História Eu não vou te esquecer - Capítulo 3


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Categorias Agustín Bernasconi, Karol Sevilla, Michael Ronda, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Valentina Zenere
Personagens Karol Sevilla, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli, Valentina Zenere
Tags Ruggarol, Sevirene, Sou Luna
Visualizações 27
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2


Sem pensar nas consequências de suas ações, Karol se aproximou do rapaz e pulou em seus braços, o abraçando com toda a sua força. Ruggero, surpreso a segurou por reflexo. Ele, a princípio havia ficado sem reação, mas depois que percebeu que quem lhe abraçava era Karol, sua melhor amiga de infância, ele a abraçou de volta e a apertou em seus braços. Passaram alguns minutos abraçados, parecia estranho, mas naquele abraço sentiram-se finalmente em casa. Juliana olhava a cena surpresa por eles se conhecerem, viu que eles não se desgrudariam tão cedo e resolveu pigarrear os despertando. Relutantes, separaram-se, Karol desceu do colo do rapaz, tímida e ajeitou a roupa, indo para o lado da selecionadora.

– Então já se conhecem, correto? – Juliana perguntou o óbvio.

– Sim, Ruggero era meu amigo de infância, não nós víamos há vinte anos. – ela sorria, enquanto falava. Ruggero lhe fitava intensamente, estava em choque.

– Que coincidência, não? – Juliana olhava de um para o outro.

– É sim, o destino nos pregando peças. – ela o olhou com os olhos brilhando, aquilo parecia um sonho.

– Quer que eu lhes dê mais privacidade? – Juliana perguntou ácida. Karol balançou a cabeça, voltando a si, e lembrando onde estava.

– Claro que não. Eu peço desculpas pelo meu comportamento, é que... – ela suspirou, o fitando rapidamente. O coração ainda estava batendo rapidamente. – Bom... – ela olhou a mulher – Quero conhecer o restante da minha equipe.

– Ah, claro – a mulher sorriu falsamente, enquanto conduzia Karol até a porta. Tudo sendo acompanhado pelos olhos atentos de Ruggero .

– Nos vemos, Rugge – Ka o chamou pelo seu apelido. Juliana saiu atrás da moça encostando a porta.

Ruggero se jogou na cadeira, abriu alguns botões da camisa, alarmado. Ela havia se tornado uma mulher maravilhosamente linda. As emoções de quando ele era um garotinho de dez anos voltaram como uma avalanche, porém tudo ainda mais intenso, como aquilo era possível?

Karol conheceu mais dois analistas e três assistentes depois de Ruggero. Estava extremamente cansada, tinha andado aquela empresa inteira acompanhada de Juliana, tudo o que ela queria era sentar. Ela não via a hora daquela “tour” acabar. Pararam em frente a uma porta.

– Essa aqui é sua sala. – Juliana abriu a porta do lugar. A sala era enorme, e ficava no fim do corredor. – Fique à vontade para decorá-la como bem entender. Logo mais chegarão às plaquinhas para colocar na sua porta e mesa. Dúvidas me procure, ok? Ah, e seja muito bem-vinda a Engeali. Com licença. – Juliana saiu da sala.

Finalmente ela estava sozinha, sentou-se no sofá que havia no canto da sala e tirou os sapatos de salto, massageando seus pés, estavam bem doloridos. Levantou-se e pegou o notebook o ligando, não fazia ideia do que fazer naquele momento. Teria que conversar com o seu chefe para saber. Pegou-se pensando em Ruggero, e naquele encontro de mais cedo. Queria ter conversado com ele, conhecido sua vida, mas se repreendeu, ali não era lugar para aquilo, ela tinha que se controlar. Levou um susto quando escutou um barulho do notebook, era notificação de um e-mail. Seu gerente pedindo para que ela se dirigisse a sala dele, ela suspirou pegando os sapatos e os colocando de volta, aquele dia estava bem longe de acabar.

•••••

Já eram 18h00min, Karol arrumava suas coisas para ir embora, queria deitar na sua cama e dormir, mas não podia. Ajeitou tudo e encaminhou-se até o elevador, que a levou até o térreo. Ela caminhava desajeitada com algumas pastas nas mãos, nelas consistiam as avaliações de cada liderado seu, ela queria saber as aptidões de cada um para começar a demandar algumas coisas.

Ficou em frente ao prédio da empresa, e pegou seu celular, chamando um uber pelo aplicativo. Enquanto aguardava resolveu olhar sua redes sociais. Foi surpreendida por um toque sútil em seu ombro esquerdo, virou-se e viu Ruggero parado atrás de si. Deu um passo para trás, visivelmente surpresa.

– Preciso me acostumar com isso. – deu um riso leve se referindo à presença do rapaz.

– Eu mais ainda, afinal de contas, você é minha chefe agora. – ele sorriu, coçando a nuca.

