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História Eu odeio gostar de você - Capítulo 5


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Notas do Autor


É isso ai, chegamos ao final da história! Espero que tenham gostado até aqui, porque me diverti muito escrevendo ;)

Capítulo 5 - Final


Merda.

Geralt havia deixado a hospedaria e seguiu pela estrada porque seus instintos diziam que aquele caminho o levaria até Jaskier, apesar de ainda estar longe. Tentava cobrir o máximo de terreno possível, otimizando seu tempo e recursos.

O problema não era somente chegar a tempo para conseguir resgatar Jaskier, mas também lidar com suas próprias falhas, admitir que era cabeça dura e egoísta em ter agido daquela forma. Admitir que tinha medo de se envolver e ter seu coração despedaçado como já aconteceu antes.

Merda.

Ele se sentiu sobrecarregado e exaurido, lutando contra o inimigo mais implacável de todos e jamais iria ganhar: o tempo. Porém não poderia simplesmente ir seguindo em frente sem ao menos de fato saber para onde estava indo. Esforçou-se para lembrar o que Jaskier havia dito durante a visão na banheira... algo sobre escapar de alguém.... algum lorde....

Merda.

O Bruxo usou seu treinamento para acalmar sua mente, tão agitada e pensando em mil coisas. Precisava daquele nome. Tentou se concentrar naquela visão o máximo que conseguiu, relembrando os detalhes. Era algum lorde.... lorde Charante? Algo assim. Mesmo se não fosse o nome bastaria para levantar alguma informação.

Após alguns dias de viagem chegou a um pequeno armazém. Ele saltou da égua e aproximou-se do estabelecimento.

-Estou procurando aonde fica a casa do lorde Charante aqui nessa região. -demandou, usando sua persuação.

-Lorde Charante? -o comerciante pensou, enquanto tentava esconder seu medo. -O único lorde aqui nas redondezas se chama Charani.

-Como chego até ele?

-Você.... c-continua pela estrada e vira a direita na bif-furcação.

Geralt saiu tão rápido quanto chegou, agora confiante de que estava no caminho certo.

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Jaskier acordou com uma sensação gelada sobre a pele. Abriu os olhos, ainda meio torpe e percebeu que estava mais uma vez completamente curado dos últimos ferimentos, como se nunca tivesse acontecido nada.

Ele abraçou a si mesmo, tentando conservar calor do corpo. Estranhou que nunca antes na cabana sentiu diferença de temperatura daquela forma. Na verdade, a temperatura ali era sempre a mesma, independente de ser noite ou dia. 

Andou um pouco para ver se conseguia se esquentar, lá fora já era no meio da manhã e o céu estava encoberto por nuvens e....

Parou de andar e virou-se para a janela. Conseguia ver completamente do lado de fora, os vidros não estavam mais borrados. Aproximou-se e com muito cuidado tentou tocar na janela. Seu coração disparou quando conseguiu sentir o metal frio contra a pele, sem qualquer choque dessa vez.

-Será que a magia daqui acabou? -pensou em voz alta.

Com o coração na boca e as mãos tremendo de ansiedade, ele tocou a porta. Sem choques. Sentiu um alívio descomunal percorrendo o corpo, deixando as pernas bambas e os olhos mareados. Finalmente iria conseguir escapar daquela prisão infernal.

Porém antes de sair, precisava pensar com calma no que fazer. Tomando cuidado para não ser visto, aproximou-se de novo da janela e tentou ver o máximo que conseguia. A cabana ficava mais ao sul da propriedade principal do lorde Charani, um palacete bem luxuoso.Sabia que era melhor tentar sair a noite e usar as sombras para se esconder, porém perderia muito tempo e caso acontecesse mais uma sessão dessa vez não teria como se curar e perceberiam que a magia não estava mais agindo. 

Era muito arriscado, tanto ficar quanto fugir no meio da manhã. De alguma forma sabia que poderia morrer a qualquer instante, mas sua liberdade valia o preço. Não poderia ficar sendo feito cativo e torturado.

