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História Eu Prometo: Parte II - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, superleitores!
Como vocês estão?

O último capítulo foi cheio de cenas tensas e muita angústia,
mas esse aqui é bem amorzinho e com revelações inesperadas :D

Espero que vocês gostem!
Boa leitura!

Capítulo 8 - 8. Livro pela capa - Lena Luthor


Fanfic / Fanfiction Eu Prometo: Parte II - Capítulo 8 - 8. Livro pela capa - Lena Luthor

8. Livro pela capa

Lena Luthor

 

 

Alguns dias haviam se passado desde que Lillian atacou o evento de premiação do Pulitzer e me sequestrou, ameaçando matar Kara. Quando acordei do desmaio no meio do seu galpão eu só conseguia pensar se minha namorada estava bem e o quanto eu odiava minha mãe por isso.

Mesmo depois de tudo o que nos aconteceu, ela ainda me surpreendia com sua tamanha maldade. Eu sabia que ela foi muito afetada quando descobriu que eu era a assassina de Lex e confesso que fui muito ingênua por não dar tanta atenção a sua inclinação a vingança, não pensei que ela faria algo tão monumental como colocar várias pessoas em perigo, quando, na verdade, no fundo ela só queria me machucar

            Pela primeira vez, Lillian havia sido presa definitivamente pela D.E.O e provavelmente passaria o resto da vida pagando por seus crimes. Internamente isso me machucava, em algum momento de inocência eu acreditava que poderia mudá-la, tinha esperança de que ela acordaria um dia e perceberia todo o mal que causou, mas infelizmente o mundo não é um conto de fadas e algumas pessoas simplesmente não têm redenção, algumas pessoas apenas são a maldade pura e não a nada a ser feito.

            Demorei a entender isso, foi um processo doloroso, não é fácil ver toda a sua família causar tanto mal aos outros, mas também é cansativo e desgastante. Eu tentei por muito tempo corrigir seus erros, até fui culpada por isso, mas, enfim, isso tinha acabado. Tudo o que aconteceu estava no passado e a partir de agora eu escreveria minha história do zero com as pessoas que eu amava e fazendo a coisa certa.

--- Chegamos, Senhorita Luthor. --- avisou Jonas interrompendo meus pensamentos enquanto abria a porta do carro para mim.

--- Obrigada, Jonas. --- agradeci aceitando sua mão para me levantar. --- Até segunda.

--- Cuide-se, senhorita. --- sorriu. --- Mande lembranças a Senhorita Danvers. Tenha uma boa noite.

            Acenei em resposta e me virei, mas ainda pude notar que ele esperou que eu entrasse no prédio para ir embora, cuidadoso como sempre. Caminhei lentamente até o elevador e pressionei o botão para subir até o andar de Kara, esperando que ele descesse. Assim que as portas se abriram franzi o cenho surpresa, observando David encostado a parede, fungando baixinho.

--- Senhor Parker? --- chamei indecisa, sem saber se entrava.

            O homem pareceu se assustar com minha voz e deu um pulo exaltado, equilibrando uma bandeja em uma das mãos enquanto com a outra tirava alguns fios de cabelo da testa.

--- Oh, olá, Senhorita Luthor. --- gaguejou.

--- Está tudo bem? --- indaguei ainda do lado de fora.

            Antes que ele pudesse me responder, as portas começaram a se fechar, mas ele rapidamente enfiou a mão entre elas impedindo.

--- Sinto muito. Me desculpe. --- murmurou. --- Pode entrar, eu não vou descer. Quer dizer... Não mais. --- explicou.

            Torci os lábios ainda pensativa se deveria seguir em frente, mas vendo a condição em que ele se encontrava, achei melhor entrar e ver se precisava de algo. Apesar do incômodo que ele me causava em relação a Kara, seria indelicado e muito insensível da minha parte se o deixasse ali sem tentar ajudar. Evitando que as portas ameaçassem fechar novamente, dei um passo à frente, olhando-o se encolher ainda mais no cubículo e esfregando a manga da camisa no rosto, enxugando algumas lágrimas que insistiam em descer.

            Todas às vezes em que nos vimos, ele sempre me pareceu alegre e divertido, arrisco até a dizer que me lembrava Kara, então vê-lo desse jeito era bem estranho e alarmante.

--- David, você está bem? --- perguntei novamente, preocupada com o seu estado.

--- Na medida do possível que um pé na bunda por mensagem pode causar --- deu de ombros.

--- Eu... Sinto muito. --- disse sinceramente.

--- Não, não, está tudo bem. --- fungou. --- Eu era bom demais pra ele de qualquer forma. Minha irmã sempre dizia isso.

