História Eu Queria Ter A Sua Vida - Capítulo 2


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Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Rowan Blanchard, Sabrina Carpenter
Personagens Maya Hart, Personagens Originais, Riley Matthews
Visualizações 44
Palavras 1.469
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Como costume, Riley acordou cedo aquele manhã. Foi pro seu quarto e fez sua higienização matinal. Desceu para a cozinha e habitualmente se pôs a preparar o café da manhã da família, com direito a panquecas, bacon, torradas, suco e café.

-- Que cheiro bom - escuta a voz grossa do homem mais velho e se vira indo até ele para deixar um beijo em sua bochecha.

-- Bom dia, pai - sorri depositando as panquecas já feitas sobre a mesa arrumada com o resto das coisas e sentou-se ao seu lado.

Aquilo poderia alimentar um pequeno exército. 

-- Bom dia, querida - sorriu em resposta pegando o jornal depositado em seu lado da mesa para então retirar uma das folhas estendendo a ela - Aqui.

-- Obrigada - coloca as folhas sobre o colo enquanto se serve de uma xícara de café para si própria - Hum, mamãe já vai descer? - tirou uma panqueca da pequena montanha à sua frente.

Era mais do que um hábito ou costume os três se sentarem à mesa juntos para tomar o café, assim como ocorria em todas as refeições em que estavam presentes como família. 

-- Ela ainda estava no banho, mas acho que não vai demorar pra descer. Contudo - olha pro relógio em seu pulso - Seria melhor você tomar logo o seu café pra não se atrasar.

Mesmo sabendo que nunca chegava atrasada, obedeceu ao pai.

Sorveu um gole do café e abriu a página do jornal em que estavam os quadrinhos.

Ainda precisaria subir ao quarto novamente pra pegar suas coisas e procurar seu caderno de anotações extras de Matemática. Lucas estava com dificuldades com o assunto novo e se oferecera para ir até a sua casa depois da escola para ajudá-lo. 

***

Pontualmente às 8:00, adentrou as portas do prédio amarelado. 

O cabelo castanho amarrado em um coque no topo da cabeça, ao menos aquele dia não perderia tempo secando-o após o sagrado banho de raspadinhas.

-- Adorei a sua roupa - Lucas diz com a voz risonha obviamente debochando ao alcançá-la no corredor.

-- Oi garoto Calvin Klein - provoca-o.

-- Hoje estou vestindo Alexander McQueen, na verdade - olha pra ele e pro seu conjunto de roupas de marca não percebendo diferença nenhuma quanto ao resto das roupas já usadas por ele.

-- Certo, McQueen - dá uns tapinhas em seu braço - Tá lindo.

-- Obrigado - diz não percebendo a ironia em sua voz - Posso perguntar por que tá vestida assim?

Ela olha para a própria roupa.

A calça de moletom verde escura com uma camisa cinza com um desenho enorme de cenoura no centro. Não era das suas melhores roupas, mas quem liga? Era confortável. 

-- É confortável - responde dando de ombros. 

-- Você só está alimentando os leões, Riley.

-- Eles vão continuar me perseguindo de qualquer maneira - diz simplesmente - Além do mais, pra que me arrumar toda se eu sei o que acontece no final do dia?

Ele abraça-a de lado.

-- Eu sei, mas a repaginada que eu te falei ainda tá de pé, se quiser. Quem sabe mude alguma coisa.

-- Brigada, mas você sabe, eu não vou mudar por causa das pessoas, principalmente dessas aqui - dá um leve sorriso - Agora chega desse assunto, vamos pra aula antes que a sua namorada chata apareça aqui atrás de você. 


***

-- Então assim você vai conseguir isolar o X e encontrar a resposta. Entendeu? - fita o garoto ao seu lado que tem o rosto apoiado em uma das mãos e parece com sono. 

-- Entendi - ele boceja esticando o braços.

-- Lucas... - exclama não muito convencida de sua afirmação.

-- Ok, talvez eu tenha me perdido em algumas partes mas eu consegui entender no geral, sério - se senta corretamente na cadeira tentando parecer mais desperto.

Ele parece honesto.

-- Certo, então acho que já chega por hoje - fecha o caderno se inclinando na cadeira pra descansar as costas - Sabe que horas tem?

O vê puxar o celular do bolso.

-- 22:31 - o garoto informa. 

-- Nossa - se assusta com o horário, nem tinham visto o tempo passar - Eu preciso ir pra casa - levanta-se da cadeira arrumando suas coisas.

-- Eu te acompanho até lá.

-- Não precisa, você sabe que fica só a algumas quadras daqui - coloca a mochila nas costas pronta pra ir.

