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História Eu preciso de você - Capítulo 25


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Notas do Autor


Olá, pessoa linda por trás da tela<3 Já bebeu água para se hidratar hoje? Não se esqueçam de lavar as mãos por precaução também para se manterem saudáveis. Bom, cá vos trago mais um capítulo da fanfic, mas antes disso dou-lhes mais três músicas, dessa vez da Lindsey Stirling (a que fez Shatter Me? Exato! Oh, você não conhece essa música...? Mas enfim...):
- Roundtable Rival;
- Radioactive | feat. Pentatonix;
- Senbonzakura (cover).

Capítulo 25 - Recomeçando com o pé esquerdo


Lucas’s pov on: 

– Você tem que comer, Anthony! – eu falava conforme colocava os ovos mexidos que fiz num prato. Minha tia Gilda passaria aqui em casa daqui a pouco para deixar nossos lanches pra comermos no intervalo da escola.

– Eu não sinto fome às seis da manhã, você sabe disso. Quando for recreio eu como. 

– Recreio não, hora do lanchinho – Gabriel brincou risonho, logo voltando a atacar seu café da manhã. 

– Hora do lanche é muito infantil – o loirinho fez careta depois de bebericar seu copo de água. 

– Não acho – Felipe falou claramente confuso e esfregou seus olhinhos sonolentos – e por quê recreio? 

– Pra dizer que é um momento de recreação entre os estudantes – Matheus sempre culto, até mesmo enquanto está de uniforme esperando suas torradas ficarem prontas. Ah, e de pensar que eu tenho o privilégio de acordar e ver ele só de calça moletom com os cabelos bagunçados e carinha de cansado… 

[...] 

– Digo, o amor e o ódio são sentimentos opostos, mas são iguais. Ódio é sentir prazer em ver quem você odeia ser triste e azarado, já o amor é ter prazer em ver quem você ama ser feliz e bem sucedido. 

– Sei disso, Sherlock… Amor é um sentimento tão puro e doce…

– Falo disso justamente porque algo me diz que há alguém apaixonado aqui – sorriu pra mim ajeitando os óculos de armação preta e grossa no rosto, até vindo mais pra frente na cadeira se mostrando interessado. 

– Digamos só que “ficou tudo bem” – sorri bobo desviando o olhar do dele. 

Lucas’s pov 

Matheus’s pov on: 

Depois de ter ido ao banheiro me deparei com a sala de aula ainda no mesmo caos de sempre. Com a volta às aulas todo mundo deveria estar cheio de assuntos a tratar, e como de costume eu vi Lucas conversando com Bruno. É um amigo seu que parece que saiu de um livro de sociologia ou filosofia, eu sou melhor em exatas então não sei classificar ele corretamente. Mas de qualquer forma, todos acabam chamando Bruno de Sherlock, eu faço o mesmo durante as conversas, mas meus pensamentos sempre o chamam de Bruno mesmo. Só acho gratificante que apesar da proximidade, Lucas ainda é mais íntimo a mim… Ainda mais… Agora… 

Pena que eu não sou muito de conversar com as pessoas da sala, prefiro ficar no meu lugar cuidando do celular que usamos em casa até Lucas vir me contar algo ou o professor finalmente aparecer para explicar a matéria. É, primeiro dia de volta às aulas não é nada demais para mim. 

Matheus’s pov off 

Gabriel’s pov on: 

– Está tudo bem? – falei enquanto abraçava o mais novo, que era estranhamente da mesma altura que Anthony.

– Acho que sim, não mudou nada… Você tá bem? 

– Tô sussa, amém.

– Amém.

– Se precisar de mim pode chamar, hein. Só não conta pro pai que você ainda fala comigo… Pra ele eu morri.

– Não vou, por que sempre repete isso? 

– Conferir… Mas confio em você. Agora vai pra aula, vai. Meu irmãozinho precisa de um futuro bom. 

– Você também, oxe. 

– Eu também, fica sussa. 

– Tô sussa – nos separamos e então vi ele ajeitar a mochila nas costas – Tchau, Biel. 

