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História Eu Não Quero Ser Só Uma Memória - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei um pouquinho mais que o planejado, mas aqui estamos!
Quero agradecer por todo carinho de vocês no capítulo anterior! <3 <3 <3
Agora tirem as crianças de perto porque tem Lemon! OuO
Se a formatação flopar, a culpa é do celular huehue
Falo mais nas notas finais. Divirtam-se rsrsrs
Boa leitura!

Capítulo 5 - Amantes na noite, poetas tentando escrever


Mesmo durante a rotina agitada e estressante de super-herói, Midoriya continuava se vendo irremediavelmente apaixonado por seu amigo de infância. 

 

Antes que pudesse se refrear, acabava sem fôlego quando o via em ação. Se derretia com as poses de vitória, maravilhado pelas formas sensuais do corpo trabalhado e, principalmente, com o olhar intenso, repleto da mesma ambição passional que o movia. 

 

Até os defeitos dele despertavam um sentimento de graça em Izuku, e o faziam achar, desde sempre, aquele homem incrível: a postura intimidadora, as palavras constantemente ríspidas e os trejeitos arrogantes destinados para quem quer que fosse. E ele era deslumbrante, tinha um belo rosto, um físico realmente provocativo...

 

- Se vai ficar aí murmurando sobre mim, devia estar fazendo mais que só olhar. 

 

O comentário de Bakugou trouxe Midoriya de volta ao momento, dos dois trocando carícias bastante íntimas no sofá. Riu em constrangimento. 

 

Fazer mais que do observar era exatamente o que ele pretendia. 

 

- Se segura, Kacchan. 

 

Em um piscar de olhos, Katsuki sentiu seu corpo quicar contra uma superfície macia, e a iluminação do cômodo mudar drasticamente. Tudo que viu foi um raio esverdeado, e registrou parcamente braços o envolverem no breve intervalo. 

 

Compreendeu que estava no quarto, iluminado somente pela pouca claridade que entrava pelas frestas da cortina. Izuku, que havia finalmente se permitido a entrega ao momento, o deitou na cama, e agora subia em seu corpo com um olhar deliciado. 

 

- Isso foi... - Bakugou pretendia perguntar se aquela era a individualidade do outro herói, entretanto foi interceptado pelos lábios macios dele. 

 

Afastou-se minimamente para rolar na cama e inverter as posições, cercando-o com os braços de forma possessiva. Mordeu rudemente a boca de Midoriya, e se irritou por não conseguir vê-la marcada.

 

- Não dava para ter acendido a porra da luz? 

 

- O abajur...do seu lado... - Apontou, entre respirações desreguladas. - Mas eu prefiro no escuro. Tenho vergonha...


- Que bobagem é essa? Acha mesmo que eu vou perder a chance de ver tudo? 

 

- N-Não é bobagem... - Resmungou, em tom dengoso. 

 

Bakugou acendeu o abajur a tempo de captar o olhar esverdeado frustrado. Sorriu sádico com aquilo. Lhe era um grande prazer contraria-lo. 

 

- Espero que esteja pronto para isso, nerd. 

 

- Estou há muito tempo, Kacchan! S-Só fico um pouco nervoso com essas coisas, me desculpe...

 

- Tanto faz. Eu até que eu gosto disso. 

 

A frase resultou na invasão das vestes de Izuku, que sentiu as mãos quentes de Katsuki escalarem sua barriga e dedilharem as saliências musculares. Não se refreou em fazer o mesmo com ele, explorando o corpo que foi alvo de seu desejo por tanto tempo. 

 

As camisetas dos dois heróis logo estavam jogadas ao chão, com Katsuki tomado por uma fome devastadora de descobrir pele.  

 

Fez questão de arrancar com brutalidade a meia manga que tampava a cicatriz mais feia de Midoriya. Encontrou mais aversão no rosto dele, ao olhar a própria marca avermelhada, do que em si mesmo - vidrado demais nas formas bem esculpidos dos braços, ombros e peito. 

 

Ignorou completamente as evidentes ressalvas alheias, selando os lábios com euforia. Se separaram com uma sequência de beijos castos, que aconteciam simultaneamente ao desbravamento dos corpos afoitos. 

 

Izuku encarou-o no fundo dos olhos enquanto se embriagava com os toques que passeavam sem rumo por seu torso inteiro, até mergulharem em uma trilha que teve início na cintura desnuda e desceu até a barra da bermuda que usava. Bakugou desceu a peça sem cerimônia alguma, deixando que o outro terminasse de se livrar dela.

 

Acariciou as coxas libertas e o quadril coberto apenas por uma cueca temática, preta com um X laranja. 

 

- Ela me parece familiar. 

