História Eu não amo você - Capítulo 12


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Categorias TWICE
Personagens Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon
Tags 2yeon, Jeongyeon, Mina, Minayeon, Momo, Namo, Nayeon, Twice
Visualizações 147
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - O novo Plano


PRESENTE. 


É terça feira. Primeiro horário. Matemática. 


Sinto meu estômago contorcer toda vez que olho para o canto da sala e vejo que Momo está encarando. Ela desvia os olhos toda vez um segundo tarde demais, e eu não consigo apagar da minha memória sua expressão magoada quando ela me viu com a Jeongyeon em frente a biblioteca ontem. 


A aula inteira é uma tortura sem fim. O professor está falando alguma coisa importante, e garante que vai cair na prova, mas não consigo prestar atenção. Tudo que eu quero é que os minutos escorram pela ampulheta até que eu finalmente esteja livre dessa prisão de números e possa ir falar com Momo sobre o que aconteceu. 


Quando o sinal toca, Momo percebe a minha urgência, porém quando eu a chamo nos corredores, sou cruelmente ignorada. Mas eu não desisto e continuo a chamando enquanto a seguia até seu armário. Quando finalmente consigo chegar perto dela, me encosto em seu armário ao seu lado e suspiro. 


ㅡ Momo. ㅡ chamo seu nome, desanimada, em uma forma de cumprimento. 


Momo ergue os olhos para mim apenas por breves segundos, ,antes de voltar sua atenção para o cadeado. 


ㅡ Você não me deve explicações, Im. ㅡ mordi meus lábios e levei meus olhos até o chão. Eu odiava quando Momo me chamava pelo meu sobrenome, e ela também odiava me chamar assim. Momo só me chamava por meu sobrenome quando estava realmente brava. 


ㅡ Eu sei, Momo. Me descul...


Momo abre seu armário de forma exagerada, fazendo um barulho forte ecoar por todo o corredor. Arregalo meus olhos levemente. Momo parece estar em outro mundo, ela sacode a cabeça e logo olha para mim de novo. 


ㅡ Achei que iria terminar com ela. ㅡ diz, sem conseguir se conter, apesar de ter afirmado que eu não lhe devia explicações.


ㅡ Eu ia, Momoring. Quer dizer, vou. ㅡ eu disse, me aproximando dela, tocando seus cabelos com meus dedos. 


Momo sorri com ironia, ignorando completamente o meu toque, e volta a se concentrar no armário. Ela coloca o livro de matemática lá dentro e retira o de química. Então, ela soltar uma risada amargurada, ainda sem olhar para mim.


ㅡ Você não me parecia prestes a terminar com ela ontem, Nayeonnie. ㅡ ela disse em um tom venenoso, o que me fez engolir em seco. 


ㅡ Eu sei! Eu sinto muito. É só que... Terminar com Jeongyeon é mais difícil do que eu pensava. 


Momo fecha o armário, passa o cadeado, então seu olhar de ódio é substituído por um olhar magoado. 


Sente muito, Nayeon? Você não precisa sentir muito. Se você quer ou não terminar com Jeongyeon, eu não tenho nada a ver com isso. Mas, se quer minha opinião, não deveria terminar com ela se ainda gosta dela.


ㅡ Por Deus Momo! Eu não gosto da Jeongyeon! Eu gosto de você! 


As palavras saem antes que eu possa contê-las, mas eu percebo imediatamente que eu não deveria ter dito isso. Momo também percebe e olha ao redor para garantir que ninguém havia escutado aquele meu pequeno e estúpido surto. 


ㅡ Eu não te entendo, Nayeon. Você precisa parar. Se você não gosta da Jeongy por que ainda está com ela? Se você não acabar com isso logo, vai acabar me machucando, machucando Jeongyeon e... E até você mesma, Nay. Principalmente você mesma, Nay.


Ela estende a mão para tocar meu rosto, mas acaba desistindo de fazê-lo no último momento.


ㅡ Estou tentando. Eu juro que estou tentando, Momoring. Eu juro. Mas Jeongyeon é uma praga muito difícil de se livrar. ㅡ eu suspiro, triste, e sacudo a cabeça.


Antes que eu perceba, meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Ao reparar isso, Momo abandona qualidade pudor e me envolve em um abraço. Não é um abraço romântico ou sensual, é só um abraço de uma amiga, o abraço que eu estou precisando agora. 


Amiga. É isso que Momo é. Minha amiga. A única, talvez além de Mina e Sana. Jeongyeon roubou todos os outros. Envenenou todos com sua perfeição. Não posso expressar meus sentimentos para nenhuma outra pessoa sem temer sem apedrejada até a morte. Ninguém entenderia o que eu sinto por Jeongyeon. Ninguém, a não ser Momo.


