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História Eu já disse, Ace, ninguém me bateu! - Capítulo 1


Escrita por: e AllBlue_Project


Notas do Autor


Agradecimentos para ↓
@Hyomen pela capa maravilhosa. @Kenylan pela betagem e leitura crítica.
Obrigada ❤️❤️❤️

Capítulo 1 - Luffy, quem te bateu?; único


Existem diversos fatores que poderiam acabar com a pequena paciência que Ace possuía. Claro, uma criança de apenas dez anos não agia totalmente com a razão, então era natural ficar boa parte do seu tempo, estressado. No entanto, todos sabiam o quão protetor ele poderia ser com seu pequeno irmãozinho, Luffy; logo, alguém mexer com o garotinho seria como dar um soco na boca de seu estômago. Inadmissível! Será que não viam a fofura extrema do pequeno? Ace achava um absurdo que alguma outra criança fosse tão cega assim. Quem teria coragem de colocar as mãos no pequeno mugiwara? Bem, ele não sabia, mas era isso que iria descobrir.

— Me conte, Luffy — a face emburrada chegava a dar medo no pequenino, embora soubesse que seu irmão mais velho nunca o machucaria. Enfim, Ace possuía uma cara medonha. — Agora!

O rapazinho, entretanto, apertou os lábios em um bico, desviando o olhar para qualquer coisa que fosse, se não o irmão mais velho.

— Eu já disse, Ace, ninguém me bateu! — o menor gritou, desejando com todas as forças que o outro garoto acreditasse, mesmo que o curativo mal colocado denunciasse sua pequena ação desesperada. O sardento, por outro lado, pareceu vacilar um pouco, cruzando os braços de forma impaciente.

Tudo bem, mas ele não iria desistir assim. Descobriria quem foi o louco que mexeu com seu pequeno irmãozinho Luffy.

***

Como parte de seu plano arquitetado, Ace agora seguia Luffy, sempre se escondendo atrás de algum arbusto, todas às vezes em que o pequeno segurava o chapéu de palha — para que não voasse com o vento —, e olhava para trás. Se aquilo era errado? Óbvio que não! Ele apenas prezava pela segurança de seu irmão, certo? Certo!

O observou calmamente, tomando cuidado para não chamar a atenção para si. Estranhou quando o viu se agachar próximo a um pequeno canteiro, colhendo de lá duas flores. Espera, o quê?

Desde quando Luffy se interessava por algo assim?

Decidido a continuar, balançou a cabeça, afastando qualquer pensamento, focado em alcançar seu objetivo. Quem havia batido em seu irmão? Exato, era isso o que queria saber.

Quando se deu conta, já estavam no parquinho perto de casa. Algumas pessoas conversavam, sentadas nos bancos, enquanto as crianças, provavelmente filhos da maioria ali, brincavam na terra.

O moreno se escondeu atrás de uma árvore, vendo o irmão se aproximar sorrateiramente de um garotinha que cavava algo na areia, sem se importar com o vestido que pouco a pouco se sujava.

— Nami! — Viu-o gritar na orelha da menininha, que pelo susto, acabou acertando o rosto do garoto em cheio com sua mão. No mesmo lugar onde estava o band-aid.

Foi como se uma lâmpada se acendesse sobre a cabeça do Moreno. Essa tal de Nami que bateu em seu irmãozinho.

— Luffy! — A pequena gritou, a princípio com raiva, mas os olhinhos se encheram de lágrimas ao perceber que bateu em seu amigo. — Me desculpa, Luffy, me desculpa — a voz estava embargada. Ace chegou a sentir pena. 

— Ei, ei, não precisa chorar. — Até Luffy estava com cara de choro, mas segurava com vontade para não deixar nenhuma lágrima cair. Seria cômico, se não fosse trágico.

— Você precisa parar de chegar assim. Ontem foi do mesmo jeito! — Ela parecia indignada, enxugando o rosto com a barra do vestido.

— Desculpa, mas é divertido assustar você, shishishi — coçou a nuca, sorrindo de orelha a orelha, deixando a menininha um pouco corada, apesar de ainda manter a expressão de braveza. — Olha, eu peguei ‘pra você! — Estendeu as flores, estas que estavam meio amassadas, pelo jeito nada cuidadoso que o menino usou para levá-las. — Sanji disse que devemos ser gentis com quem nos ajuda, e você me deu o seu curativo ontem. Então, obrigado, Nami.

Agora tudo fazia um pouco mais de sentido. Talvez, dessa vez, ele não fosse precisar interferir. Ace soltou um suspiro, meio arrependido por ter largado seu vídeo game por nada.



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