História Eu sabia que era você! - Capítulo 1


Escrita por: e LizLR

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Once Upon A Time, Regina Mills, Salvadora, Swanquenn
Visualizações 77
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite amores!!!

Como havia dito, comecei a me aventurar no universo SwanQueen. Amo esse casal e é simplesmente impossível não querer escrever alguma coisa sobre elas.

Como recentemente tivemos a triste notícia (triste mesmo, porque só em pensar que não vou ver mais a deusa da Lana Parrilla semanalmente eu choro, kkkk) que a série não foi renovada, eu resolvi criar um final feliz pra elas.
Pra que vocês entendam a Fic começa, literalmente da 7ª temporada, com a Regina estando com o Henry em Seattle e a Emma casada com o Killian em Storybrooke. Nesse ínterim veremos a salvadora voltar a ação em mais uma maldição lançada.

Espero que gostem e que conversem bastante comigo. É a primeira Fic que escrevo de SwanQueen e vou adorar trocar ideias com vocês, afinal ainda estou esquadrinhando a estória e muita coisa pode mudar, a depender de vocês, claro.

Sem mais delongas, vamos a estória.

Beijão no coração e até semana que vem.

Capítulo 1 - A vida depois do felizes para sempre


Fanfic / Fanfiction Eu sabia que era você! - Capítulo 1 - A vida depois do felizes para sempre

Storybrooke

POV Emma

Não sei porque meu coração anda tão apertado, sinto uma angústia inexplicável, uma tristeza tão doída que chego a ficar sem ar. Procuro motivos que justifiquem essa apatia e não consigo encontrar, afinal minha vida estava perfeita ou pelo menos deveria estar. Meu casamento foi lindo, pouco tempo depois eu engravidei e foi a alegria da família. Meu coração transbordou de felicidade, pois via nesse pequeno ser a possibilidade de ser a mãe que não fui para o Henry. O Gancho era um marido mais carinhoso e presente que eu supunha, então nada justificava essa minha inércia.

Pensei no Henry e lembrei do brilho dos seus olhos ao me dizer que estava apaixonado e automaticamente fui arremetida para a dor que vi transbordar em meus próprios olhos quando descobri que meu menino estava em perigo por causa desse amor. Estava passando mal, então Regina e Gancho foram ao encontro dele e conseguiram salvá-lo. Superando meu mal estar fui ao encontro deles, precisava ver como meu filho estava e contar-lhe que em breve teria um irmãozinho.

Chegando lá fui surpreendida com a notícia que Regina não voltaria com a gente. Nosso filho pediu pra que ela ficasse e ela não hesitou em largar tudo e o seguir nessa nova aventura. Sendo assim, nem a justificativa da preocupação eu teria para justificar meu estado deplorável, afinal ninguém melhor para proteger meu filho que a outra mãe dele. Ela era uma leoa e defenderia o Henry com a própria vida se preciso fosse. O fato é, tem alguma coisa muito errada comigo e eu preciso descobrir, pelo bem do meu casamento e da minha vida.

_ Minha filha eu tô começando a ficar preocupada com você. Nada te tira desse marasmo. Só vejo você rindo quando brinca com bebe ou quando consegue se comunicar com o Henry.

_ Eu juro que queria entender o que está acontecendo comigo mãe, sinto um vazio que me dói a alma. A sensação que tenho é que perdi alguma coisa muito preciosa.

_ Amor deixa eu te fazer uma pergunta, mas se sinta à vontade em me responder. Como está sua vida com o Gancho?

_ Ai mãe, deveria estar perfeita, ele é atencioso, brincalhão, carinhoso e não mede esforços em me agradar, mesmo com aquele jeitão marrento. A culpa não é dele e eu seria leviana em permitir que qualquer dúvida paire sobre ele em relação ao meu estado. Pra ser sincera ele está sendo até paciente demais, acredita que desde que voltei do Mundo dos Desejos a que não temos nenhum tipo de intimidade.