– Sou sua chefe dentro daquele prédio ali. – apontou para empresa. – Aqui fora você é somente Ruggero e eu Karol . – ela sorriu.

– Certo. – ele pigarreou. – Está fazendo o que parada ai?

– Chamei um uber estou esperando ele chegar. – ela deu uma olhada no aplicativo. Ainda faltavam cinco minutos para o motorista chegar. Bufou.

– Parece que vai demorar um pouquinho... – ele deu uma espiadinha no celular dela. – Quer uma carona? – ela pareceu ponderar.

– Bom, acho que sim. – resolveu aceitar, era  uma carona.

– Certo, deixa eu te ajudar com essas pastas. – ele as pegou da mão dela e as carregou como o cavalheiro que era.

Eles atravessaram a rua lado a lado, sem falarem nada. Ruggero destravou seu Renault Clio 2015, e abriu a porta para que ela entrasse, e em seguida entrou com as pastas e as colocou no banco de trás. Ela mexia freneticamente no celular para cancelar a corrida do aplicativo.

– Para que lado eu devo ir? – ele a questionou, visivelmente curioso.

– Eu moro na Bela Vista, conhece?

– Conheço sim. Quando estivermos perto você me diz onde eu devo seguir, ok? – ela assentiu.

Ele deu partida no veículo, e um silêncio desconfortável se instaurou ali. Karol olhava para a janela, desconcertada, ela queria conversar com ele, mas nada vinha na sua cabeça. A mesma coisa se passava com Ruggero. 

– Então... – os dois disseram juntos, e riram.

– Primeiro as damas. – Ruggero lhe incentivou a falar.

– Quero te perguntar tantas coisas, Ruggero ... – ela o olhou concentrado no trânsito. – Primeiro de tudo, como você passou esses vinte anos?

– Depois que eu me mudei para São Paulo, eu repeti alguns anos no colégio, terminei o ensino médio aos 20 anos. Fiquei muito indeciso sobre o que fazer então ingressei aos 24 anos na faculdade de adm porque abrange tudo, e saberia ao final do curso o que eu queria da minha vida. Entrei na Engeali como estagiário e tenho seis anos de empresa. Moro atualmente sozinho. Meu pai aposentou-se e está casado com minha mãe ainda. E eu ainda estou indeciso sobre a profissão que escolhi pra minha vida. Acho que resumidamente, é isso ai. – ela não pode evitar rir no fim do relato. – E você?

– Uau, estou com saudades de seus pais, sua mãe ainda faz aquele bolo de cenoura maravilhoso? – ele riu, assentindo.

– De vez em quando ela vai lá em casa e deixa ele pra mim. – ele deu uma rápida olhada para ela.

– Eu quero, já necessito daquele bolo pra ontem. – sentiu a boca salivar. – E quanto a ter ou não ter escolhido a profissão certa, nunca é tarde para se encontrar. – ela tocou sutilmente no ombro do rapaz.

– Sim, você tem toda a razão. – ele não pode evitar sorrir. Depois de tantos anos ela sempre sabia o que dizer.

– Bom, eu me formei no mesmo colégio no qual estudávamos. Vim para São Paulo com 18 anos, pois passei na FGV, cursei administração porque gostei da grade curricular, fiz pós em gestão de pessoas, e agora estou concluindo meu MBA em gestão empresarial. Meu pai faleceu há doze anos, minha mãe mora ainda no mesmo lugar, junto com minha irmã Carolina.

– Nossa, eu sinto muito por seu pai... Como foi isso? – ele perguntou visivelmente triste.

– Ele infartou enquanto trabalhava, chegou ao hospital já sem vida. – ela sentiu um aperto no peito, aquilo ainda doía muito, mesmo tendo passado tantos anos. Ele percebendo o clima, rapidamente mudou de assunto.

– Veio pra cá e por que não me procurou? – ele perguntou, brincalhão.

– Mas eu procurei... Aqui é uma cidade muito grande, acabei desistindo com o tempo. – ela mexeu nas unhas, fingindo interesse na atividade. Ele acabou surpreso com a resposta.

– Procurou? – ela assentiu. – Eu sempre quis voltar, mas eu nunca consegui. Eu senti muito a sua falta. – ele a confidenciou. – Meus pais acham que eu repeti a quinta série por isso, e eu acho que eles têm razão. – ela sorriu largo, achando graça.

– Ai, Ruggero, isso foi um enorme problema então. – ela deu uma leve risadinha. – Eu também senti a sua falta. Eu chorei algumas noites de saudade. – confessou, sentindo as bochechas queimando. Ele a olhou rapidamente e achou adorável.

– Por que perdemos o contato, Ka ? – ele a fitou, intensamente. O carro estava parado no farol.

