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História Eu me tornei a Deusa Atena - Capítulo 13


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Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 13 - Capítulo 13


- Procurando por alguém, Atena? - alguém atrás de mim perguntou.


Me virei rapidamente e vi Ares me encarando. De alguma forma, eu sabia que ele estava sorrindo por trás daquela máscara.


- Pode tirar essa máscara. Eu já sei quem você é. - falei.


Ele riu e levou as mãos até a máscara, a tirando.


- Então, Aiolos lhe contou tudo. Era de se esperar, eu só não imaginava que você viria me enfrentar sozinha, ainda mais quando nem despertou como Atena! - ele riu.


- Posso não ter despertado como Atena, mas eu ainda vou derrotá-lo! - peguei alguns papéis com um selo desenhado com o sangue da antiga reencarnação de Atena e os lancei na direção dele.


Os papéis se posicionaram ao redor dele e uma barreira dourada se formou ao redor do geminiano. A gravidade começou a aumentar dentro da barreira, fazendo com que Ares caísse de joelhos no chão.


- Entendo... Selos desenhados com o sangue de Atena. - ele falou enquanto a gravidade o esmagava. - Não é uma ideia ruim, mas... - ele moveu a mão e a barreira foi quebrada. - uma coisinha fraca como essa não funciona comigo.


Arregalei os olhos e recuei.


A barreira...


- Vamos. O que mais você preparou, Atena? Ou não me diga que... - ele sorriu. - você só tinha isso preparado para mim?


Engoli em seco e ele começou a andar na minha direção. Eu recuava a cada passo que ele dava, até que senti minhas costas encostarem na parede.


- É uma pena, mas você vai morrer aqui! - ele puxou algo da manga de seu manto e eu fiquei pálida.


Uma adaga de ouro... A adaga usada para matar deuses!


Ele ergueu a adaga e eu rapidamente peguei outro papel e lancei na direção dele. Outra barreira se formou ao redor dele e eu aproveitei a deixa para correr.


Passei pelas cortinas que ficavam atrás do trono e corri para dentro do templo de Atena.


- Pode correr, mas não pode se esconder, Atena! - o ouvi gritar.


Abri uma porta e entrei no quarto. Arregalei os olhos ao ver que estava no salão do Grande Mestre novamente e Ares estava na minha frente, sorrindo.


- Como...? - murmurei.


- Eu disse que não podia se esconder. - Ares falou se aproximando de mim.


Recuei e peguei um vaso que havia ali, acertando a cabeça de Ares com ele. O vaso se quebrou e Ares caiu no chão. A adaga caiu longe de nós.


Ele desmaiou?


Suspirei aliviada, mas uma mão agarrou o meu pescoço. Gemi de dor e agarrei o braço de Ares, que havia se levantando.


Finquei as unhas no pulso dele, tentando fazê-lo me soltar, mas ele não fraquejou nem mesmo quando sangue começou a escorrer do seu pulso e cair no chão.


Movi a boca, tentando desesperadamente puxar o ar para os meus pulmões. Senti minha visão começar a escurecer.


Não... Eu ainda... Não posso morrer!


Estendi meu braço e coloquei minha mão ao lado da cabeça de Ares. Elevei o meu cosmo e uma rajada de energia o acertou.


Ele soltou o meu pescoço e eu caí no chão, tossindo e respirando com dificuldade.


- Atena... - olhei para Ares e vi que seu cabelo estava ficando azul. Ele olhou para mim, com os olhos cheios de dor.


- Saga... - falei com dificuldade.


- Atena... Ugh! - ele pôs as mãos na cabeça e seu cabelo começou a ficar branco novamente. Ele olhou para mim e pude ver que a esclera de seus olhos estavam vermelhas. - Já chega disso!


Ele puxou o seu manto, o rasgando. Uma luz dourada iluminou a sala e a Armadura de Ouro de Gêmeos surgiu atrás dele.


- Eu vou matá-la com todo o meu poder! - a armadura se separou e cobriu o corpo de Ares.


Meu corpo travou. Minha mente pensava em várias maneiras de fugir, mas nenhuma daria certo. Tudo que eu pude fazer foi fechar os olhos assim que senti o cosmo dele se elevar.


- Explosão Galáctica!


A força do ataque jogou meu cabelo para trás, mas eu não senti o golpe. Abri os olhos, confusa, e meu coração quase saiu pela boca.


- J-Jabu?


Ele se virou para me olhar, deu um sorriso de lado e caiu no chão. Me levantei e corri até ele.


- Jabu! Jabu! Acorde! - peguei sua cabeça e apoiei no meu colo. Seu corpo estava completamente ferido e sua armadura havia se quebrado em vários.


Ele abriu de leve os olhos e sorriu.


- E-Eu disse que ia te proteger, n-não disse?


- Eu pedi para você me ajudar, não fazer algo assim! Eu pedi para lutar ao meu lado, como meu companheiro! - falei sentindo meus olhos arderem.


Lágrimas escorreram pelos meus olhos e caíram no rosto dele. Ele fechou os olhos, ainda sorrindo.


- Qualquer um de nós daria a vida por um companheiro. - falou.


Travei. As lágrimas ainda escorriam pelas minhas bochechas. Passei o braço pelo meu rosto, enxugando as lágrimas com a manga da camisa.


- Idiota. - falei sorrindo. - Obrigada.


Coloquei sua cabeça no chão e me levantei. Passei por ele e fiquei entre Jabu e Ares.


- Salva por um Cavaleiro de Bronze inútil. Isso é o que eu chamo de "má sorte". - ele falou.


- ... "Má sorte"? - murmurei. Abaixei a cabeça, deixando eu minha franja cobrisse os olhos. - Sabe, Ares, eu estou me preparando para esse dia há anos. Eu sabia que nós iríamos nos confrontar desde o momento que nasci. Foi para isso que eu treinei e estudei tanto. Eu criei inúmeros planos, mas em todos eles, não era eu que te derrotava, ao menos não sozinha. Eu criei esse pensamento de que não conseguiria fazer isso sozinha e o implantei na minha cabeça. Já chega de pensar assim. Fique à vontade para destruir minha alma, me machucar, me matar... mas no momento em que você tocou em um amigo meu, VOCÊ CAVOU A SUA PRÓPRIA COVA!


Os vidros das janelas se espatifaram. Um báculo dourado surgiu na minha frente e eu o peguei. Minhas roupas desapareceram e deram lugar à um vestido branco longo com decote V e mangas frouxas que iam até os meus pulsos e mostravam os ombros.


Olhei surpresa para o meu corpo e depois para Ares. Ele pareceu surpreso, mas levou a mão a boca e começou a rir.


- Hahaha... Então você despertou como Atena! Ótimo! Assim posso matá-la com todo o meu poder! - ele fechou as mãos em punho e elevou seu cosmo.


Não fraquejei perante o enorme poder que ele demonstrava. Em vez disso, elevei o meu cosmo e apontei o báculo na direção dele.


- Ares! Vamos por um fim à isso agora! - gritei.


Rachaduras começaram a surgir no piso aos nossos pés, mas nenhum de nós parou. Concentrei meu cosmo no báculo e lancei toda a energia acumulada na direção dele, ao mesmo tempo que ele lançava a mesma energia na minha direção.


O choque das energias causou rachaduras nas paredes, no teto e aumentou as do chão. O salão explodiu e eu não vi mais nada.




Notas Finais


Vou postar o próximo capítulo em breve!


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