ㅡ Você já viu a carinha de Jeongyeon quando ela está triste? ㅡ perguntei, suspirando em seu ombro. ㅡ Eu não sou capaz de magoá-la ou de dizer que quero terminar tudo sem razões, Momoring.


ㅡ Sem razões? ㅡ Momo se espanta, me afastando para poder olhar em meus olhos. ㅡ Nay, mas ela...


ㅡ Não, não. Aquilo não importa. Você sabe que não importa. ㅡ eu a interrompo, balançando a cabeça. ㅡ Jeongyeon é a garota perfeita e todos vãe crucificar se eu partir o seu coração. Mas Mina e eu bolamos um plano para que Jeongyeon queira terminar comigo. E, se ela fizer isso, não vai ter dor para ninguém. ㅡ sorrio de forma cansada. 


Então eu conto o plano de Mina para Momo. Momo se encosta no armário e escuta tudo com atenção. 


No final, Momo apenas ri e sacode a cabeça. 


ㅡ É um plano ridículo. ㅡ ela diz.


ㅡ Bem? ㅡ exclamo, irritada, apesar de concordar que era um plano ridículo. ㅡ Tem um plano melhor?


Momo suspira e se desencosta do armário. 


ㅡ Você disse que não pode partir o coração dela. ㅡ ela fala. ㅡ Então a solução lógica seria fazer Jeongyeon partir o seu.


Dizendo aquilo, ela sorri uma última vez e me deixa sozinha naquele corredor, enquanto ia para sua próxima aula. 


◆ ◆ ◆ 


ㅡ Pensei que Jeongyeon não possuísse o seu coração. Como ela pode partir algo que não possui? ㅡ Sana perguntou, claramente confusa, enquanto ainda fazia alguns vídeos de algo insignificante, que ela jurava ser super interessante, mesmo não sendo. 


ㅡ Ela não precisa partir de verdade. ㅡ sorrio, sabendo que alguma delas iria perguntar exatamente aquilo. ㅡ Ela só precisa pensar que partiu. 


ㅡ Huh. ㅡ Mina murmura, enquanto penteava seu cabelo.


ㅡ Ao contrário do que vocês pensam, eu não desejo mal a Jeongyeon. 


Sana me olha espantada e Mina tira seus olhos do espelho. 


ㅡ Você estava planejando o assassinato dela alguns dias atrás. ㅡ Mina me acusa.



ㅡ Foi apenas o calor do momento. Mas a verdade é que eu não quero que ela sofra. Por mim, ela pode ser bem feliz. Muito feliz, até. Contanto que seja longe de mim.




Sana ri.




ㅡ E para ela ser feliz, você vai fazê-la achar que partiu o seu coração? 



ㅡ É, mais ou menos isso. ㅡ sorrio, me sentindo esperta. 




ㅡ Essa é uma idéia muito boa, dá onde você a tirou? ㅡ Mina perguntou desconfiada. 



Penso em Momo. Não posso dizer nem mesmo para Mina que tirei essa idéia de Momo. Não posso admitir que a garota por quem eu quero trocar a minha namorada foi justamente a pessoa que me deu a idéia para me livrar da tal namorada. 




ㅡ Da minha cabeça. ㅡ respondo, tentando passar o máximo de confiança possível. 



Como me conhece a muitos anos, Mina sabe que tem algo que eu não estou contando. 




ㅡ Jeongyeon nunca partiria o seu coração involuntariamente. ㅡ Sana disse, finalmente parando de gravar o ventilador do quarto de Mina.




Sinto um nó se formar em minha garganta. 



Existe algo que eu não contei para ninguém, nem mesmo para minhas melhores amigas. Eu não gosto de ficar lembrando, pois odeio saber que a pessoa que eu tanto gostava conseguiu me magoar de maneira tão cruel. 



ㅡ Eu sei. ㅡ digo. ㅡ Eu já pensei nisso. E também já encontrei a solução. 



Mina abandona o pente que estava em suas mãos e foca sua atenção em mim. Sana faz mesmo e coloca seu celular no bolso traseiro de sua calça jeans clara. 




Eles suspeitam que seja algo grande.



E é.



É um plano infalível. 



Eu sorrio, ajeito meu cabelo e digo dramaticamente:



ㅡ Precisamos de alguém que sejar tão perfeita, tão irresistível, tão melhor que eu... Que a faça partir o meu coração acidentalmente. 





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