História Eu quero saber? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Visualizações 109
Palavras 3.132
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Cariños!! Voltei com mais uma one inspirada na musica Do I Wanna Know? do Artict Monkeys.
Clara minha linda! Obrigada pela ideia da musica! Essa one é toda sua!

Bjos

Capítulo 1 - Eu quero saber?


Fanfic / Fanfiction Eu quero saber? - Capítulo 1 - Eu quero saber?

Tenho tantas perguntas dentro de mim que gostaria de fazer a você, mas sinceramente não sei se quero realmente saber a resposta…
Você entra toda noite no meu apartamento,
como se fosse dona de tudo, como se fosse dona de mim e da minha alma. Senta no sofá e acende seu cigarro caro. Me conta seu dia, e como seu casamento está cada dia pior. Me usa de conselheira em assuntos que sinceramente não tenho a mínima vontade de me envolver...Porque minha vontade é gritar:

“Porque não larga esse homem que a faz infeliz!”

Porém, eu nunca falo nado. Escuto calada seus lamentos. Toda noite.

Ana era uma mulher de meia idade. Linda! Colocava qualquer garotinha no chinelo. Exalava sensualidade. Era inteligente. Rica.
Se ela soubesse que era quase uma obsessão para mim…

Nos conhecemos em uma tarde chuvosa, quando eu tentando ser gentil, cedi meu táxi para ela.

“- Que gentil! - Disse sorrindo. - Porque não dividimos o táxi?!
- Não se preocupe senhora….
- Senhora… - Ela revirou os olhos. - Acho melhor deixar você na chuva então… - Disse rindo.
Ela já estava sentada dentro do carro, enquanto eu encharcada do lado de fora ,só admirava suas pernas cruzadas.
- Entra logo menina… - Falou me dando espaço no banco.
Entrei no carro com todo cuidado do mundo para não molhar a bela senhora rica.
-  Para onde senhoras? - O taxista perguntou, dando partida no carro.
- Eu moro aqui perto, no centro mesmo… - Falei tímida.
-Eu ficarei em Copacabana! Avenida Atlântica! Mas antes deixe a moça em casa. - Ela disse ao motorista. Bairro de rico. Eu sabia que ela era granfina. Dava para ver só pelas suas roupas.
Estávamos perto do centro do Rio. Eu morava em um apartamento pequeno na Lapa. Coisa que meu salário de chef júnior dava para pagar.
A chuva aumentou. Trovões cortavam os céus e eu me encolhia cada vez mais.
Ela riu.
- Medo de trovões?! - Falou admirando mais um raio cortando o céu.
- Não! - Disse tentando me ajeitar e parecer corajosa.
Um barulho alto como uma explosão acabou com toda a minha pose. Me encolhi novamente. Ela riu mais alto ainda.
- Pode segurar a minha mão se quiser… - Olhei para ela sem entender. - Vamos, não vou morder você! - disse piscando para mim.
-Não precis….
Mais um raio cortou o céu. E mais uma vez quase me escondi debaixo do banco.
Ela pegou na minha mão e apertou.
- Calma… - disse acariciando minha mão.
Aquele gesto foi… Fofo! Apesar daquela palavra não se encaixar naquela mulher.
Chegamos em poucos minutos em frente ao meu velho prédio, quase em frente aos arcos.
-É aqui que você mora?! - Ela tentou enxergar através da forte chuva.
-Não é grande coisa ,eu sei…
-Para de bobeira menina… Eu adoro esse lugar! - Ela apertou minha mão mais uma vez.
-Ok… - disse tímida. Estava na hora de descer, e largar a sua mão. Olhei para nossas mãos ainda entrelaçadas. - Meu nome é Ana… - Ela falou sorrindo.
-Paola! - Respondi.
Ana mexeu na sua bolsa e tirou de lá um cartão.
-Aqui está meu telefone - disse me entregando seu cartão.

