1. Spirit Fanfics >
  2. Eu estou sonhando? Eu estou em haikyuu. >
  3. Capítulo 02 -Ele é real-

História Eu estou sonhando? Eu estou em haikyuu. - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Capítulo 02 -Ele é real-


Eu acordei por cima dos meus livros. "Droga, que ódio, eu não queria estar certa." Eu choraminguei olhando para o meu quarto. "Eu não queria estar aqui." Eu disse com voz de choro enquanto eu senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. 

Eu baguncei minhas coisas sentando na cama, colocando as mãos em volta das minhas pernas, colocando o queixo a cima do meu joelho. "Eu não posso estar louca." Eu disse puxando o meu laptop da mesa de cabeceira colocando ele em cima do meu colo, procurando coisas sobre realidades alternativas.

Eu passei horas em pesquisa, e não achava nada, nada, não podia ser que eu estava enlouquecendo. Eu levantei da cama indo para a cozinha procurando meu chá, eu fiz ele, e voltei para o meu quarto.

Mais algumas horas em pesquisa, e eu na cama pesquisando e pesquisando. Eu joguei a cabeça para trás enquanto eu peguei o meu celular procurando mais sobre o que eu tinha passado, até achar uma coisa sobre mudar de realidades.

"Eu achei." Eu exclamei voltando o foco para o meu celular."
"Filha?" Perguntou meu pai batendo na porta e a minha primeira reação foi apagar a tela do celular. "Posso entrar?" 
"Pode." 
"Você não comeu, e eu trouxe esses sanduíches, eu sei que você anda se esforçando demais." Ele disse colocando uma bandeja em cima do meu colo, colocando o suco em cima da minha mesa de cabeceira. "Você quer mais alguma coisa?" Perguntou meu pai deixando alguns beijos pelo topo da minha cabeça.
"Eu estou bem." Eu disse sorrindo, enquanto ele apenas concordou com a cabeça saindo do quarto.

Eu passei a noite em claro, nem consegui comer o que meu pai tinha me entregue. A escola no outro dia ia ser o momento mais difícil para mim, afinal depois de ter finalmente conhecido o meu sonho. Era como criar a expectativa, e viver ela por pouco tempo. Foi o que tinha acontecido.

...

"Kaguya, você deveria prestar atenção." Disse Alice aparecendo na minha frente, sacudindo as mãos na altura do meu olhar. "Tá tudo bem?" Minha amiga perguntou enquanto eu ainda olhava um pouco perdida para ela.
"Desculpa, eu não estava ouvindo." 
"Estamos falando sobre a excursão de amanhã, que você vai não vai?" 
"Eu não sei, eu não gosto de ir em acampamentos." Eu disse voltando a apoiar o meu rosto na mesa, olhando para meus amigos pelo canto dos olhos.
"Você já pagou, e eu não vou ficar uma semana sem você então você vai." Disse Henrique meu outro amigo me olhando. Ele se aproximou do meu lado pegando a minha mochila e dando a mão para que eu pudesse levantar. "Eu estou indo para a sua casa, vamos?"
"Vamos." Eu disse com um sorriso pequeno no canto dos lábios, indo em direção a ele.

Fomos andando para casa, quando e quando começou a chover ele foi correndo, enquanto eu andava calmamente olhando para o meu amigo na chuva, eu entrei em casa me secando e fomos entrando no meu quarto, eu sentei na cama, e ele sentou na cadeira de rodinha ligando o meu laptop. 

"Eu já disse que você é folgado?"
"Já, bom hoje é dia de estudar?" 
"Inglês." 
"Isso é fácil para você senhorita bilíngue." Ele disse rindo.

Ele pegou a sua mochila pegando um chocolate jogando em minha direção. "Obrigada." Eu disse sorrindo olhando para ele. 
"Qual a música que vai começar hoje?" 
"Hoje é o seu dia de escolher." Eu disse sorrindo olhando para ele. Deitando de costas, afundando em meus travesseiros, enquanto e ainda estava avoada.

Eu viro olhando para o teto, vendo alguns desenhos de galáxias que eu tinha pintado com a ajuda de Henrique. Ele coloca uma música calma, e eu sorri olhando para ele. 

"O que tá acontecendo ai? Nessa sua cabeça tão avoada." Disse meu amigo se aproximando, pegando os seus cadernos, abrindo na matéria olhando para mim. Já implorando com o olhar ajuda para estudar, e ajuda para resolver os exercícios. 

"Tá eu te ajudo." 
"Valeu, mas você ainda não me disse o que tá acontecendo." 
"Eu só tive um sonho muito estranho, e muito real, e eu não consigo focar, é só isso." Eu disse sorrindo olhando para ele, eu sentei na cama pegando o seu caderno o puxando mais para perto, para explicar para ele as coisas.
"Você quer chá?" 
"Eu não bebo chá e você sabe senhorinha de 60 anos." Ele disse rindo me olhando.
"Sem graça."

