História Eu Odeio Te Amar (Drarry) - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Argo Filch, Arthur Weasley, Blásio Zabini, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Dênis Creevey, Dino Thomas, Draco Malfoy, Ernesto Macmillan, Fílio Flitwick, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Personagens Originais, Rúbeo Hagrid, Theodore Nott, Zacharias Smith
Tags Draco, Drarry, Gay, Granger, Harry, Hermione, Hogwarts, Lobisomem, Malfoy, Potter, Rony, Werewolf
Visualizações 541
Palavras 3.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Genteeee, socorro, eu ia postar esse capítulo bem mais antes, tipo, lá pra quinta/sexta, eu tinha feito o roteiro dele todinho e escrito uns 70% até quarta, mas aí eu tava terminando de escrever e me perdi todinho, não sei, eu sou tapado, me perdi no capítulo, mesmo re-lendo eu não conseguia ver oq eu tinha escrito ali ajshuahsua SOCORRO

Então, tive que reescrever tudo de novo, acho que agora tá menos confuso, ou não, me falem nos comentários se está confuso ou não, pq eu já n perdi o controle da minha vida haha

Nesse capítulo finalmente acontecem as duas primeiras transformações

Espero realmente que gostem :v até mais ver em francês au revoir

vejo vocês lá embaixo meus pudinzinhos

Capítulo 6 - Capítulo 6


"Você é um lobisomem". Essa frase ficou ecoando na cabeça de Draco, que não conseguia se mover, tentando raciocinar se tinha entendido direito.

—Que tipo de brincadeira é essa? Creevey está escondido aqui pra tirar alguma foto?—disse Malfoy, cético.

—Queria poder dizer que isso não passa de uma pegadinha, mas infelizmente não é.—Dumbledore tinha um olhar de pena, assim como Harry.

Draco alternou o olhar entre o diretor e Harry, não podia ser verdade isso, não podia. Levantou de sua cadeira e começou a andar de um lado para o outro da sala, os olhos marejados, respiração ofegante, pulsos à mil.

—Harry, chame Severus, imediatamente, por favor.—Harry cumpriu a ordem do mais velho, chegando poucos minutos depois com o professor Snape.

—Mandou me chamar, diretor?—seus olhos negros fixaram em seu afilhado perambulante, já tinha uma ideia do que era a conversa.

—Severus, conte ao menino Malfoy o que aconteceu durante a reunião de sábado, ele parece não acreditar em nossas palavras.

Draco, então, percebeu a presença de seu padrinho no escritório. Sua cabeça poderia explodir a qualquer momento.

—É-é verdade?—Snape assentiu.—Mas c-como?! Eu me lembraria…

—O Lorde das Trevas ordenou que alguém obliviasse você. Tome—Snape então, encontrou sua varinha em sua têmpora e retirou um fio prateado, uma lembrança.—veja com seus próprios olhos.

Draco mergulhou na penseira junto da lembrança de seu padrinho e viu toda a cena, tudo, desde o início da reunião até a sua obliviação. Ao terminar de ver, encarou os três.

—Então era i-isso que minha mãe escondeu de mim, era isso que ela disse que eu precisava descobrir sozinho...

—Draco...eu…

Harry tentou falar alguma coisa, mas Malfoy estava tão perturbado com esse fato jogado nele que saiu desesperado da sala, deixando para trás os chamados dos outros.

Correu o mais rápido que pode, as lágrimas caindo de seus olhos, a tempestade começando do lado de fora do castelo acompanhada de trovões. Chegou ao Hall de Entrada e saiu pelos terrenos escolares.

Os pingos grossos da chuva caindo em seu corpo, a lama respingando em suas vestes, o vento uivando em seus ouvidos, as folhas das árvores grudando nele. Draco tinha corrido tanto, que não sabia onde estava agora, apenas via árvores e mais árvores, devia estar bem no centro da Floresta.

