História Eu Queria Ter A Sua Vida - Capítulo 3


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Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Rowan Blanchard, Sabrina Carpenter
Personagens Maya Hart, Personagens Originais, Riley Matthews
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Palavras 3.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 2


No dia seguinte, Riley acordou cedo, no horário de costume, abriu lentamente os olhos ainda sonolenta e com vontade de usar o banheiro se dirigiu até ele porém ao tropeçar em algo no carpete à caminho prestou atenção no quarto.

-- Que raios eu estou fazendo na casa do Lucas? - pensou alto olhando ao redor reconhecendo o quarto do amigo - Me lembro de ter ido pra casa com ele... - coçou a testa pensativa - Droga, meus pais vão me matar... Eu dormi aqui sem avisar, eles já devem estar prestando queixa na polícia - aumentou o tom de voz e franziu o cenho.

- Droga, fiquei rouca... - murmurou pigarregando pra tentar limpar sua voz notando que estava grossa.

Era só o que faltava. 

Um resfriado.

Precisava ir urgentemente pra casa, porém, primeiro, necessitava mesmo usar o banheiro.

Com isso seguiu até o mesmo, abaixou a tampa da privada e antes que pudesse usá-la levantou a cabeça olhando rapidamente o espelho do outro lado. 

Foi quando seu reflexo lhe chamou atenção. 

Deu alguns passos curtos e incertos pra frente como se estivesse vendo um fantasma e arregalou os olhos petrificada ao chegar mais perto. 

Passou as mãos pelo rosto apenas pra confirmar que aquilo não era um sonho, ou melhor pesadelo, e ao ver que era tudo muito real começou a gritar histérica. 

-- Lucas, o que houve?! Tá tudo bem? - sua tia recém acordada aparecera na porta com a gritaria com um taco de baseball nas mãos totalmente assustada.

Ela não respondeu, apenas se limitou a fitar o reflexo no espelho novamente.

-- Filho? Porque estava gritando? - se aproximou visivelmente preocupada tocando no ombro do que supostamente deveria ser seu filho.

Não ouve resposta para as suas perguntas.

-- Isso não pode esta acontecendo... - sussurrou pra si própria quase inaudível.

Ouvir aquela voz grossa novamente que não era dela, a deixou ainda mais apavorada.

-- Então se eu estou aqui quer dizer que o Lucas está... - sussurrou pensativa e sem terminar seu raciocínio.

Oh, não. 

Saiu do banheiro apressadamente com passos rápidos e tropeçou quase caindo mas não por causa de algum objeto no chão, não estava acostumada com aquelas pernas longas. Pegou a primeira calça que viu pelo caminho sob os olhares confusos da "mãe".

-- Aonde você acha que vai a essa hora? - a mulher perguntou enquanto ele atravessava o corredor em direção às escadas. 

- Não se preocupe tia, está tudo bem! - respondeu de maneira nada convincente com a voz trêmula alcançando a chave do carro dela - Eu já volto.

Tentou se acalmar saindo pela porta deixando a mulher ainda mais confusa no meio da sala.

- Tia? - a mais velha murmurou sem entender. 


                             ***


Ao entrar na sua casa com muita facilidade após pegar a chave extra que seus pais deixavam escondida embaixo de um dos jarros de flores no jardim, fez o máximo de esforço pra andar sem fazer barulho.

Ainda era bem cedo e seus pais, com certeza, estavam completamente desmaiados na cama. Andou com suas novas longas pernas subindo as escadas com cautela. Se eles acordassem seria no mínimo desastroso explicar o que estava fazendo ali aquele horário. Chegou em frente a sua porta e começou a bater tentando fazer o menos de barulho possível.

-- Lucas? - sussurrou enquanto batia na madeira.

Se amaldiçoou por sempre dormir com a porta do quarto trancada, pois gostava de privacidade mas nesse momento ela queria mesmo era arrombar aquela maldita porta e tinha certeza que conseguiria.

- Lucas! - falou um pouco mais alto - Droga, acorda! - aumentou a frequência de batidas imaginando que ele não acordaria tão fácil assim.

O que ela faria?

Do outro lado da porta o garoto franziu as sobrancelhas ainda com os olhos fechados.

-- Riley? - perguntou levantando da cama preguiçosamente. 

-- Abre essa maldita porta! - o desespero já tomava conta de si ao ouvir uma movimentação no quarto da frente. 

