História Eu preciso ouvir você dizer - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Mark, Youngjae
Tags 2jae, Choi Young Jae, Got7, Im Jae Bum, Romance
Visualizações 34
Palavras 3.778
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


➝ Para ParkLucy.
➝ Obrigada por sempre me incentivar a continuar escrevendo, suas histórias me inspiram.

Capítulo 1 - Capítulo único - Preciso ouvir você dizer


Será que conseguirei te carregar?
Será que minha insegurança
Não fará você me abandonar?
— GOT7, Eclipse.

 

E u P r e c i s o 

O u v i r  V o c ê 

D i z e r

Choi Young-Jae ♦ Im Jae-bum 

— Oi.

— Oi.

Meu coração começou a bater mais depressa. Isso me fez perceber o quanto eu queria me aproximar mais de Jae-bum, mesmo tentando controlar meus sentimentos para não me machucar. Examino seus olhos, seu rosto, ciente de que tenho apenas alguns segundos para escolher entre ficar ou fugir.

Depois da briga que tivemos ontem, eu nem deveria estar aqui. Eu sabia desde o inicio que isso não daria certo. Talvez seja melhor dar a nós o tempo necessário para nos acalmarmos. Mas por que eu ainda continuo insistindo? Está claro que isso não nos levará a lugar algum.

— Posso entrar? — A minha voz saiu rouca, tímida.

Droga, eu estava me rendendo aos poucos.

— É claro que pode.

O sorriso provocante nos lábios de Jae-bum acabou com as minhas expectativas no momento em que entrei em seu apartamento. Eu já sabia o que estava prestes a acontecer. Mas dessa vez — apenas uma vez — não poderia ser diferente? Ele havia me mandado uma mensagem de texto, mas não é por causa dela que eu estou aqui.

Cruzei os braços enquanto caminhava nervoso pelo cômodo. Não pude deixar de notar as poucas garrafas vazias de cerveja em cima da pequena mesa de vidro na sala de estar. Franzi as sobrancelhas, confuso. Por que ele está bebendo sozinho? Apesar de parecer, isso não é normal.

Eu o conheço melhor do que ninguém e sei muito bem que Jae-bum não gosta de beber, muito menos sozinho. Será que ele trouxe alguém para cá antes de me chamar? Droga, só de pensar nessa possibilidade o meu estômago se embrulha. Eu quis perguntar, mas fiquei com medo de saber a resposta. E também porque eu não tenho o direito de saber o que ele faz ou deixa de fazer. Não é da minha conta, certo? Nunca foi.

A porta da varanda está aberta, deixando uma brisa fresca adentrar no ambiente. Tudo parece tão familiar, mas tão diferente ao mesmo tempo. Por alguns minutos fiquei encarando o sofá marrom, lembrando-me dos momentos em que nos divertimos juntos. Das trocas de caricias e risadas por longas horas da madrugada.

A porta do banheiro também está aberta e pelo cheiro de sabonete masculino no ar, tentei não pensar muito em Jae-bum embaixo do chuveiro, enxaguando o corpo molhado com as próprias mãos. Ou na primeira vez que tomamos banho juntos, houve apenas risadas, beijos e caricias. O sexo aconteceu depois disso, nesse mesmo sofá.

Droga. Eu não quero pensar nisso agora, não hoje.

— Por que me chamou, JB? — Perguntei.

Passei a mão nos fios do meu cabelo agora tingidos de loiro enquanto suspirava cansado. Já era tarde, o resto dos garotos deveriam estar em suas camas descansando, mas os pensamentos mais barulhentos em relação à Jae-bum me impediram de dormir mais cedo. Eu estava prestes a enlouquecer no silêncio do meu quarto quando ele me mandou a mensagem, me pedindo para vir.

— Como assim o “por que”?

Quando nossos olhares se encontraram, tive a certeza de que meu plano de apenas conversar não daria certo. Eu queria falar sobre o que aconteceu ontem, ser sincero em relação aos meus mais profundos sentimentos, queria que ele soubesse o que estou sentindo de verdade. Mas estava com medo de perdê-lo também, afinal, Jae-bum sempre fora discreto demais, sempre tomou cuidado para não se envolver emocionalmente com alguém, já que uma vez teve o seu coração partido.

