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História Eu o amo - Gabicente - Capítulo 30


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Capítulo 30 - Capítulo 30


Fomos praticamente o caminho inteiro em silêncio. Assim que chegamos no restaurante, não tinha visto qual era, até descer do carro.

- Meu Deus! Esse restaurante é meio carinho não é? - Perguntei apontando para o logo do restaurante.

- Olha só, tá sabendo em, ah é, agora você é rica, desculpa ai. - Ele respondeu rindo.

- É sério Vicente. - Falei rindo e dando um leve tapinha em seu ombro.

- É um pouquinho, mais não se preocupa, hoje é tudo por minha conta. - Ele disse colocando seu braço que não estava engessado em volta do meu pescoço.

- Ei, calma ai, quero deixar bem claro que não sou intereceira, então, pode deixar que eu mesma pago a minha conta, fechado? - Perguntei estendendo minha mão para ele.

- Af, fechado. - Respondeu ele estendendo sua mão também. - Agora, vamos.

- Vamos.


Assim que entramos no restaurante, o próprio gerente veio falar com a gente, eu não sabia que ele era o gerente dali, até, ele mesmo falar.

- Sejam bem - vindos! - Ele disse segurando um caderno de capa preta.

- Obrigado. - Respondi sendo educada.

- Obrigado Victor. - Respondeu Vicente.

- Olha só! Hoje trouxe uma bela donzela com o senhor... Prazer, Victor, gerente daqui. - Ele disse estendendo sua mão para mim.

- Nossa. Muito obrigado, seu... Victor. - Respondi retribuindo.

Victor, separou uma mesa com duas cadeiras apenas, lógico. Assim que sentamos, peguei o cardápio e escolhi o que queria, apenas um mix de salada com frango grelhado e um suco de laranja, não quis algo tão pesado.

- Tá animada que voltou a treinar né? - Ele perguntou dando uma leve risada.

- De mais... era tudo o que eu mais queria, voltar a treinar e mais pra frente jogar, sério Vicente, você não sabe a felicidade que eu to. - Falei animada.

- Eu imagino, não faz nem duas semanas que eu não to treinando e a saudade tá bebendo forte. - Ele disse mordendo os lábios.

Olhei para a mesa da frente e vi um moço, com a aparência de uns 40 anos, ele estava acompanhado de uma mulher, mas por algum motivo, ele não parava de olhar para a nossa mesa. Do nada meu coração acelerou e uma lágrima insistiu em cair, não sabia ao certo o que era, eu estava confusa.

- Vicente... eu... eu... vou no banheiro, é jogo rápido, já venho. - Disse me levantando da cadeira e saindo.

- Calma Gabs! - Ele deu um gritinho leve, com certeza, ele viu tudo o que aconteceu comigo agora pouco na mesa.

Cheguei no banheiro e molhei meu rosto, olhei meu reflexo no espelho e fiquei encarando eu mesma, até que uma mulher entrou no banheiro e tive que disfarçar.

Depois de algum tempinho ali dentro, voltei para a mesa e nossos pratos já tinham chegado, aquela hora pensei, que bom que pedi algo leve, pois não sabia se ia aguentar comer tudo.

- Será que a gente pode trocar de lugar? - Perguntei ofegante pra ele.

- Claro, mas o que aconteceu? Por quê você saiu do nada assim? - Ele perguntou sem intender nada, já trocando de lugar comigo.

- Esse homem que está sentado ai nessa mesa de frente pra nós dois. - Disse e Vicente olhando para a mesa da frente.

- Aham, o que que tem? - Ele perguntou virando seu olhar para mim.

- Ele estava me olhando e assim que olhei pra ele, meu coração começou a acelerar e eu comecei a lacrimejar, não acha isso tudo muito estranho? - Perguntei dando um gole na minha água.

- É... é estranho sim, fiquei preocupado com você, só não fui atrás porque não posso entrar no banheiro feminino. Mais então, quer ir embora? - Ele perguntou olhando em meus olhos.

- N - N - Não, to bem já, seja lá o que for, passou, to bem melhor. - Eu podia sim estar melhor, só que isso não tirava a hipótese de que foi tudo muito estranho o que aconteceu.


Depois de algum tempinho, almoçamos e fomos embora, Vicente parou seu carro em frente a mansão só que o carro não abria a porta.

- Ué, a porta não tá abrindo. - Até que eu olhei para a trava. - Destrava o carro pra eu poder entrar. - Disse - me virando de frente pra ele.

- Você tem certeza de que vai ficar bem? - Ele perguntou com sua mão no volante.

- Lógico, meus irmãos estão ai, eu não to mais naquela casa sozinha, agora eu to aqui, na mansão. - Falei simples.

- Tá bom, só fiquei preocupado. - Tá, mas o que ele poderia fazer?

- Destrava o carro agora?! 

- Claro dona Gabs... - Aah esse apelido, ele destravou o carro, mas antes que eu saísse falei umas últimas palavras.

- Obrigado pela preocupação e sabia que dirigir com o braço engessado da multa né?

- Claro que sei, é que eu sou profissional né, se é que me intende. - Ele falou dando risada.

- Ai meu Deus, você é mais teimoso do que eu pensava, tchau Vicente, e obrigado pelo almoço, tava muito bom. - Disse abrindo a porta.

- Magina, quando quiser é só ligar ou mandar mensagem. - Ah é claro que ele iria.