_ Como assim?

_ Sexo mãe, a gente não transa desde que voltamos do Mundo dos Desejos.

_ Mas porquê?  

_ Eu não seeeeiiiiiii..... Não sinto vontade, não consigo relaxar quando ele me beija e acabo pretextando qualquer incomodo para não continuarmos.

_ Filha, seja sincera comigo, existe alguém ocupando seu coração?

Aquela pergunta bateu mais forte que eu esperava, olhei minha mãe e uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto. Ela limpou e me acolheu no seu colo. Meu choro era silencioso e profundo e cada toque da minha mãe parecia decifrar meu desespero.

 

POV Mary Margareth

Minha princesa, não é possível que você não consiga enxergar que seu coração não pertence ao seu marido. Porque você se entregou a esse romance se seu coração gritava por outra pessoa? Porque esse medo? A vida é muito difícil para complicarmos ainda mais.

_ Amor cheguei.

_ Filha seu pai chegou, fica quietinha aqui que eu vou vê-lo. Aproveita e seja sincera com seu coração, ele merece o seu melhor e você merece ser feliz.

Desci e encontrei meu príncipe preparando um sanduíche para nós.

_ Amor estou preocupada com a Emma, ela se entregou a uma vida solitária e está sofrendo.

_ Como assim solitária amor, ela tem a nós, ao Killian, sem contar os filhos, que estão presentes, cada um à sua maneira, mais estão presentes. 

_ Amor você nunca reparou nada de diferente na nossa filha?

_ Diferente? Não, tem alguma coisa que eu não tenha percebido?

_ Amor nossa filha não ama o Gancho e casou com ele por puro comodismo, medo dos próprios sentimentos.

_ Medo? Como assim medo Mary? Não esqueça que nossa filha é a salvadora, porque ela teria medo ou melhor, de que ela teria medo?

_ Medo dela mesma. Medo de assumir que ama uma pessoa, que em regra deveria se afastar.

_ Pelo amor de Deus Mary, para de enigmas, fala logo o que está acontecendo que estou ficando preocupado.

_ David nossa filha ama a Regina.

_ O que? Você está louca meu bem! A Emma apaixonada pela Regina?

_ Eu não disse que ela estava apaixonada pela Regina, meu bem. Ela ama a Regina, um amor assim, como o nosso. E eu tenho muito medo dela se enclausurar nessa vida vazia, sem felicidades e porquê?  Por medo de assumir que ama uma mulher? Ou será que medo dela é assumir que essa mulher é a Regina? De um jeito ou de outro ela precisa aceitar esse amor e lutar por ele, pois só assim terá a chance de viver o seu final feliz.

_ MÃÂÂEEEE, SOCORRO

Meu coração doeu ao ouvir a palavra socorro, corremos para meu quarto Emma, onde ela deveria estar deitada e a encontramos encolhida na cama, segurando a barriga.

_ O que foi minha filha?

Vi meu marido pálido. Rapidamente ele ligou para o médico informando que estávamos a caminho e em seguida ligou para o Killian avisando do ocorrido.

_ Deixem ela comigo. Disse uma enfermeira, enquanto corria com ela em uma cadeira de rodas.

Ficamos ali, jogados na recepção, rezando e esperando que o médico viesse ao nosso encontro. Não sei precisar quanto tempo já estávamos ali e meu desespero crescia a cada vez que o ponteiro do relógio andava.

_ Mary, David, Killian. Viramos e nos deparamos com o Dr. Whale. Sua fisionomia estava abatida e meu coração parou, meu sentido materno gritava que minha menina não estava bem e que precisava de mim. _ Bem... Eu fiz tudo que estava ao meu alcance, mas infelizmente não consegui salvar o bebe. Foi um aborto espontâneo, provavelmente por má formação do feto.