Ainda lembro-me de ouvi-lo soluçar na madrugada, com a cabeça no meu colo. Lembro-me de querer dizer tantas coisas e acabar ficando calado. Eu não me importava de ficar acordado até tarde apenas para ouvi-lo desabafar sobre uma garota que partira o seu coração em mil pedacinhos. Mas agora, quem é que precisa de colo? E quem vai me ninar até o sol nascer? Quem vai ouvir minhas besteiras enquanto eu estiver bêbado e me sentir sozinho?

Senti o meu coração se apertar, e pela primeira vez eu não sabia mais o que fazer. Senti-me como um adolescente novamente, sozinho com uma garota muito atraente pela primeira vez na casa dos pais dela. Era eu quem sempre tomava a iniciativa, e agora estava com os olhos cheios de lágrimas.

Senti-me exausto, pesado, machucado demais para me mexer. Estava envolvido demais nessa situação para continuar com essa história de sermos apenas amigos. Eu estava cansado de fingir. Eu não quero força-lo a ficar comigo, mas não vale a pena me torturar desse jeito apenas para satisfazer o seu prazer.

Jae-bum usava uma calça de moletom cinza com o tecido grosso que colava ao corpo, o elástico da cueca boxer estava aparecendo.

Esfreguei os olhos, impedindo as lágrimas de caírem. Eu não posso chorar agora. Não com ele me olhando desse jeito. A expressão no seu rosto era uma mistura de raiva e compreensão. E acho que ele finalmente percebeu o quão envergonhado eu estava me sentindo.

Abri a boca para finalmente começar a protestar, mas minha voz morreu quando Jae-bum agarrou a lateral do meu rosto com as duas mãos e esmagou os lábios nos meus. Minhas costas bateram com força na parede, logo senti as mãos firmes e geladas de Jae-bum apertarem a minha cintura por baixo do meu moletom rosa favorito, acariciando a minha pele, provocando-me.

Que merda. Eu estava mesmo prestes a chorar? Fiquei com o corpo rígido por um segundo ou dois antes de me render por completo ao seu toque. O que quer que esteja acontecendo entre nós, eu sabia que Jae-bum precisava de mim por perto, de algum jeito.

Eu tinha passado a maior parte da noite tentando formular o plano perfeito para colocarmos um ponto final nessa relação. Mas com Jae-bum tão próximo, eu não conseguia pensar em nada além do maravilhoso gosto da sua boca. Ele estava tão próximo que eu conseguia sentir a sua respiração baixinha e o ar quente que sai da sua boca na minha pele, arrepiando-me enquanto descia os beijos pelo meu pescoço.

— Não, espera. — Eu disse quase como um sussurro desesperado quando as mãos dele puxaram meu moletom para cima, arrancando o tecido grosso do meu corpo com força, quase como se não aguentasse mais esperar.

— O que foi? — Jae-bum perguntou se afastando apenas para tirar a blusa escura e joga-la no chão.

— Eu estou com medo. — Finalmente admiti. Meu coração estava gritando. Sinto-me como um carro em alta velocidade. Não sei se paro de vez ou acelero mais. Ambas as opções são perigosas, e eu estou com medo de me machucar.

— Ah, por favor. Já fizemos isso várias vezes. — Jae-bum diz tentando soar convincente, esticando um dos braços até a minha nuca e me puxando para mais perto. Dessa vez, estamos mais próximos do que nunca, colados, corpo a corpo.

Senti cada pelinho do meu corpo se atiçar por causa do seu toque, e por baixo da sua calça eu podia sentir que outra coisa estava fazendo o mesmo. A briga que tivemos ontem parecia insignificante agora e qualquer que fosse o motivo — para Jae-bum — não importava mais.

Eu achava que disfarçava bem os meus sentimentos por ele, mas agora estou começando a pensar que Jae-bum realmente não se importa com isso. Será que ele está ignorando ou é apenas a minha imaginação?

Agora, nossos lábios se tocam com mais vontade, com mais desejo e excitação em um ritmo descontrolado e frenético. Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço, apertando os fios negros do seu cabelo com força até ouvi-lo soltar um gemido baixinho. Apesar de estar emocionalmente fraco, eu adorava sentir o seu toque, adorava a sensação de ser o único a vê-lo perder o controle.

