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História Eu Prometo - Capítulo 25


Escrita por: webtinita

Notas do Autor


OIII, COMO ESTÃO?
postando rapidinho um novo capítulo para vocês, sz
Sei que vocês vão gostar ❤️

Capítulo 25 - Capítulo 25


Fanfic / Fanfiction Eu Prometo - Capítulo 25 - Capítulo 25

Violetta Castillo


Tento, de todas as formas possíveis, parar de alimentar o sentimento que cresce por León dentro de mim, mas ele definitivamente não me ajuda. 


Estou tentando lutar contra o fato de que quero beijá-lo bem aqui, no restaurante, sem me importar com as outras pessoas ao nosso redor. 


Quero sentir seus lábios nos meus de novo, sentir suas mãos passeando pelo meu corpo, quero senti-lo. 


Merda, Violetta! 


Ele afirma que posso confiar nele - para falar a verdade, eu confio, mas não sei se devo realmente contar sobre tudo. 


-Você e seu irmão pareciam terem se visto a bastante tempo. - Ele comenta enquanto observo-o seu rosto - mais precisamente sua boca - com calma. 


Suspiro. 


Há alguns minutos Fede me mandou umas mensagens, que em partes me deixou com mistas sensações. 


Raiva, medo, culpa… tudo. 


"Oi Vi, vc chegou bem?"


"Mudei seu contato para Vitória, então entra na personagem"


"Tô com saudade já, afs"


"Papai descobriu que faltei na aula de taekwondo hoje, merda"


"Mas ele ainda não sabe que fui te ver, e nem vai saber" 


"sdd maninha, amo você" 


Merda, e se meu pai descobrir que Frederico foi me ver? E se descobrir que estamos conversando? 


Era por isso que me mantinha longe, mas a saudade me maltratava durante todo esse período. 


-Minha família não é muito… - Procuro palavras. - tradicional, eu acho. - Franzo. - Não somos muitos unidos, é isso. - Concluo desviando o olhar. 


Tanto tempo me passando por uma forte que finalmente conseguiu apertar o botão foda-se para isso, para agora estar com o coração doendo por lembrar do passado. 


Não chorar na frente de León, Violetta. 


Meu subconsciente está me ajudando muito… 


 -Eu e Fê sempre fomos muito próximos, e apesar dele ser mais novo, sempre cuidou de mim como se fosse o mais velho da casa. - Sorrio ao lembrar. - Mas… - Meus olhos se enchem de lágrimas. 


Merda. 


León percebe, e ao invés de apenas segurar minha mão como fez durante todo o jantar, ele se levanta e coloca a cadeira ao meu lado e senta, olha no fundo dos meus olhos e acaricia meu rosto. 


Merda¹. 


-Pode chorar se quiser, estou aqui e não vou a lugar algum. 


Merda². 


Respiro fundo para criar coragem e assinto. Nunca falei disso com ninguém, mas o sentimento de poder desabafar sobre isso é maravilhoso. 


-Bem, meus pais sempre esperaram por um menino, o sonho de meu pai era que seu filho - Dou ênfase. - seguisse seu sonho de ser jogador de futebol profissional. Meu pai desde sempre amou futebol, jogava muito bem, porém não seguiu carreira e queria que Frederico realizasse seu sonho. 


Dou uma pausa um pouco demorada, para tentar assimilar o que estou falando. 


León não precisa saber de tudo, não é mesmo? 


Porém, acho que demorei um pouco mais do que achei, pois León pergunta se está tudo bem. Apenas assinto e apoio meu antebraço no encosto da cadeira, virando-me para León por quase completa. 


Apoio minha cabeça em minha mão e fecho os olhos por um instante. 


-Mas meus pais não ganharam um menino, me ganharam. - Pauso. - Tive babá desde que nasci, e desde que me entendo por gente, comecei a fazer minhas coisas sozinha, ou com a ajuda da empregada. Enfim, meus pais nunca foram próximos a mim, e eu lembro que não estranhava isso, até descobrir que iria ganhar um irmão e ele se tornar o melhor prêmio que aquela casa poderia ter debaixo de seu teto. 