– Tchau, Gui – acenei pra ele vendo ele se afastar. Às vezes eu tenho saudades de casa e às vezes não… Mas bom, meu pai me odeia, meu irmão mais velho, Gustavo, está preso, já minha mãe… Nem sei mais o que se passa com ela. Eu só converso com o Guilherme, meu irmão mais novo e que deveria ser inocente, mas eu, como um bom irmão mais velho, o corrompi um pouquinho. 

Aff, queria conversar com alguém, minha vontade de voltar a ter aula é zero. Resolvi mesmo ir pra sala e conversar com a turmênica do Tarek, eu já sabia que o João ia com certeza começar a falar de sexo. Bom mesmo é saber que ele namora a Letícia do terceiro ano, ele sempre conta das vezes que transa com ela. Não quero ofender ninguém, mas ela é muita areia pro caminhão dele. 

Gabriel’s pov off

Anthony’s pov on: 

Admito que eu me dava muito melhor com um dos grupos de meninas da sala do que com os meninos, mas ainda sim eu preferia conversar com uns idiotas de lá pra manter o status. Queria mesmo era ver os marca-textos de cor pastel que a Isa comprou, mas enfim, que se foda, depois eu falo com ela. 

Pelo menos depois de anos sem novidades boas pra contar sobre as férias agora eu tinha comentários sobre a viagem de aniversário pro Lucas. Sem falar que obviamente eu queria falar do namoradinho da minha vizinha pra alguém, bem que eu queria ter um amor correspondido também… Mas vida que segue, nem tudo é flores. 

Anthony’s pov off 

Felipe’s pov on: 

Eu estava super ansioso pra mostrar meus desenhos na escola, as férias me deram tempo de aprimorar muito eles. Assim que cheguei na sala eu já ia direto por minha mochila na carteira e pegar meus desenhos de lá, mas comecei a ouvir falarem de mim.

– Chegou o estranho do Felipe agora.

– Aquele autista? 

– Acho que ele não é autista, parece mais esquizofrênico. 

– Já eu acho que ele tem infantilismo. 

– Deve ter tudo junto e mais um pouco – falou a última garota do grupo fazendo as outras rirem… E de pensar que era justamente dessa garota que eu gostava anos atrás… Eu demorei demais pra descobrir que a Heloísa me acha uma aberração… Acho que nunca vou superar ela falando mal de mim naquele dia… 

Eu lembro do meu pai falando que pagaria pra eu colocar aparelho, eu queria tentar, mas… Até que eu gosto de como eu sou hoje, eu não vejo nada errado e nem os meninos, principalmente na minha personalidade também… Mas o pior de tudo é ouvir as amigas dela dizendo que eu tenho problemas mentais com tanto desprezo… E se eu tiver? Não vai mudar nada, poxa, eu ainda sou humano… Isso me deixa tão triste… 

Felipe’s pov off 

Gabriela’s pov on: 

– Agora trabalho sério pela frente, hm? Fiquei encarregado de te contar sobre o crítico gastronômico que vai vir aqui nesta semana. 

– É um crítico famoso? Deus, obrigada por avisar, Igor.

Primeiro dia da volta ao trabalho e já ouço uma notícia dessas, vou ter que dar o melhor de mim junto dos outros chefs. Melhor hoje mesmo eu passar na casa do Pedro pra avisar, como ele é auxiliar de cozinha só aparece aqui de terças e quintas. 

– É o Anton Ego do Ratatouille – Rafael falou pegando os pedidos que estavam prontos e então indo levá-los para as mesas enquanto ria. 

– É um tal de Augusto Arantes, crítico gastronômico famoso do Brasil. Eu pesquisei um pouco quando avisaram a gente na sexta da semana passada. Ele vai querer publicar nossa crítica numa parte de uma revista que vai abranger os melhores e piores lugares da nossa região para comer. 

– Como se fosse parte de um guia turístico?

– Isso. E como ele veio de outra localidade semana passada, já recebeu alguns boatos positivos sobre o restaurante. Precisamos provar a ele que somos tudo isso que disseram. Até o Rodrigo na recepção vai tratar de ser o mais cavalheiro possível. 

[...]

