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História Eu preciso de você - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, minha gente linda<3 Sentiram minha falta? Tenho uma surpresa pra hoje, se bem que o título já deve ter dedurado... Bom, pra colaborar com o spoiler eu vos trago na listinha de músicas as minhas três prediletas do tema principal de hoje:
- Dirty mind | Boy Epic;
- Apartment | Bobi Andorov;
- Lights down low | Bei Maejor (feat. Waka Flocka Flame)

Capítulo 26 - Finalmente


Gabriela’s pov on: 

Já acordei num pulo pelo sonho que eu tive. Não, não foi um com perseguição e psicopatas. Simplesmente sonhei que eu e Jimin estávamos transando então acordei com umas ideias. 

Bom, graças a Deus minha TPM foi pra casa da tia Zuleide e minha menstruação acabou, ontem mesmo eu já pude deixar pra lá a necessidade de usar absorventes. Inclusive, eu notei que Jimin estava tristinho esses dias e com essa visão boba de que iria me perder, além disso, eu prometi ao meu mochi que assim que isso acontecesse eu lhe faria uma surpresa. 

Como foi meu sonho? Não consigo lembrar de tudo agora, mas sei que estávamos na cozinha. Eu estava sentada na mesa com ele entre minhas pernas tendo as costas, já cheias de chupões, arranhadas lentamente. Ah, mal posso esperar para ouvir os gemidos dele. 

Mas vamos com calma. Ele tem uma baixa autoestima em relação ao corpo e essa vai ser a primeira vez dele, preciso fazer tudo ser especial. Sem falar que Jimin está meio borocoxô e eu não quero que ele deixe esse momento passar como se fosse nada em sua vida. 

Como já era agosto e eu teria que trabalhar hoje, resolvi sair durante meu horário de almoço para comprar uma “roupinha” nova, afinal, eu não tinha nada bom o suficiente em casa. Quando só se teve um namorado que não te agregou em nada na vida, não há peguetes de festa e já se passaram meses sem uma companhia mais íntima, imagino que o único motivo para ter uma lingerie no guarda-roupa seja “estar bem consigo mesma”, coisa que eu não vejo muita necessidade no meu caso. Eu prefiro ver uma comédia romântica com meu cachorro no colo do que ver no espelho meu reflexo com uma lingerie. Parando pra pensar acho que a maioria dos filmes de meu agrado são mais voltado para adolescentes… Mas quem liga? Se eu acho o filme legal, então yeah! Vamos aproveitar ele!

Mas enfim, voltando para o assunto principal: de que tipo será que Jimin gostaria? Vou tentar escolher algo nem tão chamativo e não tão simplista, quem sabe ele goste? O ruim mesmo vai ser entrar na loja e ter um monte de vendedores no meu pé falando para eu levar mais coisas. 

Gabriela’s pov off 

Lucas’s pov on: 

Já tínhamos voltado da escola e eu havia conversado com Matheus ontem mesmo. Depois de muito insistir ele acabou aceitando a ideia, então resolvemos confiar a casa aos meninos mesmo que quando voltássemos estivesse tudo uma bagunça. 

Saímos com a desculpa de que iríamos ver algumas coisas da escola já que somos da mesma classe. O caminho até a casa de Vitor e Pedro era um pouco longo, eles ficam na primeira casa e nós na última, mas nada que uma boa conversa não torne rápido. 

– Que bom que vocês vieram! – Pedro abriu a porta sorridente – venham, entrem – fez sinal com a mão e deu passagem para nós dois após o cumprimentarmos de volta. 

Ficamos sentados ao redor da mesa da cozinha junto deles enquanto comíamos um lanchinho que prepararam para nós, mas logo o assunto pelo qual eu já esperava começou. Só que para a minha surpresa o clima não estava tão tenso assim. 