--- Ele? --- questionei com uma sobrancelha arqueada.

            De todas as coisas que poderiam me surpreender, definitivamente isso me pegou de surpresa. Não que eu esperasse que esse tipo de coisa estivesse escrito na testa das pessoas, eu mesma era um exemplo disso, mas nunca poderia cogitar essa possibilidade vinda dele, ainda mais depois das conversas dele com Kara. Eu podia jurar que David estava interessado nela, mas acho que meu ciúmes me atrapalhou a enxergar apenas um cara sendo legal.

--- Ele, sim, ele. --- gaguejou novamente. --- Nosso relacionamento já não estava indo muito bem, sabe? Ele não queria nos assumir, mas então, pra evitar toda a fadiga, achou que seria mais prático me mandar uma mensagem terminando tudo, quando, na verdade, tínhamos combinado de jantar juntos e conversar sobre isso.

            A porta do elevador se abriu no nosso andar e o homem saiu me esperando em seguida. Tanto eu quanto ele não nos movemos, ficamos parados nos encarando, como se estivéssemos esperando para concluir a conversa.

            Eu não era o tipo de pessoa que entrava nesses assuntos com outras pessoas, principalmente um quase desconhecido e praticamente um estranho, mas eu via nos olhos de David a necessidade de ouvir algumas palavras e eu não era desumana e fria o suficiente para deixá-lo nesse estado.

--- Eu até poderia te dar um conselho, mas essa com certeza não é minha área. --- afirmei fazendo-o me dar um pequeno sorriso como resposta. --- Mas se me permite dizer, sua irmã tem razão.

--- Ele era um admirador da Kara. --- comentou. --- Era jornalista no Planeta Diário, mas acabou de ser transferido para NCNews. Achei que as coisas melhorariam com sua mudança, mas me enganei. Foi por isso que me mudei pra cá, para ficar mais próximo a ele. --- suspirou. --- Depois que vocês duas se assumiram, eu pensei que teria uma chance, sabe? De qualquer forma, admiro muito o relacionamento de vocês. É inspirador!

--- O crédito fica todo com a Kara. --- sorri. --- Já viu ela não se dar bem com alguém?

--- Você tem razão, ela é realmente adorável. --- concordou. --- Mas ela também tem sorte em ter alguém como você, alguém que a coloca como prioridade, assim como ela faz com você. Acho isso bonito.

            No mesmo segundo a frase de Lillian apareceu na minha cabeça, me dizendo que eu nunca seria a prioridade de ninguém, mas isso não me machucava mais, porque minha mãe não sabia nada sobre a minha vida e ela nunca teria a honra de ser amada por alguém como eu sou por Kara.

--- Era você quem estava precisando ouvir algumas palavras, lembra? --- brinquei.

--- Acredite, já estou melhor. --- sorriu abertamente. --- Quem mais pode dizer que recebeu conselhos amorosos de Lena Luthor dentro de uma elevador?

--- Talvez o grupo L-Corp possa abrir uma filial de aconselhamento então.

--- Sempre visionária. --- riu olhando para a bandeja em sua mão. --- Bem... Eu esperava levar algumas receitas novas de donuts que eu fiz para o Perry... Quer dizer, para ele experimentar hoje quando resolvêssemos tudo, mas acho que eles podem ser mais bem aproveitados por vocês. --- disse estendendo a bandeja na minha direção.

            Pisquei os olhos surpresa com seu gesto simpático que só tentava agradecer pelo meu minuto de atenção. Depois de ter julgado David tão errado, decidi que mudaria minha abordagem e me permitiria dar abertura para alguém que precisava de um amigo.

--- Sabe, eu conheço a pessoa certa que vai adorá-los. --- sorri caminhando para o apartamento da loira com ele me seguindo. --- Hoje vamos ter uma noite de jogos para comemorar minha saída do hospital, você gostaria de me acompanhar? --- convidei.

--- Eu? --- perguntou desconcertado.

--- Sim... Um dos nossos amigos se mudou para Metrópolis há algum tempo, então estamos com um desfalque.

--- Eu adoraria. --- concordou. --- Ainda não fiz amigos, então eu realmente seria grato por isso. Ainda mais... Bem... Você sabe...

--- Sim, o pé na bunda. --- zombei.

--- Um senhor pé na bunda. --- concordou rindo.

--- Mas, acho que precisarei da sua ajuda para levá-los a Kara. --- indiquei meu ombro.

--- Oh meu Deus... Eu sinto muito, Senhorita Luthor, estou tão preocupado com meus problemas que nem tive a sensibilidade de perguntar se a senhorita está bem. --- disse envergonhado.

