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História Eu mando, Você obedece. - Capítulo 1


Escrita por: Baby_TaeSeok

Notas do Autor


Sei Nem o Que Eu Tô Fazendo Da Minha Vida, Mas Tudo Bem kKdksk Ficou Ruim? Sim, Mas Vida Que Segue

Boa Leitura💕

Capítulo 1 - Autoridade.


E mais uma "reunião" com os capangas havia terminado, sem pensar duas vezes, Taehyung mandou todos saírem, estava cansado.

Relaxou na cadeira, pensativo.

Em poucos meses já estava comandando metade de Seoul, faltava pouco para dominar tudo, o loiro se sentia mais do que satisfeito com o que vinha acontecendo, e, para tudo ficar ainda melhor, acendeu um cigarro de maconha.

— Af, acho que ainda não tem noção do quanto eu odeio isso. - a voz que ouvira foi como música para seus ouvidos e o melhor, foi ter visto o dono ao abrir os olhos, sorriu.

Jung Hoseok o nome, típico alguém de gênio extremamente forte e impotente, sabe bem o que quer. Kim Taehyung se amarrava naquela postura dele. Poderia se dizer que se tornava um cachorrinho do Jung em certos momentos.

— Eu sei muito bem, meu amor. O que faz aqui? - girou a cadeira para que o mais novo pudesse se sentar em seu colo.

— Vi seus caras saindo e tomei a liberdade de vir te ver, me deixou sozinho, dormindo. - falou de uma maneira bem manhosa.

Taehyung também amava aquilo, Hoseok só mostrava aquele lado quando estavam a sós, assim como tinha lado dele que só mostrava para o Jung.

Sentiu o menor aproximar o narizinho arrebitado em seu pescoço e pendeu a cabeça um pouco mais para o lado para que ele pudesse ter mais liberdade de cheirá-lo, Jung Hoseok parece que tinha vício naquilo.

— Eu tive que sair apressado, meu bem, mas juro que deixei um beijo na testa em você e disse que te amava mil milhões. - respondeu, acariciando os fios macios do seu amor com a mão livre e a outra tragou mais uma vez o cigarro.

— Então 'tá perdoado. - se distanciou apenas o suficiente para deixar um selar nos lábios do mais velho, estes que estavam bem secos por conta da droga. – Fiquei sabendo que vai ter uma festa na casa do Junho, você vai?

— Não sei... 'tavam me chamando.

— Não quero que vá, não gosto dele.

— Você não gosta de ninguém. - soltou uma risada baixa.

— É que eu não confio, você, nesse meio, nunca se sabe quando vou receber uma notícia ruim.

— Para de pensar negativo.

— Eu sou apenas realista. Não quero perder você.

— E não vai.

— Claro, porque você não vai 'pra canto nenhum. - disse com firmeza, se levantando.

— Quem disse?

— Eu.

— Grande coisa, tem que lembrar que eu sou o chefe aqui.

— 'Pros outros, porque na realidade... - se aproximou do mais velho o suficiente para sussurrar. – quem manda nessa relação sou eu. - deu uma mordida leva no lóbulo da orelha de Taehyung e só isso fez com que o loiro arrepiasse por completo.

— O que eu ganho ficando em casa?

— Me tem por completo a noite inteira. Nós mesmo fazemos a festa.

— Não troco isso por nada.

— Ótimo. Então pode ligar 'pra ele e dizer que se sente indisposto. - se afastou do Kim com um sorriso satisfeito nós lábios.

— Você é tão baixo, Jung Hoseok.

— Eu sou esperto.

— Quando eu pegar você...

O Jung deu de ombros, virando as costas e caminhando até a porta do escritório.

(...)


Porra! Como que tu consegue ser tão burro?

Do lado de fora dava para se ouvir os gritos de puro ódio de Kim Taehyung para algum de seus homens. Hoseok sabia bem que isso poderia acabar mal, então sem pensar duas vezes, abriu a porta do escritório, se deparando com o homem todo machucado e o Kim com as mãos cheias de sangue.

— Tae, o que é isso?! - correu até o mais velho, puxando para longe do homem.

— Não tente me impedir, Jung Hoseok, ele merece uma surra!

— Calma, me conta o que aconteceu?

— Eu deixei ele encarregado de pegar o dinheiro das mercadorias e esse imbecil conseguiu perder tudo! Mais de seiscentos mil!

— Eu não acredito.

— Pois é!

— Você 'tá puto por causa disso?

— Como é?

— Desculpa, amor, mas você meio que 'tá surtando atoa.

— Jung Hoseok...

— Ok, ok, então é simples... mata ele. - o Jung sugeriu e quase teve que rir quando viu o homem arregalar os olhos de tão assustado. – Brincadeira. Tae, não precisa disso tudo por causa disso, ele errou, sim, mas calma, tem jeito ainda.

— Perdi bastante dinheiro por causa disso, Hoseok...

— Ah, mas isso muda alguma coisa na tua conta bancária? Se ele não tivesse dito nada esse dinheiro nem falta ia fazer.