Meu mundo desabou, me segurei no meu marido que tentava ficar forte para me sustentar. Olhei para meu genro e ele estava aos prantos. Nunca vi o Killian chorar daquele jeito e num ato de amor e solidariedade o abracei. Ele limpou as lágrimas e pediu para ver nossa menina. Queria oferecer suporte a ela, pois com certeza estaria tão devastada quanto nós. Na verdade a Emma, muito provavelmente estaria sofrendo mais, pois a dor de perder um filho pode levar uma mãe a ruína total.

 

********************

2 meses depois

POV Emma

_ Emma eu preciso que você reaja, minha filha eu preciso que você procure a mulher guerreira que sempre foi e dê a volta por cima.

_ Mãe meu bebe foi embora. Por mais que eu quisesse passar por cima dessa dor eu não conseguia. Eu amava aquele serzinho na mesma proporção que eu amava o Henry e perdê-lo foi me sentir fracassada pela segunda vez. _ Eu não nasci para ser mãe. Isso deve ser castigo por ter abandonado o Henry.

_ Para de falar bobagem Emma. Você é merecedora de toda felicidade do mundo e não seria castigada por um ato que já tenha se arrependido e se redimido. Você é uma excelente mãe, o Henry te ama. Seu amor por ele é tão puro que você conseguiu dividir a maternidade dele com a Regina, de uma maneira que eu não me julgaria capaz de fazer. 

_ Mãe a Regina amou e criou o Henry durante minha ausência. Ela fez por ele tudo o que não fiz. Ela o assumiu com todo amor que ainda existia nela, enquanto eu fugia dessa responsabilidade. Na verdade foi a Regina quem dividiu a maternidade do Henry comigo e eu sou muito grata por isso.

_ Não exagera Emma, a Regina fez um inferno nas nossas vidas quando você voltou, fez de tudo pra te afastar do Henry, então não me diga que ela o dividiu com você. Na verdade o Henry acabou fazendo a vontade dele valer e vocês aprenderam a dividir essa maternidade na marra.

_ Mãe se eu tivesse no lugar dela, também teria medo e faria de tudo para afastar meu filho de uma mãe negligente que ressurgiu do nada. Não estou colocando em pauta as coisas feitas em nome da maldição e sim das coisas que ela fez como mãe, tentando proteger o filho e se proteger da dor de perdê-lo, depois de tantos anos de dedicação e amor.

_ Entendi princesa. Agora vamos conversar sério, seu casamento vai de mal a pior, o Killian tenta se manter forte para que você encontre nele um suporte, mas ele está sofrendo tanto quanto você. Não é justo prendê-lo em um casamento falido, por medo de se arriscar.

_ Como assim mãe, você está falando do que?

_ Dos seus sentimentos. Você não ama seu marido e a perda do bebe só acentuou a distância entre vocês. Você precisa encarar a verdade, aceitar que ama outra pessoa, se libertar e libertar o Killian para que ambos possam encontrar a felicidade.

_ Mãe eu admito que não o amo como ele merece, mas tenho um carinho por ele enorme.

_ E você acha justo manter um casamento a base carinho? Vocês merecem mais. Não se acovarde, você é a salvadora, então reassuma suas características e corra atrás do seu amor.

_ Você fala como se soubesse quem é a pessoa que me tira o juízo, kkkk.

_ E quem disse que eu não sei.

Ela piscou para mim e me deixou falando sozinha. Como assim ela sabia? A dona Mary Margareth blefando comigo. Me joguei na cama e comecei a ver um álbum de família. No meios das milhões de fotos vi uma da Regina com o Henry. Meu pensamento automaticamente foi parar nela, na morena que tinha roubado minha paz, que tinha virado meu mundo de cabeça pra baixo.