– E como minha mãe era bem religiosa ela me levava sempre pra igreja consigo. Aí certo dia eu fui me confessar: “padre, eu sou gay, o que devo fazer? Não quero ir pro inferno”, aí ele disse, “reze três ave marias e três pai nossos e ponha em mente que você não deve sentir atração pelo mesmo sexo”. Ok, né, fiz isso dentro da igreja no mesmo dia pra aproveitar. Na hora que eu pisei fora da igreja eu vi meu antigo crush que morava na casa da frente, sempre que eu ia pra igreja com a minha mãe eu ficava encarando ele. Resultado? Voltei pra dentro da igreja e disse: “padre, eu estava olhando pra bunda de um garoto, rezar não deu certo”, e ele mandou eu repetir até que a vontade de Deus se concretizasse. Mas com o passar do tempo eu percebi que a vontade de Deus era que eu fosse gay mesmo, porque não importava o quanto eu rezasse e me forçasse a ser diferente eu nunca conseguia. E Deus tinha um plano muito bom pra mim, com vinte e quatro anos, no tempo em que eu mudei de igreja passando a frequentar uma que aceitasse os homossexuais, eu conheci o amor da minha vida – sorriu juntando sua mão com a de Vitor em cima da mesa. 

– Você falou pro padre que estava olhando a bunda dele? – não consegui conter meu riso, até porque os meninos riam comigo. 

– Falei ué, com certeza tem gente que já disse coisa pior. Sem falar que o padre passou a saber dos meus crushs daí pra frente, eu tinha um crush pra cada lugar que eu ia; esse era o da igreja, mas também tinha o do mercadinho, da academia, do colégio, da rua da minha avó… Ser libra é fogo, eu me atraía fácil e levava bronca do padre, mas agora com o Vitor eu tô quietinho. 

– Bom mesmo – Vitor mostrou um sorrisinho ladino mesmo ciumento.

– Imagino, mas muito fofo o final da história – sorri copiando o ato de Pedro por mais que Matheus acanhado demorasse para me deixar segurar sua mão.

– Desde quando tem igreja pra homossexual se Deus não gosta de homossexualidade? 

– Deus nunca disse que não gosta, Deus criou todos nós com propósitos na Terra, e ele é tão puro, tão perfeito, que jamais seria capaz de criar um filho para odiá-lo. Quem tem que aceitar isso é você assim como eu aceitei.  

– Eu sei que é difícil se conformar com isso, mas é comprovado que sexualidade vem do útero, não tem como mudar isso, já nascemos destinados a gostar de certo tipo de pessoa – Vitor concluiu e assim ambos deixaram Matheus quieto e aéreo. 

– A carinha de pensativo – falei cheio de fofura sorrindo para ele e lhe fazendo carinho na mão – eu não cheguei a ter dificuldade em aceitar… Acho que não mudou muito minha vida que nem acontece com outras pessoas. 

– Ah, eu também, desde pequeno já falavam que eu ia crescer gay, mas eu dava risada concordando. Só que eu sei porquê, tanto que hoje em dia eu me olho no espelho quando me arrumo e penso: “hm, tá muito hétero, preciso de alguma coisa pra destacar”.

– Jamais que isso aconteceria comigo, só o Lucas me aceitava e eu nunca quis nada que me deixasse mais gay.

– Também era assim comigo, mas eu não sou que nem o Pedro, prefiro não usar nada muito colorido e chamativo, estou mais do que bem com esse meu estilo de roupa, mas mesmo assim continuo sendo homossexual independente das vestimentas, porque roupa não define sexualidade, no máximo pode definir gênero. 

– No máximo definir gênero?  – perguntei entrando no assunto – Eu sei a diferença entre gênero e sexualidade, mas tipo, tem homens que usam saia e se identificam como homens e também existe não-binários. 

– Sim, por isso digo “no máximo” antes, porque tem casos que são exceções. Eu diria que são temas delicados, mas devemos acima de tudo respeitar cada pessoa.   

– Muito confuso pra mim, outro dia a gente fala de viado e essas coisas, obrigado por nos receberem em casa – Matheus já ia se levantando pra ir embora sem perguntar se eu também queria ir. 

– Sabe, você devia parar de ser hipócrita desse jeito, não é porque alguém deve ter te chamado assim que é normal e ninguém vai se importar de você dizer isso. Toma vergonha na cara porque você já está pra se tornar adulto e vai ser difícil mudar seu jeito de pensar daí pra frente, o que vai te fazer crescer sendo exatamente igual à pessoa que te xingou algum dia, espero que você não traumatize outras pessoas como te traumatizaram. Não julgue alguém pela sexualidade quando você não quer ser julgado pelo caráter – Vitor se levantou de cara enfezada deixando todos quietos na cozinha conforme andava até a sala onde ficava a porta de entrada. 