Por que isso tinha que acontecer à ele? Era tudo culpa de Lúcio. Ele não aguentava mais essa vida, sempre tinha que pagar pelos erros de seu pai, era apenas uma marionete sendo controlada por um maníaco.

Em seu rosto era identificável o que eram suas lágrimas e o que era água da chuva, tinham se fundido em um líquido só. Ele não tinha mais forças para continuar, nem ao menos queria continuar, queria apenas sentar e chorar, única coisa que poderia fazer no momento. Ele achou que Potter tinha se tornado seu amigo, mas aí descobre que ele estava escondendo um segredo a seu respeito dele próprio, assim como seu padrinho. Se Snape realmente se preocupa com o que acontece com seu afilhado, por que não impediu Greyback de mordê-lo? Sua mãe tentou fazer alguma coisa pelo menos…

Completamente exausto, caiu na lama e desmaiou sendo lavado pela chuva.



Hagrid adentrou a floresta indo em direção à clareira dos Testrálios para alimenta-los e depois iria ver Aragogue, já que o mesmo se apresentava adoentado.

Chegando lá, começou a alimentar os poucos que tinham, estranhou, pois a tropa abriga bastantes Testrálios. Até que notou, alguns animais afastados formando um círculo, dentro dele havia um vulto, uma pessoa, olhou para ver se reconhecia e sim, sabia quem era, Draco Malfoy.

—Malfoy?!—Hagrid correu em encontro ao círculo e começou a chacoalhar o corpo do menino na esperança de acordá-lo, mas não obteve sucesso.—Vamos Malfoy, acorde.

Percebendo que o garoto estava gelado e mais pálido do que o normal, decidiu levá-lo de volta ao castelo. Correu o mais rápido que pôde com o desacordado em seus braços, Madame Pomfrey saberia o que fazer.



—Não! Deixe-o. Ele precisará de um tempo sozinho.—Dumbledore impediu que Harry ou Snape corressem atrás de Draco.

—O que acontecerá daqui pra frente com ele, professor?

—Bom, teremos que fazer o mesmo que fizemos quando Lupin estudava na escola. Draco terá que passar as noites de lua cheia na Casa dos Gritos. A diferença no momento é que hoje em dia temos a Poção de Acônito.—Dumbledore olhou pra Snape que entendeu o recado.

—Eu mesmo a farei, diretor.—Snape saiu da sala, deixando Harry e Alvo sozinhos.

Harry estava preocupado com Draco, não queria ter que deixa-lo sozinho, queria abraçar o loiro e dizer que estava tudo bem, mesmo não estando.

—Harry, tem alguma coisa que queria me falar?—perguntou Dumbledore.

—Desculpe, senhor, não entendi.

—Bem, que tal começar me explicando como você sabia das cicatrizes de Draco e por que estavam tão…"de bem" um com o outro?

O que Dumbledore acharia da verdade? "Ah, eu tava dando uns amassos nele lá na Sala Precisa, estamos entendidos agora". Não era uma ideia muito boa, mas não adiantaria esconder a verdade do diretor, cedo ou tarde ele descobriria, afinal de contas, era Dumbledore.

—É…bem…eu...—fez uma pausa e respirou fundo.—Professor, o que o senhor faria se gostasse de alguém que provavelmente ficaria de um lado diferente do seu em uma guerra, ou pelo menos fosse forçada a tal ato?

Ao contrário do que Harry pensou, Dumbledore deu um sorriso fraco.

—Para sua sorte, Harry, eu já estive na mesma situação que você.—respondeu calmamente.

—O-o quê? O senhor já gostou de alguém?

—Harry, sou um ser humano, é lógico que já gostei de alguém. Infelizmente a pessoa em questão não correspondia, apenas fingia gostar de mim para me manter ao seu lado, ela estava interessada apenas nas minhas habilidades.

—E o que o senhor fez?—Harry se ajeitou melhor na cadeira para ouvir atenciosamente o mais velho.