-- O que você veio fazer aq... - não terminou a frase após abrir os olhos observando o lugar - Hey... o que eu estou fazendo no seu quarto?

-- Lucas, dá pra abrir de uma vez a merda dessa porta?! - estava a beira de um ataque de pânico.

-- Calma, eu já estou abr... - sua fala morreu após abrir a porta de madeira e sua boca se abriu em um perfeito O - Mas eu... você... O QUÊ? - gritou sem conseguir se conter. 

A garota entrou no quarto trancando a porta em suas costas e tampando a boca do garoto para que calasse os gritos.

-- Não grita, vai chamar a atenção de meus pais! - repreendeu-o aos sussurros - Vai ficar quieto se eu te soltar? - Lucas balançou a cabeça freneticamente.

- O... q-que aconteceu? - conseguiu perguntar em gaguejos, os olhos ainda assustados.

- Eu não tenho a menor ideia, quando acordei estava assim - fez um gesto com as mãos mostrando seu novo corpo, apreensiva.

-- Mas se você sou eu e eu sou você, então... - olhou abismado para seu novo corpo e arregalou os olhos - MALDITA SEJA RILEY... EU TENHO SEIOS! - o garoto gritou histérico passando as mãos no corpo.

Riley que ainda não tinha parado pra notar esse detalhe, ficou vermelha e voltou a ficar histérica.

- Oh merda, eu tenho volume demais entre as pernas!

Porém, ela não se atreveu a passar a mão no novo corpo, apenas se limitou a olhar pra baixo e mesmo estando de calça de pijamas podia senti-lo.

E pensar que quase o vira ao ir no banheiro.

-- Riley, filha, está tudo bem? - a voz de seu pai se fez presente batendo na porta e ela arregalou os olhos.

-- Sim, eu... - pôs as mãos na boca antes de continuar lembrando-se de sua voz - Responde! - a garota pediu aos sussurros para Lucas já que não poderia responder com aquela voz de homem.

-- Sim... tudo beleza! - o garoto murmurou com a voz trêmula tentando parecer natural com a voz feminina.

-- Tudo beleza? - o homem mais velho murmurou confuso pela gíria da filha mas deu de ombros.

Riley deu um tapa no braço de Lucas, que agora era menor do que ela.

-- Tudo beleza? Tudo beleza???

- Desculpa, foi sem querer. Eu estava nervoso!

-- Tá, tudo bem... - suspirou passando a mão nos cabelos logo sentindo falta das madeixas longas.

-- O que nós vamos fazer, Riley? Eu não posso ir pra casa assim... - o garoto falou angustiado sentando na beirada da cama.

-- Calma... Primeiro vamos pensar no que pode ter causado isso. - raciocinou um pouco tentando manter a calma andando de um lado para o outro com a mão no queixo.

-- Talvez tenha sido algo que a gente comeu...

-- Não seja idiota... Nenhuma comida por pior que fosse não faria tamanho estrago. Só causaria uma grande dor de estômago. 

- Desculpa, estou nervoso - se levantou tentando ficar calmo sem conseguir tirar os olhos do corpo que agora ocupava.

-- Ou talvez... - ela olhou para ele que agora ocupava o seu corpo - Lembra de ontem à noite... quando vinhamos pra minha casa...? - dizia pensativa fazendo pausa nas palavras e Lucas pareceu entender.

- No parque... - acompanhou o raciocínio da outra.

-- A fonte...

-- A gente desejou...

-- Ter a vida um do outro! - concluíram juntos.

-- Não, não pode ser... eu não falei sério. Como isso é possível? Eu estava feliz com a minha vida, eu quero o meu corpo de volta! - o rapaz falava enjoado andando de um lado e do outro no meio do quarto.

-- Eu tão pouco falei sério, só estava querendo ser legal. Isso é tudo culpa sua... se não tivesse começado com o papo de "sua vida é muito boa" nada disso teria acontecido!

-- Minha culpa? A culpa é sua que veio com todo aquele monólogo de vida perfeita e "a sua vida é perfeita, Lucas" - imitou a voz dela de modo irritante, uma imitação perfeita diga-se de passagem já que a voz era da própria.

Riley o olhou com cara feia e partiu pra cima dele. Começaram uma pequena briga entre os dois que rolavam pelo chão do quarto.

