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História Eu, meu fardo, meu destino, e a dona dele. - Capítulo 21


Escrita por: montresse

Notas do Autor


O capítulo explora o ponto de vista de Lady Dimitrescu e o que há em sua mente. A preocupação com as filhas e seus sentimentos a respeito da personagem principal e sua irmã Donna. E as atitudes que ela irá tomar

Recado sombrio: eaii espero que gostem. Desculpa a hora glr mas eu só tô conseguindo postar esse horário. Aaah e muiito obrigado pelos 4 k de views vcs são uns amores.

Capítulo 21 - Rivalidade


Fanfic / Fanfiction Eu, meu fardo, meu destino, e a dona dele. - Capítulo 21 - Rivalidade

*pov Lady Dimitrescu* 

 

Estou preocupada com (S/N) ela não deveria mais estar se sentindo mal. Eu preciso testa-la, a adaga pode ter causado reações com o megamicetu em seu sangue.. espero que seja só uma suspeita. Eu não quero envolver a mãe Miranda nisso, eu confio nela mas ela está ficando aborrecida e enciumada por causa dela e.. eu não quero arriscar, ninguém toca nela, ninguém mexe com ela. A partir de agora ela é uma das coisas mais preciosas para mim e eu.. eu.. eu a quero sempre por perto. 

 

"Mamãe eu estou muito feliz com a primavera, quero voltar a caçar lá fora." Daniela me arranca de meus pensamentos. 

 

"Sim querida, já sinto o cheiro de coelhos e presas frescas." Respondo com um sorriso enquanto acaricio seus cabelos. 

 

"Sim, e eu também gostaria de voltar a bordar e treinar o meu arco." Ela esfrega o nariz em mim e é adorável acho que vai acabar dormindo.

 

"Sim querida.. o que você quiser." Eu a beijo e a pego no colo para levar ao seu quarto. 

 

Que estranho, eu ainda não vi Cassandra hoje. Vou até Bela para ver se ela a viu. Subo as escadas e as servas estão saindo do quarto de Daniela. Ótimo ela não liga muito, mas é bom que esteja tudo limpo. Minha linda filha.. elas não fazem ideia do tamanho do meu amor por elas. Eu a beijo e a deixo em sua cama dormindo pacificamente. Adorável..

 

Vou até o quarto de Cassandra mas ela não está. Estranho.. decido então ir até a biblioteca onde deixei Bela e Amélia. Chegando lá Cassandra também não está.

 

"Bela" 

 

"Sim mãe." 

 

"Aonde está Cassandra? Não a vi hoje." Pergunto preocupada. 

 

"A última vez que a vi ela estava meio estranha, faz alguns dias que ela está aborrecida. Acho que tirou um tempo para pensar." Bela responde serenamente.

 

"Aborrecida? Por que ela estaria aborrecida? A primavera está bem aí, eu não quero que saiam ainda por que as brisas ainda vem geladas mas é só questão de esperar alguns dias." Explico

 

"Bom mamãe, não é isso.. acho bom a senhora falar com ela depois. Quando ela aparecer." Bela recomenda.

 

"Pois bem." Eu digo me retirando. Bela se senta na poltrona e Amélia sorri para mim.. incomum, geralmente eu não recebo muitos sorrisos vindos das servas, que doce.. 

 

Passo por mais alguns cômodos mas não encontro Cassandra. Espero que ela não tenha saído, eu não dei permissão. Vou voltar para o meu escritório, estou sem ajuda e está tudo uma bagunça. Viro os corredores com atenção pra ver se sinto seu cheiro ou vejo alguma mosquinha mas.. não.. muito estranho, cassandra não é de sumir assim.

