História Eu Quero Você - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Drama, Naruto, Romance, Sakusasu, Sasusaku
Visualizações 197
Palavras 2.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Passando para lembrar: Mikoto era irmã de Minato, por isso eles têm sobrenomes diferente. Mebuki era prima de Kushina!

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Eu Quero Você - Capítulo 3 - Capítulo III

- Sim. - Falou rapidamente a mãe, abrindo um sorriso  grande, quase assustador. - Ficaremos encantadas com uma visita tão ilustre em nossa casa. - Ela passou o endereço e falou - Não é um dos mais finos endereços. É a primeira temporada da minha TenTen e não sabia quão antes deveria alugar uma casa.

- Tenho certeza que a presença de lindas damas alegram qualquer lugar. - Respondeu Sasuke educadamente.

TenTen e a mãe sorriram com o comentário e Sakura sentiu um ciúme quase infantil. Queria gritar que Sasuke era dela. Mas, é lógico que aquilo era um absurdo. Sasuke não era, e nunca poderia ser somente dela.

Sasuke saiu com um gesto de cabeça e um sorriso neutro a todas. Logo que ele saiu, TenTen e a mãe olharam para Sakura.

- Você não disse que conhecia Lorde Uchiha. - Falou a Sra. Mitsashi, em um tom de prazer reprimida.

- Não sabia se ele se lembraria de mim - Respondeu Sakura. - Faz muitos anos desde que nos vimos pela última vez.

- Como o conheceu? - Perguntou TenTen, chegando mais perto de Sakura, ignorando o jovem que estava atrás dela.

- Éramos amigos quando crianças - explicou. - Morava... Perto da família dele. - Seria complicado explicar tudo, e aquilo pertencia somente aos dois.

- É muita bondade ele lhe procurar - Falou a Sra. Mitsashi, sem se preocupar com a maldade de suas palavras.

Sakura já acostumada com sua posição ignorou o desdém da mulher.

- Ele é muito bondoso.

- Sem dúvida ele quer conhecer TenTen - continuou a mãe, tentando entender como um nobre se relacionava com uma pessoa de baixa classe social como Sakura. - E conhecer você, Sakura, facilitou as apresentações.

Sakura tentava conter sua raiva. Lembrou-se  que a Sra. Mitsashi não tinha senso, e talvez não quisesse ser rude. Ou achava que Sakura não tivesse moral o suficiente para se ofender. Sasuke se aproximou para falar com ela e não para ser apresentado a Srta. Mitsashi.

Entretanto quando mais se passava a noite, olhava TenTen flertar com seu bando de admiradores, não parava de dançar e sua certeza começava a desmanchar-se. TenTen era extremamente bonita e atraente, e ela...

Seu olhar parou na sua roupa escura e gasta. Estava vestida como uma governanta, cabelos presos em um coque alto. Uma Dama de Companhia não podia chamar atenção. Especialmente com a Sra. Mitsashi, que detestava qualquer concorrência com sua filha. Como alguém poderia lhe olhar quando ficava ao lado de TenTen?

Sakura pensou sobre isso pelo resto da noite. Não acreditava que ela a tivesse usado para ser apresentado a TenTen. Por outro lado, era realista para saber que ele tinha percebido a beleza da moça quando a conhecera. E também ele mostrou o desejo de visitá-la. Isso deveria ter mais ligação com a beleza de TenTen do que com sua amizade.

Não se julgava no direito de achar que Sasuke pensava nela com interesse romântico. Há muito tempo desistiu desses sonhos de infância. Era agora uma mulher adulta, e era consciente de que nada sabia daquele homem. Conhecia o menino. Mas um dia foi muito querido, e doía pensar que seu interesse por visitá-la era penas por TenTen.

Durante a volta para casa, a Sra. Mitsashi e a filha abarrotaram-na com perguntas sobre o lindo e solteiro Lorde Uchiha. Quantos anos tem? Tem casa em Londres? É tão rico como dizem?

- Ele tem 28 anos, e o resto eu não sei. - Respondeu Sakura, cansada. - Não conversamos sobre isso enquanto dançávamos. E não nos víamos há anos.

- As fofocas falam que tem uma enorme fortuna - Falou TenTen com os olhos brilhando.

- Ouvi dizer que fez dinheiro na China - acrescentou a Sra. Mitsashi - Não é adequado para um nobre, mas sua linhagem é impecável.

