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História Eu Me Tornei A Deusa Atena - Capítulo 9


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Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 9 - Capítulo 9


- Ikki? - perguntei pasma.


Ele tombou a cabeça para o lado e sorriu.


- O que aconteceu, Sumire? Parece que você viu um fantasma.


- É-É que... A Ilha da Rainha da Morte! Como era lá? Eu ouvi boatos tão terríveis... Você está bem? Está machucado? - inventei uma desculpa rápido.


Ele deu um sorriso melancólico.


- Era o inferno na Terra.


- Ikki...


- Mas a sua pulseira de flores me salvou.


O quê?


Ele olhou para a pulseira em seu pulso e sorriu.


- Todos os dias lá eram cheios de sofrimento. Eu quase morri incontáveis vezes, mas, sempre que eu olhava para a pulseira de flores que você fez, eu me lembrava da promessa que nos havíamos feito, e, de alguma forma, meu corpo se enchia de forças. Isso tornou meus dias lá um pouco mais fáceis de viver.


A multidão gritou em animação e Ikki passou por mim e foi na direção da arena.


- Ikki?


- Eu vou lutar e vou conquistar a armadura de ouro. Depois, vamos passar o tempo junto com os outros, igual a como era antigamente.


Sem dizer mais nada, ele começou a andar na direção da arena. Sorri e olhei para a minha pulseira de flores.


As minhas preces foram ouvidas. Estamos todos reunidos novamente, sãos e salvos.


Meu cosmo de Atena deve ter protegido o Ikki. Fico feliz.


...


Abri a porta do quarto de hospital e entrei.


- Sumire! - Seiya falou sorrindo.


- Como você está, Seiya? - perguntei me aproximando dele.


- Estou melhor agora.


- Que bom! - me virei para Shiryu e os outros que estavam. - Shiryu, e...?


- Sou Shunrei.


- Meu nome é Miho.


- É um prazer conhecê-las. - falei sorrindo.


- Igualmente. Eu estava ansiosa para conhecer a amiga de quem Shiryu falou tão bem. - disse Shunrei.


- É mesmo? E o que ele disse de mim? - perguntei erguendo uma sombrancelha com um sorriso divertido.


- Ah, ele vivia dizendo como você era gentil, engraçada e o quanto ele sentia sua falta. - ela disse rindo.


- É mesmo, Shiryu? - perguntei séria para ele, mas por dentro eu ria.


- Sim. Tudo o que ela disse é verdade. - ele disse dando de ombros.


- Mas que falta de vergonha na cara, Shiryu. - Seiya disse sorrindo.


- Você não pode falar nada, Seiya. É ainda pior do que eu.


Rimos da cara que Seiya fez e Shunrei e Miho saíram do quarto.


- O Ikki está de volta. - falei sorrindo. Eles me olharam de olhos arregalados.


- Sério?! Ele está bem? - Seiya perguntou.


- Sim. Ele até disse que iria conquistar a armadura de ouro.


- Aquela galinha assada... - Seiya murmurou com uma carranca.


Rimos e ele tirou as ataduras da testa.


- Seiya? O que você... Ah! - Shiryu me levantou e me colocou em seu ombro como um saco de batatas.


- Vamos lá! - Seiya disse pulando da janela.


- Não... Espere! - gritei, mas Shiryu pulou da janela comigo em seu ombro.


...


- Eu odeio vocês. - murmurei enquanto ajeitava os fios bagunçados do meu cabelo roxo.


- Ah, nem foi tão ruim assim. - Seiya disse rindo.


- Isso é porque não foi você quem foi carregado como um saco de batatas por todo o caminho.


Eles riram e nós entramos no Coliseu.


O local estava completamente escuro. Senti um arrepio percorrer a minha espinha e inconscientemente, dei um passo para trás.


De repente, as luzes se acenderam.


- Sumire! Atrás de você! - Shun gritou.


Não tive tempo de reagir, algo agarrou o meu corpo e me levantou do chão. Olhei para trás para ver o que era e vi um homem enorme trajando uma armadura vermelha.


- Você é a Kido Sumire. Você virá comigo!


Esse cara... Ele não é o Dócrates?! O cara que atacou a mansão Kido no anime em busca da Armadura de Ouro? O que ele faz aqui? Espera, eu não tenho tempo para pensar nisso!


- Seu maldito, solte a Sumire! - Seiya falou entrando em posição de combate.


- Se vocês prezam pela vida dela, levem a Armadura de Ouro até às docas!


E as luzes apagaram.


...


Isso só pode ser brincadeira.