 

*Pov leitor* 

 

Aiii minha cabeça. Novamente está tudo rodando.. respiro fundo e fico de olhos fechados. Ouço passos pelo quarto. Mas não deve ser nada.. ultimamente eu não tenho ficado sozinha. Sinto alguém mexendo no meu cabelo.. quem será? Me viro lentamente para olhar mas não há ninguém. Coloco a mão atrás da orelha e há sangue no local, alguém me fez um corte. Quem fez isso? Nossa eu quase não tenho mais sangue no corpo estão tentando me matar? Então eu me deito novamente. Minha cabeça está muito pesada, e o meu pé vai me matar acho que nunca senti tanta dor. Então eu ouço a porta abrir.

 

"Florzinha!! Boa tarde." Donna? 

 

Ela vem até a beirada da cama e me abraça. Eu não consigo evitar sorrir. 

 

"Boa tarde Donna." Eu respondo calmamente. 

 

"Você não parece bem. O que está sentindo?" Ela coloca a mão na minha testa para ver a temperatura.

 

"As mesmas dores de sempre.. minha Lady sabe que você está aqui?" Pergunto pois ela pode se encrencar.

 

"Bom.. não que eu tenha avisado antes de vir, mas ela já esperava." Ela sorri.

 

"Então você está se arriscando só pra vir me ver?" Sinto vontade de chorar.

 

"Eu não diria me arriscar mas.. é. Eu senti que você ficou chateada.. depois de.. você sabe." 

 

"Tira isso." Eu falo segurando seu véu. 

 

"Bom.. eu.. nã.." eu me sento e removo o véu de seu rosto. Minha vista ainda está meio embaçada e rodando.

 

"Mesmo rodando você continua linda." Ela solta uma risada. 

 

"Você sabe que eu gosto muito de você não sabe florzinha?" Eu deito em seu colo procurando o conforto que só ela me fornece.

 

"Eu também gosto muito de você, promete pra mim que não vai mais mentir. Partiu meu coração." Eu sinto vontade de chorar mas me recuso.

 

"Pergunte meu amor, pergunte o que quiser. Eu vou te contar o que quiser saber." Ela me abraça.

 

"Donna, eu.." respiro fundo. "Por que a adaga não me matou?" Estou começando a me sentir menos tonta.

 

"A adaga te matou.. bom, não você mas.. a baronesa que é você."

 

"Donna.. você não está falando nada com nada." Ela suspira..

 

"Perdão, é que.. é complicado. Você morreu a muito tempo atrás. Pela adaga que seu pai forjou para destruir um organismo especial que mãe Miranda descobriu, pois ele tinha medo e o considerava algo ruim." Ela explica.

 

"Eu estou morta?" Eu não estou entendendo nada.

 

"Não, você está viva. Você tem exatamente 18 anos meu amor. Assim que você morreu, seu pai correu com você para o laboratório de mãe Miranda implorando para que ela a trouxesse de volta, como ela queria fazer com sua própria filha Eva. Após décadas estudando o seu sangue, finalmente ela conseguiu criar um feto das suas células, usando um vírus que uma organização a parte havia descoberto na África. O seu corpo serviria de recipiente para sua consciência, mas acabou que o veneno ainda está no seu sangue e acabou matando as células desse organismo especial que eu te falei. Ela conseguiu injetar a forma mais pura dessa célula, que passa a vida brigando com o seu sangue no seu organismo ou seja.. não conseguimos colocar sua consciência dentro do seu corpo." Ela explica.

 

"Então.. eu sou uma espécie de cópia?" Que gente doente.

 

"Hmm.. quase isso. Você morreu aos dez anos quando se cortou com a adaga. mas agora está crescida e é uma menina maravilhosa e especial, a última dos florian. Você é um milagre da ciência." Donna sorri para mim. 

 

"Isso é loucura sabia? Loucura. A gente não deveria tentar trazer as pessoas da morte." 

 

"Você não sabe como é perder alguém que significa tudo para você." Desce uma lágrima pelo seu rosto mas eu limpo na hora. E a beijo no rosto.

 

"Eu perdôo você. Você é a única que liga pra mim e que nunca vai me fazer mal." Eu realmente acredito nisso.