—Chegou um momento que eu consegui enxergar perfeitamente a situação e tive que escolher entre: continuar me iludindo ou deixar meus sentimentos de lado, fazendo o que é certo.—Dumbledore ajeitou seus oclinhos e fitou Fawkes.

—Eu ainda não sei o que fazer senhor.—disse Harry confuso.

—Harry, chega um momento em nossas vidas que devemos escolher entre: o que é certo é o que é fácil. No seu caso, creio eu, o fácil seria ignorar seus sentimentos e tentar seguir em frente. O certo, porém, seria mergulhar um pouco nos sentimos e tentar algo com o senhor Malfoy. Não creio que ele ficará de um lado oposto ao seu quando a guerra começar de fato.—continuou fitando o pássaro adormecido.

—Eu não me lembro de ter falado que Malfoy era a tal pessoa…

—Ora, Harry, eu não nasci ontem. Mas, o que o senhor viu em Draco para lhe despertar tal interesse?—perguntou curiosamente.

—Ah…—ficou meio envergonhado e sentiu o rosto corar.—ele é…inteligente…engraçado(quando quer)…atraente e…tem uma pele legal.—Dumbledore manteve o sorriso em seu rosto.—E o senhor não me julga por gostar dele? Nem mesmo pelo fato dele ser um garoto Comensal?—Dumbledore riu.

—Ah, Harry, se você pudesse entender o quão igual à você eu estive, você entenderia. Agora, se me permite, preciso resolver alguns assuntos.

—Tudo bem, boa noite.

—Boa noite, Harry.



A claridade bateu em seu rosto pálido e encharcado acordando Draco. Piscou algumas vezes para se acostumar com a claridade e olhou ao seu redor. Estava na Ala Hospitalar, mas não sabia como havia parado ali. Se lembrava apenas de estar correndo na floresta, em meio à chuva, tentando fugir de seus pensamentos...

Se lembrando do que tinha descoberto, voltou a chorar. Um choro de raiva, tristeza, angústia e sofrimento, como ele odiava isso. Ele não merecia isso, não mesmo.

—Vejo que acordou, senhor Malfoy.—ouviu uma voz dizendo, era Madame Pomfrey, logo enxugou suas lágrimas.—Por favor, não precisa parar de chorar só pela minha presença.

—Eu não sou fraco, não preciso chorar.—sua voz estava rouca.

—Senhor Malfoy, as pessoas não choram por serem fracas, choram por terem sido fortes por bastante tempo.—Draco finalmente olhou para a mulher e notou que ela trazia alguns frascos de poções.—Tome todos esses frascos, todos e tudo, vão prevenir que você fique doente. Teve sorte de Hagrid te achar antes que alguma criatura perigosa achasse, fiquei muito preocupada com o estado em que...

—Hagrid?—nunca achou que o guarda-caças fosse lhe ajudar algum dia, em meio à tudo que o garoto já disse e fez contra o meio gigante.

—Sim. Ele foi alimentar a tropa de Testrálios e te achou desacordado. Agora, tome logo isso e pode ir embora.—ela se retirou e foi para sua sala.

Ele obedeceu. Tomou as poções, foi ao dormitório, se arrumou e foi para as aulas.



Harry continuou confuso da conversa com Dumbledore, ainda não acreditava que o diretor tinha se apaixonado, quem seria a pessoa?

Ao chegar na torre da Grifinória, falou a senha à Mulher Gorda e entrou no salão comunal. Alguns alunos estudavam, outros jogavam xadrez e outros esperavam Harry, no caso de Hermione.

—Harry, como foi?—perguntou animada.

—Era verdade, o sonho.—a animação se transformou em horror.

—Ah, Harry…não sei o que dizer. Mas como descobriram?