– Nossos pais... – ele ainda a fitava. Ele não tinha a noção do que aquele olhar fazia com a mulher.

– Não sei por que nos afastaram desse jeito. – ele se aproximou e alisou o rosto dela. – Você se tornou uma mulher muito linda... – ele sussurrou. Ela umedeceu os lábios, sentia a boca seca. A região que ele alisava parecia formigar.

Despertaram daquele momento com buzinas dos carros de trás alertando que o farol havia ficado verde. Ruggero passou as mãos nos cabelos, os bagunçando. Karol engoliu em seco. Foram o restante do trajeto calados, não eram capazes de falar mais nada.

Quando chegou ao bairro dela, a moça explicou o lugar onde morava e Ruggero seguiu o caminho que ela indicava, não demorou em que chegassem em frente a casa.

– Muito obrigada pela carona, Ruggero. – ela esticou-se para o banco de trás e pegou suas pastas que estavam lá. – Quer entrar? – ela perguntou por educação, torcendo internamente que ele não quisesse.

– Melhor não, Ka, você deve estar cansada. – ela agradeceu aos anjos por aquela resposta.

– Estou um pouquinho... – ela sorriu. – Bom, é... Tchau. – ela estava pronta para abrir a porta, mas Ruggero segurou seu braço levemente.

– Até amanhã. – ele se aproximou dela, a respiração de ambos estava um pouco acelerada. Ele desviou dos lábios dela e lhe deu um beijo demorado na bochecha, e a soltou relutante.

Ela desceu rapidamente do carro, procurou desesperadamente sua chave, e entrou na casa, sendo acompanhada pelo olhar do rapaz. Abriu a porta, e encostou-se a ela quando a fechou. Passou a mão por sua testa, ainda com a respiração ofegante.

– O que houve, Ka? – Valentina, sentada no sofá, a questionou, preocupada.

– Hãn, oi, amiga. – ela abriu os olhos. – Nada. – jogou as coisas em cima da mesinha de centro e foi até a cozinha procurando alguma coisa pra comer.

— Como assim nada? – a olhava incrédula. Tinha levantado do sofá e seguido à amiga até a cozinha. – Não mente pra mim.

Karol suspirou, não tinha como mentir para Valentina. Elas se conheciam há treze anos, quando ela e a mulher moravam em uma república junto com mais cinco pessoas. Ambas não eram de São Paulo, e vieram cursar a faculdade ali, acabaram se apegando uma à outra e hoje dividiam uma casa juntas.

– Tudo bem, não vou mentir. – Karol colocou um pedaço de lasanha no micro-ondas. – Como você sabe hoje foi meu primeiro dia na empresa nova. – Valentina assentiu. – Então, conheci o local que me agradou muito, um ambiente muito limpo e bem estruturado e...

– Vamos direto ao ponto que te fez entrar em casa desse jeito, por favor? – Valentina a interrompeu, rolando os olhos.

– Às vezes você é tão insuportável — Karol franziu o cenho. – Enfim, eu reencontrei Ruggero na empresa, ele será meu liderado.

– Ruggero?! Aquele seu amigo de infância? Seu primeiro...

– Sim, esse mesmo! – Karol a interrompeu. – Ele me trouxe até em casa, e inevitavelmente rolou um clima no fim da carona.

– Gente... – Valentina puxou uma cadeira para sentar. – Estou chocada!

– Eu estou muito mais, pode acreditar. Isso não podia acontecer, eu tenho um namorado! – ela mexeu no cabelo, nervosa.

– Sim, você tem. – ela desdenhou – Mas era o tal Ruggero, seu primeiro amor... E o primeiro amor à gente nunca esquece. – ela sorriu, enquanto piscava os olhos freneticamente.

– Éramos só crianças, Valentina, para com isso! – Karol chamou a atenção da amiga, sem graça.

– Sim, mas agora são adultos, e se rolou um clima, é porque ainda se amam. Isso é tão fofo... – ela suspirou audivelmente.

– Para de falar asneiras, por favor! Ai, tá vendo? Era por isso que eu não queria te contar nada. – ela ralhou com Valentina.

– Ok, não falo mais nada. – fingiu passar um zíper na boca. – Nossa, e isso é tão sexy, você, chefe dele, essa tensão de anos acumulados, os dois transando em cima da mesa da sua sala e... – Karol tacou o pano de prato na amiga, enquanto ria. – Tá bom, eu realmente parei.

– Idiota! – Karol chamou sua atenção rindo alto. O micro-ondas apitou avisando que a comida estava pronta. – Eu sou profissional e espero que ele seja também.

– Agora só saberemos disso amanhã. – ela sorriu, enquanto observava a amiga comer.

– Sim. Só te garanto uma coisa: eu não pego mais carona com ele.

Elas riram, enquanto passaram a noite conversando sobre outras trivialidades.



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