História Eu Quero Você - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~Tokki2

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Fluffly, Jikook, Menção Namjin, Menção Taegi, Mpreg, Romance, Top!jimin
Visualizações 903
Palavras 2.054
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! *-*

Capítulo 11 - 10. Conselho de mãe sempre funciona!


No outro dia, quando Jimin saí do hospital, vai direto pra casa do Jin. Agora que não estava mais ocupado, mesno não querendo, pôde pensar bastante. Não acreditava que o Jeon havia perdoado Yoongi tão fácil. Em sua opinião, para perdoar fácil você deve amar, então Jungkook amava o ex amigo? Certamente agora que Yoongi se intrometeu naquilo ficaria jogado de escanteio e pensar nisso doía mais que tudo.

Percebeu que o mais novo nem notou sua chegada, estava ocupado demais tagalerando com o cara que lhe fez sofrer no passado. Este, brincava alegre com o bebê. Sentiu o peito apertar, eles pareciam uma família feliz.

— Amor, você chegou! — o abraçou sendo correspondido por um beijinho... estranho. — Aconteceu alguma coisa?

— Precisamos conversar. — disse sério.

— Suga, nós vamos ali, toma conta do Kwan direito, hein?

— Que juízo você faz de mim? — riu. — Fica tranquilo. Vou cuidar muito bem do meu pequeno. — nem é preciso dizer o quanto a presença e palavras dele afetavam Jimin.

— O que está acontecendo? — ele perguntou ao irem para a varanda dos fundos.

— Quero te avisar que vou pra minha casa.

— Por que? — fez um bico chateado.

— Agora que são uma família feliz sinto que não tenho nada mais a fazer aqui. — Kook ficou boquiaberto.

— Não acredito! Você está sendo muito idiota.

— Também acho.

— O que? — o loiro não queria dizer nada mas as palavras simplesmente saíram de seus lábios.

— Você o perdoou tão rápido, deve amá-lo. É por essa razão que estou indo, cansei de estar sendo feito de idiota. — disse sarcástico.

— Não venha com ciúmes pra cima de mim! Eu nunca te dei motivos pra duvidar, muito pelo contrário. E eu o perdoei, mesmo depois de tanta coisa, porque sou assim! Não consigo guardar rancor e você sabe que sempre acreditei que as pessoas merecem uma segunda chance, principalmente quando se provam arrependidas. Se a merda do meu pai aparecesse aqui, eu perdoaria também se estivesse arrependido e me provasse isso. Não faço nada mais que deixar o Suga provar. Me mostrar que é uma pessoa melhor e que pode conviver bem comigo, com você e, principalmente, com Kwan! Não é por mim mas pelo meu filho. Não acha que futuramente eu poderia ser o "vilão" da história quando ele soubesse que o pai se arrependeu, bateu na porta e não deixei ele entrar por conta de orgulho? Eu jamais me perdoaria se meu filho virasse as costas ou ficasse com raiva por não permitir que o progenitor estivesse presente em sua vida! Também, estar deixando-o fazer parte da família não significava casar com ele e ter mais filhos! Se fosse acontecer não acha que já teria te mandado embora? Eu sou honesto com meus sentimentos. Na vida posso ser tudo, menos traidor! Mas se está achando isso de mim, se pensa que estou te enganando, é melhor você ir! — falou visivelmente alterado.

— Você não entende! Em todo momento da merda do seu discurso só teve "meu filho" e "pai dele". Onde diabos eu me encaixo nesse história? Não consigo ver! Só vejo vocês dois sendo felizes com Kwan, exatamente como vi agora a pouco. Quer saber? Não diz mais nada, eu também não irei. Preciso de um tempo. Passar bem. — saí sem dizer mais nada.

— Droga!!! — grita deixando as lágrimas caírem.

— Está tudo bem? O Jimin saiu como um furacão.

— Não, Suga, não está nada bem! Aquele idiota... Ele... Ele está cheio de paranóias! Não consegue ver que nessa história é o meu homem e que também é o pai do meu filho. Onde estava a palavra dele de "não ajudei a fazer mas vou criar"? Não consigo ver o porque dele está fazendo isso.

— Está inseguro. Acredite. Eu também ficaria se estivesse no lugar dele.