Finalmente chegou a hora de voltar pra casa, eu estava tão distraída que cheguei a fazer as comidas automaticamente, sem prestar atenção alguma até que nossos clientes acabaram e fomos liberados um tanto quanto cedo, sorte que deu tudo certo. Eu fui de pensamentos sobre esse tal Augusto para pensamentos sobre Jimin e Taehyung, espero que não haja nenhum problema… 

– Ei, baixinha – Rafael me chamou – tá a fim de dar uma volta com a gente?

– Virou Happy Hour por termos saído mais cedo? – falei risonha e logo Camila apareceu ao meu lado já sem seu avental e com cabelo solto. 

– Por aí, além de estarmos cansados também temos que ver se você voltou com novidades. 

– É, até o Igor vai! – Rafael passou o braço ao redor de meus ombros como incentivo, parecia que já estava andando e me levando junto. 

– Tá bem, tá bem – ri me dando por vencida – mas não posso demorar, tenho que levar meu filho pra passear. 

– Seu filho? – perguntou Malu que apareceu com sua bolsa já pegando seu avental para cumprir seu turno no restaurante que era contrário ao nosso.

– É meu cãozinho – será que Jimin vê no celular que eu vou chegar mais tarde? Vou mandar uma mensagem pra ele já que não vamos nos encontrar pelo caminho. 

Gabriela’s pov off 

Jimin’s pov on: 

Lá estava ele, o garoto de vinte e três anos – já que não consigo me ver como um homem – cheio de suas paranóias e olhando vez ou outra pra baixo no intuito de ver se sua barriga está muito grande. 

Eu estava já perto de casa, estava indo para o portão da vila, mas assim que parei de me distrair comigo mesmo notei um Taehyung escorado no muro. Estou bravo com ele, ok, mas ainda sim quero saber o que ele faz aqui. 

– Taehyung, o que veio fazer? 

– Preciso falar com a Gabriela… Estou esperando ela chegar. 

– Falar o quê com a Gabriela? 

– Por que tanta ênfase na pergunta? Eu ainda vou ver o que dizer.  

– Visto que você estava aqui há mais tempo do que eu, imagino que você já teve tempo mais do que suficiente de pensar. 

– Tem que falar desse jeito comigo? 

– Eu sei o que você fez, Taehyung. Depois de tantos anos confiando em você é isso que você faz?

– Espera, põe uma vírgula aí. Eu em momento algum soube que você namorava com ela, afinal você ficava direto falando que não gostava dela. 

– Vocês conversam toda noite, como que ela não te contou? 

– Vai ver é porque ela queria ficar comigo sem você saber – ah, não, não é isso não, eu tenho certeza que não. 

– Como você pode ser tão desgraçado a ponto de querer fazer seu melhor amigo ser traído? 

– Eu não queria ter nada contra você, mas sinto muito, essa garota é minha, você queira ou não. 

– Acho que você se esqueceu de quem pode beijar ela e ainda ouvir ela pedir por mais – subitamente senti ele dar um soco impulsivo em minha cara. Ah, eu não acredito que ele fez isso… – Taehyung… O quão filho da puta você está querendo ser comigo, hm? 

– Seu gordo de merda! Gabriela nunca vai querer ficar com você, só está com dó de saber que o anão de jardim nunca teve uma namorada – ok, pra mim já chega dessa palhaçada. 

Retribui o soco que ele me deu apesar de estar sentindo dor em meu maxilar, assim começamos a brigar, uma coisa que eu nunca imaginei que aconteceria, até porque eu nunca pensei que algum dia da vida fôssemos brigar por causa de uma garota, eu nunca “tive” nenhuma mesmo. 

Jimin’s pov off 

Gabriela’s pov on: 

A noite estava maravilhosa, foi tão bom poder me animar um pouco depois de tantas preocupações. Alguns dos meus colegas até aproveitaram para beber um pouco, mas eu não podia então tomei uns copos de cocaína preta líquida, digo, coca-cola. 

Estava dirigindo meu corsa de volta pra casa cantarolando uma música que tocava no rádio. Eu já tinha virado a esquina pra poder usar o controle do portão e finalmente entrar na vila, mas de repente me deparei com dois garotos no chão brigando um com o outro, quando estreitei minha visão notei que eram Jimin e Taehyung.

