História Eu Odeio Paçoca - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Amor, Bebida, Decepção, Estudo, Literatura, Mudança, Romance, Webnamoro
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Palavras 475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


isto aqui vai pro limbo mesmo então fodase.
parece crackfic mas incrivelmente não é.

Capítulo 1 - Transbordo


prólogo

No senso comum juvenil, tudo de ruim é esperado numa segunda-feira. Diga-se de passagem, não por coincidência a decisão de transcrever esta história foi tomada nesse dia da semana. Minha vida é surreal, mas continua sendo verdadeira e digna de ter certos aspectos registrados literalmente. Acredito que se você, meu leitor, possui experiência com obras verossimilhantes, deve pensar que estou o envolvendo em mais um charlatanismo literário, mas não adoto o clichê de autenticidade declarada para atrair público — inclusive considero um crime roubar o tempo alheio com linguagem previsível. Em primeiro lugar, eu conto fatos filtrados pela minha mente, logo são a pura verdade; Em segundo, não garanto manter meu público entretido por conta da qualidade da narrativa e isso é muito reconfortante, pois fama é o que menos desejo diante da exposição da veracidade. Enfim, não cabe a mim forçar alguém a crer no que afirmo, ainda mais quando minha publicação parte de um site de fanfics. Nem surpreender-me-ei se você, meu leitor, abandonar a leitura dos ridículos fatos futuramente relatados os quais, por convenção, denominam-se enredo. © 

 

cap I - transbordo

Sempre me gabei por ter chegado aos 17 sem consumir qualquer tipo de tarja preta e nem ir a uma consulta psicológica. A escrita para mim é uma forma de evasão e análise dos sentimentos. Externar as emoções em palavras torna o trabalho de racionalizá-las mais fácil e, a partir dessa premissa, pude ser minha própria terapeuta até 2018, quando tal salubre prática perdeu o efeito porque tive o meu primeiro contato com a limerência [1]. Meu estado mental ficou desestabilizado: não conseguia me concentrar, dormir direito, administrar meu tempo e, principalmente, escrever. Ainda estou me recuperando e, como se percebe, tento retomar o autocontrole.

Na terceira aula de Literatura que comparecia após as férias de julho de 2019, o livro sujeito à análise do professor era O Cortiço. Todavia, em minhas mãos agraciadas pelo frio de Juiz de Fora, constava O Jogador, pois o vício retratado por Dostoiévski era mais cativante que a animalização do homem feita no naturalismo de Aluísio Azevedo. Desisti de minha leitura na página 9 e, pela terceira vez desde a volta às aulas, contemplei as feições do professor e seu jeito cômico de explicar uma história grotescamente nauseante. Os formatos do rosto, das finas e curtas sobrancelhas retas, dos pequenos olhos castanhos e da boca me lembravam o garoto o qual me enlouquecia. Mais uma vez, meus pensamentos começavam a divagar. Mais uma vez, uma memória rendia mil fantasias. 

A paixão tem a capacidade de mudar a mente, de causar comportamentos extremamente obsessivos. Apaixonar-se pela primeira vez pode ser ainda mais perturbador: afinal, descobre-se somente estar apaixonado após experimentar as consequências. E, em meus relatos, não pretendo romantizá-las — eu mesma sofri. 

Sobre a paçoca, você irá saber o dramático motivo que me fez odiá-la.


Notas Finais


[1] Limerência foi definida em relação ao transtorno obsessivo-compulsivo como “um estado interpessoal involuntário que envolve pensamentos, sentimentos e comportamentos intrusivos, obsessivos e compulsivos que são contingentes e dependem da percepção de reciprocidade emocional da parte do objeto de interesse”.


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