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História Eu Sempre Volto - Capítulo 30


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Notas do Autor


Olá amores! Primeiro: não me apedrejem! Eu posso me explicar!

Bom, eu me esforcei bastante nesse cap. O berço e o carrinho dos gêmeos vão estar nas notas finais

Capítulo 30 - Tem certeza?


 Um mês se passou desde que Kabuto havia chegado na casa, estavam terminando a mudança para a nova casa, dessa vez, com todas as despesas divididas entre Itachi e Naruto, o que Kabuto achou um pouco injusto e pediu para ajudar, mas o loiro mais velho disse que ele deveria guardar suas economias para si mesmo.


— Itachi, é difícil carregar duas crianças! Onde você colocou a porcaria do carrinho?! — disse irritado.


— Desculpa, Dei, eu não achei ainda — procurava nas caixas. — Mas a boa notícia é que o Naruto já montou os quartos das crianças. 


— Hm, pega um aqui. Me ajuda — mandou, vendo Itachi pegar Akira no colo.


— Mamãe tá mal humorado hoje, filho. Viu o que você e sua irmã fazem quando deixam ele acordado de madrugada? — falou com o bebê, mesmo que indiretamente fosse para o ômega.


— Vai se ferrar, Itachi — caminhou com Ayumi no colo até o quarto, onde havia um "berço duplo".


— Está bem estressado... é culpa minha agora que não sabe cuidar de bebês? — ironizou.


— ... — a princípio não falou nada. — Tem razão. Eu não sei nada sobre cuidados de bebês ou crianças. E quer saber da verdade? 


— Verdade? — observou o outro colocar o garotinho no berço.


— É melhor não falar aqui — seguiu para a cozinha, se sentando no balcão e o Uchiha ficou entre suas pernas.


— Que verdade?


— Itachi — olhou seriamente o moreno. — Eu tomei um abortivo quando estava grávido aos quinze, mas... caso ache que foi minha culpa, não foi. Naquela noite aconteceu muita coisa que eu não te contei.


— Um... abortivo? — questionou. — E... q-que coisas?


— Sasori me achou enquanto eu voltava do colégio e me levou para a casa dele, contra minha vontade. Lá ele... abusou de mim... e me fez tomar um abortivo, mas depois de alguns minutos eu vomitei e achei que o remédio não faria efeito.


— Por Rikudou, Dei — abraçou a cintura do esposo, tentando o confortar.


— Eu fiquei com medo de engravidar e ter que passar por isso de novo e... quando eu entrei em trabalho de parto cedo eu... entrei em pânico. E quando eu segurei eles no hospital eu percebi que... eu nunca mais teria a mesma vida de antes. Agora eu sou mãe, sou um ômega marcado e casado. 


— Ser casado e marcado... é algum tipo de impedimento para você? 


— O que? Não! Eu não preciso de mais ninguém. Tenho a você, Sasuke, Naruto, Boruto e agora Ayumi e Akira. Eu amo minha família... coisa que eu nunca achei que teria...


— Agora tem.


   Enquanto isso, no quarto onde Naruto terminava de arrumar algumas caixas e Sasuke não podia levantar nenhum peso.


— Sasu — se sentou na cama sem camisa, deixando a mostra o peitoral definido e bronzeado.


— Hm — corou.


— A gente precisa conversar seriamente.


— O-o que aconteceu — tentou achar uma posição mais confortável na cama, sem sucesso.


— Quer deitar? — o moreno negou. — Quer ficar no meu colo? 


— Q-quero — sussurrou ainda mais vermelho. 


   O Uzumaki o segurou como se estivesse ninando um bebê, mas o moreno insistiu em ficar sentado para não cair no sono.


— Eu fiz alguma coisa? — o gestante questionou.


— É sobre isso que quero falar. Sempre que eu quero ter uma conversa séria com você, seja lá o que for, você me pergunta se fez algo errado, se fez alguma coisa ruim ou se eu estou chateado com você.


— Porque eu me preocupo em te agradar.


— Mas você não precisa — com uma mão apoiava as costas do moreno e com a outra afagava sua barriga de, agora, oito meses. — Você está carregando um bebezinho nosso. Uma parte minha e sua. Uma das maiores provas do nosso amor, além de ter aceitado um filho meu com outra pessoa e ter ficado do meu lado por tanto tempo.