Calma, respira. 


-E realmente foi, Frederico era uma criança incrível... ele é uma pessoa incrível - Corrijo. - Porém, sempre que eu tentava me aproximar dele, meus pais não deixavam, se eu tocasse um dedo sequer, meu pai gritava comigo, e isso para apenas uma menina de seis/sete anos era insano demais. 


-Nossa… - León sussurra. 


-Fede começou a crescer, entrou na escolinha de futebol e era um dos melhores. Meu pai fazia questão de levá-lo para passear quase todo dia, lhe dava tudo que pedia, passava horas no quintal com ele, enquanto eu sempre fui deixada de lado. 


-E sua mãe? 


-Minha mãe o apoiava em tudo, então nunca fez nada. - Dou de ombros. - Mas Fede era o único que cuidava de mim, corria escondido para o meu quarto quando meus pais gritavam comigo, sempre foi assim. Desde que estou aqui, em Buenos Aires, decidi sumir da sua vida porque meus pais sempre brigavam com ele quando ele tentava me ajudar, então eu achava que isso iria acabar quando eu sumisse de suas vidas. 


-Mas? 


-A saudade obviamente apertou, ele sempre me mandou mensagem, mas eu nunca respondia. Mas, no Brasil, como o Sr. Finens conhece meu pai, meu irmão ficou sabendo que eu tava lá e arrumou um jeito de me ver. 


Sorrio ao contar a última parte. Frederico é realmente incrível. 


-Enfim, minha vida se resume a isso, e Buenos Aires é o local que decidi recomeçar, para não depender deles nunca mais. - Suspiro ao finalizar. - A chuva passou - Percebo e tento mudar de assunto. 


Ele me olha bem, depois se vira e chama o garçom. 


-Então vamos? 

[...]


Leonard Vargas


Apesar de não querer, eu e Violetta saímos do restaurante assim que percebemos que não estava chovendo por enquanto. 


Ainda estou em silêncio tentando processar o que Violetta me contou esta noite. Eu não imaginava nada desse tipo. 


Violetta está com a cabeça apoiada no vidro enquanto dirijo de volta para sua casa. Paro quando o sinal do semáforo fica vermelho. 


-Me desculpa - Peço me apoiando melhor no banco. Ela se vira para mim. 


-Por?


-Porque eu não sei o que dizer - Confesso. - Não sei o que dizer, de verdade, me desculpe.


Peço mais uma vez derrotado. 


-Tudo bem - Um riso baixo se escapa de seus lábios, mas um riso triste. - Obrigada pela noite, foi ótimo.   


Iria responder, mas começa chover de uma só vez, ainda mais forte que na vez anterior.


-Melhor você voltar para casa logo - Ela diz. - Eu pego um táxi, sem problema algum. 


-Eu não sou maluco para deixar você pegar um táxi uma hora dessas e ainda por cima nessa chuva - Nego travando o carro novamente. 


-Mas está chovendo muito forte, se continuar assim vai ficar muito perigoso para você voltar para casa. 


Certo, ela está certa. 


Está chovendo muito forte, o que deixa tudo mais perigoso na questão de dirigir, mas não vou deixar de jeito nenhum, Violetta pegar um táxi agora. 


Assinto, já com uma ideia. 


Acelero o carro com calma e mudo nosso caminho. 


-Para onde estamos indo? - Pergunta. 


-Minha casa. - Respondo. - Você está certa, está chovendo demais e pode ficar pior. Minha casa é a mais próxima, então vamos para lá. 


-Não, não, não. Eu não preciso ir para a sua casa. - Ela responde se remexendo no banco. 


Imaginei que ela não iria gostar. 


-Olha - freio o carro e encaro-a - Eu não quero que nada aconteça com você, quero que esteja bem - Seguro sua mão - Então por isso estou te levando para minha casa, lá estaremos seguros, e eu estarei em paz com isso. 


Torço para que ela ceda. 

Por favor, Violetta. 


-Tudo bem. - Ela suspira assentindo. 


Sorrio, e sem soltar sua mão, acelero, com ainda mais cuidado. 