Eu estava com os braços amarrados atrás das costas, sentada bem na frente de Dócrates.


Bom, era de se esperar que alguma coisa acontecesse. Eu não deveria ter baixado a guarda só porque o Ikki não estava dominado pelo ódio.


- Seus amigos nunca conseguirão salvá-la. A Armadura de Ouro será minha! - Dócrates falou.


Sério? Vai falar disso agora? E esse papo de vilão... Que coisa clichê.


- Você está me ouvindo?! Aposto que deve estar com muito medo!


Na verdade, não.


- Vocês nunca sobreviverão! O Mestre Ares irá exterminá-los.


Esse cara tá passando dos limites com esse discurso brega.


- Nenhum de vocês...!


- Irá sobreviver e blá, blá, blá... Sim eu sei. Agora, por favor, pare. Isso está ficando vergonhoso, tanto para mim quanto para você. - pedi.


- O quê?! Sua... Será que você não entendeu? O Mestre Ares tem um exército!


- Nós temos Ikki de Fênix.


Ele pareceu desconcertado por alguns instantes, como se pensasse "o que essa garota tem?" Mas logo continuou o seu discurso.


- Dócrates, apareça! - ouvi a voz de Seiya.


Espera... O Seiya está aqui?! Mas ele está sem a armadura!


Ele deu um sorriso sinistro.


- Parece que seus amiguinho vieram resgatá-la, mocinha.


Ele me pegou com uma mão e andou para fora do prédio onde estávamos.


- Seiya, respeito sua coragem de vir aqui. Agora, entregue a Armadura de Ouro!


Vi Shun, Seiya, Ikki e Shiryu ali, mas não vi Hyoga.


- Sinto muito, mas não estamos com a Armadura de Ouro. - Shiryu respondeu.


- O quê?!


- Um certo guarda-costas nos impediu de trazê-la. - Ikki falou.


- Em troca... - Shun começou.


- ... Aceite isso! - ouvi a voz de Hyoga. - Pó de Diamante!


Senti meu corpo ser jogado no chão, mas antes de atingir o solo, meu corpo foi segurado.


Abri os olhos e vi que Hyoga me segurava e parte da armadura de Dócrates estava congelada.


- Maldito...! - Dócrates rosnou.


- Sumire. - olhei para Hyoga. - Me desculpe.


- Como assim? - arregalei os olhos. - Não se atreva...


Hyoga me jogou como se fosse um saco na direção de Shiryu, que me pegou em pleno ar.


- Hyoga! - gritei.


Shiryu correu comigo nos braços até a saída, mas foi barrado por cavaleiros. Ele lançou um olhar de desculpas para mim.


- Shiryu! Não...


Ele me jogou para Shun, que me pegou por pouco e correu para longe dali.


- Shun! Me solta! Eu posso correr por conta própria! - falei.


- Me desculpe, Sumire, mas assim é mais rápido.


Eu vou ter uma bela conversa com esses garotos mais tarde... Ah, se vou...


...


- Isso dói, Sumire! - Seiya choramingou massageando o galo que eu fiz em sua cabeça.


- Isso é por terem me jogado por aí como se eu fosse um saco! - falei observando os cinco massagearem suas cabeças.


- Mas Sumire... A gente só queria ajudar. - disse Seiya.


- Não tinha um plano melhor, não? - perguntei brava.


- Na verdade, tinha. Mas para isso nós precisaríamos da Armadura de Ouro, que Aiolos nos proibiu de entregar. - Hyoga falou.


- Por falar no Aiolos, onde ele está? - Shiryu perguntou.


- Eu não sei. Eu o chamei, mas parece que ele não está na mansão. - falei me sentando em uma poltrona. - A propósito, o que aconteceu com Dócrates? Vocês o derrotaram?


Eles trocaram um olhar.


Tem alguma coisa errada.


- O que aconteceu lá? - perguntei.


- ... Sumire, nós derrotamos Dócrates, ou melhor, achávamos que tínhamos o derrotado. - Shun começou.


- Mas ele se levantou quando nós baixamos a guarda. Ele quase matou o Shun, mas... - Hyoga continuou.


- Uma flecha dourada atingiu o seu peito e ele caiu no chão. Ele falou alguma coisa sobre a deusa Atena e... morreu. - Shiryu finalizou.


- Uma flecha dourada? - perguntei.


Mas quem... Espera. Aiolos não está aqui. Será que...


- E porque ele iria falar sobre Atena? - Shun perguntou confuso.


- No passado, os cavaleiros arriscaram suas vidas para proteger a Deusa da Guerra, Atena. - Ikki explicou.