— E-eu sei, mas... e se você conhecer alguém melhor que eu? Se... 


— "Se" nada. Eu te amo mais que qualquer coisa nesse mundo — disse enquanto ainda fazia um carinho na barriga do menor. — Eu nunca vou me separar de você. Mesmo que seja inseguro, mesmo que questione o quanto eu te amo. Eu sempre vou repetir! Você é a luz da minha vida e eu jamais te trocaria.


— N-naru — gaguejou com o solhos lacrimejando. — Caramba, eu te amo tanto!


   Abraçou o loiro pelo pescoço.


— Eu também te amo, meu amorzinho.


   Após alguns minutos, finalmente se desgrudaram e foram ver como estavam as coisas com Itachi e Deidara.


— Sasuke, eu vou matar seu irmão com uma facada! — disse o ômega loiro irritado.


— O que ele fez dessa vez? — quis saber.


— A questão é, o que ele não fez! — esbravejou mais uma vez. — Ele prometeu que ia ficar comigo em casa até os gêmeos terem um ano! — sua voz começava a ficar meio chorosa.


— Ei, o que ele fez? — questionou novamente.


— Saiu de casa, me mandou uma mensagem dizendo que voltou a trabalhar mais cedo. E-ele não tem o direito de me deixar sozinho com nossos filhos! E eu não consigo cuidar deles sozinho, eu sou fraco demais! 


— Irmãozinho — foi até o louro menor, o abraçando. —, a mamãe teve depressão pós-parto. Duas vezes. Eu não quero ver você depressivo de novo — ergueu o rosto do menor e enxugou suas lágrimas.


— Papai, o tio Dei tá chorando? — Boruto veio a sala, agarrando a perna do Uchiha ômega.


— Não é nada, garoto — o ômega Uzumaki foi até o loirinho e o pegou no colo. — Aconteceu uma coisa ruim, mas já passou. Por que não vamos ver os seus primos? — carregou Boruto até o quarto dos gêmeos.


— Ahm... com licença — Kabuto chamou, indo ao quarto onde Deidara estava — Sei que não parece um momento bom. Mas posso ajudar a cuidar dos gêmeos. Eu passei por depressão pós-parto, sei como é difícil.


— Obrigado, de verdade, Kabuto — colocou Boruto no chão. — Eu, realmente, preciso... de ajuda — e antes que percebesse estava chorando novamente.


— Calma, eu vou te ajudar, tudo vai melhorar — abraçou o loiro, que retribuiu no mesmo momento, não importava o passado, não importava a falta de intimidade, nada importava senão suas semelhanças.


   E o celular do loiro tocou para estragar o momento.


— O que é? — disse com a voz chorosa, ouvindo a resposta. — E-ele o que?! Como?!


   Esperou a resposta mais uma vez.


— Não! Isso... não. Ele está bem, não está?!


— Ei, se acalma, o que aconteceu? — o platinado perguntou, tentando ajudar.


— Itachi... ele... está no hospital, mas... me disseram que só podem falar sobre o estado dele pessoalmente. 


— Fica calmo — olhou nos olhos azuis do outro. — Vou lá em baixo falar com o Naruto, me dê dois minutos.


   Desceu as escadas rápido e foi até o loiro.


— Naruto-san, quando... te ligam do hospital e não podem falar sobre o estado do paciente por telefone, tem algum significado? — perguntou como quem não queria nada.


— O mais provável é que a vítima do... do que quer que tenha acontecido esteja morta. É algo meio insensível de se dizer por telefone — deu de ombros, sem ligar os pontos.


— Ahm... — um nó se formou em sua garganta. Itachi estava..? Não, não podia. — Tem certeza?


— Ou a pessoa pode estar apenas com algum problema sério que realmente necessite ser notificado e precise de observação 24 horas, mas a causa mais provável é morte.


— Ah... entendo — não podia, em hipótese nenhuma, falar aquilo para Deidara.


— Papai, o tio Deidara 'tá chorando de novo — Boruto veio inocence para o pai.


— Puta merda — a primeira coisa que passou na cabeça do loiro. Itachi.



Notas Finais


Gostaram? Não? Mereço comentários? Pedradas? Sinto que hj eu mereço umas pedradas hein...

Vou ali comprar um escudo e já volto...

Carrinho:
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Berço:
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~Kissuuuus!


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