- E a fortuna é enorme - murmurou Sakura sarcasticamente.

- Sim, sim. - concordou a Sra. Mitsashi sem perceber o sarcasmo das palavras de Sakura.

- Já vi dizer que ele conseguiu fortuna na guerra. - Disse TenTen. - Konan Tanaka disse que a tia dela contou que ele era espião.

- Ela falou para que lado? - perguntou Sakura.

- Ninguém sabe. - Confidenciou TenTen com os olhos muitos abertos. - A reputação é de um homem bastante perigoso.

- E era um rebelde quando jovem. - Disse Sra. Mitsashi.

- Sempre foi muito desacreditado. - replicou Sakura. Aquela era o tipo de frase que sempre escutou sobre Sasuke desde o dia em que o conheceu.

- Todos falam... - Comentou TenTen.

- Ninguém o conhece. - Cortou Sakura.

- Sinceramente, Sakura - a Sra. Mitsashi olhou-a irritada.

Sakura segurou a raiva. Sua língua afiada sempre a coloca em apuros. Foi um ensinamento difícil, mas com o passar dos anos aprendeu a não discutir com os patrões.

- Desculpe-me, senhora. - disse ela. - Não pretendia desmenti-la. Só sei que Lorde Uchiha sempre foi julgado mais maldoso do que é na verdade.

A Sra. Mitsashi sorriu condescendente.

- Deve acreditar em mim, como alguém que já viveu muito. Onde há fumaça, há fogo.

O forte senso de humor de Sakura superou a raiva. A mulher declamou o provérbio como se fosse uma fonte de sabedoria eterna.

- Claro. - concordou Sakura, fechando os lábios para evitar uma risada. Afinal, que importância tinha o que uma idiota como a Sra. Mitsashi pensava sobre Sasuke Uchiha?

Ajeitou-se no canto da carruagem, ouvindo parte do cacarejo de TenTen sobre o melhor vestido e penteado para amanhã. Quando chegaram a casa, subiu para o quarto, um aposento sem muitos moveis no final do corredor, perto da ala dos serviçais. Como Dama de Companhia, seu quarto não ficava junto com o dos empregados, porém estava longe de ser confortável. Sakura pensou com nostalgia em suas acomodações quando trabalhava para a Sra. Tsunade.

Bem, lembrou a si mesma, morar em um quarto pequeno, tendo que aguentar uma patroa como a Sra. Mitsashi era melhor que continuar vivendo da caridade de Kushina e Minato Uzumaki.

Com uma careta, Sakura começou a tirar a roupa. A mente voltava ao tempo que viveu na propriedade dos Uzumaki. Achava que o fato de ter encontrado Sasuke a levou aquelas recordações, pois há muito tempo tinha enterrado suas lembranças, e não pensava muito no passado.

Sakura tinha 8 anos quando seu amado pai, o filho mais novo de um Barão, morreu. Lembrou-se de ter ficado na cama à noite, ouvindo o baixo choro da mãe no quarto ao lado. Sakura estava muito assustada para chorar.

Da noite para o dia, seu mundo virou de cabeça para baixo. Não apenas o pai a deixou, mas a mãe, sempre carinhosa e sorridente deu lugar a uma pessoa pálida, triste e ansiosa, sempre vivia pelos cantos chorando. Fora o caseiro, um homem bravo que vivia batendo na porta delas. As visitas faziam a mãe chorar.

Quando abandonaram a casa que vivera a vida inteira, saindo apenas com a roupa do corpo e as jóias da mãe e mudou-se para um conjunto de quartos em uma casa onde várias pessoas moravam. Sua mãe, Mebuki, passava o tempo escrevendo cartas. De tempos em tempo, Mebuki pegava a pequena caixa de jóias e avaliava o conteúdo. Escolhia um conjunto de brincos ou um bracelete. Saía por algumas horas e voltava com os olhos vermelhos e doces para Sakura.

Só anos depois entendeu o medo que a face de sua mãe mostrava. Uma mulher com uma criança pequena, sem dinheiro e sem habilidade para trabalhar, sobrevivia vendendo as poucas e preciosas jóias e sabia que logo iria acabar a única fonte de dinheiro e ficariam na miséria. A única renda da família era os poucos bens deixados pelo pai em custodia da avó e uma pequena quantia em dinheiro que ele ganhava escrevendo, e ambos meios acabaram com a morte do pai.