Voltei e dei um beijinho em seu rosto e saí de vez do carro. Entrei na mansão e dei de cara com Peter e Sofia na piscina.

- Heeeeei. - Gritei correndo para chamar atenção e fazer com que eles olhassem pra mim.

- Gabi!!! - Peter gritou saindo rapidamente da piscina.

- Calma! Se não vai acabar escorregando! - Gritei e ele veio mais calmo, mais não deixou de correr até chegar em mim. Estranhei que ele me obedeceu.

- Finalmente você chegou! Achei que viria mais cedo do treino pra almoçar com a gente. - Ele disse dando um abraço forte em mim.

- Ah, desculpa Peter, é que eu tive alguns probleminhas pra resolver, por isso não vim pra almoçar. - Esse " probleminha " tinha nome, endereço e idade haha.

- Ah, não tem problema, a noite a gente janta em família! - Família? Assim que ele disse família, estranhei.

- Por quê família Peter? - Perguntei dando um sorrisinho de dúvida.

- Ué, a nossa mãe e o Marcos chegaram! Eles estão lá dentro, acho que nem sabem que você chegou. - Nossa, quero só ver a desculpa que eu vou dar pra minha mãe.

- A - A - Ah, sério mesmo? Vou lá cumprimentar eles então. - Passei pelo outro lado da piscina e cumprimentei a Sofia, ela estava com o rosto estranho, talvez soubesse que eu tinha mentido para Peter.


Assim que entrei na mansão, dei de cara com Marcos sentado no sofá conversando com seu pai que, lógico, estava sentado em sua cadeira de rodas como de costume e também não tinha visto Alice.

- Finalmente Marcos!!! - Dei um grito e corri para dar um abraço nele.

- Gabi!!! Chegamos a tempo, sua mãe ainda que brincou com você dizendo que chegaríamos de madrugada ou amanhã. - Fui boba e acreditei.

- Pois é, acreditei né, já que não sei bem sobre esses horários loucos de avião. - Falei dando de ombros. - Mais então, cadê ela e a Alice? - Perguntei olhando em volta e indo dar um abraço no seu Alberto.

- Sua mãe tá no banho e Alice adivinha? Na biblioteca. - Ele respondeu dando um sorrisinho.

- Ah valeu, vou lá na biblioteca falar oi pra ela então. - Disse saindo.

Fui até a biblioteca e abri a porta, não vi Alice, provavelmente ou ela estava no andar de cima ou atrás de alguma prateleira.

- Alice?! - Chamei olhando em volta.

- Gabi!! - Do nada ela surgiu e correu para me dar um abraço. Retribui.

- Onde você tava sua louca? - Ela perguntou segurando um livro e me soltando do abraço.

- Eu... eu... eu... - Vai Gabriela! Desembucha! - Ah Alice, eu tava treinando! É, eu tava treinando, sabe como é né... - Eu me sentia mal quando mentia pra ela ou pro Peter ou pra minha mãe e ela com certeza não caiu nessa.

- Sério mesmo Gabi? - Ela perguntou com um olhar de desconfiança.

- Não consigo mentir né?

- Não. - Ela respondeu sorrindo.

- Eu fui almoçar com o Vicente, aquele menino que eu falei pra você lembra? - Claro né Gabriela! Duvido que a sua irmã iria esquecer o menino que mecheu com o seu coraçãozinho.

- Lógico que lembro! Aquele que... você disse que era um playboy não é?

- É... ele mesmo, ele me chamou e eu fui, perdão por não vir almoçar com vocês. - Disse dando um sorrisinho de lado.

- Tranquilo, é que a mãe achou meio estranho né... o que que você vai falar pra ela? A verdade? 

- Não, por enquanto não, vou falar a mesma coisa que disse pro Peter, que não consegui vir almoçar aqui por causa que tive alguns probleminhas no Clube.

Ficamos algum tempinho ali, até que resolvi ir atrás da minha mãe, eu estava com muitas saudades dela. 

Saí do corredor e... mãe!

- Mãe!! - Dei um gritinho e fui dar um abraço nela.

- Filha! - Ela retribuiu o abraço e logo me soltou. - Posso saber onde a mocinha estava?! - Ela perguntou com a sua mão na cintura.

- Eu tava com uns probleminhas no treino e aí atrasei, foi só isso. - Disse simples e tentando disfarçar meus jeitos para que ela não percebesse que eu estava mentindo.

- Ah sim, intendi, almoçou? - Droga! Nisso eu não tinha pensado.

- J - J - Já, já sim, eu e as meninas do treino aproveitamos e fomos almoçar juntas... 

- Ah tudo bem então.

- Mãe, vamos dormir aqui hoje? 

- Não filha, vamos jantar e vamos embora, por quê? Queria passar mais uma noite aqui é?! - Ela perguntou dando risada.

- Não, quer dizer, sim, eu... ah eu só fiquei na dúvida, valeu! - Realmente era só uma dúvida. 

Saí e fui para o meu quarto tomar banho, assim que cheguei nele, me dei conta de que tinha esquecido meu celular em cima do balcão na cozinha, voltei lá e vi minha mãe segurando ele. Droga!

- Filha quem é Vicente? Tá te mandando um monte de mensagens. - Ela disse virando a tela do meu celular pra mim, mostrando as mensagens e com o rosto confuso. A minha vontade era de pegar ele e sair correndo.



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