“Ana Paula Vasconcelos Padrão - Arquiteta”

-Eu não tenho cartão nenhum para te dar… - Ana riu.
-Não precisa querida… Apenas me ligue ,OK?!
Fiquei muda. Porque uma mulher como aquela queria contato com uma fudida como eu?!
Balancei a cabeça concordando. Sai do taxi com seu cartão na mão. Ana já tinha me ganhado naquele dia. E a partir dali  faria tudo por aquela mulher.”


Se eu liguei?! Claro que sim!

Primeiro marcamos de tomar um café. Ela dizia que amava minhas histórias e minha juventude. Era sempre assim no começo, ela ficava quieta e me pedia para contar sobre meu dia.
No segundo encontro ela me levou a um restaurante chique na zona sul. Eu já tinha trabalhado naquele lugar. E quando digo caro, era mais que meu aluguel e a prestação da minha faculdade. Ela me pediu para contar sobre minha família, onde nasci ,meus sonhos… E como sempre eu concordei e entreguei toda a minha vida a ela.
Terceiro encontro ela veio me buscar. Apareceu no seu carro caro. Mas não saímos dali. Ela me pediu para subir. E a noite foi longa….
Eu me apaixonei por Ana Paula. No primeiro beijo, na primeira noite, no primeiro gemido ao pé do meu ouvido. Virou um vício. Levar ela a loucura virou meu vício mais prazeroso.
Assim ela passou a aparecer sempre às terças e quintas, por volta das nove da noite. Nós bebíamos algum vinho barato, e ela dizia não se importar. Mas bebia com uma elegância que fazia parecer o vinho mais caro e sofisticado do mundo.


Eu sempre perguntava a Ana:

“O que você viu em mim?!”

Ela sorria enrolada nos lençóis.

Você é linda Carosella”

Somente isso, sempre isso.

Os meses foram passando e nossos encontros se tornaram mais frequentes. Ana nunca me dizia nada da sua vida. Sempre entrava na minha casa, conversamos sobre meu dia e fazíamos sexo por muito tempo.

Em uma noite que estava trabalhando, eu descobri a verdade por trás daquela mulher. Eu fazia parte da equipe de cozinheiros do buffet de um grande evento no Copacabana Palace.
Muita gente rica e esnobe. Eu ajeitava algumas coisas na mesa farta do buffet, quando meu olhar desviou para o meio do salão.
Ana estava deslumbrante. Minha boca secou e quase cai ali mesmo. Ela estava de braços dados com um homem de terno. Os cabelos grisalhos, davam a ele um charme sem igual. Os dois estavam trocando carícias e conversando com mais algumas pessoas.
Eu tentei sair dali, e para meu azar derrubei alguns pratos. O salão inteiro me olhou. Ana me encarou assustada no começo.
Tentei recolher os cacos e acabei me cortando. Minutos depois ela estava ao meu lado.
-Paola! - Disse pegando minha mão cortada.
Puxei a mão, sentindo uma dor miserável.
-Eu estou bem! - Disse tentando não encará-la.
-Vou levar você ao médico! - Ana saiu de perto de mim e aproveitei para entrar na cozinha.
O chef responsável me liberou. Peguei minha mochila e sai pelos fundos do hotel.
Enrolei um pano na mão e saia pela noite atrás de uma emergência.
Uma buzina me chamou atenção.
Parei e virei o rosto na mesma hora que vi Ana no volante.
-Entra! - Ela disse abrindo a porta do carona.
Continuei andando. Ana buzinou de novo e me seguiu com o carro.
-Entra Paola! - Disse mais alto.
Revirei os olhos.
-Não! - Falei recebendo de volta seu olhar mortal.
Ana não me seguia mais ,e não ousei olhar para trás. Segundos depois senti uma mão me puxar.
-Me solta! - disse irritada.
-Você vai entrar naquele carro por bem ou por mal!
Não movi um músculo o que deixou Ana ,mas revoltada ainda. Ela me puxou com mais força.
-Já disse para me soltar! - gritei. As pessoas do calçadão nos olhavam curiosas.
-Pode parar de fazer escândalo, por favor! - Ana disse entre dentes.
-Porque?! Tem medo do seu marido descobrir?!
Ela me puxou pelo braço sem paciência.
-Nunca prometi nada a você Paola!
Encarei aqueles olhos castanhos.
-Eu sei! Mas porque não me contou que era casada?!
Ana me soltou bufando.
-Só achei desnecessário… Nós duas não temos nada...
Olhei para Ana e se pudesse voava em seu pescoço.
-Vai para o inferno Ana Paula! - Gritei e dei as costas a ela.
Ouvi o barulho dos seus saltos atrás de mim.
-Não me siga! - Falei mais alto.
E assim ela fez. Ana não veio atrás de mim. E também não apareceu por quase duas semanas.”