 

Ela acaricia minha pele e se inclina para me beijar mas eu viro o rosto. Eu não gosto dela dessa maneira. 

 

"Você deixa ela te tocar.. você se entrega a ela. Ela que te fez tanto mal." Ela tem lágrimas nos olhos. 

 

Como ela sabe disso? Como ela sabe do que aconteceu? Será que minha Lady falou pra ela o que aconteceu entre nós? 

 

"O que quer dizer?" Eu pergunto confusa.

 

"Não é nada.." ela acaricia meu pescoço e acaba pegando no sangue atrás da minha orelha. "Querida, o que é isso?" 

 

"Eu não sei, eu ouvi passos e senti algo me cortar enquanto dormia." 

 

"Vamos cuidar disso." 

 

Ela toma bastante cuidado enquanto cuida de mim e é muito carinhosa. Quando ela termina o curativo ela da um beijo no local o que me faz arrepiar. Então a porta abre de uma vez e minha Lady passa se inclinando pela porta. Meu coração acelera e eu olho para Donna com os olhos arregalados que coloca seu véu de volta no lugar.

 

"Ora, ora.. você não vai deixar nem que ela respire?" Ela tenta ser sarcástica mas dá pra perceber que ela está brava.

 

"Nós viemos ver se a florzinha está bem. Não se esqueça que é você que está 'cuidando' dela." As vezes eu me pergunto como Angie ainda está inteira.

 

"Coisinha insolente." Ela resmunga e fica encarando Angie por alguns segundos. "Mas não foi para isso que eu vim até aqui. Querida, eu estou preocupada. Você me permitiria tirar uma amostra de sangue para que eu possa analisar?" 

 

"Por que vai analisar meu sangue?" Eu pergunto.

 

"Estou preocupada que o veneno da adaga possa ter levado a reações adversas no seu organismo." Ela explica enquanto troca olhares com Donna.

 

"Não foi você que a cortou agora?" Donna pergunta.

 

"O que? Te cortaram? Quando?" Donna inclina meu rosto para que ela veja o curativo.

 

"Ela acordou com um corte no pescoço." Ela explica.

 

"Muito estranho. Não há nada na cama para que você possa se machucar." Ela fica pensativa por alguns instantes mas Donna a tira de seus pensamentos.

 

"Trouxe a seringa?" 

 

"Sim aqui está!" Donna desembala a seringa e me pergunta se tudo bem, eu digo que sim. É apenas uma agulha, nada que eu não possa resistir. 

 

"Como você se sente?" Lady Dimitrescu me pergunta.

 

"Estou bem." Repondo mesmo não estando cem por cento. Donna termina com a seringa e a entrega para minha Lady.

 

"Ótimo. Vou levar isso lá para baixo. Está com fome minha preciosa? O que quer comer?" Lady Dimitrescu me pergunta enquanto acaricia meus cabelos. 

 

"Qualquer coisa." Eu respondo. 

 

Ela suspira e responde. "Tudo bem. Eu já volto." E sai se inclinando pela porta.

 

"Por que ela não brigou? Eu achei que iria ficar uma fera." Pergunto a Donna

 

"Eu te disse que ela esperava por isso." Ela solta uma leve risada.

 

"Eu confesso que.. não sei como Angie ainda está inteira. Ela sempre irrita a Lady." 

 

"Ela não vai mexer comigo. Eu sou muito corajosa. Eu não tenho medo daquela valentona." Todas sorrimos. Realmente tem que ter muita coragem.

 

"Ela não faria nada a Angie. Do mesmo jeito que eu não faria nada a Bela, Daniela ou Cassandra. nunca falamos sobre isso mas.. nós sabemos." 

 

Eu puxo Donna para me abraçar, eu sempre sinto muita falta dela. 

 

"Você virá todos os dias como antes? Eu gosto muito de ficar com você." 

 

"Bom.. não todos os dias, mas virei sempre que puder. Eu também gosto muito de ficar com você, você é a minha alegria. Me faz muito bem cuidar de você."