 

- É da sua grife. - Midoriya admitiu, um tanto envergonhado pelo volume evidente sob ela. - E-Eu ganhei em um concurso do seu fã clube...

 

- Aposto que é a sua preferida. 

 

O silêncio desnorteado que recebeu em resposta trouxe um sorrisinho vitorioso ao rosto de Katsuki. Com seus ânimos exaltados, não foi lá muito cuidadoso ao tirar a cueca de Izuku, e deixou que ele terminasse mais uma vez de se privar da roupa. 

 

Admirou a região pélvica dele, indiferente à evidente vergonha que isso estava despertando. Percorreu com o dedo a pequena trilha de pelos que iniciava na base do umbigo e terminava no contorno do pênis recém liberto. A mão rumou até ele, estimulando-o em movimentos precisos. Um gemido contido de Izuku veio em seguida, acompanhado de olhos muito fechados e punhos firmes nos lençóis – chegou a arquear o corpo involuntariamente ao ter sua glande circulada pelo polegar dele.

 

Midoriya acabou por destinar uma mordida pesada ao próprio lábio inferior, perdido nos estímulos causados pela manipulação no sexo latejante. Mais sensações o acometeram quando seu pescoço foi atacado, e mais tarde, quando sentiu os dentes de Katsuki resvalarem sobre a pele sensível de seu ombro forte, deixando uma mordida. Abafou um gemido, parte dolorido e parte excitado.

 

Em satisfação, Bakugou o provocou, deixando a língua pincelou toques quentes por todo abdômen. Recebeu outro gemido esganiçado e propositalmente interrompido. 

 

Aterrissou os lábios nas coxas, marcando a pele com sua boca em cólera, sem desancorar as atenções de cada reação de Izuku. Ele passava a gemer baixo pela masturbação insistente em seu eixo, feita vagarosamente, para que não atingisse o orgasmo ainda. 

 

Bakugou fez questão de se demorar no trato grosseiros às pernas, divertindo-se secretamente com os gemidos manhosos e decepcionados que porventura escapavam de Midoriya - que passou a morder um dedo indicador na tentativa de abafar seus sons. Buscava ser o menos ruidoso possível, apesar dos toques libidinosos que lhe arrancavam lágrimas.

 

- Você é sempre assim silencioso na cama? - Katsuki alfinetou, deixando o fôlego ricochetear na pele judiada.

 

Izuku travou. Murmurou uma ou outra coisa inteligível, cada palavra ignorada por Bakugou, que preferiu confiar na linguagem corporal dele. 

 

- Tem vergonha disso também? Foda-se. Vou arrancar muito barulho dessa sua boca, nerd. 

 

Não houve uma resposta - não foi possível sequer absorver a convicção de Katsuki antes que ele seguisse obstinado, deixando chupões cruéis próximos à virilha alheia, intercalados por mordidas vigorosas e carícias falsamente apaziguadoras com os lábios e a língua. Eram mais provocações maldosas.

 

Pelo que Izuku conhecia o herói entre suas pernas, ele não desistiria até conseguir. E na verdade, aquilo não era incômodo - sentia-se completamente extasiado por ser Kacchan ali, tão hipnotizado pela magia do momento quanto ele. O coração, já acelerado, parecia saltar no peito. 

 

E ele permitia tudo, assistindo com primor a forma que seu corpo reagia a Katsuki. Mesmo as pequenas dores eram extremamente bem-vindas, que jamais sobrepunham o prazer - especialmente graças ao toque dedicado da mão que ainda viajava incansavelmente por sua ereção, que pulsava em ritmo intenso. 

 

Com um chupão particularmente gostoso no quadril, um gemido um pouco mais alto escapou. 

 

- Isso. Geme para mim. - Katsuki sentenciou, deslizando a língua sobre uma das marcas de mordida. - Quero ver se você vai conseguir se segurar quando eu estiver te chupando. 

 

Midoriya emitiu um som vergonhoso e indefinido. Conforme o orgasmo se aproximava, e a urgência o consumia, até mesmo a timidez se recusou a permanecer. Mas ele não queria chegar ainda - tinha outros planos. 

 

- K-Kacchan, espera... 

 

O chamado foi acompanhado por uma carícia leve nos cabelos loiros. Katsuki levantou a cabeça e o fuzilou com uma expressão interrogativa. 

 

Fizeram contato visual enquanto Midoriya se colocava sentado na cama, com as mãos buscando o peito alheio. 

 

- D-Desculpe por te interromper! Estava muito bom mesmo, é q-que eu...eu sonhei tanto tempo em te tocar que...preciso fazer isso primeiro! Quer dizer, se você não se importar...