Estacionei o carro na frente do muro mesmo e desci correndo pra tentar evitar que eles se matassem. Comecei a gritar pra eles pararem e então vi que Taehyung deixou de bater em Jimin para olhar pra mim com feição surpresa, mas por causa disso acabou apanhando mais.

– Jimin! Para! Chega disso, eu não quero ver vocês brigando! Caralho, vocês são amigos! – ele apenas se afastou e ficou ofegante com expressão brava limpando o sangue que tinha em seu rosto. 

– Desculpa… – Taehyung falou e por fim se levantou indo embora mesmo que devagar pela direção contrária, já Jimin nem olhava pra mim. 

– Jimin… O que aconteceu? 

– O Taehyung... Quer tirar você de mim a qualquer custo... – se levantou para falar comigo. Notei que escorria uma lágrima por sua bochecha e então limpei ainda que ele estivesse com o olhar desviado do meu. 

– Você sabe que eu sou sua, Jimin… Vem comigo, vou limpar esses machucados – o levei até meu carro e entramos pra poder estacionar na garagem de minha casa. 

Jimin parecia ainda mais cabisbaixo e distante do que das outras vezes, dizia ele que estava com vergonha de eu ter presenciado um momento daqueles. Eu tinha pego tudo que havia em casa para poder cuidar de seus ferimentos, Jimin teria que ir pro trabalho com alguns curativos no rosto. 

Depois de cuidar dele, ficamos deitados juntos no sofá com Chimmy em nossos pés. Eu queria perguntar o que Taehyung disse, já que agora eu sei que ele queria ficar comigo no lugar do meu mochi, mas depois de finalmente ver o sorriso que mais amo no mundo hoje, eu não tive coragem de tocar em um assunto desses. 

Nem cheguei a passear com o Chim, acabamos adormecendo enquanto passava um seriado aleatório na televisão, eu estava o abraçando por trás e ele segurava minha mão me fazendo um carinho com seu polegar, vou precisar compensar a bolota peluda depois. Infelizmente eu dormi pensando na briga dos dois e nos machucados feios que ficaram em seu rosto tão lindo. 

[...]

– Ué, nunca ouvi falar desse Augusto – Pedro dizia me ajudando com as panelas do fogão. 

– Nem eu, mas Igor disse que pesquisou bastante sobre o histórico dele pra ver o que ele avalia em cada restaurante e prato. 

– Exemplar como sempre, nem dá graça trabalhar com o Igor – disse fazendo nós dois darmos risada – mas e aí, novidades? Alguma coisa de… Namoro? 

– Ah, você não sabe! O Matheus e o Lucas estão ficando e eu acho que é sério. 

– Quê? Matheus não era homofóbico? 

– Pelo visto ele é um homossexual incubado.

– Minhas teorias estavam certas! Na boa, ele é adolescente e está se descobrindo ainda, mas se continuar olhando torto pra mim e pro Vitor vamos continuar no mesmo gelo de sempre. 

– Bom, acho que deve estar sendo difícil pra ele… Você podia ir dar um apoio, vai que vocês ficam mais próximos igual como são com os outros meninos. 

– Posso ir conversar com ele depois e ver no que dá. Ai, menina, se você soubesse as coisas que eu já passei de preconceito – chegava a ser cômico Pedro rindo da própria desgraça enquanto nós tínhamos que fazer um quiche lorraine. 

Gabriela’s pov off 

Jimin’s pov on: 

– Pelo menos você trabalha muito bem por aqui, porque você se mete em cada confusão…

– Ah, eu sei, Alex… Mas eu acabei indo procurar emprego no pior momento possível. 

– Pode ter sido o pior pra você, mas vou continuar dizendo que foi o melhor para nós aqui, vulgo eu e meu pai. O mercado ia falir, a gente nem tinha condições de fazer uma entrevista de emprego decente, foi muito bom você ter vindo trabalhar aqui. Agora meu pai tem tempo de sair do mercado pra fazer propaganda e também negociar coisas que vão ajudar muito, antes ele tinha que ficar comigo aqui senão eu não daria conta de tudo sozinho.

– É bom saber que pelo menos eu pude fazer algo útil pra vocês – sorri fraco pra ele. 