-- Me dá o meu corpo de volta! Me devolve! - Lucas berrou com seu corpo pequeno em cima da outra enquanto apertava o que na noite anterior era seu rosto como se fosse tirá-la de dentro dele.

-- Não! Me dá você o meu corpo de volta! - ela gritou agora tomando o controle da briga ficando por cima do outro puxando os longos cabelos castanhos que antes eram seus.

-- Basta! - a empurrou de cima de si - Desse jeito não vamos chegar a lugar nenhum! - Lucas sendo mais racional colocou fim naquela briga.

-- Tem razão... Em vez de brigarmos vamos tentar achar um modo para resolver isso - levantou-se ajudando o outro logo em seguida.

-- Acho que já sei por onde podemos começar... - arqueou uma sobrancelha olhando pra amiga.

Os dois saíram pela porta dos fundos sem serem vistos pelo pai de Riley que se encontrava assistindo TV, sem sinal da mãe. 

Não se deram nem ao trabalho de trocar de roupa, ambos com roupas de dormir. Riley que agora ocupava o corpo do garoto estava vestida com uma camisa branca que deixava bem visível o porte físico dele, uma calça de flanela azul e sandálias. Lucas que ocupava o corpo da garota vestia um conjunto de pijamas cor de rosa com um casaco por cima que fizera questão de colocar antes de sair, e assim rumaram de carro para o parque onde tudo havia começado.

Ao chegarem no local, no entanto, se surpreendam, sem qualquer sinal da fonte em lugar algum. Porém, no lugar onde ela se encontrava antes agora havia um grande buraco, com canos à amostra.

- O que aconteceu aqui? - Lucas perguntou se aproximando de um dos homens ali perto envolvido na obra.

O mesmo parou seu trabalho olhando para os dois jovens e imediatamente voltou os olhos para Lucas secando-o, vendo que a garota desconhecida estava com um short rosa curto que deixava suas belas pernas à mostra. Riley que estava atrás de Lucas percebeu aquilo e fez uma cara de nojo pigarreando e se colocando na frente do rapaz.

-- Ah, ocorreu um problema com o encanamento, alguns canos estouraram, um verdadeiro desastre. Vamos ter que trocar tudo.

-- E a fonte... onde está? - Riley no corpo do amigo perguntou, passando os olhos por todos os lados sem nenhum indício desta.

-- Teve que ser retirada enquanto consertamos tudo.

-- Mas o senhor não sabe para onde levaram? - perguntou apreensiva. 

-- Hum, não... - arrumou o capecete na cabeça - Mas se forem na prefeitura acho que alguém pode informar vocês - voltou a cavar.

Os dois não perderam tempo. A prefeitura ficava logo à uma quadra dali.

-- A senhora pode nos dar uma informação? - se dirigiu quem ocupava o corpo da morena para a recepcionista já de idade que não parecia nenhum pouco amigável. 

-- É sobre a fonte que ficava no parque... queremos saber onde ela está - Riley que ocupava o corpo do garoto perguntou, já impaciente.

-- Não sei - respondeu automática enquanto mexia no computador.

-- Como assim você não sabe? Pelo amor de Deus, é uma fonte com uma estátua enorme bem no centro! - gritou as palavras chamando atenção de algumas pessoas.

-- Calma... - interrompeu o garoto ao seu lado - Senhora, desculpe minha amiga... quero dizer amigo! - Corrigiu-se ao perceber o olhar confuso da mulher que agora os olhava com uma sobrancelha arqueada - É que aquela fonte tinha um valor sentimental muito grande pra gente... então, por gentileza, será que não poderia nos ajudar, por favor?

- Ok... - revirou os olhos com a suplica da garota - Olha, não está na cidade, não sei exatamente onde está. Aqui não informa... - dizia encarando a tela do computador. - Mas aqui diz quando volta. Deixa eu ver... - seus olhos percorrem a tela e Riley bate o pé no chão impaciente com a demora - Ah, aqui está... dentro de um mês estará de volta.

- UM MÊS? - gritou e algumas pessoas que trabalhavam ali olharam para ela. Lucas ocupando o corpo da amiga, deu uma cotovelada em sua costela.

-- Ok. Eu agradeço - o garoto disse conformado. Sabia que não tinha mais o que fazer além de esperar.