Meu Deus, o que eu estou fazendo?

— Nós po-podemos con-conversar? — Eu gaguejei cambaleando de costas em direção ao quarto, com Jae-bum me empurrando. Ele se inclinou pressionando os lábios contra os meus com uma delicada doçura. Entreabri os lábios deixando que sua língua encontrasse o caminho até a minha em um beijo perfeito.

Droga. Eu estou me rendendo, de novo.

Jae-bum desabotoou o botão da minha calça jeans e logo abriu o zíper. Agora, estávamos com os olhos fixos um no outro, aquele olhar sério e preguiçoso que me deixava cada vez mais apaixonado. O olhar que indicava que algo fantástico estava prestes a acontecer. Mas dessa vez, não seria eu quem dominaria a situação. E puta merda, eu adorava isso.

Eu mal consegui tocar os seus lábios quando senti seu toque inesperado no meio das minhas pernas. Suas mãos ágeis apertaram-me, apalpando toda a parte sensível por baixo do tecido.

— Ei, espera... Jae. Vai com calma... Ah! — Pedi, suspirando alto após o fim do beijo.

— Shhii! Para de falar, Young-Jae. — Jae-bum sussurrou em meu ouvido, arrepiando-me ainda mais. — Vamos apenas aproveitar a noite inteira fazendo coisa melhor, okey? — Ele beijou o meu pescoço, e logo o senti chupar com força a minha pele. Tenho a certeza de que uma marca ficará visível no local, mas eu nunca me importei em escondê-la.

— Espera um pouco. — Eu segurei o seu pulso, o impedindo de continuar. Jae-bum olhou para baixo, meio surpreso meio confuso. Ele estava se segurando, mas eu podia ver pelo brilho dos seus olhos que seu autocontrole não duraria muito tempo. — Eu preciso te perguntar uma coisa, mas quero que seja sincero comigo.

— O que foi dessa vez? — Jae-bum disse em um tom bravo enquanto tirava a calça de moletom, me encarando impaciente. — Fala.

— O que você quer de mim, Jae-bum?

Silêncio.

— Eu quero você. — Jae-bum sussurrou de encontro a minha boca. Com essas três palavras, todas as minhas forças se foram. Meus dedos deslizaram pelas suas costas até tocarem o elástico da boxer vermelha, e eu apertei com força a sua bunda gostosa. Seus lábios foram ficando cada vez mais impacientes, e eu caí de costas em cima do colchão.

— Você me quer? — Perguntei, apenas para confirmar se havia ouvido certo. Jae-bum sorriu enquanto beijava e lambia a minha barriga, descendo até a região abaixo do meu umbigo. Era isso o que ele queria? Deixar-me imune à suas brincadeiras de sedução? Se for, está dando certo.

Quando suas mãos puxaram o tecido fino da minha cueca preta, não pude deixar de ficar vermelho ao observar a expressão satisfeita no rosto de Jae-bum ao ver que meu pau estava totalmente duro.

Apoiei os cotovelos na cama, respirando com certa dificuldade. Eu tentava lutar contra cada célula do meu corpo para sair daquela prazerosa armadilha, mas era impossível. Jae-bum sabia os meus pontos fracos melhor do que ninguém. E agora que tínhamos dado o primeiro passo, eu não tinha mais a intensão de parar.

Jae-bum botou a língua para fora e no momento em que colocou a boca no meu pau, instintivamente agarrei os lençóis com força. Eu tentava me segurar, tentava não fazer muito barulho para não chamar a atenção do Mark — que estava dormindo no quarto ao lado. Mas eu não conseguia controlar. A maravilhosa sensação da sua boca molhada e quente deslizando por toda a extensão do meu membro era incrível. Jae-bum usava as duas mãos para massagear-me enquanto a sua língua lambia e provocava a região mais sensível.

Eu segurei os seus cabelos com uma das mãos olhando fixamente em seus olhos. Sua cabeça ia para cima e para baixo, e enquanto o enfiava mais fundo na garganta, mais alto eu gemia.

— Jae-bum... Jae-bum!