– Você ajudou e muito. Mas ainda tem que tomar mais cuidado, olha só o estado do seu rosto, Jimin. 

– Eu sei… Mas vou conseguir dar um jeito nisso, vai ficar tudo bem. 

Jimin’s pov off 

Lucas’s pov on: 

– Só um, por favorzinho… – vi ele olhar para os lados e então finalmente se aproximar de mim e tomar meus lábios pra si como eu havia pedido, me fazendo sorrir largamente. 

– Podemos ir agora? 

– Podemos sim! Mas, Matheus… Eu sei que você não gosta de fazer isso na rua, só que pelo menos mostra que gosta de sentir… 

– Mas você sabe que eu gosto, sabe o quanto eu esperei pra poder sentir isso… Mas e se alguém aparecer e ficar olhando torto? 

– Você não precisa se focar nos outros, se distraia comigo, pra aprendermos a viver isso juntos. Eu confio em você e me sinto seguro ao seu lado… Me deixa te fazer se sentir igual.  

[...] 

– Lucas! 

– Oi, Fefe, o que aconteceu? – falei vendo Felipe correr em minha direção enquanto Gabriel estava mexendo na geladeira e dizendo que eu deveria chamar o mais novo de Lipe e não de Fefe. 

– Ligação pra você, eu estava jogando no celular e ligaram pedindo pra falar com você ou com o Matheus – eita, será coisa da escola? Mal voltamos às aulas e já deu ruim? 

– Obrigado  – sorri pegando o aparelho e por precaução indo pro banheiro e me fechando lá dentro – alô? 

– Alô, Lucas? 

– O próprio. Quem fala? 

– É seu vizinho, Pedro, peguei o número do seu celular no grupo da vila! 

– Ah sim, oi, Pedro! Tudo bem? 

– Tudo sim, e com você e os meninos? 

– Tudo ótimo! Mas aconteceu alguma coisa? 

– Ah, bom, eu estava pensando em conversar com você e o Matheus… Digamos que eu fiquei sabendo de umas coisinhas… Mas não se preocupe! Eu sou confiável, juro. 

– Ai meu Deus… Acho que Matheus vai ficar louco se souber disso…

– Eu acho que seria bom nós conversarmos justamente por isso. Normalmente eu não consigo falar com você e os meninos porque… É… Eu e o Vitor ficamos meio incomodados pelo jeito que o Matheus age… Entendo que ele deve ter passado por uma base de vida que o deixou assim, mas… Ele não pode ter vergonha de quem é, entende? 

– Entendo… 

– E tanto eu quanto o Vitor já passamos por cada situação… Me dá vontade de rir hoje em dia, mas cada uma é um sufoco. 

– Vocês se conhecem há bastante tempo? 

– Nos conhecemos há dez anos, mas começamos a namorar dois anos depois da primeira vez em que nos vimos. Você e o Matheus já são conhecidos de muito tempo, imagino eu. 

– Pois é, éramos melhores amigos quando crianças e com o tempo nos aproximamos ainda mais… Mas o fato de ele ter tanto medo… E ainda mais os problemas em família… Eu achei que sempre fosse ter ele tão perto e ao mesmo tempo tão longe… Mas eu, pessoalmente, não vejo problema nenhum em assumir que nos amamos. 

– Se vocês quiserem, podem passar aqui depois da escola para conversarmos, ou num fim de semana. Só terça e quinta que eu trabalho e de noite o Vitor sai. 

– Muito obrigado! Acho que vai ajudar demais uma conversa desse tipo, só preciso falar com o Matheus agora.

– E eu com o Vitor – falou risonho, mas então nem ele está sabendo? – acho que eles dois vão ter bastante coisa pra conversar, Vitor também tentava esconder nosso namoro. 

Lucas’s pov off

 


Notas Finais


You don’t have to love her with all your heart
You don’t have to be happy for a day or so
And yet you are perfect, my lady
[...]
Just life we’re still good without luck
Even if you’re lost, keep walking lightly
(Take your time)
There’s no right, actually, everyone might want to cry
I don’t want to be sad
Maybe he’s angry

There’s still a lot of questions
I’m afraid I’m wrong again
by a tiny fraction of the time

– Unlucky | IU


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