 

O olhar incerto de Izuku acompanhou a mão levada até seu rosto. Uma carícia lenta com o polegar calejado pelas explosões, feita sobre a bochecha sardenta, o relaxou. 

 

- Então vai. - Katsuki permitiu, respondido com um ofego de aprovação.

 

Midoriya ainda sentia as íris escarlates o engolirem de maneira desejosa, e buscou inconscientemente mais contato com a mão que acarinhava seu rosto. 

 

Notava o corpo já quente entrar em ebulição, e se derretia lentamente na direção de Bakugou, que o guiou até os lábios dele. O ritmo era mais sensual do que nos beijos anteriores, e as bocas se moviam em sintonia, com momentos recheados por respirações ofegantes e gemidos deleitados.

 

Se afastaram, unidos por um fio de saliva, que logo se ligou à pele do pescoço de Katsuki quando Izuku passou a beijar aquela região. Mordiscou de leve a saliência de um tendão, e sentiu um gemido reverberar pela garganta sob seus lábios. Enquanto a língua também retesava pela área, o paladar curioso do suor de Bakugou o fascinou, com as notas adocicadas advindas da nitroglicerina e da individualidade explosiva.

 

Se viu em meio a um vício. No frenesi pela pelo corpo dele, desbravou o tórax amplo, com os dedos cravados com firmeza nos ombros. Abocanhou e sugou cada centímetro de pele a seu alcance. Se divertiu com as formas, explorou as saliências, deslizou com a língua sobre as clavículas e rumou ao peito farto de músculos, acariciando com as pontas dos dedos. 

 

Se demorou um pouco mais sobre os mamilos, de olhos fechados e deixando suspiros quentes contra os poros arrepiados. Gostou demais da textura deles, e brincou com cada um, a seu tempo.

 

As mãos escorregaram para as laterais, envolvendo as curvaturas das costelas com os dedos, enquanto descia para a barriga dele. Afundou a língua nos vales entre os músculos, que também tiveram seu momento de apreciação, com mordiscadas suaves sobre cada quadrado trabalhado pelo ritmo intenso da profissão de herói. 

 

Bakugou assistia tudo sem pestanejar. Pensou em protestar no início, devido a um sentimento incômodo de vulnerabilidade, por estar cedendo aos toques do outro, porém logo percebeu que Izuku não estava buscando reafirmar controle. Na verdade, ele estava tão entregue que não conseguia refrear a absoluta adoração.

 

Isso se traduzia na forma que beijava seu corpo em profundo êxtase, tocando tudo com uma minúcia exagerada, tentando decorar cada detalhe como se fizesse um arquivo de memórias valiosas. 

 

Os olhos verdes se ergueram até encontrarem os vermelhos, com a iluminação amarelada do abajur expondo ambas pupilas dilatadas em perdição. 

 

Aquele olhar desejoso pareceu devorar Bakugou, mesmo emoldurado por um rosto tão angelical e acompanhado por lábios ofegantes, entreabertos e brilhantes da saliva. Quando se atentou à proximidade dele com a barra de sua calça, entendeu que era um anúncio. 

 

- Kacchan...posso te tocar aqui? 

 

Sentiu o coração falhar uma batida. Ele ainda pedia! 

 

- Depois de me deixar dolorido de tão duro que você pergunta se pode tocar? Está tirando uma com a minha cara, bastardo de merda? 

 

- Eu s-só queria ter certeza que você quer isso...

 

- Lógico que quero, inferno! Isso não é óbvio? 

 

Os olhos de Izuku se direcionaram imediatamente para o volume na calça de moletom, e suspirou sonhador. Mal acreditava que veria pessoalmente a nudez do outro.

 

Cedeu à tentação que aquela barra de elástico representava, e a puxou para baixo, levando a cueca - achada no armário de Katsuki na agência - consigo. 

 

A pele sempre oculta da pelve ficou à sua vista, junto com o feixe de pelos que irradiava do pênis de Katsuki. As mãos de Izuku não largaram o tecido grosso da calça, em puro choque contemplativo.

 

- Vai ficar só aí babando? 

 

A pergunta trouxe Midoriya à tona, que levou, com nenhuma hesitação, a mão até a extensão bem diante dele. A princípio, envolveu com seus dedos, depois dedilhou cada centímetro, olhando por vezes o rosto de Bakugou, determinado a acompanhar as expressões satisfeitas dele. 

 

- Nem acredito nisso! Estou tocando o Kacchan! E ele parece estar gostando! - Izuku pensou alto, em uma versão audível de seus murmúrios. 

 

- Quem está gostando, nerd?

 

- Oh! Desculpe! 

 

- Não fique se achando por isso. Tem terreno para melhora. 