Jaskier percebeu que não havia nenhum guarda perto da cabana. Provavelmente porque ninguém esperava que ele fosse fugir. O que já ajudava de alguma forma. Respirou fundo e reuniu toda a coragem que tinha, precisava fugir. Este era o momento perfeito para provar a si mesmo e a Geralt que não era apenas um bardo bufão que só causava mais problemas.

Com muito cuidado, tentou abrir uma das janelas laterais, que não dava visão direta para o palacete. Depois apoiou-se no batente e projetou o corpo para o lado de fora, contudo calculou mal a queda e raspou os joelhos na pedra, caindo de mal jeito. Prendeu a respiração para não emitir qualquer gemido e olhou ao seu redor, agachado para não chamar atenção.

Um pouco mais afastado da cabana tinha um estábulo enorme, com vários cavalos muito bem cuidados e o que parecia um curral para vacas. Geralmente esses ambientes tinham muitos plebeus trabalhando e poderiam dar o alarme de fuga. Jaskier optou por correr abaixado e se esconder perto das grandes pilhas de feno, enquanto tentava pensar no próximo passo.

Talvez pudesse roubar algumas roupas e fingir que era um camponês, sair pelo portão geralmente destinado aos serventes, longe dos olhos da guarda pessoal de lorde Charani. Decidiu que era melhor procurar alguma coisa no estábulo, já que geralmente os cavalos carregavam suprimentos e poderia ter alguma coisa lá que não havia sido guardada.

Jaskier poderia jurar que a corrida dos fenos até o estábulo foi a mais longa e difícil da sua vida, mesmo sendo apenas alguns metros. Optou por procurar alguma entrada lateral e achou uma janela que dava para uma baia.

A baia estava sem nenhum cavalo, apenas restos de feno e excrementos. Ele não ouviu nenhum barulho no estábulo a não ser os animais. Saiu da baia e começou a procurar por qualquer coisa que pudesse colocar em cima dos farrapos que ainda vestia, para deixá-lo mais parecido com os outros serviçais. Encontrou um poncho velho e uma boina, perto das selas e arreios, que provavelmente era usado pelos cavalariços. Arrependeu-se quase que instataneamente porque as roupas fediam e coçavam muito. Porém como não havia outra escolha, Jaskier passou a respirar pela boca para evitar inalar aquele fedor de cavalo com suor do antigo dono. Baixou a boina para esconder um pouco do rosto e saiu do estábulo, tentando procurar o portão de serviço.

Passou pelo curral e continuou em frente, procurando não chamar a atenção. O bom é que todos pareciam muito atarefados, correndo de um lado a outro. Não conseguia ver nenhum portão de serviço naquela área da propriedade, até tinha a porcaria de uma pequena plantação, mas nada de portão. Continuou andando até que esbarrou em uma senhora que carregava um cesto.

-John! -exclamou numa mistura de reprimenda com surpresa. -Você já deveria ter partido pra Montese! O que está fazendo aqui?

-E-eu...-ele gaguejou, sem saber o que falar. -Sim, claro já estou indo.

Jaskier manteve o rosto baixo e saiu de perto dela tentando não correr.

-Peraí, você não é o John! -a senhora apressou os passos, olhando bem na direção do rosto dele. -Quem é você?!

Ele continou andando e virou o rosto, tentando achar algum local para se esconder. Enquanto isso, ela largou o cesto no chão e saiu correndo na direção do palacete fazendo sinal com os braços, chamando atenção dos guardas.

Jaskier focou em se aproximar de três carroças que estavam carregadas com sacos de batata. Provavelmente iriam sair da propriedade e lhe garantiam um bom esconderijo além de transporte. Colocou-se entre os sacos, abraçando os joelhos e baixando a cabeça, usando um saco vazio como cobertura e esperou.