– Às vezes ele é um pouquinho grosso – Pedro sorriu sem graça se levantando também – mas… Seria muito bom ser seu amigo, Matheus… Sem esse preconceito todo que deixa a conversa desconfortável, sabe? 

– Perdão… Vou tentar melhorar isso. 

– Que bom! Quero conversar com vocês dois mais vezes, obrigado por aceitarem vir.

– A gente que precisa agradecer – sorri vendo que já estava uma situação mais calma de novo. 

– Precisamos sair um dia desses!… Ah! Quero apresentar uns amigos pra vocês nesse dia! 

– Claro! Sempre bom novas amizades, não é? – toquei a mão de Matheus que estava de pé ao meu lado e então ele entrelaçou nossos dedos me fazendo sorrir. 

– Verdade…

Lucas’s pov off

Gabriela’s pov on: 

Eu já tinha passeado com o Chim quando voltei pra casa, tinha saído o mais cedo que pude pra poder ter tempo de tomar um banho caprichado depois. Não que eu não tome banho direito, mas dessa vez até usei uma coleção especial de argan que comprei, são produtos muito cheirosos. 

Vesti minha lingerie nova antes de escolher qual roupa usar por cima. Na hora de comprar ela eu fiquei em dúvida entre esse modelo na cor preta e na vermelha, acabei optando pela preta mesmo porque acho que se destaca mais no meu corpo junto de suas rendas, espero que meu namorado goste. 

Depois de já vestida e arrumada, fui começar a fazer o jantar para deixar tudo caprichado o mais antecipado possível. Embora eu já tenha visto falarem que a maioria dos homens não se importa tanto com o ambiente e as preliminares antes do sexo quanto as mulheres… Mas agradar quem ama é sempre bom, não é? 

Mandei uma mensagem pro meu bolinho quando já estava terminando de preparar as coisas. O que eu mais prezo na minha profissão é o quão limpos somos ensinados a sermos na cozinha, sempre nos diziam para manter a bancada e as mangas limpas. Não sei se Jimin já tinha alguma expectativa quando me respondeu que iria tomar um banho primeiro e em seguida viria pra minha casa, mas eu estava super ansiosa. 

– Eu sei, Chim, estou muito histérica – comecei a conversar com o cãozinho quando ele fez um barulhinho de choro para chamar minha atenção. 

Logo fui tirada de meus devaneios com o som da campainha. Me levantei do sofá e me ajeitei por completo antes de finalmente ir abrir a porta, porém nada demorado, não queria deixar Jimin esperando. 

– Oi, minha anjinha – sorriu quando me viu, não tardou para eu reparar que ele também tinha se arrumado bastante – você está linda, meu amor – mordeu seu lábio inferior me fazendo sorrir envergonhada por mais que eu soubesse que estava mesmo com uma roupa mais provocante. 

– Eu que o diga, tenho tanta sorte de ter um namorado lindo como você… – tomei sua boca pra mim em um beijo necessitado e, quando nos afastamos por falta de ar, lhe dei passagem pra entrar em casa – adivinha só o que eu fiz pro senhorio. 

– Senhorio? Que formal – falou risonho indo direto afagar o Chimchim – hm… eu sou ruim com adivinhações, anjinha… 

– Não é nada, você sempre acerta – fechei a porta e fui para perto dele o abraçando por trás assim que o mesmo se levantou – é algo que você já elogiou bastante… 

– Hmm… Lasanha? 

– Isso! Falei que você iria acertar! – apoiei minha cabeça em seu ombro depois de dar um beijinho em seu pescoço – vem, não quero que esfrie antes de você provar. 

Fui toda contente levando Jimin pela mão até a mesa da cozinha enquanto Chimmy nos seguia. Eu estava tão feliz de ver meu mochi mais alegre, acho que querer passar esse tempo com ele o distraiu daquele desânimo em que estava. Me pergunto se Taehyung também está bem… Mas hoje meu foco é cem por cento do namorado mais carinhoso que eu já vi, que por sinal estava fazendo carinho em minha mão agora mesmo enquanto usava a outra para segurar o garfo e assim comer a lasanha. 

Confesso que dessa vez a massa não fui eu quem fez, pra ser mais rápido eu apenas tive que juntar cada coisa na forma e levar ao forno, mas mesmo assim Jimin gostou e elogiou como sempre fazia. Se tem uma coisa que deixa meu coração quentinho são esses elogios sinceros e doces. 

[...] 