As lembranças eram tão vivas que a sensação que tinha era que estavam acontecendo novamente. Lembrei da minha chegada a Storybrooke, aquele fatídico momento que vi minha perdição pela primeira vez, ela estava linda naquele vestido cinza, meia calça e scarpin preto. Nossa, como ela mexeu comigo, não fosse a raiva que ela sentiu ao me ver com Henry e ele ainda dizendo eu era mãe dele, teria agarrado ela naquela noite mesmo.

Ri com meu pensamento e continuei divagando sobre minhas lembranças. Lembrei da maldição sendo quebrada e da descoberta que a minha orfandade foi causada por ela. Me arrepiei ao lembrar da raiva que senti em ver que todo abandono vivido foi causado pela mulher, que até a minutos atrás eu estava desejando. Mas eu não tinha como negar a tensão que sempre houve entre nós, o problema é que também existia tesão. Eu não podia gostar da mulher que desgraçou a minha vida, que me afastou dos meus pais, que fez com que eu me sentisse sozinha e abandonada por 28 anos. Mas mesmo não podendo o sentimento foi crescendo e entre as brigas intermináveis começamos a nos ajudar, a cuidar veladamente uma da outra.

Senti meu coração doer quando lembrei do sequestro, aquele louco que invadiu Storybrooke atrás do pai, que torturou minha morena com choques. Meu medo de perdê-la, o desespero de encontrá-la desmaiada e o alívio em vê-la acordar. Sorri em lembrar da loucura de ter assumido as trevas no lugar dela, mas eu não podia permitir que a escuridão a tomasse para sempre, ela era linda e estava se abrindo pra vida, merecia ter seu final feliz, mesmo que ele não fosse ao meu lado. Nesse momento senti meu corpo tremer de raiva ao lembrar dos beijos dados entre ela e o Robin. Como ela podia amar aquele sujeitinho sem classe? Ela era uma rainha e merecia mais.

Fui tirada dos meus devaneios por batidas sequenciadas na porta indicando que alguém queria entrar.

_ Entra. Falei sem ânimo.

_ Amor, você está bem?

_ Oi Kill, estou sim.

_ Precisamos conversar. Estive pensando e acho que poderíamos sair um pouco de Storybrooke, precisamos de novos ares, novas aventuras. Só assim nos encontremos como casal. Eu preparei o Jolly Roger e podemos cruzar os reinos e conhecer novas estórias a qualquer momento.

Ele me olhava com um sorriso no rosto e que constrangia pensar na possibilidade de o magoar. Mas não podia continuar me enganando, minha mãe estava certa, eu precisava me reencontrar. _ Kill eu não posso te acompanhar. Ele me olhou surpreso e ameaçou falar, mas eu o interrompi. _ Eu não sou mais a mesma mulher, a salvadora, aquela que quebrou a maldição, que enfrentou o mal e a escuridão. Eu não me reconheço mais. No momento mais importante da minha vida eu me acovardei e escolhi o caminho mais fácil.

_ Como assim Emma? Eu sou seu caminho mais fácil? Você não me ama?

_ Claro que amo, mais não o amor que você merece. É um amor fraternal, não aquele que nos balança as estruturas, que nos faz perder o ar e o juízo. Nós merecemos viver esse amor e eu não quero mais nos privar dele.

_ E nós Emma? Isso é uma fase amor. Todo casal passa por essa fase mais apática. Nós acabamos de perder nosso bebe, é normal estarmos balançados e um pouco mais afastados. Por isso vim aqui te propor essa viagem, tenho certeza que ela nos fará bem, trará o fogo e a calmaria de antes. Confia em mim, por favor.

_ Desculpa Kill, mas chegou o momento de tomar as rédeas da minha vida novamente e voltar a ser aquela mulher destemida que sempre fui.

_ Posso te fazer uma pergunta?

_ Claro Kill, independente de qualquer coisa, somos e sempre seremos amigos.

_ Existe alguma pessoa que faz você perder o ar e o juízo?

_ Regina. 


Notas Finais


Espero vocês!
Beijão


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