 

"Espero que venha com frequência.." eu sorrio e a beijo no rosto. 

 

"Onde mais dói querida?" Ela me abraça ainda mais forte e eu enterro meu rosto em seu pescoço.

 

"Tudo dói. Principalmente minha cabeça e o meu pé. Depois da caçada ele ficou pior ainda, dói muito mesmo." Digo a verdade dessa vez, ela pode cuidar de mim.

 

"Pobrezinha. Eu vou preparar um chá para você, ele vai te ajudar a dormir e também vai ajudar com a dor, só um segundo eu vou até a cozinha." Ela me dá um beijo e sai.

 

*pov Lady Dimitrescu* 

 

Arrg, o que a Donna já está fazendo aqui? Ela só serve para atrapalhar. Essa invejosa, intrometida ela já estava lá com minha (S/N) nos braços, minha preciosa. Minha vontade é de corta-la em pedaços. Maldita. Por que ela não desiste? Por que não deixa minha preciosa em paz. Ela já se entregou a mim. Eu deveria esfregar isso na cara dela.

 

 Deposito o sangue no frasco e coloco na centrífuga, mais tarde eu venho dar uma olhada. Vou em direção a cozinha.

 

"Teresa, prepare algo para (S/N) comer. O que ela gosta de comer?" Eu quero saber o máximo possível sobre ela.

 

"Bom senhora, ela come muito bem quando eu faço batata frita com linguiça. E ela também gosta muito de frutas." 

 

"Então faça as batatas do jeito que ela gosta. Ela está faminta e eu quero que ela coma bastante." 

 

"Teresa?.." ouço a voz de Donna ao longe.

 

"Sim Donna qual o problema?" Pergunto, ela não deveria estar agarrada com (S/N) lá no meu quarto?

 

"Oh.. eu vim fazer um chá para a florzinha, ela não está se sentindo muito bem." Mas ela me disse que estava bem.. ela não confia em mim. 

 

"Teresa, quando terminar leve para o meu quarto." Saio dali imediatamente que raiva da Donna, eu vou ter que me segurar pra não fazer uma besteira.

 

Chegando no meu quarto (S/N) está conversando com Angie. 

 

"Bom, a sua comida já está quase pronta." Ela me lança aquele olhar, sempre triste. 

 

"Obrigada minha lady." Esse sorriso não é sincero nem de longe. Seguro em sua mão e me aproximo.

 

"Você disse pra mim que estava bem. Mas não está." Ela me olha com tristeza e receio. 

 

"Eu.. eu.." eu a interrompo. Não quero desculpas, eu sei que ela não confia em mim. 

 

"Abre a boca minha preciosa." Ela hesita mais obedece. 

 

Então eu corto sua língua o que a assusta, mas não quebramos contato visual. Então eu também corto a minha e a beijo com avidez, ela não resiste, ela retribui está entregue a mim, como sempre.. começo a sentir esse cheiro maravilhoso que ela exala sempre que está excitada. Lambemos e chupamos a língua uma da outra, ela é meio desajeitada mas isso aumenta ainda mais o meu desejo. 

 

"Já se sente melhor?" Pergunto lambendo seus lábios e a abraçando. Dessa vez o sorriso é de verdade, ela fica tão linda quando está assim com vergonha. Ela coloca as mãos no rosto e responde que sim. 

 

"Eu tenho uma surpresa para você, mais tarde. Aceita passar a noite comigo?" 

 

"Surpresa?" Ela sorri, e coloca o dedo no queixo como quem pensa. 

 

"Sim, uma surpresa. Você vai gostar." Eu insisto.

 

"Bom.. então sim." Ela morde os lábios em um sorriso. 

 

Ela vai adorar o que eu preparei para ela.

 


Notas Finais


Minha Lady. 😁 Espero que ela sente na minha cara de novo. Espero que tenham gostado.


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