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História Eu Serei Seu Herói - Imagine Izuku Midoriya - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, caro leitor! Espero que goste dessa fanfic, ela não vai ser algo muito longo,
assim como as outras que eu ando fazendo. Vão ter pouquíssimos capítulos </3
Mas sem querer enrolar mais,
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Um: Recordações Eternas


Fanfic / Fanfiction Eu Serei Seu Herói - Imagine Izuku Midoriya - Capítulo 1 - Capítulo Um: Recordações Eternas

It was beautiful to meet you in the bloom.

You're precious to me. Don't forget me.

On a fine day, I'll call your name.

 

Capítulo Um: Recordações Eternas.

- Mamãe, você não vai demorar para me buscar hoje, vai? – Perguntou o pequenino de cabeleira verde e bagunçada, com os olhos fixos no rosto da mulher, que ajudava o filho a arrumar seu próprio casaco. Ela passou os dedos pelo capuz, fazendo com que cobrisse o pescoço do menor. Estava fazendo frio naquela manhã, e não queria que ele pegasse um resfriado.

Ainda agachada para ficar no mesmo tamanho do menino, lhe deu um beijo na testa, com o sorriso mais doce que pudesse proporcionar. – Irei tentar, Izuki. – O pequeno assentiu com a cabeça e, segurou na mão de sua mãe assim que ela ficou de pé. – Vamos, não quer se atrasar para a escola, não é? – Indagou, enquanto mexia nas chaves.

Ele sacudiu sua cabeça negativamente várias vezes, com as bochechas cheias de ar e os olhos fechados, fazendo uma careta fofa. – Não! – A mãe deu uma risadinha e destrancou a porta, passando por ela junto do mais novo, logo lhe trancando novamente.

Os dois começaram a caminhar pela calçada, de mãos dadas que aqueciam uma à outra. Muitas vezes o garotinho comentava com a mãe sobre quase qualquer coisa, como os carros, as árvores, as flores e até mesmo as nuvens. S/N tinha um sorriso bem aberto em sua face, com as maçãs levemente rosadas por conta do frio. A voz carinhosa do filho soou ao lhe chamar. – Mamãe.. – A mais velha virou sua cabeça na direção do rosto do menino.

- Sim, querido? – Atendeu, enquanto esperava por uma resposta. Mas diferente das outras palavras que o Izuki deixava sair com facilidade, essas pareciam estarem emperradas com seus pensamentos. Então ele passou a olhá-la também, mantendo um contato visual.

- Quem é o meu pai? – Perguntou aquilo com a inocência presente em seu tom, ele não sabia que acabara de tocar uma ferida que a mãe não queria se lembrar. A de cabelos longos estreitou seus olhos, mal sabia o que dizer ou como agir. Deveria contar a ele quem era? Não, ela não poderia fazer isso. Nem em seus próprios sonhos ela poderia. – Mamãe? – O menino lhe chamou outra vez, percebendo que ela estava mais calada do que seu normal. A mulher exibiu um sorriso trêmulo, suava frio.

Ela virou seu rosto para um semáforo ao seu lado, teria de atravessar a faixa de pedestre para chegar ao outro lado da rua. E também, não conseguia acumular coragem o bastante para continuar olhando para seu filho. – P-Por que esse tipo de pergunta, querido? – Inquiriu, sua voz quase falhando enquanto falava.

Assim que o sinal trocou para o verde, os carros pararam e permitiram que os dois atravessassem a rua. – Eu gostaria de saber! – Ele exclamou, com um sorriso. Um sorriso que as vezes fazia a mãe querer chorar, por ser idêntico ao do pai. – É que, eu sempre vejo um pai buscando alguma criança depois da escola. O meu também vai me buscar um dia? – Indagou, com uma voz pura e sem intenção de machucar a mais velha ao dizer aquilo.

S/N tinha os olhos quase marejados, e quase soluçava por segurar as lágrimas. Se lembrar do homem que um dia estava sempre presente, a cada minuto e segundo, lhe trazia uma dor absurda no coração, mesmo que ela ainda o amasse muito. Suspirou, tentando se tranquilizar. – Poderíamos conversar sobre isso depois, querido? – Perguntou, com esperança em escapar daquele assunto.