Tinha plena noção de que se não tivesse sentado, iria desabar porque suas pernas tremiam muito. O coração batia acelerado desde que fugiu do cativeiro e sentia pulsando nas orelhas, como um trovão. A boca seca tornava difícil engolir e respirava superficialmente e rápido, como um cachorro.

Fechou os olhos com força, rezando para que qualquer divindade ouvisse suas preces e conseguisse lhe abençoar naquele momento, garantindo uma saída segura.

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Geralt viu a bifurcação na estrada conforme fora instruído. À esquerda era possível ver que a estrada levava a um vilarejo, com as primeiras casas já aparentes. Virou a direita e continuou seguindo a estrada, seguindo a orientação.

A estrada ia subindo numa ladeira e mesmo através das árvores era possivel ver o telhado de uma construção luxuosa ao longe, no alto da ladeira, provavelmente. Plotka relinchou de cansaço, além da subida íngrime, vinha trabalhando no limite de suas forças nos últimos dias

-Hhhmm. Vou manter você aqui e caso veja algo estranho, já sabe que precisa se esconder, certo? -ele instruiu a égua ao descer.

Ela bebeu a água do cantil que lhe foi oferecido e automaticamente foi trotando para a floresta e se escondeu ali entre os arbustos, como havia sido treinada antes. Geralt seguiu a pé correndo depois de se certificar que Plotka estava bem

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Se não fossem os sinos da igreja baladando, era sinal de um alarme. Jaskier sentiu um vácuo no lugar do estômago e vontade de vomitar, o coração deu um salto no peito. Manteve-se quieto, enquanto ouvia uma movimentação de pessoas e algumas ordens sendo berradas, mas não conseguia entender quais eram.

Arriscou ao levantar um pouco da cobertura do saco de batata e tentar ver o que acontecia. Alguns guardas corriam armados com bestas e espadas, procurando pela propriedade. Os trabalhadores saíam do caminho ou ajudavam nas buscas, o que diminuia as chances dele conseguir se manter escondido por muito tempo.

Foi então que viu o maldito lorde Charani andando na direção da cabana com Lisandra ao seu encalço, sem guardas ao redor deles. E de repente Jaskier não conseguia mais ouvir os sinos badalando ou as pessoas assustadas em frenesi ao seu redor. Não conseguia prestar atenção em mais nada a não ser naquelas duas figuras.

Ele sentiu uma energia fora do comum percorrendo seu corpo, uma força de vontade maior do que qualquer medo que poderia sentir no momento. O ódio e a humilhação dos últimos dias ardendo dentro dele estraçalhando qualquer impedimento diante do pensamento que surgiu: matá-los. Já não se importava mais em fugir.

Porque era sempre assim que agia quando tinha um problema. Fugia dele o mais rápido que conseguia ou era salvo por Geralt. Hoje decidiu que colocaria um fim a esse comportamento, mesmo que significasse sua morte. Iria fazê-los pagar por todo sofrimento e humilhação.

Saiu da carroça e se esgueirou até o barracão onde guardavam as ferramentas da plantação e aproveitou para pegar uma machadinha. Esperou um grupo de guardas passarem e seguiu em frente, os passos decididos tomando cuidado para não ser visto pela dupla

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O Bruxou ouviu os sinos balando e o som distante de alguns gritos. Foi o suficiente para que correse mais rápido, já sacando a espada e se preparando para qualquer confronto. Seu instinto dizia que Jaskier estava ali e que precisava ser rápido.

Ao chegar no final da ladeira deparou-se com um palacete luxuoso numa propriedade enorme e cercada por um muro de pedra alto. O portão de ferro estava guardado por dois sentinelas, que foram facilmente derrubados com pancadas na cabeça com a parte cega da espada.

Geralt queria evitar qualquer morte desnecessária e esgueirou-se portão adentro, mantendo sua espada em riste. Era como se tivesse um mapa mental que lhe indicava precisamente o caminho que deveria seguir e sem perder tempo, rodeou o palacete.