Taehyung teve que suspirar, se dando por vencido.

— Dessa vez tu escapou, agora vaza daqui.

— Obrigado! Muito obrigado. Jung Hoseok, tu é um anjo, cara, na moral, só não digo que te amo 'pra não levar um tiro! - e só bastou terminar de falar que sentiu uma bala certeira no ombro.

Quando olharam, tinha um Taehyung com um olhar de puro ódio e uma arma na mão, ameaçando atirar novamente.

— Sai logo daqui. - Hoseok falou para o homem que não disse mais nada, apenas saiu praticamente correndo, com uma mão no ombro, como se fosse o bastante para estancar o sangue.

— Por que sempre tem que se meter nos meus assuntos, Hoseok? - Taehyung perguntou se sentando novamente, guardando a arma.

— Eu não faço isso.

— Faz, faz sim! Tanto que eu 'tô perdendo a moral com todos os homens. 

— Não era minha inten-...

— Mas 'tá sendo! - praticamente gritou e viu que isso não agradou nadinha ao mais novo, porém, estava tão irritado que nem se importou. – Eu quero é que você pare de se meter nos meus assuntos, Jung, se não tem nada a ver contigo e tu nem gosta dessas coisas, não se mete!

— Beleza, Kim Taehyung, não farei mais!

— Agradeço, agora sai daqui, tenho coisas importantes 'pra fazer.

O Jung até pensou em falar mais algumas coisa, porém repensou nessa possibilidade e apenas deu as costas e saiu.

Taehyung se sentiu completamente idiota pela forma que falou com o mais novo, até querendo ir atrás dele, mas, sabendo como o Jung era, desistiu e se contentou em apenas socar os móveis.

(...)

— Eu vim a mando do meu pai, preciso falar sério com Kim Taehyung. - uma mulher alta, morena e com roupas extremamente vulgares falou, olhando diretamente para o segurança e sorriu discretamente ao perceber que ele faltava pouco lhe comer com os olhos.

— Me acompanha, patroa.

E assim entrou, deixando que a mulher o acompanhasse para dentro do local.

— Chefe? - bateu na porta do escritório e quase no mesmo instante o moreno respondeu. – Tem uma mulher aqui querendo falar com você, disse que veio a mando do pai.

— Manda ela entrar.

A mesma agradeceu ao homem e entrou no local, com um sorriso arteiro nos lábios.


O Jung dava sorrisos bobos enquanto caminhava até o escritório do namorado, tendo em mãos um bolo que ele mesmo havia preparado como forma de agradar o mais velho.

Depois das brigas era raro voltar atrás, sempre esperava pelo Kim, mas percebeu que, no momento, ele tinha a cabeça quente por conta de tanto trabalho, então decidiu que dessa vez iria fazer um agrado para o mais velho.

Não importava quem estava certo ou errado no momento, o que importava era a reconciliação que iriam ter.

Respirou fundo quando chegou na porta, mas nem fez tanto suspense na hora de abrir, sentia pressa.

— Meu amor-... - a frase morreu de forma imediata com a cena que viu.

Uma mulher extremamente chamativa estava parada de frente a Taehyung, com as mãos apoiadas na cadeira do mesmo e o rosto de ambos estavam a poucos centímetros de distância.

Aquilo fez os olhos do Jung encherem de lágrimas e só não derrubou o que tinha em mãos por ter apertado com tamanha força, por puro ódio.

Taehyung já havia empurrado a mulher para longe, esta que quase caiu, no entanto, conseguiu facilmente manter a postura e o sorriso cínico. Hoseok entendeu aquilo como um desafio, então imediatamente fez o mesmo, se aproximando.

— Hoseok, não é nada disso que-...

— Que eu 'tô pensando? Incrível, não é? Nunca é o que a gente pensa! Mesmo quando a pessoa 'tá quase sentando no teu colo! - pôs o pote com força na mesa.

— Me escuta!

— Não!

— Bom, acho que essa é a minha deixa... - o Jung ouviu a mulher dizer e teve que rir se aproximando rapidamente da mesma, a encarando por míseros segundos, antes de dar um tapa no rosto da mesma. – Seu imbecil! Por que fez isso? - pôs a mão no rosto, encarando Hoseok com puro ódio.

— Cínica o bastante para perguntar o porquê? Caralho!!

— Meu amor, ela que-... - a fala de Taehyung foi corta por um tapa também dado pelo Jung.

— Você é um sem caráter mesmo, Kim Taehyung. Eu 'tô com tanto nojo de você que nem consigo descrever. - disse friamente, mas por dentro, seu coração estava se despedaçando aos poucos. Foi até a mesa e pegou o bolo novamente, indo até o Kim e estendeu, meio confuso, o mais velho pegou, em silêncio. – Façam bom proveito enquanto debocham da minha cara. Me esquece, Kim Taehyung. - ditou por fim, saindo do escritório do mais velho.


Se permitiu chorar assim que chegou perto do quarto que ambos dividiam, não querendo acreditar no que viu, mas aquilo parecia tão óbvio, tão... traíra.