--- Pode me chamar de Lena, David. --- pedi.

--- Ah sim, claro, Lena. --- sorriu tímido. --- O que houve com seu ombro?

--- Um teste na L-Corp que deu um pouco errado. --- menti.

--- Sinto muito. --- murmurou sinceramente. --- Jogava basquete na universidade e tive alguns desses. Sei como doem.

            Assim que paramos em frente ao apartamento de Kara ouvimos os gritos dela e de Alex. Levantei as sobrancelhas divertidas para David que sorriu, provavelmente já acostumado com a bagunça que as duas sempre faziam quando estavam juntas.

            Não levou nem um segundo para minha namorada abrir a porta, sorrindo alegremente quando me viu.

--- Lee! --- disse inclinando-se e me dando um selinho, mas arregalando os olhos assim que viu o homem ao meu lado.

--- Trouxe um amigo. --- contei.

--- Oh... Oi, Kara. A Senhorita... A Lena me convidou para a noite de jogos... Claro, se estiver tudo bem pra você.

--- É claro! --- sorriu abertamente dando espaço para entrarmos. --- Seja bem-vindo, David. Espero que esteja pronto para eu e Lena te massacrarmos nos jogos. --- provocou.

--- Vai sonhando! --- retrucou a ruiva que estava no sofá.

--- Essas são Alex, minha irmã, e Kelly, a namorada dela. Esse é o David, meu vizinho. --- apresentou.

--- Ah, o vizinho chefe? O do Pulitzer?

--- Eu mesmo. --- concordou sorridente. --- Felizmente consegui me salvar quando Supergirl apareceu. --- contou se virando para Kara. --- Trouxe alguns donuts.

--- O quê? É sua primeira noite de jogos e você já trouxe comida? --- perguntou a loira. --- Podemos ficar com ele, Lee? Por favor! --- brincou juntando as mãos teatralmente.

--- Ela adora comida. --- interrompeu Alex rindo.

--- Adora mesmo! --- emendo Kelly.

--- Espere até Nia e J’onn chegarem, eles quase conseguem competir com ela.

            Kara deixou que as outras duas mulheres conversassem com ele corretamente e me puxou de canto, ajudando-me a tirar o casaco para pendurá-lo, já que tinha um pouco de dificuldade por conta da tipoia em meu ombro.

--- Devo me preocupar? --- indagou Kara fazendo uma careta.

--- Apenas seja gentil com ele. --- pedi. --- Te explico mais tarde.

--- Tudo por você. --- brincou.

 

****

 

--- Como assim ele é gay? --- Kara indagou com os olhos arregalados quando fechou a porta depois que todos saíram.

David foi bem acolhido pelo grupo, até melhor do que eu imaginei. Apesar de eu ainda conseguir ver a tristeza em seus olhos, ele se esforçou para aproveitar a noite e se divertiu. Inclusive foi convidado para a semana que vem, o que pareceu realmente deixá-lo feliz.

--- Sendo gay! --- afirmei sentada no sofá. --- Quando um homem se envolve com outro homem sexual e romanticamente falan...

--- Eu sei o que é ser gay, Lena. --- revirou os olhos se sentando ao meu lado. --- O que eu quero dizer é que não fazia ideia.

--- Agora eu me sinto uma tola por ter tido ciúmes dele com você. --- contei. --- Parece tão bobo, não?

--- Eu te falei que não precisava.

--- Não se faça de desentendida, querida, por um segundo você também pensou que ele estivesse flertando com você lá no Pulitzer. --- arqueei uma sobrancelha.

--- Mas sabe o que eu acho? --- perguntou pegando minha mão com a sua. --- Que seu gesto foi muito bonito.

--- O que quer dizer?

--- Você foi muito gentil em trazê-lo, Lena. Mesmo depois do ciúmes, você ainda teve a sensibilidade de tentar deixar a noite dele menos pior. Estou orgulhosa de você! --- sorriu abertamente.

            Dei-lhe um pequeno sorriso em resposta e abaixei a cabeça olhando para as nossas mãos, sentindo-me, pela primeira vez, envergonhada sob o seu olhar.

--- Eu só me coloquei no lugar dele.

--- Mesmo assim, empatia não é algo que todas as pessoas sentem. Poucas pessoas fariam o que você fez.

--- Eu só estaria me sentindo péssima se fosse comigo, entende?

--- Eu nunca faria isso. --- abraçou-me. --- Primeiro, eu não terminaria com você! Isso é ridículo! Segundo, você sabe que tenho problemas com enviar mensagens porque eu acho que elas...