—Snape confirmou. Dumbledore disse que Draco vai ter que passar as noites de lua cheia na Casa dos Gritos e Snape vai preparar a Poção de Acônito. O pior é que acho que ele está chateado conosco por "omitir" isso dele, logo quando a gente tinha começado a se dar bem.—suspirou e relaxou no sofá ao lado da amiga.

—Então vocês se entenderam mesmo?—o sorriso singelo voltou ao seu rosto.

—Sim…conversamos um pouco e pedimos desculpas um ao outro, ele diz sentir o mesmo que eu sinto por ele e depois…nos beijamos.—Harry corou um pouco, não era tão solto para falar de coisas assim.

—Que bom! Acredito que não tenha sido o seu primeiro beijo, certo?

—Não, mas foi com a mesma pessoa.—corou mais ainda.

—O QUÊ? COMO ASSIM?—alguns olharam para os dois.

—Para de gritar Hermione.—ela sussurrou desculpas e ele continuou.—Bem…er…nós nos beijamos debaixo de um visco no ano passado, quando entramos de "férias" com a AD.—ele não podia ver seu rosto mas sabia que nesse momento estava em um tom púrpura.

—E você não contou nada pra mim? Nossa Harry…

—Já te falei, não sabia o que estava sentindo e era, né…Malfoy. Mas chega de falar de mim, vamos falar de você.—Hermione franziu as sobrancelhas—Como vai esse seu coraçãozinho?

—Ah…normal. Não tem batido por ninguém depois do Viktor, mas tá tranquilo.—Hermione nunca foi uma boa mentirosa.

—Hermione…já te falaram que você é uma péssima mentirosa?

—Já.—os dois riram juntos.—Ai, ta bom, eu tava bem interessada no Córmaco.—corou.

—Bem, até que ele é bonito, mas achei que você achasse ele um nojo.

—Esse é o problema.—Harry assentiu.

Os dois continuaram conversando por mais um tempo até que Harry ficou cansado e subiu ao dormitório, só ele havia subido.

Mesmo com todos os acontecimentos, ele conseguiu a folha de Mandrágora, colocou em sua boca e usou um feitiço para mantê-la ali presa e sem incomodar. Estava dando início à Animagia, bem a tempo, já que era o último dia da lua cheia.


UM MÊS DEPOIS


Passaram-se um mês desde que acharam Draco desmaiado na floresta, desde que Harry iniciara seus procedimentos para se tornar um Animago, desde que os dois tinham se entendido e desentendido ao mesmo tempo.

Foi um mês muito chato, Harry estava triste por Draco estar ignorando ele, os dois mal se viam pra falar a verdade. Harry queria pedir desculpas mas sempre que chegava perto de Malfoy, o mesmo fingia que o moreno não estava ali.

Ao passar do mês, Harry também observou que Draco estava começando a ter uma aparência sofrida, desgastada, parecia doente. Assim como Lupin aparentava sempre que a lua cheia se aproximava.

—Hermione, amanhã é lua cheia.—disse enquanto iam em direção à aula de poções.

—Sim. Como será que vai ser a primeira transformação dele?

—Espero que ocorra tranquilamente. Bem, pelo menos ele não vai atacar ninguém, Dumbledore disse que ele está tomando Mata-Cão desde o início da semana, como deve ser.—suspirou.—Só estou preocupado com a aparência abatida dele. Será que ele está doente ou é só por causa da maldição?

—Pelo que eu li, a maldição não causa nenhum tipo de modificação desse tipo. Remus ficava assim porque ele não gostava nada disso, era apenas por causa da tristeza que ele sentia.—ela deu um sorriso meio fraco.—Talvez você devesse conversar com ele.

—Mione, sempre que eu vou tentar falar qualquer coisa com ele ou me ignora ou sai de perto. O pior é que eu não fiz nada.

Chegaram às masmorras e adentraram a sala de Poções, onde alguns alunos conversavam enquanto Slughorn não chegava.

