História Eu Quero Você - Capítulo 24


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Hidan, Hinata Hyuuga, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Mei, Minato "Yondaime" Namikaze, Moegi, Naruto Uzumaki, Rin Nohara, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki
Tags Drama, Naruto, Romance, Sakusasu, Sasusaku
Visualizações 1.109
Palavras 2.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Karin na capa de hoje ♥

Capítulo 24 - Capítulo XXIV


Fanfic / Fanfiction Eu Quero Você - Capítulo 24 - Capítulo XXIV

O enterro de Naruto aconteceu no dia seguinte. As mulheres vestiam preto, e os homens traziam atada faixas pretas do braço. Hinata estava ao lado de Sakura, apertando as mãos, com os olhos pregados na cova recém aberta. Em frente estava Kushina, com o rosto incrivelmente pálido contrastando com o preto do vestido,  e nem mesmo no funeral do filho mudaria a face sem emoção que sempre tinha.

Depois da cerimônia e o caixão foi abaixado ao solo, as pessoas presentes passaram um por um, dando suas condolências, Sakura sabia que deveria ir ao encontro de Kushina e apoiá-la, mas simplesmente não conseguia.

Não dormira direito, com sua mente voando entre as acusações de Kushina para sua mãe.

Sakura saiu caminhando, em direção ao outro túmulo, ao lado do de Naruto, ficava o de seu pai. Na parte superior da sepultura de Minato Uzumaki encontrava-se o de sua mãe. Ficou simplesmente olhando, até ver se aproximar Sasuke com um sorriso cansado. Ele se aproximou mais, encaixando-a entre seus braços, apoiando seu queixo no topo de sua cabeça. De alguma forma, o toque gentil dele acalmava todo seu temor e a enchia de forças.

- Está preocupada. - Afirmou Sasuke. - Percebo, somente de olhar seu rosto, algo além da morte de Naruto a perturba.

Sakura concordou.

- É que... Kushina acusou minha mãe de ter roubado Minato dela. Disse-me que estavam tendo um caso.

Sasuke a olhou diretamente nos olhos.

- E você acreditou nela?

- Não sei por que Kushina mentiria com uma coisa dessas. Ela amava ele e nunca mancharia seu nome só para me chatear. Eu creio que ela acredita no que falou. Mas, se é verdade... Não sei. Não quero pensar isso da minha mãe.

Ergueu o rosto para olhá-lo, com o rosto preocupado, ao mesmo tempo em que o marido lhe apertava a mão, indo em direção a carruagem.

- Tia Kushina sempre pensa o pior das pessoas, é cheia de raiva e nojo, e o fato dela acreditar nisso não o faz ser verdade.

- Eu sei. Fiquei repetindo isso infinitas vezes para mim, mas há coisas...

- Quais?

- Coisas... Sobre a nossa situação aqui na Casa Uchiha. Minha mãe era prima de Kushina, mas não tinha nenhuma relação com Minato. Mas, era óbvio que não foi ela a deixar que viéssemos para cá, logo, de vê ter sido Minato. E desde quando ele possuía alguma compaixão?

- Ele me abrigou, embora me odiasse. - Disse Sasuke.

- Sim, mas era sua obrigação. Seu avô passou a sua guarda para ele, e bem, ele esperava que você morresse antes de seu avô, sendo ele a herdar o título... Eu queria apenas saber se isso tem fundamento. Pensei... Que a Sra. Chiyo pudesse saber de algo que pudesse confirmar ou não a versão de Kushina.

- Talvez sim. Deveria conversar com ela antes de acreditar em minha tia. Irei com você até lá amanhã.

Sakura sorriu, sentindo-se um pouco melhor. Fosse o que fosse a verdade, não pareceria tão ruim se Sasuke estivesse ao seu lado.

*

Lady Uchiha estava descendo para o jantar, na mesma noite, quando viu a porta do quarto de Karin totalmente aberta. A irmã de Naruto estava de pé em frente a penteadeira com uma caixa de jóias em mãos, com um rosto preocupado, procurando algo.

O coração de Sakura começou a bater irregularmente. Decidida entrou apressada no quarto.

- Não vai descer para jantar? Eu lhe faço companhia, se me permitir.

- O quê? - Perguntou Karin, distraída. - Ah, sim. Desculpe-me. Estou me sentindo tão... Estranha. É como se tudo passasse a minha volta tão rápido que me perco no tempo. - Balançou a cabeça. - É uma bobagem, eu sei. Estou aqui há um tempo, tentando encontrar uns brincos para colocar. Pelo que vejo não tenho nada de azeviche*

Sakura caminhou até ficar ao lado dela, olhando a caixa.