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Jaskier segurou a machadinha fora de vista e continuou seguindo até a cabana. Escondeu-se num arbusto próximo e esperou que a dupla entrasse lá dentro e não o percebesse chegando.

-Eu não sei o que aconteceu, senhor. -Lisandra parecia atordoada. -De alguma forma ele desfez meu feitiço!

-Você é uma feiticeira incompetente! -o nobre gritou cheio de ódio. -É tudo culpa sua!

Ele então entrou correndo na cabana com a machadinha em mãos. Lisandra gritou e não conseguiu se mover a tempo, sendo atingida no braço. Porém como Jaskier não tinha o menor treinamento, a ferida foi grande mas não profunda. A feiticeira caiu no chão atordoada, cobrindo o braço ferido tentando conter o sangue que corria profusamente da ferida.

Lorde Charani foi em sua direção tentando acertar Jaskier, que movia a machadinha para se proteger. Na terceira tentativa, conseguiu passar pela péssima guarda do bardo e o acertou no braço, fazendo-o largar a machadinha. Ele aproveitou a surpresa e deu um chute na perna dele.

Jaskier caiu no chão com o nobre em cima dele, tentando acertá-lo com a adaga. Ele segurava os braços dele com toda força, tentando manter a lâmina longe do rosto. Num movimento inesperado, levou dois socos no rosto, que deu espaço para uma disputa corporal e a adaga enterrou-se no seu ombro.

Berrou de dor e sentiu rapidamente o sangue escorrendo pela pele, enquanto lorde Charani lhe enforcava. Não poderia terminar daquele jeito, dando o gosto da vitória para aquele maldito que tinha um sorriso nos lábios enquanto apertava seu pesçoco. Cerrando os dentes, deixou que o ódio lhe alimentasse e arrancou a adaga do ombro num movimento rápido e enfiou no pesçoco dele.

O sangue choveu em cima de Jaskier, que conseguiu se levantar conforme o outro perdia a força e resfolevaga no próprio sangue. Lorde Charani caiu no chão, se debatendo me busca de ar e encarando Jaskier com uma expressão de surpresa e agonia. Ele ficou observando quieto enquanto a vida aos poucos ia deixando o corpo do nobre, o sangue empoçando no chão da cabana que havia sido seu cativeiro.

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Geralt não perdeu muito tempo enfrentando alguns guardas que estavam no caminho e em poucos movimentos conseguiu tirá-los de sua frente. Foi quando ouviu um grito vindo de uma cabana a alguns metros de distância, a voz era de Jaskier. Ele correu e entrou no lugar como um furacão, pronto para enfrentar qualquer coisa.

Foi quando percebeu que não havia nenhuma ameaça. Apenas uma mulher encolhida ao canto ferida, um homem morto numa poça enorme de sangue e Jaskier no meio da cabana, sentado no chão com uma adaga em mãos, completamente sujo de terra e sangue, com o olhar perdido.

-JASKIER! -ele gritou, num misto de alívio e surpresa com a cena.

Contudo, antes que pudesse fazer qualquer coisa, mais guardas chegaram e o arrastaram para um novo combate. Ele não se importou com os leves ferimentos que recebeu, seu foco estava no que havia visto na cabana. Impiedosamente, ele matou aqueles homens e os que sobraram correram, para salvar suas vidas ou buscar reforços, a essa altura não se importava.

Geralt voltou para a cabana e abaixou-se na frente de Jaskier, que lhe encarou com o olhar perdido.

-Jaskier, sou eu. -grunhiu, enquanto tentava procurava ferimentos no outro. -Está me escutando?!

Ele continuava longe da realidade, o Bruxo cortou um pedaço do casaco do nobre morto e amarrou o ombro do bardo, tentando conter o sangramento.

-Merda.

Foi até a mulher, que tentou se arrastar para fora da cabana ao vê-lo se aproximar tão furiosamente.

-Que merda aconteceu aqui?! -ele apertou o braço dela em cima da ferida, arrancando um gemido de dor.

