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História Eu faço o café - Capítulo 1


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Notas do Autor


ouçam 'mad sounds' do arctic monkeys

Capítulo 1 - Fica.


Fanfic / Fanfiction Eu faço o café - Capítulo 1 - Fica.

O relógio digital sobre o criado-mudo, marca quinze minutos para as seis da matina. Sem pressa e cauteloso, Taeyong levantou da cama e vestiu sua calça, depois, a blusa de botões, deixando-os abertos. Entre um suspiro e um bocejo, ele, com os pés descalços pisando mansamente contra o piso frio, caminhou até a janela e abriu uma fresta da cortina apenas para que pudesse destrancar a porta da varanda, em seguida adentrando-a.

O vento fresco abraçou seu corpo como uma criança que corre alegre até a mãe e a abraça eufórica e fortemente. A franja bagunçada fora soprada para trás assim que o ar lhe beijou a face. O rosto ainda com feição sonolenta, olhos um pouco inchados e ardentes. Lá no fundo de sua mente, uma guitarra toca uma canção melancólica e relaxante. Os orbes fechados e rotineiro aperto no peito. 

Quase seis da matina. Ele tem que ir embora antes que seja tarde demais. Ele tem que ir, antes que o amor entre pela porta da sala e lhe faça companhia. Ele tem que ir, antes que desista de seu plano de não se apegar ao garoto que dorme tranquilamente no calor dos lençóis. Quando despertou, às 04:58, passou minutos a fio observando Yuta dormir sereno, com a respiração calma. As madeixas castanhas colorindo a fronha branca do travesseiro de penas. As costas nuas expostas e a pele brilhando à luz amarela e fraca do abajur. Taeyong quis deslizar a ponta do indicador pela linha da coluna do garoto, mas conteve-se. 

Havia sido mais uma das diversas noites em que perdiam-se em sensações. Pele com pele, mesmo que não passassem de beijos e demais carícias. Eram afagos aqui, um beijo no ombro coberto por sardas, de Yuta, um abraço duradouro ali. Tudo o que Taeyong precisava para esquecer de seus problemas da faculdade e do trabalho. Tudo o que precisa, está deitado naquela cama, torcendo secretamente para que o Lee não vá embora. 

A canção ainda soa em algum canto de sua consciência, caminhando entre as linhas tênues de sua imaginação que corta o céu do subconsciente. Com os dígitos apertando o parapeito da varanda, ele ouviu o despertador alarmar-se e viu o primeiro raio de sol fazer um corte nas nuvens azuladas e carregadas de uma chuva que logo cairá. 

Os pelos de seu corpo arrepiaram-se ao que o calor das mãos de Yuta deslizou por debaixo de sua blusa, tocando-lhe a cintura e o abraçando por trás. Seu coração acelerou e ele soube: é tarde demais para voltar atrás.


— Você ainda está aqui. — Yuta sussurrou, encostando o rosto nas costas do Lee, apertando-o em seus braços. — Que bom que não vou ter de me preocupar, já que você costuma ir embora às quatro. Estou feliz que ainda esteja aqui, Yong


Hesitante, ele levou sua mão até a do japonês, tocando seus dígitos gélidos na pele quente do garoto. 


Fica. — Nakamoto pediu, manso, com a voz levemente rouca. — Por favor. 


Era tarde demais. Lá estava ele, bem ao seu lado, sorrindo convincente e sussurrando "Não há mais como fugir de mim, meu caro". Um sorriso ladino nos lábios, um aceno negativo para o invisível, Taeyong pensou que talvez não fosse tão ruim assim amar alguém.


Eu faço o café.



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