- Possui jóias muito lindas.

E então, viu um reflexo vermelho no meio das peças misturadas. Era um brinco, um pingente de rubis, mas não faltava nenhum. Tentando não parecer óbvia, procurou pela caixa o par, ou de um cordão que fizesse conjunto com ele.

Karin praticamente arrancou a joia de sua mão, Sakura a olhou intrigada pela reação. Ela a fitava de um modo que quase mostrava medo em seus olhos.

O coração de Sakura pareceu parar. Seria Karin a assassina de Naruto?

- Esse rubis são lindos. - Elogiou, olhando Karin. - Tem algum cordão que combine com eles?

- Claro. - O medo dela pareceu aumentar.

- Adoraria vê-lo. - Disse Sakura, lutando contra si mesma para manter o tom de voz igual apesar da tensão que crescia dentro de si.

- Por quê? Ai meu Deus, você sabe não sabe? - Karin levou a mãos aos lábios, com os olhos arregalados. - Como poderia saber? Por favor, não conte a Suigetsu...

- Karin... Tenho certeza que teve uma razão para fazer o que fez. - Começou Sakura, mantendo a voz calma, enquanto levava a mão ao braço de Karin. - Não o condenarão se contar.

- Não! - Exclamou Karin, saindo de perto de Sakura, dando uns passos para trás. - Não posso contar para ele. Você não pode entender. - Lágrimas inundaram os olhos dela. - Como soube? Quem lhe contou? Naruto?

- O quê? - Perguntou, achando que Karin tivesse enlouquecido.

- Ele me prometeu que não contaria a ninguém. Dei dinheiro para ele não fizesse.

- Karin... Do que está falando? - Perguntou Sakura, percebendo que não estava falando do mesmo assunto. - O que Naruto prometeu não contar? Por que lhe deu dinheiro?

- Então... Quer dizer que não sabia de nada? Mas você... Acho que estou ficando maluca. Pensei que tivesse percebido que os rubis são falsos. - Dizendo isso soltou uma gargalhada histérica.

- Quer dizer que não são verdadeiros?

- Não. Esse é o problema. - Lamentou Karin. - Suigetsu ficará furioso se descobrir. Tenho medo que algum dia ele os examine e veja que são falsos.

- Ele não sabe?

- Claro que não! Que confusão. - Karin atirou-se na cadeira, de forma que se Kushina estivesse presente a repreenderia pelo desleixo. Apoiou os cotovelos sobre na penteadeira e abaixou a cabeça descansando-a nas mãos. - Por que me deixou perder tanto dinheiro?

- Jogando? - Perguntou Sakura, entrando no assunto da conversa.

A irmã de Naruto concordou.

- No inicio eu ganhava. Era tão emocionante! - Ela ergueu a cabeça com os olhos brilhando de emoção com a lembrança. - Meu irmão conhecia a todos. Ele que me levou até os jogos. Pensei que eram pessoas descentes, mesmo que eu não as conhecesse. Eram inocentes rodas de carteado na casa da Sra. Tayuya Watanabe. Não era como ir a casa de jogos*

- E então começou a perder dinheiro.

Karin suspirou.

- Sim. Um monte. Não sabia como podia perder tanto se só ganhava no inicio. Sir Suigetsu disse que eles tinham me enganado... Que me deixaram ganhar para me pregar uma armadilha. - Karin a olhou com os olhos novamente carregados em lágrimas, como uma criança que parecia descobrir que não existia fadas. - Acha que ele tem razão?

- Acredito que sim. O Sr. Kabuto contou que Naruto fazia esse tipo de coisa, levava pessoas aos seus "amigos" que trapaceavam no carteado.

Karin concordou triste.

- Nunca pensei que ele faria isso comigo... Não éramos muito ligados, mas eu era irmã dele!

- Ele era maldoso. Pareceu que estava desesperado por dinheiro.

- Eu sei. Ele me ameaçou para guardar segredo.

- Sobre o quê? O jogo?

- Não, pelas jóias. Ele não faz ideia sobre as jóias. - Explicou Karin. - Eu as vendi. Não tinha como pagar minhas dividas e eles não iam deixar continuar a jogar se não pagasse. Isso foi antes de Suigetsu descobrir. Não sabia o que fazer, joguei todo o dinheiro da minha herança fora. Não tinha pagado a costureira, a chapeleira... Tinha gasto tudo no jogo. Perdi o controle, tinha que continuar jogando, sabe? Era o único jeito de ter meu dinheiro. E então Naruto... Ele foi tão sujo, ele me sugeriu aquilo! - Ela parecia agora indignada enquanto limpava os olhos.