Puxou o braço forte da amiga saindo dali para se pouparem de mais humilhações dos olhares e cochichos de várias pessoas que se encontravam no local os lançavam por não estarem vestidos apropriadamente. Principalmente ele mesmo, vestido com o pijama rosa.

-- O que a gente vai fazer agora? - Riley gemeu colocando as mãos nos cabelos curtos preocupada, enquanto fitava o amigo no banco motorista que agora ocupava o corpo que não lhe pertencia mais.

-- Realmente, não sei - olhou pra ela e Riley viu seus próprios olhos castanhos preocupados - Acho que vamos ter que esperar... Ainda não entendo como aquela fonte pôde nos causar isso. Quero dizer, que espécie de fonte era aquela? Fonte dos desejos? - exclamou sarcástico sem desviar o olhar da estrada.

-- Também não entendo... mas agora que me você disse isso... - força a mente a lembrar - Logo abaixo da estátua tinha uma pequena placa de metal com alguns dizeres... lembra?

Enruga a testa, pensativo.

-- Sim, havia sim mas não estava no nosso idioma então não prestei muita atenção, parecia estar em italiano, russo ou alemão... não sei.

Um breve silêncio se instalou no carro e Lucas resolveu que iria para sua casa, como o relógio marcava quase 8:00 supôs que sua mãe já estaria no hospital.

-- Espera... Fare Attenzione a ciò che si desidera! - ela tentou pronunciar as palavras que agora lhe invadiam a mente.

-- O quê?

-- Era essa a frase escrita.

-- E o que isso quer dizer? - perguntou confuso e estacionou em frente da casa e desceu do carro seguido de Riley. 

-- Não tenho ideia... vamos descobrir - seguiu o garoto que já havia aberto a porta da frente.

Confirmaram que a mãe dele já havia ido para o trabalho com os típicos bilhetes que ela costumava deixar, dessa vez em cima da mesa de centro que ficava na sala.

"Filho, hoje não vou ficar de plantão, Angie já está melhor e vai ocupar meu turno como agradecimento, fiquei preocupada como você estava hoje de manhã. Então chegarei mais cedo, não se atrase para escola... Amo você xo"

Lucas lia aquele bilhete enquanto Riley já se apoderava do pequeno notebook, que se encontrava em cima do sofá para pesquisar aquelas palavras desconhecidas que agora não lhe saiam de sua cabeça.

-- Cuidado com o que você deseja... - sussurrou vendo o significado daquela frase mantendo ainda o olhar fixo sobre a tela do computador.

-- Então... é isso. Acho que vamos ter que viver a vida do outro - murmurou o garoto se jogando no sofá ao seu lado.

-- Está maluco? - perguntou incrédula.

- Não tem outro jeito, você ouviu aquela senhora. A maldita fonte só volta em um mês, daqui até lá o que acha que devemos fazer?

-- Contar o que aconteceu para alguém... talvez alguém possa nos ajudar - falou a garota.

-- Você acha uma boa ideia?

-- Tentar não custa nada - franziu o cenho e lembrou-se de algo, olhou pro relógio que havia em uma das paredes - Droga, Lucas, são 8:30, já estamos atrasados! - se lamentou chorando.

Sim, estava chorando, mas não porque chegaria atrasada, chorava por estar apavorada com tudo o que estava acontecendo.

-- Fica calma. Não tem problema se a gente se atrasar um pouco - se aproximou abraçando a amiga de lado - Eu estou aqui, estamos juntos nessa - continuou a falar mesmo com o estranhamento de estar abraçando seu próprio corpo.

Ele conhecia a amiga mais do que ninguém e sabia que estava com medo.

-- Além do mais eu sou horrível chorando, então pare - disse num tom de humor separando-se do abraço olhando para o rosto que até ontem lhe pertencia.

Ela não pôde não deixar de desenhar um pequeno sorriso com o comentário.

-- Alguma vez eu já me disse que tenho um sorriso bonito? - perguntou convencido fazendo Riley lhe dar um tapa. 

O garoto olhou pra ela com expressão de dor, havia doído. Afinal, agora ela estava mais forte.