Não foi preciso que eu o convencesse a ficar comigo depois do jantar, nós já estávamos conversando há um bom tempo e isso mostrava que eu teria a noite inteira junto dele pra fazer o que havia planejado.

Tínhamos conseguido aquele típico clima apaixonado em que nossos corpos sentem a necessidade de se tocarem, então logo começamos um beijo demorado e desejado que assim que acabou deu lugar a novos selares. 

Como estávamos no sofá, me pus sobre seu colo me apoiando em seus ombros conforme nossas línguas exploravam uma a outra graças a junção de nossas bocas. Comecei a rebolar devagar como provocação, já sentindo meu corpo quente e minha calcinha molhada só de pensar no que estava para acontecer. 

Até então Jimin se deixava levar comigo, mostrando a mesma pegada que da última vez em que nos beijamos tão intensamente como hoje, ou seja, no dia em que eu tive que voltar pra casa contra a minha vontade. Entretanto, logo senti seus toques pararem e aos poucos o beijo se cessar em um pedido mudo seu. 

– E-eu acho melhor ir p-pra casa… 

– Jiminie… Você não se lembra? – vi uma expressão confusa se formar em seu rosto enquanto eu descia minhas mãos para a barra de sua blusa no intuito de tirá-la – eu prometi que te faria uma surpresa durante a semana… – como ele se mantia ruborizado e sem fala, resolvi me sentar ao seu lado de novo, embora minha mão fosse posta sobre sua coxa dando leves apertos – mas acho… Acho melhor nós conversarmos antes, não acha? É bem melhor resolver as coisas com diálogo e eu queria saber porquê que você fica com receio de darmos um passo à frente…

– B-bom… Você quer mesmo conversar? Eu acho que só… Vou gastar seu tempo dizendo essas coisas… Provavelmente  você vai se cansar mais ainda de mim.

– E quem disse que eu cansei de você? Eu te amo tanto, Jimin! Eu amo cada mínimo detalhe em você, tanto em seu corpo quanto no seu jeito de ser. 

– Eu também amo você, eu te amo muito! Mas eu tenho tanto medo…

– Medo de quê? 

– De… Não ser o suficiente pra você… E de enrolar tanto pra conseguir coragem que você vai acabar se cansando de mim por eu nunca ter atitude… 

– Primeiro; nunca diga que você não é suficiente pra mim, você é único e especial, você tem o seu próprio jeito de me conquistar e tem sua própria beleza, e eu amo isso. Além de que nós namoramos, meu amor, eu nunca seria injusta e falsa de querer estar com você sem te amar. Segundo; se você se sente desconfortável nessas horas, pode falar pra mim, ok? Eu quero respeitar seu espaço, estar com você pra te alegrar, te fazer se sentir seguro ao meu lado e não pressionar você. Tudo tem um tempo, e eu não vou me cansar de estar com você só por causa disso, meu amor – por fim o beijei de novo, agora sentindo como se ele me abraçasse enquanto aprofundava o beijo. 

– Não teria ninguém melhor no mundo pra me dar esse conforto que você dá – sorriu e então se levantou do sofá me trazendo pela mão para que eu levantasse também – sei que falou pra seguirmos nosso tempo, mas… Eu também quero isso já faz tempo… Quero muito.

Por fim eu sorri e voltamos ao clima de antes, mas agora Jimin, cheio de atitude contradizendo suas próprias palavras, me pegou no colo e foi subindo as escadas enquanto nos beijávamos. Sorte que Chimmy estava cochilando como de costume, nada fora do habitual. 

Quando notei que já estávamos no meu quarto, senti meu corpo ser deitado sobre a cama macia e não demorou para que eu visse meu namorado tirar a própria blusa ao mesmo tempo em que eu mordia meu lábio inferior o fitando. 

– Assim eu fico com vergonha… – sorriu com seu rosto corado desviando o olhar, mas dessa vez não parando o que começamos. 

– E se eu fizer isso, hm? – me sentei na cama ainda o encarando de pé em minha frente, logo puxei minha blusa para cima revelando meu sutiã novo – se sente melhor? 

