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História Eu Prometo - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oooi, como estão? Passando rapidinho para dar mais esse mimo a vocês, espero muito que gostem!! ❤️

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Eu Prometo - Capítulo 11 - Capítulo 11


Violetta Castillo


Estamos no hospital esperando por alguma notícia há um pouco mais de uma hora. León está calado há um bom tempo, depois que quase surtou com todos aqui dentro querendo saber notícias de Sophie. 


Aparentemente ela estava com febre desde ontem de noite, e hoje de amanhã ela se agravou bruscamente. 


A Sra. Vargas também não esconde o nervosismo, ela está sentada ao meu lado e já a ouvi fungar diversas vezes, não tenho dúvidas que ela está chorando baixinho. 


Eu não sei o que fazer e nem como agir, nunca pensei que eu passaria por isso com eles. 


-E-eu, eu vou ao banheiro - A Sra. Vargas avisa, enxuga o rosto com as mãos e se afasta. 

Observo seus passos lentos até o fim do corredor, então me viro para Leonard ao meu lado. 


-León? - sussurro, mas ele nem se move - Ei! 


-Hm? 


-Você quer alguma coisa? Água... não sei - Eu realmente não sei como ajudar. 


-Eu só quero saber da minha filha - ele suspira enquanto não para de encarar um quadro na parede - Apenas isso - Me encara - Mas você pode ir, não é obrigação sua ficar aqui. 


-Mas eu vou ficar! - Digo com firmeza. Não suporto ver pessoas que precisam de ajuda sozinhas, seja quem for. 


-Certo. 


Continuamos sentados com essa angústia que só cresce dentro do peito. 


Médicos e enfermeiros iam e viam, às vezes davam ótimas notícias, arrancando suspiros e sorrisos de algumas pessoas. Todavia, outros infelizmente não traziam notícias tão boas, várias vezes alguns familiares e amigos saíram chorando da sala de espera. 


Ver isso só me angustiava mais, não só eu, mas León e a Sra. Vargas também.


-Acompanhantes de Sophia Caire Vargas? - Nós três saltamos da cadeira  enquanto a doutora se aproxima quase uma hora e meia depois de espera. -Vocês são os responsáveis? 


-Eu sou pai - León se manifesta - Onde ela está? Cadê a minha filha? 


-León, calma - sua mãe pede. 


-Ela está bem, descansando agora - suspiro aliviada - O que ela tem não é gripe, não é virose ou alguma doença infecciosa. 


-Então o que é? - indago. 


-Sophie, pelo o que parece, apresenta um caso de, como posso dizer… saudade. 


-Saudade? Que mal isso faz? - León franze o cenho. 


-Faz muito mal a saúde quando vira um distúrbio sentimental. Ela é pequena, cerca de quatro anos, certo? - León assente - Ela se separou de alguém que era muito apegada antigamente? De modo repentino? 


Acredito que estou entendendo aonde a doutora está querendo chegar, mas torço para não ser o que estou pensando. 


-Minha esposa morreu há dois anos - León comenta com peso nas palavras - E desde então, eu… - ele pausa - nos separamos bastante. Espera! - ele exclama quando parece perceber aonde a doutora quer chegar. Eu temia que fosse isso. - Então é culpa minha? 


-León… - Sua mãe tenta interferir, mas não consegue. 


-Ela adoeceu por minha culpa? É isso que está me dizendo? - Vejo seus olhos se encherem de lágrimas. 


Ele realmente parece mal, abatido. 


-Não por culpa sua, mas ela certamente não está acostumada, e isso afetou o sistema imunológico dela. 


Ele suspira pesadamente, suas pernas parecem fraquejar, pois se joga no banco de espera. Passa as mãos pelo cabelo de forma agoniada e a encara. 


-Eu posso vê-la? - ele suplica - Por favor. 


-Agora não, assim que trouxemos ela para o andar debaixo eu aviso a vocês para serem liberados, ok? A febre está abaixando com os medicamentos, e logo logo ela deve acordar.  


León assente, e sua mãe senta ao seu lado após fazer algumas perguntas para quem está cuidando de Sophie. 


-Obrigada - agradeço a médica por eles, que abre um pequeno sorriso de conforto e sai. 


-Eu não acredito que tudo isso foi culpa minha, não acredito! - Sua voz sai falha, quase não consegui compreender. 


-Não é culpa sua, filho - sua mãe passa a mão por seu cabelo, mas ele mesmo se afasta do contato. 


-Como não, mãe? A mãe da Sophie morreu pouco tempo depois dela ter completado três anos, é óbvio que ela iria sentir saudade, é pequena demais para tanto, e eu fiz o quê? Me distanciei, fui um covarde, péssimo pai e ainda ferrei com a saúde da minha filha. 


-León… - Ele me encara, respira fundo e se levanta - Onde você vai?


