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História Eu Reenvidico - Capítulo 3


Escrita por: e DanielaamF


Capítulo 3 - Encontros


Fanfic / Fanfiction Eu Reenvidico - Capítulo 3 - Encontros

- Temos de acabar esta porcaria, não aguento mais arte grega à minha frente. 

- Pois, eu estou farta de história em si.

Ella e Pinnie estavam assim desde o início do ano. Com trabalhos e reclamações e reclamações e trabalhos.  Mas como a vida não se resumia a disciplinas infelizes, Pinnie não se esquecera de Gafanhoto e insistia em saber mais sobre ele:

- Então e aquele menino? Tens falado com ele?

- Por acaso até falei. - afirma Ella, apesar das conversas dos dois serem tudo menos fruto do acaso. - Ele mudou imenso, agora até drogado está, mas não sei até que ponto isso é real. Tu é que devias ir falar com ele já que te interessa tanto.

- Ele falou comigo na missa sabias? Pareceu simpático. 

- Simpático ele é. Olha, tenho de ir, já acabamos por hoje certo? - Ella estava ligeiramente surpreendida por Pinnie não ter ligado muito ao que disse de Gafanhoto mas decidiu não mencionar. Não estava tão interessada assim e iria acabar por descobrir. Talvez ela só o achasse interessante, e não podia culpá-la.

- Sim, já é tarde e também tenho de ir para o ballet então vá, até amanhã.  

                            ****

Cece estava de novo à janela, a observar o mesmo rapaz de antes. Andava a vê-lo há imenso tempo, todos os dias. Nunca lhe dirigiu a palavra mas essa ideia não lhe saía da cabeça. Por outro lado, achava que devia ser ele, como cavalheiro, a iniciar conversa.

- Então mas porque não falas tu? Não tem mal nenhum - dizia Queque enquanto tentava não fazer o trabalho que adiava já há meses e que acabou a fazer sozinha, abandonada pela Polly.

Cece quase que se sente ofendida:

- Eu preciso é de um homem a sério, tem de ser ele a falar comigo. Devia ir contra ele para que repare em mim e depois bam!, ele é meu.

- É isso mesmo Cece! Mas não precisas de ninguém, és minha - declarou Jujuba entrando de rompão, numa tentativa falhada de ser sedutora.

- Vem cá meu amor - Cece abraça-a e atira-a para a cama. 

Ouve-se um suspiro de Queque, voltando contrariada aos trabalhos. Para sua salvação (e condenação)  Ella entra também no quarto, deparando-se também com as amigas, uma sobre a outra.

- Pronto, já começou. Então Jujuba, como vai o teu amiguinho? Nem sei como estás deste lado dos dormitórios... 

Jujuba mal reaje. Está estranha hoje. Estranhamente feliz. Estranhamente triste. É impossível decifrar completamente o estava a pensar e sentir. Ou assim pensava. 

- Como vai o teu? 

- Touchée. Mas agora a sério, conta coisas. - Ella tentava miseravelmente esconder a curiosidade. Nunca se aguentava muito mas tentar não matava ninguém - Os rumores sempre são verdadeiros?

- É assim, que eu saiba, ele nunca matou ninguém. O resto não sei. Mas também nunca perguntei nada. - e mais não disse. Jujuba nunca acreditou nessas histórias. Mas lá no fundo, tinha um certo medo quando estava com ele. - Mas sei que o Castanhola gosta da Cece. E que a convidou para um encontro.

- E NÃO NOS DISSESTE NADA??! - Cece nunca contava nada e Ella explodia sempre, pelo nada. 

- Não vou, então não é importante.

- Ah tá. Devias ir.  Vocês andam nisso no mínimo há 3 anos. De certeza que não é mútuo?

- Claro que não, mereço melhor, um...

- Pois, um "homem a sério", nós sabemos. Mas olha ele convidou-te e teve "atitude". Sabes que não concordo mas pronto.  O que achas Queque?

- Sei lá,  eles que façam o acharem melhor. Se gostam um do outro, falem. - Queque nunca parecia muito interessada nesses assuntos. Ela própria tinha os seus problemas no amor, afinal, gostava do DJay há anos e nunca nada foi feito. 

De repente, Jujuba sai tão rápido quanto entrou. "Onde é que vais agora? Já é noite" Queque queria realmente distrair-se e nesta altura, já tentava de tudo.

- Já volto. Vou ter com o Anildo. 

- Se te apanham a sair agora és suspensa. Vou contigo.

Ella era demasiada persistente então Jujuba nem tentou. Nem se importava muito. Sairam ambas do dormitório às pressas e Queque voltou ao seu trabalho e Cece foi escrever no diário como fazia todas as noites. 

                          ****

- Queres explicar-me onde estamos a ir ou vais só ficar calada?

