História Eu sangrei em você - Capítulo 1


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


me desculpa por ser um fracasso de ser humano e amigo.

Capítulo 1 - Daltonismo lírico e tragédias gregas


Todos os meus amigos me dizem para superar, porque você não merece nem um por cento das lágrimas que chorei por ti, meu bem. Eles carregam fatos por baixo dos pulsos enquanto eu carrego bolsas debaixo dos olhos.

Eu não durmo. Não como. Não sonho.

O nojo queima a garganta quando penso em vocês dois juntos, quando imagino que a tua boca encostou a dele e que ele te faz sentir algo que esquece em mim. Eu me puxo para o meu canto, tirando á faca todas as minhas partes podres para que pelo menos, goste de uma partezinha de mim. 

Mas minha pele ainda lembra do teu toque e o meu corpo padece quando você se aproxima. E amor, eu me importo com os desejos carnais, mas não sei satisfazer a fome da alma e isso me apavora (me evapora).

Eu só quero dormir. Me arrasto pelos colchões e paredes rodeiam meu andar, volto para o lençol de quem quer me devorar e peço desculpas por usá-lo mais uma vez. Ele diz que não se importa, com os olhos apáticos e boca úmida, mas sei que ele quer que eu chore por ele como choro por ti.

O temor arranha minhas entranhas quando ele sussurra que sou bonito, finjo não escutar sua mentira. Quero arruinar meu corpo feminino. Moldar até que fique agradável para ser usado. Quebre, por favor. Peço que morda todo pedaço que ela tocou, todo centímetro de pele que você se apaixonou. Destrua com os dentes o que eu deveria ser. Não quero gentileza ou piedade, quero outro corpo por não caber nesse. Force adaptação em meus ossos, há um monstro por baixo das minhas veias e não sei controlá-lo.

Tento vomitar. Tento cortar meus dedos. Tento fugir de mim.

Nada funciona.

Estou sujo de algo grudento. Não sei explicar se o que nos conecta é a lágrima ou o gozo. Encaro o teto e penso que se o céu de Brasília não me matar, eu mesmo me afogo no vermelho. Quando percebo, não estou na cama dele. Não estou com ele.

Eu sangrei em você durante a madrugada inteira. Você achou que o vermelho era do sinal de pare. 

Oh, acho que é uma daquelas noites em que alucino sobre te ter sob o efeito de uma droga qualquer. Não há nada poético em arranhar meu peito, tentando me esvaziar dessas palavras venenosas, com nada nas mãos além de sangue. 

 

 


Notas Finais


finalmente escrevi algo pra honrar a cena icônica da capa, atingi um outro nível de foder com a vida


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