História Eu Queria Ter A Sua Vida - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Rowan Blanchard, Sabrina Carpenter
Personagens Maya Hart, Personagens Originais, Riley Matthews
Visualizações 43
Palavras 1.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


[adaptação (não totalmente) de uma fic camren originalmente larry]

Capítulo 1 - Prólogo


Sabe qual é a das piores coisas que pode acontecer na vida de alguém? 

Não é um término de namoro embora seja doído, tampouco um 'não' recebido sobre algo que quer muito, mas sim algo que inevitavelmente todos irão passar na vida, a adolescência.

Com todas as mudanças físicas e psicólogicas, os dramas, os hormônios, as curiosidades, esse é com certeza o ciclo mais difícil a ser vivido, contudo, quando você tem 17 anos, tem um gosto particularmente peculiar e é taxada de fracassada por populares do colégio onde estuda apenas por existir, as coisas são um pouco piores.

Passo as mangas do moletom sobre o líquido doce e gelado que escorre sobre meu cabelo e rosto.

-- Bom dia pra você, Matthews - as três garotas seguem pelo corredor rindo após me jogarem raspadinha como de costume. 

-- Malditas - resmungo.

-- Calma, calma, eu te ajudo - escuto a voz do garoto e estendo os braços em meio as cegas tentando localizá-lo - Pronto - segura meu braço me guiando até os armários pra eu me apoiar - Deixa que eu limpo.

-- Obrigada Luke - digo após recuperar melhor a visão.

-- De nada - devolve a toalhinha e uma garrafinha de água pra dentro do seu armário.

-- Ugh, nunca vou entender a fixação desses malditos populares por mim - reclamo tentando dar um jeito no meu cabelo molhado cheirando a morango.

-- São todos uns idiotas, não liga.

-- Irônico é você estar dizendo isso sendo que também é popular - ironizo.

-- Eu não sou popular, apenas jogo futebol - explica dando de ombros me devolvendo a toalhinha pra secar o cabelo.

-- E isso automaticamente te torna popular.

-- Você sabe que eu não entrei no time por popularidade, eu gosto de jogar e, de praxe, me livrou desses infortúnios.

O fato é que quando Lucas chegou há 3 anos, depois de se mudar do Canadá, ele sofria tanto quanto eu, não apenas por ser novo e ter se tornado meu amigo mas por vir de outro país e estar em um grande problema da puberdade masculina, a voz extremamente fina e o rosto cheio de espinhas, o que lhe rendia muita zoação por parte dos garotos e nenhuma atenção feminina. No entanto, isso começou a mudar quando ele passou a ganhar músculos, a voz engrossou e sua pele melhorou. Sua inscrição e aceitação no principal time da escola foram apenas um pontapé pra popularidade vir com tudo e as regalias dela também.

-- E te trouxe amigos e uma namorada insuportável também.

-- Os caras não são meus amigos - cruza os braços - Você não me vê andando com eles, vê? Apenas falo com eles por causa do time, e quanto à Maya, ela não é insuportável.

Reviro os olhos. 

-- Eu realmente não sei o que você vê nela mas ela é insuportável sim - suspiro - Tem tantas outras garotas que são afim de você... qualquer outra seria melhor.

-- Eu não quero qualquer outra, você sabe. Eu gosto da Maya. Ela é linda, fofa e gosta de mim também. 

Como alguém pode se iludir tanto, Deus?

-- Ursinho... 

Ouço a voz "doce" atrás de mim e faço uma cara de desgosto ao reconhecê-la.

-- Falando no projeto de Swift - murmuro baixo o suficiente pra apenas Lucas ouvir. Não queria que ela pensasse que eu perdia meu precioso tempo falando dela.

-- Riley... - ele me repreende antes de ir até a loira para abraçá-la.

Me viro pra eles a tempo de ver o casalzinho dando um selinho.

-- Ew... - digo alto demais chamando a atenção da loira.

-- Por que é que você está aqui mesmo? - ela me olha dos pés à cabeça com uma sobrancelha erguida - Já está enchendo meu namorado de novo?

-- Eu enchendo ele? - revido estupefada com sua pose superior - Estávamos na mais perfeita paz até você chegar. Por que é que você está aqui? Ninguém te chamou.

-- Meninas... - Lucas tenta intervir.

-- Olha aqui sua idiota, você deveria se por no seu lugar - se aproxima apontando o dedo pra mim - Pelo visto, você não sabe, mesmo quando fazem questão de mostrar - encara o meu cabelo já mais seco.

-- Sua loira oxigena... 

-- Já chega vocês duas - ele eleva o tom da voz chamando nossa atenção - Será que não podem ficar num lugar por mais de um minuto sem brigar?

-- Ela começou - apontamos uma pra outra ao mesmo em que dizemos a mesma coisa.

Fecho a cara por sua audácia em me acusar e ela age do mesmo jeito.

-- Eu não quero saber quem começou, só parem - nos encara chateado batendo a porta do seu armário - Eu só queria que minha melhor amiga e minha namorada se dessem bem, é pedir muito? - coloca a mochila nas costas indo embora. 

-- Amor... - a loira vai atrás dele. 

Deus, quanto drama.

Eu amava o Lucas como um irmão que sempre quis ter mas nem em um milhão de anos eu conseguiria me dar bem com a loira.

Ela significava tudo o que eu detestava em uma pessoa, era egocêntrica, esnobe, superficial e se achava superior ao resto do mundo apenas por ser bonita e vir de uma família com ótima condição financeira. 

O que Lucas gostava e via nela ainda era um completo mistério pra mim.


***

Abro os olhos assustada ao escutar o estrondo alto e os seguidos lampejos na janela que iluminam todo o quarto.

Pego meu celular em cima da cômoda verificando a hora.

2:53 AM.

Que ótimo. 

Me cubro com o edredom, tentando não pensar na tempestade torrencial lá fora, porém, quando os trovões permanecem forte eu desisto da ideia. 

Pego meu travesseiro e abraço-o forte tentando ignorar cada novo ruído, fico na ponta dos pés e caminho pra fora do meu quarto indo até a porta do outro lado do corredor.

Bato e giro a maçaneta abrindo-a sem nem esperar a resposta, entro no quarto e vejo minha mãe levantando a cabeça visivelmente com sono.

-- Que houve filha?

Pergunta e me sinto com 5 anos de novo entrando no quarto deles no meio da noite por causa dos trovões. 

-- Posso dormir com você e o papai?





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...