Ficou imaginando em quantas vezes Taehyung podia ter feito aquilo, quantas vezes ele teria aqueles tipos de visitas, ainda mais depois de dizer que não queria que o Jung se metesse em seus assuntos, ah, Hoseok só sentia o ódio aumentar.

Secou as lágrimas com tamanha raiva, chegando até machucar os rosto bonito por conta dos anéis, porém não se importou.

Nunca foi de chorar por ninguém, então não seria agora que isso aconteceria, mesmo gostando do filho da puta.

— Hoseok! - ao perceber que o chamava, teve que respirar fundo, sequer olhou e abriu a porta do quarto, mas não conseguindo fechar assim que entrou, por conta da pessoa. – Me escuta!

— Não tenho nada 'pra falar contigo, Taehyung!

Nem tentou fechar a porta, sabia que não iria conseguir, então apenas tomou distância e foi até o guarda-roupa para pegar uma mala.

— Ei! - Taehyung pegou o braço do mais novo com força para que ele se acalmasse. – Eu juro que não foi nada disso!

— 'Tá bom, cara, 'pra que todo esse desespero? - o Jung falou como se não fosse nada e se soltou de forma brusca.

— Por que 'tá sangrando?

— Ah, por causa dessas porra aqui! Inclusive... - tirou um por um, jogando no chão, olhando diretamente para o Kim que parecia desacreditado com a cena.

Aquilo fez o coraçãozinho de Hoseok apertar, porém não podia se deixar vencer, então apenas se virou e passou a pegar algumas roupas.

Taehyung não sabendo mais o que fazer, resolveu partir para apelação, sabia que isso faria Hoseok se acalmar de alguma maneira, ou pioraria a situação, iria tentar.

— Jung Hoseok, eu agora 'tô mandando você se sentar e me escutar!

E pareceu surtir algum efeito do mais novo pois viu ele parar tudo o que fazia e se virar lentamente para si, achava que poderia morrer naquele momento.

— O que você disse? - o ruivo perguntou de forma calma, mas só Taehyung sabia que calmaria ali não tinha nada.

— Que 'tô mandando você parar com esse seu showzin e me escutar! - é, ele estava pedindo passe livre para a morte.

— Acha que manda em mim? Que sou essas pessoas que se submetem a você quando você bem quer? Eu não tenho medo de você, Taehyung! Com os outros você pode até ser Kim Taehyung, o temido mafioso, mas 'pra mim, não. Nessa merda de relação sou eu quem mando, e você obedece! - o Jung praticamente gritou, como se quisesse deixar claro a posição de cada um.

Taehyung sorriu, amava aquilo.

— Me desculpa, meu amor, é só que tu não quer ouvir a minha explicação!

— Deveria prestar mais atenção em fala comigo, você 'tá errado.

— Beleza, mas vai me ouvir agora?

— Não!

— Hoseok, caralho! Eu 'tava concentrado em outra merda e aquela doida só chegou perto de mim e fez aquilo que tu viu. Foi literalmente na mesma hora! - Taehyung resolveu soltar logo tudo, Hoseok da forma que era, não iria dar abertura para nenhuma explicação mesmo.

— Acha que eu vou acreditar? Tenho cara de idiota?

— Acredita se quiser, porra, minha consciência 'tá limpa!

— Fala direito comigo, Kim Taehyung!

— Tu me trata como bem quer e eu tenho que ficar feito cachorrinho tentando se redimir?!

— Óbvio! Você 'tá errado!

Dessa vez não.

Aquilo com certeza não era do agrado do ruivinho que ficou sem saber o que dizer e Taehyung amou aquilo de uma forma... Agora ou ele iria se virar e ir embora, ou iria agarrar o Kim só porque não queria se sentir por baixo.

E a segunda opção foi realmente a correta pois rapidamente o Jung se aproximou e sem dizer nada, puxou o mais velho pela gola da camisa e juntou os lábios num beijo que parecia cheio de raiva, mas nem chegava perto do amor que sentiam.

— Eu te odeio tanto, Kim. - disse assim que se afastou por alguns instantes.

— Então temos uma linha tênue entre nós. - deixou um selar nos lábios do mais novo. – Juro que não 'tava fazendo nada de errado, meu amor.

— Esquece isso, eu agora seu quero você, a forma irritada que você 'tava me deixou excitado.

— Ainda 'tô bastante puto.

— Então desconta essa raiva em mim. - sussurrou no ouvido do mais velho, soltando uma risada baixa.

— Você vai se arrepender do showzinho que fez. - empurrou o mais novo para cima da cama.

Ficou por cima do mesmo, passando a beijá-lo de forma calma, enquanto deslizava as mãos suavemente pelo corpo magro.

— Você irá fazer tudo o que eu quiser, mostre que, na verdade, o meu cachorrinho é você. - o Kim ordenou, sorrindo satisfeito ao ver o olhar carente do mais novo.

Hoseok poderia até mandar durante o dia, mas só eles sabiam que, a noite e entre quatro paredes, era Taehyung quem demonstrava o verdadeiro poder.





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