—Você não pode simplesmente deixar ele te ignorar. Espera ele ficar sozinho e você conversa com ele, se ele te ignorar você obriga ele a te escutar, se ele correr você vai atrás. Ele tem que entender que você não tem culpa de nada.—Harry assentiu e Slughorn chegou.

O professor cumprimentou a turma e começou a falar sobre a Poção Polissuco e disse que eles começariam a produzir essa poção.

A aula se passou e Harry percebeu que Draco não havia ido na mesma. A preocupação só aumentava.

O dia foi totalmente monótono. Mas pelo menos Harry tinha conseguido os ingredientes para a poção de Animago, hoje ele encerraria a primeira etapa, finalmente tirando a folha de Mandrágora de sua boca.

Ao anoitecer, ele foi ao dormitório, pegou o frasco de cristal, que estava sendo banhado pela luz luar, e colocou a folha encoberta de saliva no mesmo, juntamente com: um fio de seu cabelo, uma gota de orvalho(que não recebeu luz solar por uma semana) colhida por uma colher de prata e uma crisálida de aquerôndia. Depois fechou o frasco e escondeu em um lugar escuro, onde ninguém, nem mesmo ele, visse-o. Agora era só esperar a próxima tempestade de raios.

Ele se arrumou para dormir e quando ia se deitar a porta abriu. Era Rony.

O ruivo entrou e olhou para Harry, de cara feia.

—Então agora você é babá de lobo?—debochou.

—O-o que você quer dizer com isso?—droga, como ele descobriu sobre a condição de Draco? Ele só podia ter ouvido sua conversa com Hermione.

—Não precisa se fazer de desentendido. Eu ouvi a conversa com Hermione durante o caminho e na a aula de poções, vocês deveriam usar um feitiço abafador.—o ruivo estampava um sorriso de vitória na face sardenta.—Só queria ver a cara do novo lobinho quando descobrirem que ele virou uma coisa a qual ele odiava e repugnava. Queria ver o que aconteceria a ele se seus amiguinhos sonserinos descobrissem que agora ele não é mais sangue-ruins.

—V-você não pode contar nada. Não é um segredo seu.—Harry estava gélido, apavorado, se Rony contasse alguma coisa à alguém Draco nunca o perdoaria, tudo culpa de sua extrema burrice em conversar um assunto desses rodeado de pessoas.

—Você não manda em mim, eu conto para quem eu quiser.—Rony deitou esparramado em sua cama com as mãos atrás da cabeça continuando com sua expressão vitoriosa.

Harry, sem saber o que fazer, colocou um roupão e foi ao dormitório das garotas, Hermione talvez saberia o que fazer.

—O que você quer?—atendeu Parvati quando Harry bateu na porta.

—Hermione está aí? Chama ela por favor.—ela revirou os olhos e chamou a garota, que apareceu na porta instantes depois.

Harry puxou a garota pelos braços e ela sem entender nada acompanhou o amigo até o sofá da sala comunal.

—Harry o q…

—Rony ouviu nossa conversa e quer espalhar para todos que Draco é um lobisomem.—igual ele, Hermione também gelou.

—Ele não pode fazer isso! Não é da conta dele, ele não tem esse direito!—indignada, ela foi até o dormitório dos rapazes, onde Ronald estava do mesmo jeito desde que Harry saíra.

Ele olhou para os dois, lançou um sorriso debochado e continuou encarando o teto, como se de repente ele se tornasse extremamente chamativo e interessante.

—Ronald Weasley! Você não vai contar nada à ninguém!—raiva, era tudo o que ela conseguia sentir agora.

—E quem vai me impedir? Você?! Faça-me rir. A menos que você prenda minha boca, eu vou contar para quem eu quiser. Agora, se me dão licença, vou dormir.—fechou as cortinas da cama, lacrou e silenciou-as com magia.

Os dois voltaram ao salão comunal, onde, agora Gina estava.