– Muito… – disse rindo em seguida ainda com sua vergonha aparente – ah, eu esperei tanto pra poder te ver assim…

– Hoje eu sou sua… assim como vou continuar sendo por muito tempo… – me levantei da cama tirando meus sapatos apenas empurrando cada parte do calcanhar para baixo com o pé contrário em cada ação. Depois comecei a descer minha saia podendo ver o olhar do mais alto sobre mim e então, já apenas de lingerie, eu fui até Jimin e segurei em seus ombros dando apertos como se fosse uma massagem – agora me deixa te ajudar um pouquinho, amor… 

Beijei sua boca aos poucos descendo por sua pele, de seu maxilar fui até o pescoço começando a deixar chupões por ele. Levei um pequeno susto quando senti suas mãos apertarem minha bunda algumas vezes conforme eu descia minha boca pelo seu peitoral, porém cheguei a empinar a bunda um pouco para si, queria deixá-lo o mais a vontade e excitado possível. 

Quando cheguei a me ajoelhar no chão em sua frente, apertei seu pênis por cima da roupa o vendo arfar enquanto me olhava totalmente vermelho mesmo que com desejo em suas orbes fixas em mim. 

– Hmm… Eu quero tanto sentir você… 

Um sorriso se esboçou em seus lábios, mas logo deu lugar a uma expressão assustada quando eu desci sua calça. Continuei o que pretendia sem pausa e levei as mãos até o cós de sua cueca, em seguida trazendo a peça para baixo e finalmente podendo ver seu membro ereto expelindo pré-gozo diante de meu rosto. 

– Você é ainda mais gostoso do que eu pensei, Jiminnie… – levei minha mão até seu membro o tocando com a ponta dos dedos, subindo e descendo devagar enquanto olhava para seu rosto boquiaberto. 

– M-mas é… Muito p-pequeno… – disse num fio de voz quase inaudível, provavelmente não querendo que eu de fato ouvisse tal afirmação. 

– Pra mim você é perfeito, amor… Eu quero muito sentir seu pau melar toda minha boca… – o toquei com mais precisão começando a masturbá-lo, alternava olhares entre seu rosto e seu pênis vendo se minhas ações o agradavam. 

Por impulso mantive minha boca entreaberta assim como a dele, agora ouvindo alguns arfares deliciosos de sua parte que me excitavam ainda mais. Tomei fôlego por estar um pouco eufórica e logo aproximei meus lábios de sua glande começando a lambê-la olhando nos olhos de Jimin com certo ar de inocência. 

Passava a língua por cada cantinho de sua intimidade que podia, até que abocanhei o que pude de seu pau e comecei a fazer movimentos para trás e para frente num vaivém comprimindo seu falo. Depois de um tempinho nisso fui até sua glande outra vez e foquei nessa área, rodeei ela com a língua e a chupei repetidas vezes, após isso engolindo o que conseguia de seu pênis conforme minha mão descia por sua pele para massagear seus testículos, assim arrancando os tão sonhados gemidos do meu namorado. 

Me mantive seguindo o que sabia fazer e cada vez mais ia aumentando a velocidade de meus movimentos. Passou-se um tempo e eu já estava tendo meus cabelos sendo puxados do modo que Jimin quisesse, isso ao mesmo tempo em que ele movia seu quadril contra minha boca o permitindo ditar o que eu deveria fazer, algo muito bom, pois assim eu sei como dar a ele um orgasmo realmente prazeroso. O que por sinal apareceu repentinamente, eu senti seu membro pulsando dentro de minha boca junto do modo diferente de como seus testículos estavam sobre minha mão e certa hora sobre minha língua, mas ainda sim fui pega de surpresa quando senti aquele gosto diferente e agridoce invadir minha boca. 

Engoli tudo sem hesitar, apesar de eu não achar o gosto realmente saboroso. Eu já tinha me esquecido qual o sabor que gozo tinha, mas me lembrava que não era docinho como alguns diziam. Sei também que é mais gratificante ver sua parceira não fazer cara feia quando se goza na boca dela… Embora eu tenha aprendido isso de um jeito não muito agradável… 

– Hmm… – me distanciei dos pensamentos paralelos e então levantei sorridente lambendo os lábios querendo mostrar satisfação, e eu estava mais do que satisfeita por ver a expressão de Jimin essa hora. Rosto vermelho e levemente suado, boca entreaberta, olhos semicerrados e ainda de brinde aquela respiração ofegante pertinho de mim – está gostando da surpresa? 

