História Eu, por tanto, nada - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Poema, Poesia
Visualizações 3
Palavras 148
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Poesias
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Poesia do nada, para o nada e sobre eu: o nada.


Fanfic / Fanfiction Eu, por tanto, nada - Capítulo 1 - Poesia do nada, para o nada e sobre eu: o nada.

Declaro que:

sou impossível de me encontrar.

Mero núcleo de átomo,

me encontro em constante expansão.


Asa de borboleta.

Borboleta toda, mas ainda lagarta,

frágil tecido, quando deixo de ser

verde bicho de seda

e torno-me fada?


De fada a águia,

de águia a leão,

de leão a grama,

e então de volta a bicho verde de novo.


Somos o vácuo total,

a quebra do tempo

e a metamorfose de Seixas

e ainda estamos singelos

em nossa mera simplicidade.


É impossível me encontrar,

buraco negro abismal,

eternamente em minha inválida expansão.


Declaro também:

Metamorfos, até sem movimento,

não somos eternos, nem de corpo

nem de pensamento.


Somos universo minúsculos,

ínfimos em algo maior.

Apêndice de realidade,

restinho que nos torna humanidade.


Independente e metafisicamente intocável,

corpo fraco que nada suporta,

será que suporta o peso de ser um nada?


Declaro por fim:

não me perco, mas ainda me procuro

e procurando a mim mesma descobri

que sou poço sem fundo,

mistura homogenia de tudo em nada.


Não achar-me torna-me viva,

e estar viva é constante expansão.



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