— Mas por que? — choramingou, pegando o bebê no colo e abraçando com carinho.

— Nós dois tivemos um passado onde ele não fez parte e não sabe o que aconteceu entre a gente, a não ser sobre a briga quando fui um idiota. Ele pode imaginar mil e uma coisas ao pensar nisso. Com certeza, está com medo de futuramente querermos retornar à isso por eu estar aqui. Não vê que quando estou longe, ele fica bem? Querendo ou não temos uma ligação por conta de Kwan, estou aqui somente por ele e é digamos que a única coisa que me faz estar presente na sua vida. Eu presente, é igual, você se lembrar das nossas aventuras e vacilar nas escolhas. Jimin deve achar que essa ligação significa algo à mais ou que pode vir a significar. O que sabemos que não vai acontecer porque ambos estão muito bem e amando o ser do relacionamento atual. Tenta ficar mais calmo. Não é nada mais que pura insegurança e ciúmes dele.

— Ele não pode ser assim. Tem que ser mais confiante, acreditar. Eu o amei muito antes de você aparecer, tivemos um passado primeiro, a única pessoa que irei vacilar e sempre voltar será ele.

— Ótimo. Fale pra ele da próxima vez. Vou indo, desculpa por fazê-los brigar.

— Você não fez nada, inclusive, obrigado pela ajuda.

.

.

.

Alguns dias se passaram, Jungkook não procurou o mais velho porque fora ele quem pediu um tempo então que tivesse seu tempo. Mas quando voltasse, conversaria direito com o Sr. Park.

O doutor passou seus dias se isolando de tudo que lembrasse o outro, mantendo-se ocupado para não pensar nas suas paranóias e nem pra ficar com saudade. Mas naquela sexta-feira não aguentou ficar ali sem fazer nada, sozinho, pensando e remoendo as coisas. Precisava desabafar, logo, foi para casa de Nari.

— Filho? Senti sua falta! — a abraçou e não soltou mais. — Tá bom. O que houve?

— Nada.

— Eu te conheço muito bem. — ele suspirou, soltando-se e entrando na casa.

— Eu quero desabafar.

— Senta aqui. — chamou-o pro sofá. — Pode dizer tudo, meu bem.

— Eu estava com medo, por isso, sempre mantive Jungkook e o bebê pertinho de mim. Mas o que eu temia aconteceu. Estou me sentindo péssimo, principalmente depois de descutir com ele. Fiz tantos planos... Agora não faço ideia se quero continuar com eles. Acho melhor me afastar.

— Se quer meu conselho, explica direito!

— O pai de sangue do Kwan apareceu, depois de todo esse tempo onde nem procurou saber se eles estavam bem ou não. Jungkook com aquele coração bom e com os ideias dele, o perdoou. Está dando uma segunda chance para ele provar ser diferente do estúpido que foi. Yoongi se aproximou, agora passa um bom tempo com o bebê e com Jungkook, eles se divertem juntos. Eu fiquei enciumado e com medo do Kook me deixar agora que eles parecem ser uma família perfeita. Nós brigamos. Eu entendi o lado dele mas não consigo deixar de pensar que não me encaixo ali. Kwan já tem os progenitores por que eu seria algo pra ele? Como seria? Não sei explicar só... me senti tão mal ao vê-los juntos, tão felizes... Senti que não deveria estar ali, que estava atrapalhando. Vai ver possam retomar ao que tiveram se eu não estiver presente. Essa história sempre foi deles, não minha, eu só fui um ajudante nesse tempo. Um intruso. Odeio esse sentimento mas não posso me enganar. Kwan vai crescer ao lado dos pais e, se eu ficar lá, apenas serei o coadjuvante dessa história. Eu os amo tanto que me sinto um nada sem eles. E eu consigo ver no futuro perdendo-os por não ter nada haver com isso. Mesmo que Jeon não mude de ideia, um dia Kwan vai saber que não tem meu sangue. Então ele vai dizer que não posso opinar em sua vida porque não sou seu pai. E vai doer muito mais do que dói ao pensar. Sinto tanto medo. Estou com medo de tudo. — deixou algumas lágrimas escaparem. — Eu queria ser importante, mãe. Queria continuar com o Kookie como sempre foi, cuidando, lhe dando amor e agora também dando carinho ao bebê. Mas é tão complicado. Por que tem que ser assim?