-- Vamos, eu insisto, não acho seguro você andar sozinha na rua essa hora - diz num tom preocupado. 

Pensando bem, talvez fosse melhor mesmo pra ela ir na companhia de alguém. Pensou.

-- Obrigada. Então vamos. 

Seguem caminhando pela calçada lado a lado. 

-- Tudo vai ficar melhor quando eu ganhar o carro - ele fala cortando o silêncio. 

-- Já escolheu o modelo? 

-- Não, ainda estou bastante indeciso. Talvez eu acabe ficando com a Lucy - dá uma risada baixa.

Lucy era o nome que ele havia dado ao carro da mãe. 

-- Eu gosto da Lucy. 

-- Eu também, mas a zoação que eu receberia por causa dela seria infinita. E não estou afim de voltar pra aquilo de novo. 

-- Por que isso aconteceria? Você é popular, no mínimo lançaria uma tendência - o faz balançar a cabeça e rir.

Sente uma brisa mais fria e cruza os braços tentando se esquentar, porém, é surpreendida com o casaco caindo sobre seus ombros. Ele era bem maior que ela e quentinho. Poderia morar dentro dele. Agradece ao garoto mais velho.

Continuam andando e ela franze o cenho ao ver uma fonte no parque bem no centro.

Aquela fonte estava aí antes? Pensa.

Não lembrara de nenhuma reforma nos últimos dias.

Por fim, tanto Lucas quanto ela são levados pela curiosidade e acabam parando em frente a fonte.

Fita a grande estátua de anjo em meio a água e a frase logo abaixo dela, porém não faz esforço algum em ler por estar em outra língua.

-- Posso te perguntar uma coisa? - diz a ele após alguns segundos admirando a estátua no meio da fonte. 

-- Uhum.

-- Por que você está com a Maya? Não estou implicando, só é algo que eu queria saber.

-- Como eu já te disse, eu gosto dela - senta na beirada da fonte - Ela é diferente.

-- Diferente? - arqueia uma sobrancelha tentando entender.

-- Sim, diferente das outras garotas.

O que ele queria dizer com diferente? Ponderou.

-- Ela não me parece diferente.

-- Você não a conhece - suspira - Mas se conhecesse tenho certeza que entenderia e iria adorá-la como eu.

-- Ah, claro - tenta soar o menos irônica possível - Com certeza, eu, Riley Matthews adoraria Maya Hart se a conhecesse melhor. Tudo o que eu preciso saber sobre ela eu já sei, garota mais insuportável do mundo.

-- Riley...

-- E os amiguinhos dela também, que aliás, também são seus.

-- A Maya é amiga deles, eu não sou, nunca poderia ser, eles me zoavam e também jogavam raspadinha em mim se não se lembra - se defende.

-- Agora só eu preciso enfrentar esse inferno na vida, então não reclama - aponta pra ele com a mão coberta pela manga grande do casaco.

-- Não estou reclamando, mas você fala como se fosse a pior coisa do mundo, é ruim sim mas logo o ensino médio vai terminar e você vai estar indo pra alguma faculdade tipo o MIT ou Yale, enquanto nem sei se vou conseguir passar em alguma faculdade se não for por causa do futebol. Aliás, apesar de tudo, você tem uma vida muito boa.

-- Eu tenho uma vida muito boa? - eleva um pouco o tom da voz e ri irônica - Você que tem! É o quaterback do time, é popular, as pessoas gostam de você, sua mãe te dá liberdade pra fazer o que quiser, pode comprar quantas roupas de marca bem entender e o melhor de tudo, ninguém fica pertubando você. A sua vida é perfeita, Lucas.

Ele balança a cabeça em negativa. 

-- Não, eu queria ser mais como você, que mesmo apesar de toda essa merda não mudou e não se importa em mudar, que pode ser quem é de verdade sem medo do que os outros vão pensar, que tem pessoas que te amam de verdade e não apenas por interesse, seus pais todos os dias estão lá pra você enquanto eu tenho uma mãe que eu mal consigo passar algum tempo porque está sempre trabalhando - solta uma lufada de ar ao terminar de falar.

-- São problemas mas a sua vida ainda é ótima - pontua a garota.

-- A sua que é - ele rebate no mesmo tom.

-- Não, a sua! 

Olham pra fonte por alguns instantes. 

-- Quer saber... - começa a falar.

-- Eu queria ter a sua vida! - dizem os dois ao mesmo tempo, e em sincronia todas as lâmpadas do parque se apagam, assim como as do resto da rua,  estourando uma bem próximo a eles fazendo-a soltar um grito assustada.

Que merda havia sido essa?


Notas Finais


[obs: os capítulos alternarão entre os dois, sem confusão]


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