—O que aconteceu com vocês? Estão estranhos.—a ruiva olhou os dois desconfiada de algo.

—Er…na-nada! É que…temos uma prova de…Transfiguração!—retorquiu Harry rapidamente, já que Hermione estava com raiva o suficiente para pensar.

Ela deu de ombros e subiu ao seu quarto, deixando os dois amigos que não sabiam o que fazer.



Harry passou o dia com medo de Rony contar à alguém sobre Draco. Mas por sorte, o ruivo não revelou nada, por enquanto.

Ele acordou bem cedo à tempo do nascer do Sol para poder usar o feitiço de Animago. O resto do dia passou extremamente devagar. Teve que tirar pús de Bobotúberas na aula de Herbologia(o que não foi muito interessante), teve aula apenas teórica de Transfiguração e uma aula perturbadoramente irritante de DCAT com Snape tirando pontos atoa da Grifinória. Simas espirrou e perdeu 10 pontos por causa disso.

Enfim, chegou o fim do dia e ele poderia descansar. Quando finalmente tinha tomado banho e se preparava para ir jantar(logo depois de mais uma vez, no pôr-do-Sol, recitar o feitiço), começou uma tempestade. "Mas já? Achei que demoraria um mês pelo menos até a próxima tempestade de raios.", pensou.

Harry deixou Dino falando sozinho sobre Gina e correu até onde tinha escondido o frasco de cristal com os ingredientes para Animagia. Não continha mais apenas ingredientes jogados de qualquer jeito, tinha um líquido num tom de vermelho sangue.

Ele precisava de um lugar calmo, onde ninguém o atrapalharia, a Torre de Astronomia seria ideal, se dirigiu até lá.

Chegando na Torre, respirou fundo, apontou a varinha pro peito e disse:

Amato Animo Animato Animagus.

Bebeu a poção logo após e começou, imediatamente, a sentir um desconforto, mas se concentrou ao máximo e limpou sua mente, pensando apenas na imagem que apareceu. Começou a sentir um batimento mais forte e quando percebeu por si só, estava se transformando.

Estava esperando os cascos e a galhada aparecerem, já que viraria um cervo, pois geralmente um Animago se transforma na forma animal de seu Patrono, mas não foi isso que aconteceu. Ao invés de cascos, apareceram garras, e ao invés de chifres, orelhas peludas e grandes surgiram, tinha bigodes e cauda. Harry tinha se transformado em um lindo gato da raça Angorá.

Ele era preto, com os pelos bagunçados e uma leve cicatriz na testa. O garoto só não entendia o motivo de ter virado um gato, ele leu que era bem raro de um Animago virar um animal diferente do seu Patrono, mas não era impossível, como sempre, ele quebrara uma expectativa.

Precisava mostrar isso para Hermione, já tinha se preparado para o sermão de agora ele ser um Animago ilegal, mas não ligava, tinha que compartilhar isso com alguém.

Mentalizou sua forma humana e num instante tinha voltado a ser o Harry de sempre. Foi em direção ao Salão Comunal. Hermione, como sempre, estava em um canto lendo enquanto todo o resto gritava, brincava, cantava, jogava, se divertia.

—Mione, vem aqui comigo, rapidinho.—ela odiava ser interrompida com uma leitura, se fosse um livro que ela estivesse gostando.—Ah, qualé!? Você já leu "Hogwarts Uma História" quantas vezes, 5?

—Ai, tá bom, merda!—marcou a página que estava lendo e subiu as escadas com o amigo.—E foram só 6 vezes.—ele riu em resposta.

Chegando no dormitório ele pediu para que ela virasse de costas pra ele e assim Hermione fez. Instantes depois ela sentiu algo arrastando em sua perna e ouviu um ronronar, achou que era Bichento, mas quando olhou para baixo viu um gato preto, ela achou estranho e depois associou uma coisa com a outra.