Um dia, um homem veio visitá-las. Falou rapidamente com a mãe, que começou a chorar. Sakura correu até ela, furiosa com o homem que magoou a mãe.

Mebuki estendeu os braços e abraçou a filha. Puxando-a de encontro ao peito, disse:

- Querida, este é o marido da prima Kushina, e ele acaba de nos salvar. Foram muito bondosos em nos convidar para morar com eles.

No dia seguinte, viajaram para a casa Uzumaki junto de Minato Uzumaki. A casa Uzumaki era um lugar grande e de porte, feito de rochas cinzas e fixas com cimento escuro. Para sua alegria não viveriam ali, mas sim em um pequeno chalé nos fundos.

Mebuki, explicou para sua filha que a sua prima Kushina, casou-se com Minato Uzumaki, que eles não os davam somente uma casa, mas permitiriam que fosse educada junto com os filhos deles na casa principal. Com cuidado, ensinou que deveria ser sempre educada e respeitar os Uzumaki. Nunca desmentir-los e não ser um estorvo. Estavam lá por caridade, devia brincar com os filhos deles somente quando quisessem e os filhos dos Uzumaki tinham sempre razão.

O aviso sempre irritava Sakura, que era uma menina independente. A irritava depender de alguém. Mas, a necessidade de agradar a mãe, a prometia seguir as ordens. Em seguida, foi levada à família que na mente da criança era muito poderosa.

Kushina Uzumaki era uma mulher alta, elegante e fria. Diferente da mãe curvilínea e pequena. Não parecia a mulher que deixasse uma criança sentar em seu colo. Não demonstrava carinho nem por ela, muito menos pela mãe. Achava difícil acreditar que era parente daquelas pessoas.

Kushina encarou Sakura, e mandou um dos empregados levá-la para a professora.

A professora era uma mulher que variava nos tons de cinza, os cabelos negros e vestido recatado. Chamava-se Srta. Shizune. Sakura foi apresentada também à Naruto e Karin Uzumaki.

Naruto era um menino forte que teria um ou dois anos a mais que ela, era arrogante e tinha olhos azuis frios.

- Você é mais um parente pobre. - falou ele, fazendo careta e mostrando a língua.

Sakura, não acostumada a outras crianças, ficou surpresa, mas fez uma reverencia educada e olhou para a irmã dele. Karin tinha quase a sua idade e era parecida com a mãe, alta para a idade e magra. Com cabelos longos e ruivos, presos em tranças colocadas no topo da cabeça.

- Oi. - Falou Karin, mais amigável que a mãe. - Mamãe disse que veio para brincar comigo.

- Sim, se quiser. - Respondeu Sakura, aliviada por haver uma pessoa que não tivesse repulsa por ela.

O olhar de Sakura passou pelas duas crianças e caiu em um menino que se encostava na estante de livros. Tinha as mãos enfiadas nos bolsos e com o rosto fechado. Parecia alguns anos mais velho que ela. Tinha cabelos escuros e densos que caiam desajeitados sobre o rosto e olhos igualmente negros. Olhou para Sakura sem expressão, enquanto ela olhava curiosa.

- Oi. - disse finalmente, curiosa com o menino que parecia mais interessante que o resto da família. - Meu nome é Sakura Haruno. Quem é você?

- Te interessa? - revidou o garoto.

- Sasuke! - Falou mal a professora.

- Ele mora com a gente. - Explicou Karin.

- É orfão. - Acrescentou Naruto com um sorriso de desprezo.

O garoto deu um olhar ameaçador para Naruto, mas não falou nada.

- O nome dele é Sasuke Uchiha - a professora informou - É primo dos meninos. Sr. Uzumaki é seu tutor. Como o Sr. Uzumaki é muito bondoso toma conta dele depois do acidente  dos pais e do irmão mais velho. Mas, sua pergunta foi grosseira. Deve aprender a controlar a língua. 

Sakura olhou a mulher, surpresa.

- Mas como eu saberia quem ele é?

A Srta. Shizune fechou o rosto e mandou ficar quieta. Sakura, lembrando do que a mãe falara segurou o protesto que faria. Olhou para Naruto, que encarava malicioso e em seguida Sasuke, que a observava indiferente.