 

Midoriya lambeu os lábios, falhando na tentativa de esconder seus óbvios anseios. Estava louco por aquilo, e sua respiração desregulada denunciava a iminência de colocar em prática uma de suas fantasias. 

 

- Kacchan, eu...p-posso começar? 

 

- Anda. Me chupa, Izuku...

 

O tom arrastado arrepiou cada pelo do corpo de Midoriya. Sentiu falta do velho apelido, porém aquele pedido, feito de forma tão rouca e sensual, no tom mandão que Katsuki era especialista a respeito - e que não podia negar que gostava - não poderia ser ignorado. 

 

Era algo que ambos necessitavam. 

 

Sem hesitar, escorregou a extensão por entre os lábios, abrigando o máximo que conseguiu na boca, no limiar do reflexo de engasgo trai-lo. 

 

A mão de Bakugou agarrou os cachos de meia-lua verdes em um gesto de aprovação, modulando o ritmo que queria. Para a surpresa de Midoriya, ele não foi rude, e ditou uma cadência inicial lenta, que evoluía gradualmente. 

 

A garganta seca pela ansiedade do momento pouco a pouco relaxava, e ele conseguia fazer o contato ser mais profundo e intenso. Katsuki só forçava mais quando percebia essas brechas. 

 

- Chupa mais, nerd bastardo... - Gemeu de forma lânguida e terrivelmente sensual aos ouvidos de Izuku, que também gemeu no meio do ato e causou uma vibração gostosa bem ali. 

 

A mão de Katsuki passou a mergulhar mais profundamente entre o cabelo alheio, a fim de acelerar o ritmo, agora com menos consideração. Em resposta, sentiu Midoriya se agarrar a suas coxas, usando-as como apoio.

 

Katsuki começou a perder o controle, e isso transpareceu através do trato mais grosseiro a que submeteu a boca alheia, por vezes se arremetendo mais para dentro, com estocadas. E fazia tudo assistindo as reações de Izuku, cujos olhos fechados em concentração não escondiam a formação de pequenas lágrimas.

 

Saliva escorria pelo canto dos lábios dele, que já trabalhava a boca em um ritmo enlouquecedor - lento o bastante para que a língua se familiarizasse com a forma que contornava tão avidamente, mas rápido na medida certa para descompassar o pulso de Bakugou pela iminência do orgasmo.

 

- Aí, sai... - Alertou.

 

Foi encarado por olhos verdes arregalados, que se desviaram para o lado em uma careta pensativa - ao menos o máximo que poderia parecer naquelas condições. 

 

- Aposto que estaria murmurando se meu pau não estivesse te calando. O que você tanto pensa em uma situação dessas? Quer eu goze na sua boca por acaso, desgraçado?

 

Fez contato visual com Izuku, e não encontrou a expressão vacilante que esperava. Desta vez, foram seus olhos a se arregalarem. 

 

- Nerd pervertido do caralho. Claro que quer...

 

Os lábios que o embalavam se repuxaram na forma de um sorriso distorcido. Katsuki soube que ele tinha alguma coisa em mente.

 

Sentiu as mãos de Izuku o agarrarem firme, dessa vez nos glúteos deitados na cama. Emitiu uma exclamação de surpresa meio irritada, que morreu na garganta no mesmo instante que percebeu o outro chupar seus testículos com pressa, reafirmando o que queria. 

 

Ele se demorou o suficiente para Bakugou sentir-se intensamente quente, e puxa-lo pelo cabelo de volta para o foco principal. Midoriya forçou voluntariamente a boca até o final do comprimento, por fim abocanhando-o inteiro. O nariz afundou entre os pelos pubianos alheios sem ressalva alguma.

 

- P-Porra... - Katsuki verbalizou, atordoado pela visão e as sensações. 

 

Dali para frente, foi envolvido por um prazer desesperador. A língua de Izuku parecia mais afoita, a boca mais molhada, os movimentos mais ousados e...

 

Não processou mais nada, atingindo o orgasmo. Gemeu alto sem nem perceber, e agarrou com as duas mãos a cabeça de Midoriya, segurando-o firmemente no lugar enquanto jorrava na boca dele. Um leve cheiro de queimado permeou o quarto, e Katsuki torceu para não ter soltado pequenas explosões acidentalmente. 

 

Sua mente e corpo foram tragados para um oceano de prazeres, em que a única coisa que ainda funcionava era a capacidade de observar. Viu o exato momento em que a expressão de Izuku franziu, e ele engoliu tudo a tempo de se afastar para engasgar. Após uma breve crise de tosse, ele olhou para Bakugou. 

 

Os fascinantes olhos vermelhos pareceram brilhar como fogo, e a expressão era tão satisfeita e predatória que ficou claro que ele estava mais do que disposto a continuar.