Em alguns minutos estamos passando pelo portão do condomínio. Estaciono na garagem e descemos do carro. 


Lá fora ainda está chovendo muito, cada vez mais intenso. Trovões estão se aproximando. 


Eu e Violetta entramos em casa. Que saudade daqui, do meu lugar. 


-Quero que você se sinta à vontade, tá? - Ela assente me seguindo pela sala. - Quer comer, beber, ou assistir alguma coisa? 


-Acabamos de jantar. - Ela ri, me fazendo rir também. -Quero não, obrigada. 


-Então vamos subir, vou te mostrar o quarto de hóspedes e te deixar à vontade. 


Faço menção de subir as escadas, quando ela fala. 


-Ela era linda! - Violetta diz. 


Olho por cima dos ombros, Violetta está observando um quadro médio que está pendurado na parede com uma foto minha com a Stephie e Sophie. 


-Era. - Coço a cabeça sem saber o que dizer exatamente. 


-Sophie tem traços idênticos a ela - Vietta diz e tomba a cabeça de lado - e a você também. - Rio. 


-Quando Sophie nasceu, era minha cara, mas aí foi crescendo e se tornou a cópia da mãe. 


-Realmente. - Ela rir. 


Subimos para o primeiro andar, e lhe mostro o quarto de hóspedes. 


-No banheiro tem tudo o que você precisa, e eu vou trazer umas camisas minhas limpas para você ficar mais confortável. 


Ela arregala os olhos, negando. 


-Não precisa, eu… 


-Você não vai conseguir dormir com esse vestido te apertando - Ela maneia a cabeça com um sorriso e concorda. 


Deixo-a no quarto e entro no meu, me dirijo até o closet para buscar algumas coisas para a Violetta, porém acabo tropeçando em algo. 


Olho para baixo e vejo que tropecei em uma caixa, e quando me abaixo para tirá-la do chão, percebo que é a caixa que Stephie deixou para mim. 


Nossa! Faz tempo que li uma de suas cartas.


Deixo-a na mesa de centro e entro no closet, escolho três camisas, duas de botões e uma polo que nunca usei. Também pego uma calça moletom nova e um casaco. 


-Trouxe para você escolher qual o melhor para você. - Digo entrando no quarto e jogando as roupas em cima da cama. 


Ela arregala os olhos me fazendo rir. 


-Não precisava de tudo isso, meu Deus! - Rio. - Obrigada, León, de verdade. 


Iria responder, mas um trovão se manifesta muito alto, nos assustando um pouco. 


-Uau. - Digo rindo.


Ela rir também, e eu amo isso. Seu sorriso. 


 - Espero que não falte ene… - Violetta nem consegue finalizar a frase que o quarto fica escuro. - Eu e minha boca de praga - Brinca bufando. 


-Calma - Começo a rir - o condomínio tem gerador, um… dois… três - No "três", a luz volta. 


-Ainda bem. - Suspira aliviada. 


Sorrio e me sento ao seu lado na cama, ficamos nos encarando em silêncio por um breve tempo. 


-Eu me sinto mal por saber que você não foi feliz… - Confesso. - Não tenho o que reclamar dos meus pais, então não imagino tudo o que você passou. 


-Eu sei - Suspira desviando o olhar rapidamente, nas logo volta a né encarar novamente. - Mas agora finalmente alcancei meu maior objetivo, que é minha estabilidade. 


-Fico tão feliz por isso. 


Ela sorri. Que sorriso lindo, nunca vou me cansar de dizer. 


-Não sei como será a partir da semana que vem, só não pretendo voltar para o Brasil de jeito nenhum, pelo menos não agora. 


Franzo ao ouvir. 


-Como assim "não sei como será a partir da semana que vem" ? - Ela morde os lábios receosa. 


-Meu contrato com seu pai acaba essa semana, e eu… - Como me esqueci disso?  


-Céus, me esqueci totalmente! - Mas que caralho, como fui me esquecer? - Você não vai embora não. - Afirmo.


-E como você sabe?


-Você não vai sair, não. Não se preocupe, mas amanhã, lá na empresa, resolvemos isso, tá? 


Ela assente agradecendo no fim. 