– Não poderia estar melhor… M-mas… Eu queria te agradar também… 

– Você vai, amor. Apesar de que só por ver você assim eu já estou adorando – sorri outra vez enquanto sentia as mãos dele explorarem minha pele agora mais a vontade para deixar apertos sem aquele receio de antes. 

Levei de volta minhas mãos para seus ombros e troquei minha posição com a de Jimin, deixando ele de costas pra cama assim o fazendo se deitar sobre ela. O ajudei a ir para mais perto dos travesseiros e ajoelhada sobre o colchão comecei a tirar minha lingerie, só assustei um pouquinho ao tirar minha calcinha e ter um filete de lubrificação sendo levado de minha vagina para baixo junto, mas fazer o quê, quem mandou Jimin ser uma delícia? Acho que eu estou vivenciando o que Jéssica falou só agora, aquela ideia lá de ficar com vontade de sexo… 

Depois de estar totalmente despida eu fui engatinhando pela cama até o colo de Jimin vendo ele por as mãos em meu quadril pra me trazer para mais perto de si. Não se segurou e me beijou intensamente outra vez, mostrando assim que já tinha normalizado sua respiração. 

Quando afastamos nossos rostos arranhei seu abdômen de cima a baixo conforme rebolava em seu colo, aos poucos sentindo seu pênis endurecer de novo. Claro que não foi algo que aconteceu em questão de poucos minutos, mas o segredo é não deixar o clima morrer. 

Como eu sei que “aguento bastante”, assim que notei que ele já estava excitado outra vez segurei delicadamente na base de seu pau e o encaixei na entrada de minha vagina de uma vez, não conseguindo evitar gemer arrastado com isso, assim como ele que foi pego desprevenido por minha ação. 

Eu apenas rebolava em seu membro enquanto sentia apertos e arranhões em minha pele, mas assim que comecei a quicar em seu pau eu pude sentir suas mãos irem timidamente de encontro com meus seios, o ajudei levando minhas mãos até as dele e o fazendo apertar cada peito meu, o que não vou mentir; relaxa até a alma. 

Conforme aumentamos a velocidade do que fazíamos já fui sentindo meu corpo bem mais quente, alguns arrepios fortes passavam por mim com tamanho prazer que me invadia. Agora Jimin me ajudava com as estocadas, fazendo o choque de nossos corpos criar um som alto pelo quarto, só sendo escondido pelos gemidos que soltamos.

Desse jeito já era possível sentir meu orgasmo chegando, inclusive o de Jimin graças a seu pau que latejava dentro de mim com suas veias grossas, o que me fez pensar justo no fim do sexo que eu simplesmente ignorei o fato de que devíamos ter usado camisinha… Agora seria dar pedir a Deus para nenhum de nós pegar alguma doença ou acontecer o que geralmente se é esperado em situações assim. 

Mas mesmo assim, pelo menos ambos gozamos de um jeito mais do que gostoso, os gemidos arrastados e mais graves do maior bem pertinho de minha orelha faziam meu corpo se arrepiar com aquela voz rouca, sentir sua porra quente dentro de mim era uma sensação que eu passei a amar, ainda mais por nossos gozos se misturarem ao mesmo tempo praticamente. 

Ficamos ofegantes lado a lado sobre a cama, meu corpo que pegava fogo aos poucos voltava ao normal conforme eu voltava à realidade. Olhei para ele vendo-o sorrir mesmo que boquiaberto e com seus olhinhos fechados, seu corpo suava fazendo seu cabelo se umedecer um pouco e seu peito subia e descia depressa, definitivamente uma cena linda que eu poderia apreciar por um longo tempo. 

– Você… Gostou? – abriu os olhos para me ver enquanto falava apreensivo.

– Se eu gostei? Eu amei – falei sorridente me virando de lado para abraçá-lo, aproveitando pra deitar minha cabeça sobre seu braço que foi para trás de mim – mas vou amar ainda mais se você disser que também gostou. 

– Não podia ter sido melhor – sorriu transformando seus olhos em dois risquinhos e então me roubou um beijo carinhoso. 

Imagino que era esperado nós dormirmos depois disso, mas eu dei a ideia de nós tomarmos um banho juntinhos antes e meu mochi pareceu gostar da sugestão. Só precisamos ir pro banheiro já que estávamos despidos, sorte que Chimmy é um preguiçoso, não gosto que a bolota peluda veja esse tipo de cena logo depois de acordar de um cochilo. 