- Sugeriu que vendesse as jóias? - Completou Sakura.

- Me disse para penhorar, com o dinheiro continuaria a jogar, e pegar meu dinheiro de volta. Eles me pagaram tão pouco por elas! No fim não consegui nenhuma joia. Se Suigetsu descobrir ficará tão bravo.

- Entendo...

- Então Naruto começou a me pedir dinheiro, dizendo que se não emprestasse contaria para meu marido sobre as jóias e sobre tudo! Começou a dizer piadinhas e insinuando algo sobre minhas jóias. Me sinto tão mal em pensar que quando vi Naruto estirado no chão, fiquei tão aliviada.

Sakura suspirou, imaginava se Karin tinha ideia do quanto contara. A irmã de Naruto tinha motivos para matar o irmão. Se ele estivesse vivo, continuaria a pedir dinheiro em troca do silêncio, a morte dele tirara um fardo das costas de Karin.

Mesmo assim, Sakura não conseguia deixar de sentir pena da mulher. Não só pelo fato de Naruto tirava-lhe dinheiro, mas também pelo medo que ela sentia se o marido descobrisse a verdade.

- Karin... Talvez fosse melhor contar a verdade a Sir Suigetsu. Ele sabe que fez por que estava desesperada.

- Não. Não poderia. Ele não deve saber. Os rubis eram herança de família. Assim como os anéis. E muitas das jóias foram presentes dele. Meu marido enlouqueceria.

- No começo sim, mas não eternamente. Assim ele pode reaver a herança. Será pior se ele descobrir daqui a alguns anos e não poder fazer mais nada.

Karin mostrou-se imutável em contar a verdade ao marido, fazendo Sakura prometer que não contaria nada a ninguém. Mas, pensava em contar a Sasuke e se concluíssem que a irmã de Naruto o tinha matado, então tudo viria à tona.

- Então Karin. - Vendo ela secando as últimas lágrimas. - Vamos jantar?

Ela abriu um sorriso gentil, e saíram juntas do quarto.

Quando deixou o quarto, Sakura ficou imaginando como seria viver com medo e mentido para o marido, sempre preocupada que ele descobrisse. Como poderia ser feliz no casamento quando tinha que fingir todo o tempo?

Porém naquela noite quando estava sozinha na cama, acordada esperando ouvir o som da porta abrindo e Lorde Uchiha entrando em seu quarto, perguntou para si se o que estava vivendo não era uma grande mentira, como a de Karin.

Fingia ser uma esposa, mas passava as noites sozinhas. Nunca deveria ter concordado com aquele tipo de união. Não podia deixar de perguntar como conseguiria viver o resto da vida desse jeito.

As lágrimas molhavam-lhe o rosto. Enterrou-o no travesseiro. Não mentia somente para o marido como para si mesma. Fingindo que tudo que sentia por Sasuke era apenas amizade.

A verdade era que amava Sasuke desde sua infância. Durante todo o tempo que passaram afastado, o amor por ele ficara adormecido dentro de seu coração e bastou ele voltar para que tudo ressurgisse, deixando de ser o amor de criança, passando para o do tipo que ligavam uma mulher a um homem, algo profundo e vibrante.

Em seu coração era esposa de Conde Uchiha. O único homem que amava e amaria em toda a vida. Desejava mais. Desejava ser tudo que ele precisava. Unir a ele em todos os sentidos. Conhecer o toque, o beijo e a luxuria que sabia que poderia ter entre ambos.

Mas a ideia de que Sasuke não tinha o mesmo sentimento era como uma nuvem negra, nublando seu casamento. Dizia ter por ela um carinho de um amigo, mostrando o quanto era grato e cumprira a promessa da infância de um dia buscá-la. Mas, nunca falou de amor. Ele dizia que era incapaz de ter algo assim.

Tinha certeza que Sasuke era capaz de amar. O que lhe machucava tanto o coração era pensar que ele talvez só não fosse capaz de amar a ela.
 


Notas Finais


• AZEVICHE:. Tipo, fui procurar pedras negras que fossem parecidas com ônix e encontrei essa. São bem parecidas, porém essa é um pouquinho mais cara atualmente. Antes valiam bem mais.
• As casa de jogos que Karin fala, eram lugares onde homens e "mulheres de baixa reputação" (cortesãs e prostitutas) em sua maioria frequentavam para jogar, beber, fumar e outras coisas a mais...
• CORTESÃS:. era um termo utilizado para referir-se às amantes que se associavam aos ricos e poderosos nobres que as proviam de luxo e bem-estar, assim como status junto à corte, em troca de sua companhia e seus favores


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