 

- Já deu de deixar você se exibir. É a minha vez. - Katsuki, muito rouco pelo orgasmo, alertou. 

 

Midoriya mal teve tempo de desalinhar o rosto com o quadril alheio e foi puxado com força pela nuca, indo ao encontro de um dos beijos famintos de Katsuki, inclinado para frente a fim de alcançá-lo. 

 

Izuku cedeu sobre ele, se entregando aos braços fortes que o envolveram em um aperto exagerado. Permitiu-se ser virado novamente e jogado na cama, sem oferecer resistência alguma. Logo sentiu o peso de Bakugou o prensar contra o colchão, e o abraçou também com as pernas. 

 

Foi beijado, mordido, apalpado e estimulado por todos os lados, dando total liberdade ao outro, que ansiava por também desbravar sua pele. Katsuki parecia estar em todo lugar.

 

Midoriya tinha perdido o controle. Gemia a cada abocanhada dada em seu pescoço, e apertava-o para trazer o corpo disposto sobre o seu ainda mais perto. Nem sabia quando abriu totalmente as pernas para ele, mas apreciava o tato com a destra a cada fração de pele oferecida, sem pudor algum. 

 

O corpo inteiro se arrepiou quando um dedo passou a explorar seu orifício. 

 

- Você podia guardar as coisas úteis mais perto. Tipo nessa sua gaveta, stalker maldito... – Bakugou torceu para que o outro tivesse entendido do que se tratava. 

 

Mesmo com a luz fraca do abajur, foi possível identificar o rubor engolir as sardas de Izuku. O olhar brilhou em indignação pelo outro ter mexido em suas coisas e encontrado seu segredo - mas o dedo que ameaçava uma intrusão naquela região tão sensível inebriava seu senso de privacidade.

 

- Há q-quanto tempo você sabe disso? - Perguntou, mais para si que para Bakugou. - E é só uma revista...

 

- Só uma revista o caralho! Aposto que essa foi a única vez que eu posei pelado. Se tivesse posado mais, com certeza você teria um monte delas. Confessa, nerd. 

 

- B-Bem...é...verdade. C-Compraria todas...

 

- Você tem até a sua foto favorita, não tem? Aquela com o meu pau bem no jeito para você sentar nele. Você com certeza se divertiu muito imaginando. 

 

Midoriya jurou que entraria em combustão espontânea a qualquer instante. Até aquilo ele tinha percebido? 

 

Mesmo sob o efeito da amnésia, Katsuki continuava observador e perceptivo. E era uma das coisas que o atraía tanto nele.

 

Uma pequena contração no músculo que o dedo tocava chamou a atenção de Bakugou. Com certeza Izuku lembrou de suas aventuras com os artísticos nus. 

 

- Então falar sobre esses assuntos faz você piscar aí em baixo, nerd?

 

- K-Kacchan! Eu...

 

- Você me imaginava te tocando assim? - Sussurrou sensualmente, engolfando o ápice da orelha entre os dentes enquanto a ponta do indicador deslizou em uma intrusão lenta. 

 

- E-Eu imaginava você aqui comigo e...queria muito fazer esse tipo de coisa com você...  

 

- E usava aquele monte de coisas obscenas da caixa também?

 

- D-Depende...

 

- E usou recentemente, já que te punhetei uma vida inteira e você não gozou. Você tem feito coisas olhando a minha foto, enquanto eu estou no banheiro ou dormindo, não tem?

 

 - Ah, K-Kacchan! - Aqueles detalhes o envergonhavam além da conta.. - S-Só vai buscar logo o que precisa! P-Por favor! 

 

- Olha como você ficou excitado. Gosta mesmo de ouvir sacanagem, seu nerd safado?

 

- G-Gosto! E do jeito que você fala, eu gosto mais ainda! Que droga! Agora, por favor, vai buscar logo! 

 

- Merda, deixa esses negócios mais perto da próxima vez, seu imprestável de...

 

Não houve protesto por sua frase incompleta. Tão rápido quanto se desgrudou do outro e foi até a porta certeira do armário, Bakugou voltou com uma embalagem e um frasco em mãos, com o calor de seu corpo já fazendo falta. 

 

- Fica de quatro. Quero fazer isso direito. 

 

O pedido arrancou uma expressão dividida e envergonhada de Midoriya, que por fim decidiu que queria aquilo demais para protestar por causa de uma posição - e se tudo desse certo, haveriam muitas outras para se tentar posteriormente.

 

Virou de bruços, sustentado o peso do corpo sobre as pernas musculosas e os antebraços, um tanto trêmulo pelo nervosismo e a situação comprometedora - completamente exposto a Katsuki. 