-Sou apenas uma feiticeira que ele contratou. -ela fez um movimento de cabeça na direção do homem morto. -Ele realmente acreditava que consumindo seu sangue, Bruxo, iria se tornar imortal... como sabíamos que vocês costumavam viajar juntos, capturamos o bardo como isca. Meu feitiço transformava a dor que ele sentia em um impulso para você viesse.

-Filha da puta! -apertou com mais força em cima da ferida, fazendo-a gritar dessa vez. -Isso é apenas um mito, uma mentira que inventaram para que nos caçassem quando não fossemos mais necessários! 

-O que eu não esperava era que já existisse um laço tão forte entre vocês... -sangue começou a escorrer pela boca da feiticeira. -Deve ser por isso que ele conseguiu quebrar minha magia usando sangue.

Geralt trespassou a barriga dela com a espada matando-a e depois voltou para Jaskier, que lhe encarou os olhos azuis mais despertos.

-Viu? Consegui me virar sem precisar ser salvo. -ele tinha um leve sorriso nos lábios.

-Foi melhor do que eu imaginava... -o Bruxo levou o outro colo, já que provavelmente desmairia pela perda de sangue. -Agora eu preciso que fique acordado, ok?

-Agora não sou mais um peso na sua vida... -Jaskier segurou o peitoral da roupa do outro para não cair. -Eu odeio gostar de você, Geralt de Rivia. Com seu mal humor eterno, a rabugice, completamente incapaz de confiar nos outros, de demonstrar qualquer sentimento.

Acabou desmaiando logo em seguida e Geralt sentiu o estômago embrulhar, um gosto amargo na boca. Sabia que ele estava coberto de razão e que tinha todo direito de estar magoado, afinal tinha ignorado os constantes esforços dele para agradá-lo e o ajudar. 

O palacete e a propriedade estavam um verdadeiro caos, com vários trabalhadores brigando entre si e saqueando o lugar. Parece que o lorde não era tão querido pelos plebeus que ali trabalhavam, pelo visto. Ninguém teve coragem de enfrentar ou se aproximar do Bruxo que levava um homem coberto de sangue no colo embora dali. 

Assim que chegou no ponto onde havia deixado Plotka, ele assoviou de um jeito específico e a égua apareceu. Assim que viu Jaskier, ela relinchou o focinhou como se estivesse chamando-o.  Geralt caminhou para a floresta afim de procurar um lugar tranquilo.

Quando achou um lugar plano o suficiente, deitou Jaskier e começou a cuidar do seu ferimento, costurando a ferida e mantendo um cataplasma com ervas medicinais, enfaixando o ombro.  Não queria dizer em voz alta, mas estava com medo do pior... com medo de ficar sozinho de novo, por pura incompetência emocional. Terminou de montar acampamento e preparou um ensopado com a carne de caça que tinha guardado.

Jaskier acordou algumas horas depois, sentindo muita fome, um pouco de dor e frio.

-Parece que de novo você acabou precisando me salvar. -comentou com a voz baixa enquanto se aproximava da fogueira.

-Pra alguém sem treinamento, você foi muito bem. -ele entregou uma cuia com ensopado.

-E agora? O que isso faz de mim? Eu matei alguém.... minha alma está manchada.

Geralt finalmente levantou seus olhos, que estavam ainda mais amarelos com a luz da fogueira e encarou o outro.

-Te torna um sobrevivente.... -ele respirou fundo, pensativo. -E eu.... eu queria sua companhia da viagem para achar Ciri.

Jaskier ficou em silêncio por algum tempo, encarando o outro.

-Pra sua felicidade, nessa confusão eu perdi meu aláude...  - respondeu, comendo o ensopado. -E quero revesar em montar na Plotka

A égua relinchou e fez um aceno positivo com a cabeça, arranco /uum leve sorriso de Geralt.


Notas Finais


Escrevi uma continuação dessa fic e espero que você acompanhe e também goste:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/destinos-cruzados-18565840/capitulo1


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