Tinha chuveiro lá, mas concordemos que relaxar na banheira é mais interessante, não? Queria umas velas aqui, umas pétalas de rosas, mas aí acho que já estou pedindo demais. Enfim, tendo o Jimin aqui comigo já está de bom grado. Me culpo por ter estado um tanto quanto aérea durante o sexo, o primeiro de muitos entre nós dois, mas é difícil não ter inúmeros pensamentos em mente durante o ato. 

Eu me sentei em frente a si assim que a banheira já estava num bom nível de água, logo senti seus braços me rodearem num abraço, instintivamente me deitei sobre seu peitoral sentindo ele apoiar sua cabeça na minha, não pude evitar sorrir com isso. 

– Você é um amor – falei querendo até fechar meus olhos. 

– Eu? Mas eu não sou nada comparado a você. Você planejou tudo isso só pra mim, eu nunca conheci alguém tão dedicada e amorosa como você, eu nem sei o que viu de tão especial em mim… 

– Não fale assim! – eu ia dar um tapinha nele, mas como seu braço estava perto eu mordi sua pele não muito forte – você é o amor da minha vida, você me completa, é o que eu sempre quis. O que não me faltam são motivos pra amar você, tão carinhoso e fofo por mais que tenha esse corpo gostoso e ainda por cima me trata como um verdadeiro anjo trataria – me virei pra ficar de frente pra si e lhe dar um selinho, depois pondo minhas mãos em suas bochechas pra fazer carinho – você quem deveria ser meu anjinho, Minmin.

– Minmin é novo… – falou corado desviando seu olhar do meu mostrando timidez. 

– É fofo que nem você, meu amor – beijei a ponta de seu nariz e então me pus de costas para si outra vez. Em questão de segundos fui sentindo as mãos dele descendo de minha barriga indo para minhas coxas. 

– Anjinha… Me acha gostoso mesmo…? 

– Você é uma delícia, amor… – sorri malicioso e por impulso segurei uma de suas mãos e a trouxe pra perto de minha vagina. 

Não demorou para que seus dedinhos curiosos fossem me masturbar mesmo que dentro d’água, o que foi uma sensação bem diferente pra mim. Eu nunca cheguei a ter alguém me masturbando embora eu tivesse sido “ensinada” a fazer nele… Digo, “nos outros”. Mas enfim… De qualquer forma, dentro da água é bem diferente do que tendo os jatos do chuveiro… 

– O que acha de… fazermos de novo…? 

– Seu desejo é uma ordem – sorri com seu pedido, afinal eu já havia voltado a me sentir excitada. 

Comecei a rebolar contra seu pênis já o sentindo ficar ereto de novo. Jimin tem um pique, hein? Hm, gostei dessa energia… Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo indo até meus seios. Se eu queria que ele continuasse me masturbando? Adoraria, eu amei poder sentir isso mesmo sendo sua primeira vez realizando isso também, mas hoje eu estou tentando agradar ele, vou deixar com que se divirta, ainda vou ter outras vezes pra sentir isso, garanto que meu amor não vai sair do meu lado. 

Depois de alguns instantes em que repetimos essas ações entre arfares, senti Jimin tirar as mãos de mim e como eu estava de costas pra si resolvi olhar de canto do olho pra si, logo o vendo segurar seu pênis movimentando devagar sua mão numa punheta. Sorri ladino me virando pra frente de novo enquanto alisava suas coxas grossas e gostosas. Da próxima vez que chupar ele vou querer deixar umas marcas nessas coxas…

Paralisei quando senti um líquido quente ser jorrado em um único jato contra minhas costas já gélidas por estarem fora da água. Sem reação apenas fiquei parada com meus olhos arregalados tentando entender se Jimin realmente estava “marcando território” ou coisa assim ou, se Deus quiser, eu estava sendo besta, estúpida, idiota por me lembrar de coisas que Jéssica contou que já viu acontecer em pornôs e eu nunca esqueci pela surpresa desagradável de ouvir. 

– Pra você não ficar com frio… Seu corpo está gelado… quero você quente pra mim – falou com um riso malicioso, não aguentei e me virei pra trás com a expressão mais assustada mundialmente possível.

E foi assim que eu quis me dar um soco por ver que Jimin apenas segurava o chuveirinho que era preso à banheira e estava jogando água nas minhas costas pra me aquecer. Automaticamente soltei um suspiro de alívio e me virei de frente pra ele soltando um riso nasal. 