Riley preferiu não tomar banho, realmente ainda não estava pronta para isso. Não conseguia imaginar tocar em um corpo que não era seu desse jeito, principalmente limpar uma intimidade que não era sua, mesmo sabendo que uma hora ia acontecer. Não poderia passar o resto do mês sem tomar banho, sem ir ao banheiro ou até mesmo trocar as roupas íntimas. Ela precisava apenas assimilar isso tudo antes, então apenas trocou de roupas tentando manter os olhos fechados com a ajuda de Lucas que lhe mostrou o que deveria vestir: uma calça jeans azul, camisa regata branca e por cima uma blusa xadrez azul com um tênis esportivo.

-- Riles, acho que nem vou precisar ir na sua casa me trocar - disse ao acabar de encontrar um par de roupas da garota no seu guarda-roupa.

Ela havia dormido há algumas semannas na casa do amigo e de certo esqueceu aquela peça de suéter e uma calça jeans já devidamente lavada.

-- Ótimo. Então se veste de uma vez e vamos.

-- Acho que eu deveria tomar um banho primeiro - disse com um sorriso de lado humorado.


-- Não se atreva! - Lançou-lhe um olhar assassino.

-- Ok. Não está mais aqui quem falou - riu descontraído e começou a trocar de roupa, menos envergonhado que a amiga.


                              ***


Em menos de dez minutos de carro chegaram ao colégio. No final, nenhum dos dois havia se atrasado já que a primeira aula pra ambos havia sido vaga. Caminharam lado a lado, com as cabeças baixas, como se todos naquele corredor soubessem o que havia acontecido.  

-- Está pronta? - suspirou o garoto com os pertences da amiga na mão após passarem no seu armário. 

-- Acho que sim... quero dizer? Não! - fechou os olhos por um momento e os abriu, nervosa - E você?

A imagem das líderes de torcida apareceram no corredor com uma usual raspadinha nas mãos. O alvo da vez era a loira recém chegada no colégio, Evelyn, que acabara de ter os livros derrubados. Quando a garota se levantou já com tudo em mãos, uma delas acertou em cheio o rosto da garota, que agora, deixara todos os livros caírem novamente para limpar os olhos.

Riley imediatamente fechou os olhos com força ao vê-las chegar perto deles. Mas a raspadinha gelada nunca veio.

-- Droga... tinha esquecido como isso arde. Coitada da garota nova - murmurou o garoto com os olhos fechados de raiva.

No mesmo instante Riley abriu os seus se deparando com o rosto do amigo todo ensopado e nesse momento agradeceu mentalmente por não estar em seu corpo.

-- Vai ter que se acostumar com isso - puxou-o pra ajudar a se limpar.

-- Que bela amiga você é - abriu um pequeno sorriso ainda coçando os olhos.

-- Desculpe. 

Lucas se lembrou de algo e imediatamente abriu os olhos ainda vermelhos assustando Riley.

-- O que foi agora?

-- O que vamos fazer com a Maya? 

Riley arregalou os olhos como o amigo.

-- Oh... merda! - praguejou não tendo tempo de dizer outra coisa.

-- Lucas, por que não me ligou ontem? Disse que iria me ligar mas não recebi nenhuma ligação sua. Por que não me ligou? - sentenciou a loira que havia se aproximado dos dois sem notarem. 

-- Me descul... - o garoto no corpo da amiga interrompeu-se ao se dar conta da situação que estava.

A garota tinha as mãos na cintura, mas deixou-as cair ao ouvir a voz da garota. Desviou seus olhos do garoto e olhou para Lauren e vendo como a mesma estava encharcada, tentou segurar o riso.

-- Faltou água na sua casa e o único jeito foi tomar banho de raspadinhas? - perguntou irônica. 

-- Filha de uma...

Riley não pôde continuar com o insulto pois Lucas a fuzilou com seus grandes olhos castanhos seguido de uma cotovelada no braço sutilmente para que a loira não percebesse.

Maya estranhou por Riley não ter revidado à seus insultos mas não deu atenção para a mesma e voltou seu olhar para o garoto que estava inquieto no lugar. Uma tensão se apoderou. Lucas não sabia como agir diante de sua namorada e Riley só queria sair dali o mais rápido possível.

-- Maya... e-eu vou para aula agora. - Riley tentou ser o mais natural possível diante do olhar atento da garota em si - Depois nos falamos, ok? - improvisou se afastando lentamente. 

-- Lucas - a loira chamou-o com a voz aveludada fazendo os dois pararem o trajeto - Não vai nem me dar um beijo?



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