—Harry! Você é…um Animago!—surpresa e orgulho era possível ser sentido na voz da garota.—Nossa, isso é um nível muito avançado de Transfiguração, mas é claro, ninguém pode saber, você poderia ser punido, afinal de contas você é ilegal mas...por que não me contou quando ainda estava no processo?

—Não queria que você tentasse me impedir por ser arriscado demais e "fora da lei"—disse depois de ter voltado ao seu eu humano. 

Conversaram mais um pouco e foram cada um para sua cama, onde Harry ficou pensando se Draco estaria bem.


...


Chegou o dia em que ocorreria a sua primeira transformação e Draco não poderia estar pior. Ele não tinha fome, sede, não tinha vontade de fazer nada, só queria deitar e olhar o tempo passar.

Sua mãe havia lhe enviado várias cartas, nunca correspondidas, ele não queria contato com ninguém a menos que fosse indispensável, como Snape, que estava preparando a Poção de Acônito. Já estava tomando-a há uma semana, como devia ser feito.

O dia passou extremamente rápido, parecia conspiração do universo, se ele não fosse tão cético diria que era castigo dos astros.

Já estava no meio da tarde, acabara de tomar a última dose da poção, quando começou a chover, uma tempestade igual, ou pior, à do dia em que descobriu a verdade. Trovões cantarolando entre as nuvens, água pingando bruscamente, clarões de raio em meio ao crepúsculo e a Lua Cheia se aproximando.

Ele saiu do salão comunal sem que ninguém percebesse e se dirigiu à Casa dos Gritos pela passagem do Salgueiro, Snape havia dito como passar pelo mesmo. O feitiço guarda-chuva quase não aguentava de tão forte a tempestade, então teve que convocar sua capa de chuva. Enfim, chegou a passagem.

O túnel estava enlameado e sombrio, cheio de teias de aranha e alguns ratos passando. Ele nunca havia estado ali, não sabia o que poderia encontrar, manteve a cautela até que, finalmente, chegou na casa.

A casa estava escura, suja, janelas quebradas, panos mofados, tinta descascando, alguns quadros rasgados, baratas saindo do sofá, juntamente com algumas ratazanas. Draco não queria admitir, mas estava com medo, não da casa e do jeito que ela estava, mas sim medo da transformação. Será que doeria muito? Bem, teria que esperar só mais um pouco.

De repente, ele sente uma dor onde as cicatrizes se encontravam, parecia estar sendo esfaqueado, seu peito queimava, sua cabeça latejava, a dor era tanta que ele caiu. Gritos, urros de dor saíam de sua boca, sua unhas já não eram mais humanas, eras garras, sua pele começou a criar pelos, brancos como sua pele, seus dentes cresceram tornando--se presas afiadas, seus olhos, se manterem o mesmo mas com um tom mais escuro, suas roupas rasgadas no centro da sala, ele tinha se transformado.

   Não tinha muito mais o que fazer, era só ficar ali no escuro, sozinho, esperando o Sol nascer para poder voltar à escola. Sem que pudesse evitar, algumas grossas lágrimas caninas escorreram de seus olhos. Era só ele e, bem…ele.


Notas Finais


Genteeee tadinho do Draco
E pqp, q escroto tbm, Harry não teve culpa de nada, perdoa ele Draquinozinho pfvr :c

Gente, quanto ao Harry ter virado um gato, gosto da ideia de "rivalidade" entre felinos e caninos

Rony cuzao demais

E a AD tá no churrasco por enquanto, mas prometo, no próximo capítulo ou no maaaximo no 8 vai ter aula dela

Não esqueçam de dar feedback adoro, por favor me falem oq vcs tão gostando e o q não estão gostando na fic, me falem algo que vcs querem ver

Aos novos, bem vindos e não se esqueçam de favorita caso tenha gostado, assim vc sempre saberá quando eu postar capitulo novo :v

Acho que é só isso, bem, então... Malfeito Feito.


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