Minhas pernas começaram a ficar bambas. Aquilo não era um bom sinal. O seu maravilhoso olhar parecia implorar para sentir o meu gosto, logo senti minhas bochechas ficarem vermelhas. A palma da sua mão deslizou suavemente pela lateral do meu corpo, apertando minha bunda de um jeito carinhoso.

Eu não aguentava mais. Vi seus olhos se fecharem em êxtase quando sua boca ficou cheia. Jae-bum engoliu sem dificuldade alguma o líquido e logo sorriu, enquanto eu me contorcia levemente por causa do imenso prazer.

— Eu adoro quando você geme o meu nome.

Ele se inclinou e me deu um beijo suave, mas antes que eu pudesse tomar qualquer iniciativa, Jae-bum me virou de bruços e pressionou o peito contra as minhas costas. Seus lábios estavam na minha orelha, e quando senti o seu dedo indicador e o do meio perto do meu queixo, eu os enfiei na boca, chupando-os em um gesto imediato.

— Peça, Young-Jae. — Jae-bum ordenou baixinho com a voz rouca. 

Espera. O que? Ele estava mesmo fazendo uma vingança contra mim? Ele queria mesmo me ver implorar para senti-lo, como eu havia feito? Seu pau estava aninhado no meio da minha bunda, roçando no ponto exato onde eu queria que ele me tocasse.

Como se estivesse lendo os meus pensamentos, Jae-bum tirou os dedos da minha boca, e não demorou muito para eu senti-los entrar em mim.

— Ah... Jae-bum! — Eu mais gemi do que falei.

Eu não precisava virar o rosto para saber que ele estava sorrindo. Jae-bum beijava a parte macia atrás do lóbulo da minha orelha, me deixando incapaz de pensar direito enquanto usava os dedos para me provocar.

Estiquei o braço para trás e segurei seu membro grosso, que parecia gritar pelo meu toque. A sensação de tocá-lo era incrível. Comecei movendo a mão bem devagar, depois mais depressa até sentir a sua me impedir de continuar.

— Não faz isso, baby. Ainda não. — Jae-bum suspirou em meu ouvido. — Preciso ouvir você dizer.

Ele me chamou mesmo de baby?

Talvez eu esteja imaginando coisas.

— Então, faça logo, por favor. — Implorei, ofegante.

Eu senti os seus dedos saírem de dentro de mim com certa brutalidade, aquilo me fez soltar um gritinho baixo e cobrir a boca logo em seguida. Jae-bum soltou uma risadinha gostosa, se inclinou e me deu um beijo longo e apaixonante.

Eu me posicionei na cama com os joelhos afastados, fechei os olhos e esperei. Jae-bum enfiou só a cabeça e eu quase estremeci. Ele segurou firme a minha cintura e levantou meu quadril para erguer um pouco mais a minha bunda, logo começou a me penetrar lenta e controladamente.

Puta. Que. Pariu.

Quando ele começou a se mexer mais rápido dentro de mim, apoiei a minha testa no colchão, agarrando o tecido com força com as mãos. Lágrimas começaram a brotar em meus olhos. Eu achava que sabia o que era sexo bom, mas isso... era algo mais profundo. Jae-bum assumia o controle do meu corpo como ninguém, me tocava como se o meu corpo fosse um instrumento que somente ele sabia tocar com perfeição.

Eu estava chorando porque o amava.

Ainda dentro de mim, Jae-bum se inclinou com cuidado e continuou transando comigo. Ele segurou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos. Meu corpo estava tomado por uma intensidade tão grande, que eu não sabia mais o que sentir. Essa sensação me envolveu por completo, eu gemia baixinho enquanto ela viajava como eletricidade pelo meu corpo.

— Porra. Baby, continua fazendo esse barulho. — Jae-bum disse, sem fôlego. Eu sempre gostei de ouvir coisas durante o sexo, mas a sua voz grave era a coisa mais sexy que eu já tinha escutado. Cada vez que ele abria a boca, meus músculos sofriam espasmos.

Eu estava completamente entregue a ele.

Puta merda, eu pertencia à dele.