Ficamos novamente em silêncio, mas estamos dessa vez mais próximos, e não paramos de nos encarar.


Minha mente viaja até o dia que quase nos beijamos, e meu deus… 


Encaro sua boca entreaberta e respiro fundo. Porra, estou sim querendo beijá-la e não sei o que pensar sobre isso. 


Ela desperta sentimentos malucos e intensos dentro de mim. Não sei quando isso aconteceu com nós dois, quando comecei a me atrair por Violetta, mas sim, ela chama minha atenção e isso me… preocupa? Assusta? Me conforta?


Estou fazendo o certo? 


-Eu vou tomar um banho e já volto, tá? -Preciso pensar e colocar as peças de volta no lugar. 

Será mesmo que eu quero beijá-la? 

Claro que sim, quero Violetta. 


-Eu também vou. Obrigada mais uma vez. 


Estamos próximos, muito próximos. Nossas testas estão quase se tocando, estou sentindo seu cheiro ainda mais forte e estou amando. 


Calma, León. 


-Não tem nada que agradecer. - Sorrio, me aproximando por impulso e depositando um beijo em sua bochecha. 


Ela parece surpresa, mas abre um dos melhores sorrisos que já vi em seu rosto. 


Levanto da cama com cuidado e caminho até o corredor, mas ao chegar na porta do quarto, olho por cima dos ombros e sorrio ao vê-la ainda me encarando com um sorriso. 


Nossa. 


Volto para o quarto animado, hoje foi um dos melhores dias para mim. 


Me aproximo da caixa que contém as cartas de Stephie e abro-a. Faz tempo que li uma, e acho que isso é algo bom... não sei. 


Sinto saudade dela, mas uma saudade boa. 


Para quando conhecê-la. 


O título me chama atenção, então decido abrir. 


Respiro fundo, desdobrando o papel e sorrio ao observar a letra desenhada de Stephie. 


"Para quando você conhecer Ela. 


León, eu sei que esse dia irá chegar em algum momento, e não me magoo por saber disso. Lembro que prometemos um ao outro que nunca iríamos deixar de nos amar, e eu cumprirei com essa promessa, meu coração é apenas seu. 


Mas eu sei que você também irá cumprir, mesmo depois de conhecê-la, e isso me deixa feliz. Porque você me ama, e acredito que sempre irá me amar, mas você também vai amá-la e eu fico feliz por saber que essa mulher sentirá as mesmas sensações que senti com você, que saberá como é ser amada por León Vargas. 


Sim, é estranho falar disso. É estranho te imaginar com outra, mas torço para que você encontre a pessoa certa para ficar com você para sempre. 


Ela vai te fazer sorrir de forma sincera, vai cuidar de você e querer o seu bem. Vai ficar com você nos momentos mais difíceis, mas vai falar verdades na sua cara quando for preciso, mas independente disso vai te amar. 


Ela vai ser ela mesmo, e você vai amá-la daquele jeitinho. 


E isso me deixa bem. 


Só te peço uma única coisa, quero dizer, na verdade duas. 


Coisa número um: que você não sufoque seus sentimentos por medo. Se você está atraído por ela, se gosta dela, vá em frente e seja feliz! 


Coisa número dois: que ela cuide de Sophie, meu bem mais precioso, assim como eu e você cuidaria. Apenas isso. 


Eu te amo tanto, meu amor, tanto que dói. E sempre será assim. 


E sei que por você também será assim. 


Fica tranquilo e seja feliz. 


Amo você e Sophie para sempre."


Releio mais duas vezes e deixo algumas lágrimas escaparem. Eu precisava tanto de ler isso, mas tanto.


-Boa noite, León. - Ouço Violetta lá do seu quarto.  


Sorrio extremamente em paz. 


-Boa noite, Violetta. 


Me apoio na porta do meu quarto e olho para o quarto de hóspedes que ela está. 


Certo, talvez eu esteja gostando de Violetta, e saber que Stephie não me culpa por isso me deixa tranquilo. 


Nessa noite irei dormir... em paz. 



Notas Finais


Até breve, espero que tenham gostado!! ❤️


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