Eles começaram a estudar. Como o pai de Sakura era estudioso, foi o seu professor no passado, então achava os trabalhos escolares fáceis e cansativos. A Srta. Shizune leu um trecho de um livro que Sakura já conhecia, e trabalhava para manter os olhos abertos. Viu que Sasuke, que tinha a cabeça jogada sobre a mesa, nem fingiu ouvir. Ela queria ser tão valente quanto ele.

Mais tarde, quando a Srta. Shizune escrevia no quadro alguns problemas, Naruto se retorcia na cadeira, entediado. Alguns instantes depois, ele tirou uma pedra pequena do bolso. Viu que Sakura o olhava, riu e piscou para ela. Após atirou a pedra na professora, que não a acertou, mas bateu no quadro assustando-a. Ela virou-se com raiva.

- Sasuke! Estenda as mãos.

Ela caminhou para o garoto com uma régua pesada.

- Não fiz nada. - Reclamou Sasuke, furioso. - Foi o Naruto.

- E agora está mentindo. - Falou a professora. - Estenda as mãos agora. - Levantou a régua.

- Não fui eu! - Repetiu Sasuke, enquanto se levantava encarando com raiva a professora.

- Está me desafiando? - Gritou a Srta. Shizune, parecendo assustada. - Vá para seu quarto.

- Ele está dizendo a verdade. - Defendeu Sakura - Foi o Naruto que jogou a pedra. Eu vi.

O olhar frio de Sasuke se voltou para Sakura. A professora também a olhou, com o rosto vermelho de raiva.

- Não minta para mim, criança. - Disse ela.

- Não estou mentindo! Eu não minto. Foi Naruto. Sasuke não fez nada.

Cada coisa que falava fazia a professora se enfurecer cada vez mais.

- Esse garoto já a corrompeu? Ou é farinha do mesmo saco? Não tenho dúvidas que foi largada no mundo, dependendo da caridade dos outros...

Lagrimas inundaram os olhos verdes de Sakura que sentiu um desejo de voar no pescoço daquela mulher e batê-la.

- Ainda bem que não dependemos da sua bondade - disse Sasuke para a professora, enquanto abria e fechava os punhos. - Pois é claro que não tem nenhuma.

- Vá para o quarto agora, vamos ver se amanhã será tão desafiador se ficar sem jantar.

- Não é justo! - gritou Sakura

- E você, ficará olhando para a parede no corredor até lhe dizer para parar. Sugiro que pense nos seus atos e se acha que uma dama diria as mesmas coisas.

Sasuke saiu do salão para uma sala ligada, batendo fortemente a porta.

Sakura ficou no corredor e mais tarde a Srta. Shizune deixou que voltasse para as aulas, ficou quieta ignorando os olhares irados de Naruto. No lanche, guardou uns sanduíches no bolso. Mais tarde quando deveriam ler e a Srta. Shizune dormia na cadeira, Sakura foi onde Sasuke estava.

Ele estava olhando para fora da janela e surpreendeu-se com a entrada rápida de Sakura. Franziu o rosto, e caminhou até ela.

- O que tá fazendo aqui? - sussurrou ele. - Se o dragão a pegar, vai castigá-la.

- Está dormindo. - Informou Sakura, tirando do bolso os sanduíches guardados em um guardanapo, e entregou a Sasuke.

Ele a encarou duvidoso.

- Por que está fazendo isso?

- Achei que ficaria com fome - explicou. Ele a encarou mais um minuto e começou a comer.

- Não deveria ter feito isso.

- Trazer comida? - Ele deu de ombro.

- E responder para o dragão. Naruto está sempre certo e eu sempre errado. É assim na casa Uzumaki.

- Não é Justo!

Novamente, Sasuke deu de ombros.

- Não importa, é assim que funciona - fez um gesto com a cabeça em direção a porta. - É melhor ir agora.

Sakura passou a sala em silencio, quando alcançou a maçaneta da porta, Sasuke falou baixinho:

- Obrigado.

Sakura virou-se e sorriu. Então ele devolveu o sorriso. Aquele raro e doce sorriso que transformava o rosto. Naquele instante, o laço entre eles foi formado.
 


Notas Finais


Muito obrigada pelos comentários <3
Quanto mais eu receber, mais rápido sairá os capítulos <3


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