 

Uma demora de breves segundos, que pareceram horas sendo alvejado pelo olhar ardente, deixou-o agoniado. E de repente todo receio se desfez, na forma de uma lambida possessiva em seu pescoço. 

 

As costas arquearam pelo contato molhado, e ele se viu subitamente encarando o teto, enquanto sentia a língua de Bakugou descer por toda linha de sua coluna. O coração disparava conforme ele se distanciava cada vez mais.

 

O contato foi extinto, precedendo o início de outro: uma mordida em sua nádega direita. Olhou para trás em espanto, e o corpo se contraiu novamente, em especial a região do quadril - que Bakugou agarrou, afundando os dedos nas laterais. 

 

- Isso. Empina esse rabo para mim. 

 

Izuku arrepiou-se ao ouvir aquela frase dita de forma tão profundamente necessitada. Ele realmente gostava desse tipo de coisa. Gostava até demais.

 

- K-Kacchan, o que você...

 

Foi interrompido por outra mordida, dessa vez na nádega esquerda. Uma súbita pulsação atingiu Midoriya bem em seu pênis, e ele teve um leve juízo de que estava gostando das investidas fora do roteiro de Bakugou. 

 

E a mente nublou completamente quando mais uma sensação chegou. 

 

- Ah! K-Kacchan! - Gemeu alto, parte pelo susto e parte pela mornura que o invadiu.

 

Não era nada como as mordidas anteriores. Era a língua, desinibida e enérgica, invadindo-o sem hesitação.

 

Foi automático agarrar o lençol e morder o travesseiro, sentindo um prazer além da média para intrusões iniciais. Logo a boca que só libertava ofegos comedidos passava a perder o filtro, permitindo que gemidos se fundissem à fronha mastigada. 

 

- Finalmente entendeu o que eu quero. Então também aproveita e rebola de uma vez na minha cara... - Bakugou inquiriu entredentes, afastando-se minimamente para voltar a mergulhar naquela exploração indecorosa. 

 

A língua ia e vinha, como se fosse a coisa mais sutil do mundo, em um movimento frenético e viciante. Os lábios vinham vez ou outra também, chupando o diâmetro do orifício tenso. Izuku sentiu a garganta arranhar, e só entendeu que estava gemendo - suplicando por mais e se forçando contra o rosto alheio - um bom tempo depois. 

 

O outro ousou ainda mais: libertou uma mão e tocou-lhe a ereção latejante e os testículos inchados pelos estímulos, apreciando a reação desejosa que sua manipulação causava. Olhava com pura satisfação enquanto fazia aquilo, afinal mal tinham começado e Midoriya já estava nocauteado de prazer, com o peito deitado na cama e o quadril copiosamente empinado, completamente desestruturado e complacente às suas vontades.

 

Os pedidos por mais não cessaram, e Bakugou soube que era hora de dar segmento, ou dessa vez Midoriya realmente teria um orgasmo. Tateou pela cama em busca do lubrificante, abandonando o outro apenas pelo tempo necessário para cobrir seus dedos com uma quantidade generosa da substância viscosa. 

 

A boca se afastou, e os dedos tomaram seu lugar antes que qualquer protesto pudesse ser feito. 

 

- Gelado... - Izuku murmurou acerca do lubrificante. 

 

Katsuki se ergueu sobre o outro, percebendo que sua visão era ainda melhor daquela altura. Com a mão que não estava coberta de lubrificante, agarrou os cachos verdes sem delicadeza alguma. 

 

- Está sentindo isso, nerd?

 

- Estou sentindo tudo... - Gemeu, rebolando contra a nova intrusão. - Quero ir até o final logo...

 

- Pode apostar que eu também. Isso tudo me deixou duro de novo...

 

Bakugou o penetrou com os dedos escorregadios por algum tempo, observando as expressões cada vez mais descompostas que causava. Após todo alargamento que conseguiu, Midoriya decidiu que estava mais do que pronto - estava ardendo em desejo. 

 

- V-Vem, Kacchan... - Pediu, esganiçado e dengoso.

 

Não houve réplica. Bakugou se apressou em colocar o preservativo e lambuza-lo com a mão ainda coberta de lubrificante. Especulou que poderia não ser suficiente, e despejou mais, sentindo um arrepio mesmo através do plástico. 

 

- Ai! Gelado para caralho!

 

Contra o travesseiro, Midoriya abafou uma risadinha. E também contra ele, se afundou ao ver, por sobre o ombro, a forma que Katsuki se posicionou. 

 

O peito arfante se encontrou com as costas suadas, e os quadris se atraíram com magnetismo. Com um alinhamento auxiliado pela mão, o herói explosivo se arremeteu para dentro de Izuku. 