– Eu amo você – falei risonha pegando suas mãos e as trazendo para minha cintura. 

– Também te amo muito, nunca amei tanto alguém como amo você – sorriu apertando possessivamente minha pele e mexendo lentamente seu quadril contra minha intimidade – mas por que está rindo?

– Só estou feliz de ter você… Saber que é tão doce comigo… – falando em doce, não posso perder minhas chances de aproveitar seu gosto. 

Tomei seus lábios pra mim num beijo enquanto encaixava seu pênis na minha entrada, fazendo nossos gemidos serem abafados pelo selar de nossas bocas. 

[...]

– Sabe, eu queria mudar… Mas eu não… Eu não vejo um porquê exatamente, na verdade eu me senti desconfortável por pensar que minha namorada não sentiria atração por mim, assim como me sinto mal quando me olho no espelho – dizia deitado comigo na cama brincando com meu cabelo. Eu estava ao seu lado o abraçando enquanto ele estava de barriga pra cima, já tínhamos nos arrumado pra dormir, Jimin teve que escovar os dentes com seu dedo indicador e agora estava só de cueca ao meu lado por não ter roupas suas aqui, mas tudo sob controle. 

– Mas, amor, se você se sente tão mal consigo mesmo você tem que tomar uma atitude e mudar seu corpo, senão você vai se sentir pior a cada vez que se olhar no espelho. 

– Ah, eu sei… Mas sei lá… Pelo menos depois de hoje eu me sinto muito melhor, não tem nada melhor do que se sentir amado – finalmente sorriu pra mim naquele momento, não pude evitar lhe roubar um beijo. 

– Hm… Eu definitivamente acho que você não precisa, mas se puder te agradar… Se eu for na academia com você seria um incentivo? Talvez você só precise de um empurrãozinho pra deixar de procrastinar. Podemos treinar juntos, te faço companhia, mochi.  

– Mesmo? Faria isso por mim? Mas você não precisa emagrecer nem nada… Você é perfeita. 

– É lógico que eu iria com você. Eu não sou perfeita, Minmin, posso estar bem comigo mesma, mas academia faz bem pra saúde tanto física quanto mental. Se você se sentir melhor com isso, pode ter certeza de que eu vou adorar ir com você na academia no nosso tempo livre. Mas vai ter que ser semana que vem, ok? Nesta sexta o restaurante vai ter uma visita especial – ai… Não quero nem ver o que será de nós com esse crítico. Prefiro ver o rostinho fofo do Jimin pelas coisas que eu dissera.

– Quando você puder então me avisa. Só você pra me convencer disso… Nós podíamos fazer aulas de dança, meu amigo Hoseok sempre fez dança e parecia muito legal… Mas e no restaurante, como acha que vai ser na sexta-feira?

E assim ficamos conversando até cairmos no sono. Por incrível que pareça, o pensamento que mais ficou na minha cabeça foi o fato de meu namorado estar se sentindo confortável pra ficar só de cueca do meu lado, antigamente ele nem sequer gostava de tirar a própria blusa em minha frente. 

 


Notas Finais


I gotta say something i've been thinking about.
I can't wait to lay around with you.
And tell you all the secrets i've been keeping to myself.
It's been awhile since i've felt butterflies.
Do you feel the same way too?
If every single second could last that much longer.
Would you hold me?
[...]
I gotta say i wasn't expecting you
To come this way and fall into my arms.
And now i know i can't deny this feeling any longer.
I close my eyes, i can't stop thinking about you.
Crack a smile, i just can't lose.
At a mile a minute my heart beats to the limit when i'm with you.

– Kiss Me Again | We Are The In Crowd

Essa música do final eu acho que acabei colocando mais em consideração ao trecho do Lucas, mas ainda sim lendo de determinada forma também consigo interpretar de acordo com o restante do capítulo.

Aliás, queria vir me desculpar aqui embaixo pelo hot cagado, eu realmente queria colocar os pensamentos da Gabriela misturados no meio das ações já que é a primeira vez em que ela e o Jimin fazem sexo, mas com o passar do tempo vou tratar de trazer uns momentos mais elaborados e focados tentando deixar similar também às letras das músicas que coloquei lá em cima, já disse que amo essas três músicas?
Mas enfim, espero que tenham gostado mesmo assim 💕


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