-Só preciso sair, irei ao jardim - observo-o se afastar encarando o chão, com os ombros encolhidos. 


É estranho vê-lo assim, e mais estranho ainda é saber tudo de uma vez sobre tudo isso. 


Eu não sabia sobre a esposa de León, sobre essa "relação problemática" com a filha… Naquele dia na empresa eles não pareciam ser distantes, ou pelo menos não entendi e intérprete bem o que estava se passando entre eles. 


-Obrigada por ter acompanhando meu filho, eu não sei o que poderia ter acontecido no caminho para cá se ele estivesse dirigindo - A Sra. Vargas sorri para mim com lágrimas nos olhos - Ele é o meu bem mais precioso além da minha neta, e… - sua voz se perde em meio às lágrimas - Mas eu o perdi, sabe. Perdi quando ele perdeu a Stephie, ele morreu por dentro também, eu sinto que perdi meu filho e não sei se vou conseguir encontrá-lo novamente. 


À medida que ela desabafa, eu só consigo pensar em tudo que aconteceu na vida de León, eu não imaginava nada disso. 


Quando percebo, ela está chorando ainda mais forte. 


Sem saber muito bem o que fazer, seguro sua mão e aperto, tentando demonstrar conforto. 


-Você pode ir ver onde meu filho está? Não gosto da ideia dele estar sozinho por aí - Ela me pede. 


-Eu não quero deixar a senhora sozinha aqui também. 


-Meu marido já está chegando, querida, não se preocupe comigo. É León quem me preocupa nesse momento. 


Com custo, assinto. Aperto sua mão mais uma vez e ela sorri, sussurrando um "obrigada" em seguida. 


Percorro os corredores do hospital seguindo as instruções das placas, ainda pergunto a dois enfermeiros onde fica a passagem para o jardim mais rápido possível. 


Quando saio do prédio, avisto León sentado em um dos banco de imediato. Ele está chorando, isso é muito nítido. 


Continuo me aproximando, ainda impactada com a situação.


-Por favor, me deixa sozinho - ele murmura com a voz rouca. 


-Você precisa de alguém com você, e esse alguém será eu - digo firme, mas ainda com receio. Ele ainda é o meu chefe, todos da sua família são meus chefes.  


-Minha mãe que pediu para vir atrás de mim, não é? 


-Ela está preocupada com você, não faz por mal. 


Ele solta um mínimo ar de riso, ainda sem me encarar e enxuga o rosto com as mãos. 


-As vezes eu acredito que, se eu sumisse de uma vez da vida de todos, eles ficaram bem melhores do que estão agora, porque aí o drama acabaria de vez. 


-Ele não acabaria, só aumentaria - afirmo. -Acredite, eu já passei por isso.  


-Perdeu a pessoa que mais amava na vida e fudeu com a saúde da própria filha? -  Respiro fundo. 


Não é um assunto que eu goste de tocar no momento. 


-Não, pensar que tudo resolveria como em um passe de mágicas se eu simplesmente sumisse da vida de todos - murmuro - Acredite, isso é a maior ilusão que existe. 


-Eu me sinto a pior pessoa do mundo, Sophie não merece nada disso, não mesmo.  - Ele finalmente levanta o olhar e me encara. Seus olhos estão inundados. 


-Por que… por que você não se aproxima dela de vez? 


-Acha que é fácil? - ele indaga. 


-Não, sei que não deve ser, mas pelo o que entendi dessa história toda, na primeira oportunidade que você tem de fugir quando vocês começam a se aproximar mais, você foge e não volta. Ignora. - Ele se cala. -Sei que nao devo me meter, você ainda é meu chefe querendo ou não, mas… 


-Tudo bem - murmura. -Obrigado por ter ficado. 


-Sem problemas. - assinto - Vamos voltar? Seu pai já deve ter chegado, e talvez você já possa visitar sua filha. 


Maneio a cabeça e estendo a mão para ele. 


-Vamos, León - Ainda receoso, ele segura minha mão e se levanta. 


Voltamos em silêncio para a sala de espera pediátrica. Como imaginado, o Sr. Vargas já havia chegado. 


-Eu já ia chamar você - O Sr. Vargas se aproxima de nós dois e abraça León - Sophie acordou, e você ja pode vê-lo. 


Espero um sorriso se abrir no rosto de León, mas nada acontece. 


-Eu não sou a pessoa certa para isso, ela vai...ela - ele se atrapalha nas próprias palavras - Não quero mais causar sofrimento para ela. 


-A Sophie está perguntando pela avó - A médica que não atendeu mais cedo se aproxima - A senhora pode entrar se quiser. 


-Ela perguntou por mim? - León pergunta.


-An, não - A médica responde um pouco confusa - ela apenas me pediu para chamar a avó. 


León assente e senta na cadeira derrotado. 


-Filho… 


-Não mãe, entra - ele suspira - Ela precisa de você, precisa que você cuide dela assim como você cuidou durante esse tempo todo. 