 

Nos primeiros instantes, puro amortecimento. O encaixe foi impressionante, e com a química devastadoramente forte do momento, a sensação de que tudo estava em seu devido lugar imperou no ambiente. 

 

Os dois gemeram. Cada centímetro conquistado, entre apertos e fisgadas doloridas, era sentido com profunda intensidade. 

 

A mandíbula ainda cravada no travesseiro denunciava o desconforto de Midoriya, que sentia dor na porção de si que os dedos não alcançaram para estimular anteriormente, porém manteve-se paciente. Sabia que melhoraria.

 

Já Bakugou, ainda hipersensível pelo orgasmo recente, sentia cada contração do canal quente e esmagador devora-lo, e gemia baixo com isso.  Fincou as unhas na cintura de Izuku, certificando-se de ter um apoio firme para as estocadas que viriam. 

 

- Nerd... - Sussurrou, rendido pelo prazer. - Tem certeza que eu nunca fiz isso com você antes?

 

Izuku sacudiu a cabeça em negação - a garganta estava áspera, e a voz não sairia direito. 

 

- Devia ter feito...e muito... - Katsuki sussurrou ao pé do ouvido dele, em pausas rítmicas que acompanhavam as estocadas experimentais de seu quadril. - Vou tirar...nosso atraso...

 

E os movimentos ritmados começaram em ritmo frenético, se intensificando lentamente - buscando o equilíbrio entre a velocidade e a precisão dos movimentos necessários para a saciedade. 

 

Katsuki abria um sorriso vitorioso e predatório toda vez que ouvia um gemido mais rouco e desesperado do outro, indicando a direção da próstata. 

 

- Ah! Kacchan! Assim! Por favor! 

 

- Já fazendo escândalo? Mal comecei a te foder direito... - E ele provocava, mordiscando a orelha alheia e fungando sobre o pescoço suado. 

 

Ele não tardou em mostrar a que se referia. Firmou um ritmo devastadoramente prazeroso, que os levou a uma momentânea desconexão com tudo que se passava ao redor. 

 

A cama balançava e por vezes batia na parede, e o lençol começava a sair do colchão do lado que estavam, de tanto que Izuku o puxava. A voz já saía sem muito controle, e a mão impiedosa que puxava seu cabelo até a cabeça pender para trás se certificava disso - posição aproveitada para expor o pescoço já tão judiado naquela noite. 

 

Katsuki investia fundo, obstinado em fazer o sexo durar e tornar cada segundo perfeitamente delirante. Seu próprio prazer o levava a uma sensação de insanidade. 

 

- Merda...não imaginei que você seria tão...

 

O interior de Izuku se contraiu ao ouvir a voz de Bakugou, que acabou por gemer em satisfação. 

 

Aquele calor que o envolvia era tão viciante que não sabia mais onde seus movimentos começavam e onde terminavam, só avançava em trajetórias brutas. Uma vez ou outra liberou faíscas das mãos sobre a pele alheia, mas pelo estado de Midoriya, que não se queixou de nada, ignorou o acontecido. 

 

Izuku tombou a cabeça para o lado, a fim de ver a expressão de Katsuki. Encontrou a definição de perdição: os dentes expostos em uma careta sofrida, olhos copiosamente fechados e sobrancelhas muito franzidas. Notou até um filete de saliva escorrer pelo queixo dele, que parecia estar vivenciando o momento mais embriagante de toda sua vida.

 

E surpreendeu Bakugou, conduzindo o quadril na direção dele, chocando-os em um contato que aprofundava a penetração.

 

- Ah! Quer...quer me deixar louco?! – Katsuki indagou, perdendo a coordenação motora por um instante. 

 

Ao assistir o descontrole alheio, Midoriya não resistiu à urgência de se tocar, deslizando sua mão pelo próprio membro, no mesmo ritmo que seu corpo era tomado, sem deixar de buscar com canto de olho as reações deleitosas de Bakugou. 

 

E a feição dele se retorceu ao ser comprimido no canal estreito, em uma contração forte por Midoriya ser acertado em cheio na próstata. 

 

Ambos gemeram. Bakugou pela antecipação irradiada de sua região pélvica, que começava a devora-lo, e Izuku pela pulsação gostosa em seu interior, cada vez mais forte e ávida, mais e mais insistente em atingi-lo precisamente.

 

- K-Kacchan... - Chamou. A boca que colou em seu pescoço o fez esquecer logo o que queria dizer.

 

Mas Katsuki sabia. 

 

Em resposta, envolveu a mão de Izuku que trabalhava na masturbação, e esperou até ele mesmo poder fazer aquilo. Seguiu acompanhando seu próprio ritmo, e as mentes se tornavam mais e mais nubladas. 