Ela voltou semanas depois batendo na minha porta sempre no mesmo horário. Pediu desculpas ,e pela primeira vez me contou a história da sua vida. Como era infeliz no casamento. Que seu marido tinha amantes pelo Rio de Janeiro todo. Mas tinham que manter aquela pose de casal perfeito para a sociedade carioca. De acordo com ela, muitas coisas estavam em jogo.
Naquela noite não fizemos nada. Ela somente deitou no meu colo e chorou.
Depois desse dia passei a ser sua conselheira também. Ana sempre desabafava comigo e me contava também como foi seu dia. Eu aceitei ela novamente, porque não tinha forças suficientes para dizer não.
O tempo passou e aquele ritual continuou por várias e várias noites. Eu amava aquela mulher. Eu dizia sempre que podia, na maioria das vezes quando estávamos na cama. Ela nunca respondia, somente sorria e me beijava.
As malditas perguntas… As respostas que tanto temo.

Será que quero saber?

Ana passou alguns dias sem me procurar. A saudade quase me matando. Os sonhos me fazendo delirar de madrugada. Porque sim, eu sonhava com ela todos os dias. Como disse antes eu era fissurada naquela mulher.

Ela não faz nem ideia que é minha obsessão.

Ana ainda guardava tantos segredos… Era tão misteriosa quando queria. Aquilo me instigava e aumentava mais ainda meu tesão por ela.
A música que me lembrava nosso caso confuso ,tocava repetidas vezes no meu rádio. Do I Wanna Know? do Arctic Monkeys. Eu não cansava de me torturar.
Sempre pegava no sono depois de algumas bebidas e algumas repetições da nossa música.

Amava você, mas será que esse sentimento é recíproco?

Toda noite eu esperava que você ficasse ,mas como sempre você levantava no meio da madrugada ,se vestia e ia embora. Era triste te ver partir. Eu queria te dizer tantas coisas, dormir abraçada a você. Zelar seu sono e te jurar meu amor.

Perdi as contas das vezes que bêbeda peguei seu cartão e disquei seu número.
Já pensou em me ligar depois de algumas doses?
Eu sempre desligava depois do segundo toque.
Como eu queria sair daquele ciclo vicioso. Sai com algumas meninas legais, mas depois de você todas se tornaram chatas e entediantes. Talvez eu esteja muito ocupada sendo sua para me apaixonar por outra pessoa. E acabo me arrastando de volta para você.
Você teria coragem de largar tudo para ficar comigo?! Depois de tantas decepções na sua vida, ainda tem espaço para o amor no seu coração?!
Eu não tenho certeza do que você sente… Mas poderíamos ficar juntas.
Agora estou aqui jogada, ocupada demais sendo sua e deixando minha vida de lado. Por quanto tempo vou continuar me anulando, esperando você tomar alguma atitude?!
Que tipo de amor triste e cruel é esse que sinto?  Amar sozinho é a pior coisa do mundo. É solitário e patético.


....