— Eu nunca vou me cansar disso. — Jae-bum cobriu o meu pescoço com beijos suaves, enquanto gemia descontroladamente em minha pele. Eu apertei a sua mão quando ele mordeu firme a minha orelha e ao mesmo tempo delicadamente, da mesma forma como estava me fodendo agora.

Eu comecei a soluçar, apertando os olhos com força e deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu não aguentava mais segurar os meus sentimentos, precisava coloca-los para fora.

— Vo—Você está bem? — Ele cochichou parecendo preocupado.

Eu apenas balancei a cabeça, sem saber o que dizer. Senti uma das suas mãos deslizarem por baixo do meu corpo até cobrirem a minha boca, certamente eu estava fazendo barulhos demais. Estava sendo exagerado demais? Jae-bum encostou a bochecha na minha e prendeu a respiração conforme se concentrava, se preparando para o fim.

— Jae-bum... Ah!

Toda vez em que ele se enterrava dentro de mim, um fluxo de dor maravilhoso era enviado por todo o meu corpo, e toda vez que se afastava, eu quase entrava em pânico. Senti a sua boca procurar desesperadamente pela minha, seu suor se misturando ao meu como se nossa pele estivesse se derretendo junta. Tudo era tão perfeito quando eu estava com ele.

— Ai, Young-Jae... Isso é... Que delicia. — Ele gemeu na minha boca. Senti a umidade morna de seu esperma me invadindo. Que sensação incrível! Sempre parecia ser como se fosse nossa primeira vez. Seu gemido foi abafado quando me inclinei para beijá-lo, enquanto curtia o próprio orgasmo. Aos poucos, o seu corpo foi relaxando e tombou ao lado do meu.

Eu tentei limpar as lágrimas, mas isso só o fez virar o rosto para me encarar. Droga, o que estava acontecendo comigo? Eu preciso sair daqui, antes que as coisas entre nós piorem de vez.

Eu me sentei na cama.

— Aonde você vai, Young-Jae? — Jae-bum envolveu a minha mão com as dele. Então levou os meus dedos até os lábios e os beijou.

— Hã, estou cansado.

— Mentira. Eu te conheço, está fugindo.

— Tem razão, estou fugindo. — Eu me virei para olhá-lo nos olhos e percebi, pela primeira vez, que ele estava com uma expressão atormentada no rosto. Será que ele está sentindo o mesmo medo que eu? — Eu não posso mais fazer isso, eu não consigo.

Jae-bum deixou todo o ar escapar dos pulmões, e pareceu se passar muito tempo antes de ele suspirar outra vez. Ficamos assim, ouvindo o silêncio do seu apartamento por um tempo.

— Eu fiz algo de errado? — Por fim, ele perguntou.

— Não.

Eu vesti a minha cueca e me levantei.

— Young-Jae, eu te machuquei? — Jae-bum agarrou o meu braço antes de eu passar pela porta do quarto. Quando ele se posicionou na minha frente, me impedindo de continuar desviei os olhos dos dele. Meu coração estava tão acelerado no peito que eu tive a impressão de que Jae-bum pudesse ouvir. — Ai. Meu. Deus. Eu te machuquei?

Senti meu peito se afundar. A voz dele demonstrava tanto arrependimento quanto mágoa, e aquilo mexeu comigo.

— Você... Não. Você não me machucou, Jae-bum.

— Então, me diz. O que está acontecendo? — Ele se aproximou, levantou o braço e tocou a minha bochecha esquerda, acariciando a minha pele levemente. — Não vai embora desse jeito.

— Que merda, eu sei que isso não deveria acontecer, e me sinto horrível por ter estragado tudo entre nós dois. — Eu me afastei, preparando-me mentalmente para outra possível discussão. — Pela primeira vez na minha vida adulta, eu me deixei envolver em uma relação sem compromisso, em uma situação na qual eu perdi totalmente o controle. E sei que cometi muitos erros, mas estar com você não é um deles.

— Young-Jae...

— Não, espera. Me deixa terminar. — Os seus olhos estavam mergulhados nos meus, meu estômago estava embrulhando e eu não estava mais pensando direito. Tudo o que eu queria era que ele me ouvisse dizer. — Eu tenho uns sentimentos bem fortes aqui, e acho que você também. Sei que você não gosta de sair da sua própria zona de conforto, mas também é assustador para mim estar apaixonado por você.