A Sra. Vargas parece dividida, não consegue decidir se vai ou não. 


-Vai, Esmeralda, eu fico aqui com ele. - O Sr. Carlos diz. 


Depois de poucos minutos, a Sra. Vargas acompanha a médica até o quarto de Sophie. León está calado chorando baixinho e seu pai está abraçado com ele enquanto isso. 


Minutos depois não ouço mais o fungado de León, nem as palavras de consolos do Sr. Vargas. Há apenas um silêncio perturbador. 


-Violetta? - ouço o Sr. Vargas sussurrar - Posso te pedir um favor? 


-O que o senhor quiser.


-Vai na casa do León pegar umas roupas para ele? Eu até iria, mas acho que ele cochilou aqui e não quero soltá-lo.


Eu não me sinto muito à vontade indo a casa de León, mas assinto. 


-Só pega umas roupas, eu conheço ele e sei que não vai querer deixar Sophie aqui no hospital até que ela saia. 


-Onde ele mora? 


-Espera - ele tateia o bolso e me entrega o chaveiro com algumas chaves. - Pode ir, vou lhe mandar o endereço pelo whatsapp agora. 


-Com licença, Sr. Vargas. 


Observo León descansando nos ombros dos pais e me afasto, pedindo mentalmente para que tudo se resolva logo. 


Chamo um táxi para buscar o que meu chefe né pediu, não consigo parar de pensar em tudo o que aconteceu.  


Quase não percebemos quando o carro é estacionado. Estou tão perdida no vazio que surgiu dentro de mim que estou área para o mundo real. 


-Chegamos, moça. 


-Ah, obrigada. 


Pago o trajeto e desço do carro. A casa de León é absolutamente enorme, deve ser mais que o triplo do meu apartamento, com toda certeza. 


Giro uma, duas, três chaves na fechadura e abro a porta quando descubro que a certa é quarta, a sala está impecável, mas isso já era de se esperar. León é muito cuidadoso com as coisas dele. 


Subo até seu quarto e procuro pelo closet. 


Fico um pouco nervosa por está mexendo em suas roupas, mas como foi o seu pai que pediu - vulgo, meu chefe - coloco algumas coisas em uma bolsa que encontro pendurada no cabide perto da porta. 


Ao sair do closet, paro para observar o quarto de León com cuidado. Além da cama enorme no centro do quarto, o edredom escuto combina muito bem com o papel e parede e o tapete. 

  As fotografias nos porta-retratos em cima da cômoda me chama atenção, em especial. 


Fotos dele sozinho, dele com Sophie, com seus pais, e com uma mulher que não conheço, acredito que sua esposa falecida. 


Ao olhar mais para o lado, encontro uma caixa que me chama atenção, e não consigo parar meus passos enquanto me aproximo. 


São cartas, todas com letras desenhadas no verso. Algumas parecem estar abertas, mas me contenho e não leio, isso já é invadir privacidade demais. 


"Stephie Vargas" 


As cartas são da esposa dele! Oh sim! O nome dela está escrito em todas as cartas. 


Mordo os lábios sem saber se devo fazer o que estou pensando ou não. 


Estou estrapolando vários limites de subordinado e chefe, mas sinto meu coração comandar minhas ações enquanto pego as cartas e coloco na minha bolsa. Ele está precisando ouvir/ler palavras da pessoa que ele certamente mais amou algum dia na vida. E pelo visto, ainda ama. 


Volto para o hospital pensativa, estou com medo de ter feito o errado em ter pegado essas cartas. Não posso ser demitida. 


Além de que, não quero causar mais dor para essa família. Já passaram - e estão passando - por muito. 


-Desculpe pela demora - Entrego a mochila para Sr. Vargas, que ainda está na ala de espera com León. Ele está acordado agora, fitando o nada e vagando por seus pensamentos. 


-Obrigado, Violetta. - Um pequeno sorriso abre em seu rosto brevemente. 


-Por nada - assinto sentado ao lado de León. - León, eu trouxe uma coisa para você. - Ele me olha com os olhos vermelhos, mas não diz uma palavra. Respiro fundo e abro minha bolsa.  - Me desculpe por ter mexido nas suas coisas, mas acho que você precisa disso.


-O que? 


-Isso. - Pego algumas cartas na mão. Ele arregala os olhos, mas não fala nada. - Eu acho que você precisa disso, deve ser muito importante para você. 


-Você leu? - Dispara. 


-Não, não mesmo. - Nego, antes dele pensar o pior - Mas acho que você precisa ler. 


Estou encarando-o com medo, estou esperando por alguma reclamação ou surto, mas nada veio. Pelo contrário, ele me agradece. 


-Eu precisava mesmo, obrigado.  


Notas Finais


Espero que tenham gostado e ate breve!

Ps: tô muito feliz por saber que vocês estão gostandooo!


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