Olhei pela janela do restaurante a chuva forte que estava caindo. Já estavam fechando a cozinha, eu não podia simplesmente ficar ali dentro sozinha porque eu morria de medo de tempestades.
O funcionário responsável por fechar o restaurante veio na minha direção.
- Paola... Vamos? – Olhei novamente para a chuva la fora.
Não podia prender o homem ali comigo, por um medo bobo.
-Vamos! – falei seguindo ele até a porta.
-Boa noite e até amanhã! – Ele disse antes de correr pela chuva até o ponto de ônibus mais próximo.
Eu morava perto. Era uma caminhada de vinte minutos. Seria rápido era só não olhar para os clarões no céu. Coloquei o pé para fora da cobertura e corri pela rua. Já estava ensopada. Eu tentava a todo custo ignorar os barulhos e os clarão. Um carro preto se aproximava e já estava pronta para o banho de lama que iria tomar. O carro parou e o vidro desceu, revelando seu interior.
-Ana! – falei surpresa.
-Saia dessa chuva, entra no carro! – revirei os olhos e continuei andando. – Porque é sempre tão teimosa? – disse enquanto dirigia. – Paola...
-Não precisa obrigada! – continuei andando.
-Não está com medo? – Ana era uma das poucas pessoas que sabiam sobre o meu medo.
-Não! – falei irritada.
Ela não pode sumir por um mês e depois aparecer como se nada tivesse acontecido.


“Eu não entraria naquele carro por nada nesse mundo!” – pensei.


Um grande barulho me fez parar e me encolher. Ana abriu a porta do carona.
- Entra vai... – Não pensei duas vezes e corri para dentro do carro. Ana riu. Provavelmente da minha cara assustada.
-Não ria de mim! – falei irritada.
- Você é adorável! – Quando percebi que estava sorrindo fechei a cara na mesma hora.

“Seja forte Paola!”

 

-Não vamos sair daqui? - falei seca.

Ana me olhou rindo e deu partido no carro em poucos minutos estávamos em frente ao meu apartamento.

-Obrigada pela carona, tchau! - no mesmo momento que abri a porta do carro Ana segurou meu braço.

-Espera… - respirei fundo e não encarei Ana Paula. Eu não podia me encantar de novo e acreditar novamente nas suas mentiras.

-Desculpa ,mas preciso mesmo ir…

Ana não soltou meu braço, ela apertava de leve. Ela soltou o cinto e puxou para perto

-Porque é sempre tão teimosa?! - Ela avançou sobre meus lábios.

-Me solta sua… - Empurrei Ana Paula.

Ela sorriu de lado e subiu em meu colo.

Ela me desarmava completamente.

-Sua…. - Falou levando os lábios até meu pescoço. Ana foi direto no meu ponto fraco.

-Melhor parar… - sussurrei.

-Tem certeza?! - Ela continuou com seus beijos e levou uma de suas mãos para dentro da minha calça.

Era o que faltava para perder minha sanidade. No primeiro gemido ,escutei sua risada baixa e seus movimentos se tornaram mais ousados.

Como eu era fraca quando se tratava daquela mulher! Alguns beijos e toda minha razão ia para o espaço.

Ainda chovia muito,e dentro do seu carro meus gemidos se misturavam com os seus. Eu já estava entregue no momento que entrei, devia saber disso. Ela tinha plena consciência disso.

-Isso não está justo… - Falei enquanto ela tirava minha blusa e meu sutiã.

Ana ainda estava usando seu vestido.

Ela me olhou com malícia e tirou a peça de roupa no segundo seguinte. Ela rebolou em meu colo enquanto me beijava.

-Vamos subir! - falei ofegante.

-Não! - Ela disse autoritária. - Aqui…

Antes que pudesse discutir ela tomou minha boca em um beijo selvagem.

Era duro admitir, mas eu não voltaria para Ana. Aquela seria a última vez. Mesmo sem ela ter consciência disso, seus beijos e suas mãos se despediam do meu corpo a cada toque.

Eu me entreguei aquele momento, e deixaria cada detalhe guardado na memória. Eu passaria a vida revivendo aquele amor impossível. Pelo menos nos meus sonhos, Ana seria sempre minha. Só minha.

Nós entregamos como nunca antes. Não foi bruto e luxurioso, como era na maioria das vezes. Foi calmo e romântico. Pela primeira vez, fizemos amor e não somente sexo.

Ana me abraçou assim que chegou ao seu ápice. Ela se agarrou ao meu pescoço. E ali tive certeza que era a última vez para ela também.