 

Alguns gemidos realmente desesperados de Midoriya precederam o orgasmo dele. Se derramou sobre a cama e contraiu forte ao redor de Katsuki - que por sua vez, apenas algumas estocadas mais, atingiu o seu próprio ápice. 

 

Ele revirou os olhos nas próprias órbitas antes de ser tomado pela sensação de leveza. Ainda que menos entorpecido que no primeiro orgasmo da noite, o que não lhe permitiu ocupar muito do reservatório de sêmen da camisinha, cada toque ainda era um choque, e cada pulsação de seu corpo podia ser sentida em potência máxima - especialmente em sua região íntima.

 

Izuku estava demolido, com o corpo mole porém imóvel, cedendo levemente sob o peso do outro. Ele sentia um calor absoluto tomar conta de seu ser, se espalhando da zona do quadril até cada extremidade, como um autêntico feixe de eletricidade. 

 

Esperaram o torpor passar, entre respirações desreguladas e percepções distorcidas de tempo e espaço. 

 

Katsuki se retirou de dentro do outro, livrando-se do preservativo, e observando o cuidado que ele tinha em não debruçar-se sobre seu próprio prazer, derramado no lençol. 

 

Alguns minutos imersos em silêncio passaram. Bakugou acabou deitado do lado desocupado da cama, de barriga para cima, enquanto Izuku descansava em um canto mínimo, com a mente correndo a milhão após o absoluto esvaziamento que havia experimentado somente um pouco antes. 

 

- Está vivo aí, nerd?

 

Midoriya sorriu. Buscou o olhar de Bakugou, que o encarou de volta e tomou a iniciativa de se esticar para beija-lo com ternura.

 

Mais minutos passaram, em que se sentiam imersos em cansaço. Por fim, o entorpecimento dimiuiu. 

 

- Kacchan, v-você se importa se eu trocar o lençol? - Questionou, em um fio de voz. 

 

- É, está precisando. 

 

Levantou-se em passos trôpegos, fazendo pequenas caretas, dirigindo o corpo na direção do armário.

 

Foi uma desculpa conveniente para lidar com sua agitação. Sem que percebesse, já estava murmurando enquanto vasculhava as gavetas - e sendo ouvido pelo outro. 

 

- Kacchan é tão incrível...

 

Mais alguns elogios sobre Katsuki que ele não tinha consciência que estava fazendo, e os braços do herói loiro o envolverem. Midoriya estremeceu automaticamente, permitindo que aquele calor gostoso o envolvesse. 

 

- É para hoje isso aí? - Katsuki apressou, lançando um olhar curioso para a caixa de itens libidinosos.

 

- Já vou! Desculpa! - Deu um discreto passo para trás, a fim de aumentar o contato. - Então...você vai querer tomar banho?

 

- Não, fica para amanhã. Estou detonado. Um nerd filho da puta me deu uma canseira sem piedade nenhuma. 

 

- J-Já que você vai dormir, eu estava pensando se... - Interrompeu-se, com as bochechas rubras pelo comentário anterior. - V-Você quer dormir aqui comigo? 

 

Bakugou o fitou de esguelha. O olhar de Izuku brilhava em expectativa, tornando o convite irrecusável. 

 

- Se você não tiver outra crise de consciência bosta ou fizer alguma coisa estúpida para me deixar puto, pode ser. Não deve ser pior que o seu sofá duro.

 

Midoriya suspirou em animação. Se pudesse dormir nos braços de Katsuki, valeria a pena até adiar o banho. 

 

Levou o lençol limpo até a cama, e arrumou tudo enquanto Katsuki destinava o anterior ao chão, indiferente. 

 

Pegaram as cuecas jogadas - Bakugou até vestiu a calça - e se permitiram cair na cama.

 

Izuku deitou a cabeça no ombro dele, que passou o braço sob o corpo exausto do outro herói para trazê-lo para perto. Teve tempo de ver um sorriso repuxar as bochechas sardentas antes de apagar o abajur e se acomodar. 

 

- Boa noite, Kacchan!

 

- Dorme logo, porra. 

 

Se não fosse pelo cansaço, teria sido difícil adormecer. Mas o aconchego foi maior - superou até os corações que se negavam a aquietar. 

 

E as respirações mescladas se tornaram os novos sons que imperavam no quarto.

 


Notas Finais


IMPORTANTE: essa semana será meio tumultuada para mim, então é possível que o próximo capítulo demore um pouquinho mais que o normal para sair. Já aviso para não deixar vocês preocupados!
Agora sobre este, super quero saber o que vocês acharam!
E para quem gostou, um breve spoiler: teremos mais cenas calientes futuramente. Nada que ocupe um capítulo inteiro como nessa, mas teremos OuO
Até o próximo!


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