ia dar um jeito me ajudou tanto.

Sabe, eu passei nas minhas provas, eu fui aprovada para uma turma mais avançada. E eu queria que você soubesse que se você não tivesse me ajudado eu não teria conseguido, seu nerd. Afinal os poucos momentos que eu prestava atenção na explicação era você que estava explicando.

Eu comprei um moletom do seu tamanho, e as vezes eu me imagino com você, nos momentos, em que você me emprestava o seu moletom. Já chega, eu acho que isso tá grande demais.

Eu só quero falar mais uma coisa, seu beijo é doce, e o seu abraço reconfortante, você me fez sentir mais viva em tão pouco tempo, (eu não sei quanto exatamente eu não contei.)Eu nunca tinha me sentido tão feliz na minha vida, e nem tão viva. Venha me visitar, ou tente pelo menos, ao menos me escreva uma carta. Eu ainda quero te ver novamente, por que eu juro que isso não foi um sonho muito louco, eu conseguia ouvir a sua respiração.

PS: Feliz aniversário(adiantado, atrasado, ou sei lá na data certa, eu não sei quando você vai conseguir ler, e nem sei se você vai chegar a ler.) Eu não morri, e eu queria dizer que eu comprei aquele livro você lembra, ele esta em algum lugar do seu quarto. É uma brincadeirinha, procura que você acha. Na última página tem uma coisa que eu te prometi."

-Com amor Kaguya Naomi.-

"Droga." Eu sussurrei enxugando as minhas lágrimas, procurando o livro que ela tinha deixado em algum lugar naquele quarto. 

Eu procurei nas prateleiras do meu quarto olhando dentro do guardar roupas. Eu demorei um pouco para achar aquele livro; ele estava entre a cabeceira da minha cama e a parede, totalmente equilibrado para não cair no chão.

Eu abri o livro, vendo uma mini escrita a mão na primeira página do livro.

"Me achou! Esse livro super romântico, me ensinou o que é amor. Eu não sabia que você lia esse tipo de coisa. A última página esta a sua espera."

Eu olhei pela janela vendo que também estava chovendo. Eu levantei saindo do quarto, fazendo o chá preferido dela, chá de lavanda, eu nem sou muito fã dele, eu voltei para o meu quarto, colocando a nossa playlist. Eu sentei na cama e comecei a ler, sem parar. Eu estava fascinado pela sua escrita. Claro que o livro não tinha sido ela quem escreveu, mas tinha anotações, comparações, e vários cantos com a sua opinião. Ela nos comparava com o casal principal.

Tinha comentários sobre a sua vida na sua realidade. Comentários de como ela vivia aqui. Me contou sobre as suas crises, seus medos, e as suas vontades para um novo futuro, e até um método de como ela me mandou a carta, e um método para tentar ver ela.

Eu passei o dia lendo, parecia enorme e cansativo, mas eu estava interessado, então minha leitura fluiu como se não fosse nada, era como se ela estivesse ali me contando aquelas coisas. A temida última página chegou, eu respirei fundo e tomei coragem para ler, ela não era grande, e nem tinha muita coisa.

"Oi novamente, você tá com o chá no seu lado não é, não adianta tentar mentir para mim, eu sei de tudo. Eu te prometi, e aqui tem um desenho meu, da minha aparência verdadeira. Tá dentro de um envelope atrás dessa página. Eu sei que você ama vôlei agora, e eu também sei que você é incrivelmente inseguro, por isso eu preciso manter as minhas promessas, te vejo em outra vida."

Eu já estava chorando naquele momento, as lágrimas corriam pelo meu rosto, enquanto eu virava a página, e realmente tinha um desenho dela, cabelos ruivos cacheados e compridos, olhos castanhos, e olhar vazio bem diferente do que eu costumava ver. O estilo era realmente parecido com o que ela tinha aqui.

"Eu garanto que vou escrever." Eu sussurrei contra o desenho, dedilhando todo aquele livro enquanto eu pensava em nada, apenas no seu abraço.

...

Pov Kaguya.

Deitada na cama, já desacreditada de um dia receber uma carta resposta, eu afundo o meu rosto entre os travesseiros da minha cama, passando mão por baixo dos travesseiros. Eu nem estava com sono, mas era como se de um minuto para o outro eu entrei em um sono profundo. 

Eu estava em um sonho lúcido? Era o que parecia. Eu estava em uma sala, que só não estava vazia por que tinha uma mesa e uma cadeira. Eu sentei a mesa, vendo uma carta.

-De: Quatro olhos
-Para: Batatinha

"Eu não acredito, deu certo." Eu exclamei abrindo a carta.



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