- Mas a Atena realmente existe agora? - Shiryu perguntou.


- Ela existe.


Nos viramos para a porta e vimos Aiolos ali, trajando a Armadura de Ouro de Sargitário.


- Aiolos? - perguntei.


- Senhor Aiolos... Espere, por que você está usando a Armadura de Ouro?


- Foi você quem atirou aquela flecha? E como assim Atena existe?


Ele se aproximou de nós.


- Respondendo a sua pergunta, Hyoga, sim. Eu atirei aquela flecha. A Atena existe. - ele falou e olhou para mim.


- O quê? - Seiya perguntou olhando para mim de olhos arregalados.


Espere, espere! Você vai dizer isso agora?! Mas isso só deveria ser revelado mais pra frente! Ah, que droga! Está tudo fora de ordem! Eu não sei o que fazer!


- 13 anos atrás, o Grande Mestre, tentou assassinar Atena. Eu era o Cavaleiro de Ouro de Sargitário naquela época. Eu a salvei e fugi do Santuário com você, senhorita. Eu já estava fraco e quase morrendo, quando o senhor Mitsumasa nos encontrou. Mesmo ele tendo me ajudado, eu deveria ter morrido naquele dia, mas...


- Mas? - perguntei.


- Um milagre aconteceu. Eu senti o cosmo de Atena emanar da senhorita e as minhas feridas se curaram imediatamente. A senhorita se recorda de quando fez essas pulseiras de flores? Eu apareci na sua frente, se lembra? Isso foi porque, naquele dia, eu senti novamente aquele cosmo imenso. Peço perdão por ter escondido isso de você por tanto tempo.


Ele se ajoelhou na minha frente. Eu fiquei paralisada, sem saber o que fazer, apenas sentindo os olhares de Seiya e dos outros em mim.


- Ah... - abaixei a cabeça.


Eu não faço a mínima ideia do que dizer. Eu realmente não esperava por isso.


- ... Aiolos, você tem certeza absoluta do que está dizendo? - perguntei baixinho. - Você pode ter se enganado.


- Eu não me enganei. Juro pela minha vida.


Engoli em seco e me levantei.


- Eu preciso de um tempo.


Se pensar duas vezes, corri para fora da sala.


...


Apoiei as mãos na sacada e respirei fundo.


Está tudo fora de ordem... Eu não sei o que fazer. Tudo que eu tinha planejado é inútil agora. O que eu faço?


- Sumire. - me virei e vi Shun me olhando. - Aquele papo de Atena te deixou confusa, não é? Você está bem?


- Eu... Eu não sei. - respondi.


- Você sendo ou não Atena, nada disso importa. Você é a Sumire, nossa amiga. - disse Shiryu.


- Se bem que, nós já deveríamos ter adivinhado que tinha algo diferente com você. Essas pulseiras de flores não murcharam, mesmo tendo se passado tantos anos. - Ikki falou apontando para seu pulso.


- Eu não tinha percebido isso. - Seiya falou rindo sem graça.


- Por que você é você, Seiya.


- Cala a boca, frangolino de vulcão.


- Vem calar, seu pangaré alado.


Ri e eles olharam para mim.


- Obrigada. Confesso que eu fiquei confusa, mas, não fiquei tão surpresa assim. - falei.


- Como assim? - Seiya perguntou.


- ... Eu tenho algo para mostrar pra vocês.


Fechei os olhos e respirei fundo.


Pensei em um pequeno universo existente no interior do meu corpo. Esse poder tão imenso, adormecido dentro do meu corpo, eu expandi essa força e senti uma aura emanar do meu corpo.


Eu levei anos para aprender a fazer isso. Espero que não tenha sido em vão.


Abri os olhos e vi que eles me encaravam, pasmos.


- É verdade... Sumire, você é a reencarnação de Atena! - Seiya falou.


Abaixei a cabeça.


- Acho que sim. Isso muda alguma coisa? - perguntei timidamente.


- É claro que não! O que eu disse? Não importa se você é uma deusa ou uma humana, para nós você sempre será a Sumire! - Shiryu falou.


- O dragão está certo. Você é nossa amiga. - Ikki falou passando o braço pelos meus ombros. - Nada vai mudar isso.


- Meninos... Obrigada!


- Isso significa que o nosso inimigo agora é o Santuário, não é? - Shun perguntou.


- Sim. Mas não importa quem ou o que tenhamos que enfrentar, nós iremos lutar juntos!




Notas Finais


Vou postar o próximo capítulo em breve!


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