Enquanto eu não estava explicando alguma coisa para meu amigo, eu deitei ficava me concentrando em aprender a mudar de realidade. Minhas expectativas estavam altas novamente, tudo o que eu queria fazer era ver novamente todos eles, e ver quem eu ainda não tinha visto.

Passaram horas, e depois de eu arrumar a minha mochila do acampamento, eu deitei na cama, tentando fazer minhas coisas de mudar de realidade. O que não seria fácil de primeira, e eu acabei dormindo no meio do processo. 

"Bom dia. Tudo pronto meu amor?"
"Sim." Eu disse rolando para a beira da cama, pegando o meu celular. Olhando as mensagens do meu amigo, que ele tinha mandado durante a noite. 
"Se arruma logo que você está um pouco atrasada pequena." Ele disse sorrindo abrindo cortina, clareando o quarto. 
"Eu já vou indo."

Eu levantei da cama, e fui tomar um banho rápido, escovei meus dentes e me vesti. Eu sentei na cama amarrando o meu cabelo em um rabo de cavalo, eu peguei a minha mochila e desci para o primeira andar.

"Vamos?" Perguntou meu pai.
"Uhum." Eu concordei reafirmando com a cabeça olhando para ele. 

Entramos no carro, o dia estava cinza, eu amava dias assim, estava chovendo, e eu ficava olhando as gotas de chuva pela janela do carro, enquanto eu apenas concordava com a cabeça com o que meu pai estava falando. Não por maldade e apenas por sono. 

"Boa sorte filha. Cuidado para não cair na lama." 
"Eu vou tentar." Eu disse rindo pegando a minha mochila olhando para ele. "Cuidado na pista." Eu disse sorridente me aproximando dos meus amigos. 

Pegamos o ónibus da escola e fomos o caminho ouvindo música, eu estava com a cabeça apoiada no braço de Henrique enquanto não chegava. Quando chegamos armamos as nossas barracas, e ficamos liberados para andar pelo lugar.

Mesmo no frio colocamos nossas roupas de banho, e eu fui correndo pulando no lago.

"Você vai ficar me olhando ou vai entrar?" Eu perguntei olhando para Henrique que veio em minha direção. 

[...]

Chegado o começo da noite, eu estava deitada na grama, olhando as estrelas, quando eu conseguia ver os meus amigos se divertindo na fogueira do outro lado. As poucas gotas de chuva que caíam engrossava e tornava uma chuva forte e demorada, eu ainda não sai da chuva, eu apenas respirei fundo, fechando os meus olhos. 

Eu senti tudo ao meu redor ficar diferente, a brisa, e a sensação de molhada eu não conseguia mais sentir. Os barulhos da chuva desapareceram, e os barulhos do meus amigos também sumiram, ao abrir os meus olhos eu percebi que eu estava naquele lugar novamente, o meu quarto em outra realidade. 

Eu levantei da cama, descendo as escadas correndo, eu calcei um sapato colocando um moletom por cima, quando eu vi que também estava chovendo lá fora. 

Eu sai correndo nas ruas, a procura da casa de Tsukishima, a chuva estava forte, mas eu não me importava, eu só precisava saber que aquilo era real. 

"Isso é real, eu sei que é real, eu estou sentindo o cheiro da chuva novamente." Eu gritei pelas ruas, enquanto eu procurava a casa exata daquele loiro irritante.

Eu cheguei na frente da sua casa tocando a campainha, dele o esperando, eu estava me concentrando naquilo, era real, só poderia ser real. Não deu nenhum minuto e ele abriu a porta me olhando, eu corri em sua direção pulando contra o seu peitoral, abraçando ele forte. Eu senti lágrimas descendo pelo meu rosto, e eu cruzei minhas pernas em sua cintura. Aquilo foi questão de segundos, ele estranhou e passou as mãos pelas minhas costas, me aconchegando em seu peitoral. 

"Não me assusta assim Kaguya, eu queria saber mais sobre você antes de você sumir." Ele sussurrou contra o meu ouvido, e eu só apertei o abraço. "Você tá gelada e molhada."
"Eu sei." Eu funguei respirando contra o seu peitoral.
"Você pode sair do meu colo agora." 
"Só mais um pouco por favor." 
"Tá tudo bem então." 
"Você é real não é?" 
"Eu já te provei que sou." Ele sussurrou contra o meu pescoço, enquanto eu sorri sentindo o cheiro do seu perfume, um cheiro doce e leve de baunilha, passando os meus dedos nas mechas do seu cabelo, ouvindo a sua respiração, e me concentrando em seus batimentos. "Você demorou para voltar." 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...