--- Não transmitem tudo o que você quer falar. --- interrompi sabendo exatamente o que ela diria, fazendo Kara rir.

--- Rao, sim! --- concordou. --- Eu sou mais do tipo voar até sua varanda e te beijar. --- sorriu.

--- Isso soa agradável! --- dei-lhe um beijo na bochecha.

            Ficamos em silêncio apenas nos abraçando e sentindo a calor uma da outra. Fechei meus olhos e me permiti aproveitar a sensação de tê-la comigo, deixando que a felicidade me inundasse.

--- Obrigada! --- murmurou de repente.

--- Pelo que? --- perguntei abrindo os olhos para fitá-la.

--- Por ser quem você é. --- deu um pequeno sorriso. --- Ouvindo a história do David eu só tive mais certeza da minha sorte. Você tinha tudo para fazer o mesmo comigo e me esconder da sua vida, mas você não fez, pelo contrário, você deixou que todos soubessem o quanto você me ama, mesmo com as nossas realidades bem diferentes.

--- Se alguém teve sorte nesse relacionamento, definitivamente fui eu. --- afirmei. --- Eu amo você!

            Lentamente observei sua mão subir para o meu cabelo, prendendo uma mecha atrás da minha orelha e senti meu coração acelerar. Kara levantou as sobrancelhas divertida olhando para o meu peito, avisando que estava ouvindo meu corpo reagir. Ela segurou meu rosto com sua mão e se aproximou devagar, tocando nossos narizes, até que, finalmente, nossos lábios se encontraram. Prendi o ar, entregando-me a sensação maravilhosa de sentir sua boca na minha.

--- Eu amo saber que seu coração acelera comigo. --- sussurrou no meio do beijo. --- É um dos sons mais bonitos que já ouvi.

            Kara não me deixou responder, me impedindo com seus lábios. Levantei a mão que não estava machucada e segurei em sua nuca, aprofundando nosso beijo. Suas mãos subiram por minhas costas, me acariciando, e sem poder me conter com o arrepio que seu toque quente causava em meu corpo, deixei um gemido escapar por meus lábios quando a loira começou a tirar minha blusa com cuidado, passando devagar pelo ombro contundido.

--- Kara! --- murmurei sentindo meu desejo por ela aumentar.

            Passei os últimos dias em recuperação no hospital, o que nos impediu de ficarmos juntas, mas esse pouco tempo já foi o suficiente para me fazer sentir saudade dos toques de Kara, e mesmo com meu ombro ainda machucado, não havia possibilidade de deixar de aproveitar esse momento.

--- Te quero tanto, Lee. --- sussurrou. --- Mas não quero te machucar.

--- Você não vai! --- sorri encorajando-a.

            Segurei em suas mãos e as levei até o zíper do meu jeans, incentivando-a desabotoá-lo. Encostei-me no sofá vendo Kara se levantar e depois se ajoelhar em minha frente, entre minhas pernas. Suas mãos me puxaram pela cintura e sua boca avançou sobre minha barriga. Acariciei seus cabelos, vendo sua língua deslizar sobre a minha pele e seus olhos me encararam quando Kara começou a abaixar minha calça, até tirá-la do meu corpo junto com a minha calcinha. A loira deslizou seus lábios em minha virilha e coxas, chegando perto do meu sexo e depois se afastando. Soltei um gemido alto e tremi quando senti sua boca me sugar junto com seu dedo que deslizou dentro de mim, incentivando meu quadril a se mover para entrar no seu ritmo.

Abri um pouco mais as pernas para facilitar e senti seus dedos irem mais fundo, mais rápido. Abracei o pescoço de Kara e a puxei, colando as nossas testas para olhar em seus olhos. Ela me sorriu lindamente para depois me beijar com fome. Nesse ritmo não demorou para sentir o orgasmo me atingir, gemendo dentro da boca dela e extravasando toda vontade que sentia. Quando nos afastamos, vi seus olhos azuis brilharem intensamente e um pequeno sorriso brincar em seus lábios.

--- Não machucou, viu só? --- sorri dando-lhe um selinho. --- Acho até que podemos tentar um pouco mais, não?

--- Oh, Rao! Você me deixa louca, Lee! --- afirmou e me beijou novamente, levantando-se do sofá e me puxando para seu o colo, me segurando pela cintura enquanto caminhava para o quarto.


Notas Finais


Que final mais fofo! <3
Essas duas são muito amorzinho mesmo!

E geeeeente... Olha o David!
Não é que ele é viado? haha
Alguém pensou nessa teoria antes? hehe

Espero que tenham curtido! :D
Logo mais volto com outro capítulo.

Beijos!


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