A expressão em seu rosto mudou.

Eu estava começando a me sentir um idiota quando ele disse:

— Eu também estou com medo, Young-Jae. — Okey, isso me pegou de surpresa. — Sei que não demonstro os meus sentimentos muito bem, mas quando estou com você sinto que posso ser eu mesmo. — A sua voz era baixa, mas o tom continuava firme como se tivesse total certeza do que estava falando. Será que ele está bêbado? Não, Jae-bum não fala muito quando está bêbado. — Eu me sinto completo com você. E quando a gente brigou ontem, a maneira como você bateu a porta depois de ir embora me enfureceu. Eu quis correr atrás, mas estava envergonhado demais para pedir desculpas. Porra, me desculpa, Young-Jae.

Eu estava congelado. Não sabia se era real ou não.

— Ah, não. Ai, merda. — Falei para mim mesmo.

— Eu não sabia o que fazer, estava com medo de você nunca mais olhar na minha cara depois das palavras horríveis que eu disse. — Jae-bum se aproximou mais de mim e segurou firme os dois lados do meu rosto. — Mas eu falei sério quando disse que quero você.

Fechei os olhos e abaixei a cabeça, estava sentindo um alivio tão grande por saber que ele sentia o mesmo por mim.

— Young-Jae? — Ele sussurrou o meu nome. — Você estava chorando porque eu te machuquei?

Soltei uma risada nervosa e voltei a me sentar na cama.

— Não. Já disse que você não me machucou. — Passei a mão nos cabelos enquanto ele se aproximava de mim. Jae-bum ergueu o meu queixo com os dedos, fazendo-me levantar a cabeça para olha-lo nos olhos.

— Eu. Nunca. Nunca vou te machucar.

Ele beijou a minha testa. Passei os dedos delicadamente pelos seus cabelos, acariciando-os e sentindo a macies.

— Eu te amo. — Finalmente admiti em voz alta.

As sobrancelhas escuras dele dispararam para cima. Ele abriu a boca, mas não falou nada, apenas sorriu. Em seguida, colou os lábios nos meus, me deitando novamente no colchão.

Abri a boca, o envolvendo em um beijo doce, começamos a movimentar nossas línguas e meu corpo parecia implorar pelo calor do seu toque. Eu o beijava da maneira mais intensa e apaixonante do que jamais beijei alguém.

— Jae-bum, espera ai. — Eu gemi entre um beijo e outro. — Você quer... de novo?

— Sim, eu quero. Você me deixa louco, Young-Jae. Ninguém nunca me fez perder o controle desse jeito. — Ele desceu os lábios pelo meu pescoço. — Eu disse que nunca vou me cansar disso e eu não me importaria se o mundo desabasse à minha volta se eu estiver com você.

Eu sorri um pouco sem jeito.

Eu segurei firme os seus ombros e o empurrei, invertendo as posições. Fiquei por cima dele, admirando o brilho dos seus olhos por alguns minutos antes de ele me surpreender:

— Eu também te amo.

Meu coração se aqueceu com aquelas palavras. Jae-bum balançou a cabeça ao deixar um largo sorriso escapar nos lábios. Suas bochechas logo ficaram rosadas. Ele me envolveu com os braços e me puxou para perto, escondendo o rosto no meu peito. Eu sabia. Sabia que nos seus braços era o meu lugar, e eu jamais o faria sofrer novamente.

— Jae-bum? — Sussurrei em seu ouvido.

— Hum?

— Agora é minha vez de fazê-lo implorar de verdade, baby.


Notas Finais


Eu enrolei demais para escrever essa One-Shot e era para ela ter ficado menor, acredite, mas acabei me empolgando demais. (Eu até ia continuar a cena, fazendo o Young-Jae torturar o Jae-bum) Tadinho... Mas decidi parar por aqui u.ú Eu nunca escrevi algo do tipo, mas adorei explorar mais esse meu lado criativo e já estou aberta a novas sugestões (hehe). Também explorei bastante os sentimentos do Young-Jae, mas será ficou muito enjoativo? Sinta-se a vontade para deixar sua opinião, ela é muito importante também ღ

Bem, é isso.
Beijos e obrigada por ler até aqui.


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