Chorei. Fiz a única coisa que podia naquele momento. Eu abracei apertado Ana Paula. E ela retribuiu com a mesma intensidade.

Que coisa engraçada, nos conhecemos em um dia como esse… uma forte chuva caia no Rio de Janeiro. E agora no momento da nossa despedida, o mesmo tempo chuvoso se repetia. Ana era assim, meu temporal.

Ela saiu do meu colo e se vestiu. Era hora de dizer adeus. Nenhuma das duas dizia uma palavra sequer.

-Acho melhor eu subir… - Falei sem encarar Ana.

Abri a porta do carro.

-Eu sinto muito… - Ana estava chorando. Era a primeira vez que a via tão vulnerável.

-Não se culpe Ana… Eu ficarei bem! - Suspirei e tentei conter o choro também. Ela enxugou as lágrimas.

-Adeus Ana Paula! - Desci do carro sem olhar para trás. Corri pela chuva até a entrada do meu prédio e subi as escadas correndo. Eu literalmente fugi. Eu corri o mais rápido possível daquele carro, antes que eu cedesse de novo.

Sentei no chão, encostada na porta que acabei de bater.

Batidas na porta me assustaram.

Levantei secando as lágrimas. Bateram de novo e quando abri Ana estava parada na porta com uma mala em suas mãos.

-Você não me deixou terminar… - Ela disse calma.

-Não precisa dizer nada, eu entendo…

-Cala a boca Paola! - Ela falou autoritária. Eu me calei e Ana suavizou as feições do seu rosto. - Eu sinto muito… Por ter feito você passar por toda essa situação. Sinto muito por tê-la colocado na confusão que é minha vida. Eu sinto muito por ter feito de amante a única mulher que me amou de verdade na vida. - Ana estava emocionada. Ela sorria entra as lagrimas, e a cada palavra eu via o alivio que ela sentia. - Eu sinto muito por esse mês que passei fora, mas eu precisava organizar minha vida… colocar um fim em tudo que me fazia infeliz, para enfim ser feliz somente com você! - Ela colocou a mala no chão. - Eu… Eu amo você Paola! - Meu coração deu um pulo dentro do peito.

 

“Amava você, mas será que esse sentimento é recíproco?”

 

 

Minha maior dúvida durante todos aqueles meses, foi sanada. Ana me amava. Eu esperei tanto para ouvir aquilo, que quando escutei, eu não soube o que fazer ou falar.

 

-Você pode dizer “Eu amo você também” - Ana disse rindo.

Sorri junto com ela. Puxei Ana para meus braços.

-Eu amo você! - Disse no seu ouvido. - Amo você! Amo você! - repetia sem parar.

Ela se afastou um pouco, somente para me encarar.

-Será que ainda tem espaço para mim nesse apartamento?! - Olhei para mala ao seu lado.

-É sério?! Tipo você quer vir morar aqui comigo?! - Ana riu. - Nesse apartamento velho no centro do Rio?!

-Foi aqui que vive os melhores momentos da minha vida! Não me importo com luxo… Sempre tive dinheiro meu amor, e nunca fui verdadeiramente feliz! E sim eu quero ficar com você aqui ou em qualquer outro lugar! Você aceita uma mulher mais velha, cheia de problemas, mandona e completamente apaixonada por você, na sua vida? Prometo fazer amor com você todas as noites... – Ela riu maliciosa.

Ana não estava se despedindo de mim naquele carro, ela estava se despedindo da sua antiga vida. E agora estava na minha frente vulnerável e entregue.

 

Afinal, não era isso que eu queria todo esse tempo?

 

Nenhuma palavra foi dita. Ana entendeu pelo meu olhar, qual era a minha decisão.

Peguei somente a sua mala do chão e entrei em meu apartamento atrás dela.

 

” você teria coragem de largar tudo para ficar comigo?! Depois de tantas decepções na sua vida, ainda tem espaço para o amor no seu coração?!”
 

 

 Fechei a porta para todas as dúvidas e entrei com a certeza que tinha encontrado as respostas que tanto procurei.

 

 

 



















 

 












 

 


Notas Finais


Bjos


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