- Achas? Também não sei. O Anildo só me mandou essa foto e disse para ir lá ter. - era uma árvore perto dos limites do colégio. Jujuba não disse o resto da mensagem, claro: "Sonhei com a tua amiga Ella, preciso de falar contigo"

- Ótimo. Vamos encontrar o teu amigo psicopata numa árvore escura durante a noite, não vejo o que pode correr mal. - Ella dizia o quanto era uma má ideia mostrando cada vez mais interesse em descobrir o porquê de tudo isto.

- Ele não é tão psicopata assim.

Ella não conseguiu conter o riso depois dessa resposta. Mas devia. Vinha alguém na sua direção. 

- Cala-te! Vem aí alguem, anda cá. - Jujuba não queria mesmo ser suspensa. Entraram num pequeno armazém próximo. 

A figura que se aproximava não era Anildo como chegaram mas sim Gafanhoto, que se dirigia precisamente para o armazém. Armazém esse, de ferramentas. Existiam pregos e e parafuso espalhados por todo o lado. E não esquecer os serrotes que estavam ao lado da cara de Ella. Tudo estava sujo e desarrumado. Tudo tinha um aspeto milenar. Mas surpreendemente não existiam teias de aranha. Gafanhoto não iria usar nada do que ali estava. Nunca. Felizmente, ele continuou a andar noutra direção. As raparigas olharam uma para outra e numa discussão silenciosa perceberam que tinham de o seguir. Dirigia-se para a mesma zona que elas.

 E simplesmente assim, acabou-se a conversa que Ella planeara ter. 

                            ****

Após andarem o que pareceu uma milha, encontraram a tal árvore que não tinha nada de especial e era bem perto dos dormitórios dos rapazes. De interessante aquele sítio não tinha nada.

- Achei que viesses sozinha. - Anildo mal conseguia esconder a raiva que sentira ao ver Ella.

- Olá para ti também. - não o conhecia, mas já o desprezava, apesar de compreender a sua situação.

- Bom, ela não me deixou vir sozinha. E até tem razão. Porque não foste tu ter aos nossos dormitórios? - Jujuba não era grande fã de cortar com os seus planos assim. Tinha trabalhos para fazer, testes para estudar e músicas para tocar. Era demasiado ocupara para estas coisas.

- Obviamente não posso, então vens ter ao ponto de encontro que escolhi.

- Muito justo com certeza, mais um pouco e era no teu quarto.

- Bom, deixo-vos a sós. Estarei num sitio visível. - Ella só queria ir embora mas não ia deixar Jujuba ali, especialmente depois de ver Anildo a esconder uma faca.

Jujuba riu. Mais silenciosamente do que Ella é certo, mas ainda assim, o seu riso de limpa-vidros raramente passava despercebido.

- Até parece que estás numa missão secreta.

- E estou. 

Mas Anildo interviu:

- Ah, agora não vale a pena, podes ficar.

Jujuba não podia ter ficado mais feliz:

- Boa, vim aqui para nada. Nunca se repetirá, podes esquecer. 

- Falamos depois. - Anildo não disse mais nada, mas Jujuba entendera tudo, como fazia sempre. 

Ella sentia que estava a mais. Porque estava. Podia ter ido embora. Continuaria pacificamente com a sua vida. Mas a curiosidade que tinha... Essa venceu.

- Então, já que estamos aqui explica essa faca. Devias dar-ma, quem está numa missão sou eu por tua causa.

- Ando sempre protegido. - não gostava de ser interrogado assim mas gostava que reparassem nele e na sua faca.

Ella achou-o ridiculo. Era uma faca profissional, linda, e ele nem parecia segurar nela como era suposto.

- Sim, porque num colégio existe muito uso para uma faca dessas.

- É, tenho de concordar. Nós não estamos armadas. - disse Jujuba, tão curiosa quanto Ella mas um pouco mais cuidada pois sabia demasiado bem com quem estavam a lidar.

- Posso ver? - Ella pergunta. 

Gerou-se um longo silêncio. Jujuba e Anildo trocam olhares. Para surpresa de Jujuba, Anildo entrega a faca. Ela nunca o vira fazer isso com ninguém. Não sabia porque o tinha feito. Sentiu ciúmes. Mas rapidamente os ignorou, para ela não faziam muito sentido.

E assim ficaram. A falar até tarde. Sobre tudo. Dos assuntos mais inúteis possíveis, mas ficaram. A partir desse dia, essas conversas repetiram-se com uma frequência que nenhum dos três alguma vez imaginara. 

                          ****

Já Ella, continuava preocupada com Gafanhoto e continuara a perguntar-se para onde ele fora naquela noite, só não sabia se queria mesmo descobrir. Tal como Pinnie. Tal como Anildo. 



                      

 





Notas Finais


Obrigada por lerem tudo isto, espero que gostem e garanto que irão gostar ainda mais do próximo😉
Este capítulo dedico à minha amiga Juliana que terá problemas para resolver, de nada


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