— Porque é você o único a complicar as coisas! Nada é como você está pensando. Não fique mal por algo que você nunca poderá ter certeza que vai acontecer. Você não prevê o futuro, Jimin. Essa é a sua insegurança falando, não você. O meu Jimin é decidido, como o dia do telefonema. Você quer e batalha pelo que quer. Não fica pensando e chorando pelos cantos. Você quer ser do Jungkook e quer que ele seja sempre seu? Continue lutando por isso como vem fazendo todo esse tempo. Quer que o Kwan te reconheça como pai? Então seja o pai! Você está sendo? Não. Está reclamando de algo que nem vai acontecer. Agindo dessa forma que você deve ter medo do Yoongi tomar o seu lugar!

— Mamãe...

— Eu não terminei! Você diz que não sabe onde se encaixa, qual a sua importância e que não pertence a isso, o que é uma pura mentira. Nós dois sabemos que você é tudo pro Jeon, a história dele começou a anos atrás, quando ele te encontrou. Você é o principal, Jimin. É você quem vem iluminando, apoiando, amando, sendo a pessoa mais importante e sendo o sonho real dele. Jungkook te ama na mesma intensidade que você o ama e seu lugar é ao lado dele. Você faz mais parte disso do que qualquer outro. Não tire isso da mente e não deixe ninguém querer provar o contrário, muito menos você mesmo. Não se desmereça. Continue o meu garoto, agora homem, confiante que não se abala por nada. Sobre o Kwan, tenho certeza que ele nunca irá se voltar contra você, pelo contrário, vai te amar igualmente a Jungkook ao ver o quão empenhado é em fazê-lo ficar bem e feliz. Você é maravilhoso, ele terá orgulho de te ter como pai.

— Como pode ter tanta certeza?

— A mesma coisa aconteceu comigo. Nunca achei necessário dizer mas sinto que agora é um bom momento. Eu estava na mesma posição do Kwan. Convivi com seus avós desde meu nascimento, obviamente. E sempre tinha um homem muito presente na nossa família, não entendia mas não importava porque ele era muito bom pra mim e o amava também. Quando completei sete anos e já começava a entender melhor as coisas, me contaram que seu avô não era meu pai. Quer dizer, não de sangue. Era aquele homem que vinha passar o tempo comigo. Não troquei seu avô, nunca poderia, ele sempre foi especial e sempre o amei. Com o passar dos anos foram me dando mais e mais detalhes da história. Nunca fui contra nenhum deles e não tinha o porque odiar ninguém, sentia que tinha dois pais e não era estranho, eu os amava igualmente. Ambos eram importantes, ambos me faziam feliz por mais que um ficasse mais tempo ao meu lado. Quando completei quinze anos meu pai biológico morreu. Foi doloroso. Todos concordaram em não ficar comentando sobre ele por um tempo para não me fazer lembrar e ficar chorando mas acabou seguindo até hoje. A questão é que sempre considerei seu avô como se fosse do meu sangue porque ele cuidou de mim, me amou, esteve ao meu lado sendo meu pai. Por isso, garanto que Kwan vai te amar muito como pai. Eu sei que você dará e será o melhor pra ele.

— Oh. Eu não sei o que dizer...

— Não tem que dizer nada. Pelo menos, não a mim.

Jungkook... — murmurou. — Eu vacilei com ele. Como fui idiota por me deixei levar por minhas ideias sem cabimento?! Tenho que consertar as coisas. Obrigado por abrir meus olhos, mãe!

— Estarei aqui sempre que precisar. — sorriu.

Jimin não podia deixar que o clima ficasse ruim entre eles, não mais. Amava Kwan, amava Jungkook e era amado de volta, então iria lutar por eles sempre!

Jin quem abriu a porta, o loiro foi direto pro quarto de Jeon. Escorou no batente da porta, assistindo-o terminar de trocar o bebê. Sorriu, sentindo o coração inflar.

Quando Kook se virou, levou um susto mas manteve-se em silêncio apenas encarando Park.

— Posso entrar? — perguntou sentindo o olhar dele queimar em si.


Notas Finais


Ser inseguro é foda, ainda bem q Jimin acordou pra vida ^-^


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