O sorriso no rosto de Izuki se desfez, e ele apenas aceitou, assentindo com a cabeça e olhando para o percurso. Até então não trocaram mais palavras até chegarem no portão da escola, onde iriam se despedir. A mulher se agachou e apoiou um de seus joelhos no chão, enquanto massageava o cabelo do filho com seus dedos. – Até mais tarde, Izuki. – Ela sorriu e o menino fez o mesmo gesto, logo lhe abraçando e então se afastando, correndo para dentro da escola com pressa.

- Até mais tarde, mamãe! – Dizia, enquanto acenava para a mulher, que o olhava já de pé outra vez. Ela devolveu o aceno e riu docemente, enquanto assistia o filho se afastar. O celular de S/N vibrou em seu bolso e o toque ressoou alto, fazendo com que a atenção do menino se dissipasse. Ela não demorou para atender, já que poderia ser algum assunto sério com relação ao trabalho.

 

- Alô? – A mulher começou a caminhar pela calçada, em direção a empresa na qual logo começaria o seu expediente como secretária. Não era esse o real rumo que ela queria tomar em sua vida profissional; queria mesmo é ser florista. Mas se quisesse sustentar ela e seu filho, precisava de um trabalho em que recebesse um salário maior.

- Senhorita S/N? – A voz conhecida de um de seus amigos do trabalho lhe chamou, poderia sentir ele abrindo um sorriso do outro lado da ligação ao ver que você o atendeu. – Você não precisa vir hoje, o chefe decidiu dar uma folga totalmente inesperada para alguns funcionários. Então decidi te ligar e te avisar antes que acabasse vindo aqui atoa. – Informou. Logo ela parou os seus passos, sem saber para onde iria agora. Mas não deixou de responder ao colega, e ela também tinha um leve sorriso em seu rosto, pois saberia que poderia pegar seu filho mais cedo.

- Obrigado por me avisar, Ren. – Ela iria desligar seu celular, até que um gaguejar do homem ressoasse na linha, fazendo com que seu polegar se afastasse da tela. – Hum? Houve algo, Ren? – Perguntou, um pouco preocupada com o amigo. Ele normalmente era bem tranquilo e descontraído, nunca teria o visto se embaralhar nas próprias palavras.

- A-Ah...espera! É que... – Pediu, e ela obedeceu. Ficou esperando por quase um minuto até que o colega soltasse um suspiro e voltasse a falar, parecia ansioso com alguma coisa. – Ah, deixa pra lá! Te vejo segunda! – Se despediu, seguindo de uma risada meio nervosa.

Ela arqueou uma de suas sobrancelhas, desconfiada. O amigo estava agindo estranho e mais exagerado do que seu normal. – Está bem...até. – A mulher encerrou a ligação com seu polegar, passando o mesmo na tela. Logo os pensamentos sobre seu filho vieram em sua mente; com certeza o menino iria cobrar uma resposta sobre seu próprio pai. Óbvio que ela imaginava que esse dia iria chegar, mas não tão cedo.

Uma ideia lhe veio a cabeça, iluminando sua mente. E se pedisse a ajuda de Ochaco? Bem, ela era sua melhor amiga desde o colegial. Se ela estivesse em casa poderia lhe ajudar e dar um conselho, era só disso que precisava, de uma mão tapeando de leve suas costas e mostrando um caminho para seguir. Então S/N voltou a caminhar pela calçada, desviando das pessoas em seu percurso. 

Depois de dez ou quinze minutos, estava na frente da residência de Uraraka, encarando a porta da heroína. Começou a rezar para que ela estivesse presente, pois sabia que era a única que poderia lhe socorrer agora. Aproximou seu indicador da campainha e o pressionou contra a mesma, fazendo com que um clássico sino ecoasse pela casa. – Já vou! – A voz era feminina e reconhecível saiu um pouco abafada por causa das paredes da residência.

A mulher de cabelos (cor) sorriu, contente e aliviada pela amiga realmente estar lá. - É a S/N! – Disse aquilo com animação. Depois daquilo não demorou para que a porta fosse aberta, e que a figura da melhor amiga aparecesse. A castanhada tinha um sorriso bem grande, os olhos demonstravam felicidade pela mulher dar sua aparição.

- S/N! Por onde estava? – Ela fora recebida por um abraço bem caloroso de Ochaco, e a mulher não demorou para entrelaçar seus braços em volta da maior. – Eu senti saudades! Vamos logo, entre! – Chamou pela amiga, logo se afastando dela e dando espaço para que atravessasse a entrada principal de sua residência.

Não demorou segundos para que S/N entrasse e tirasse seus sapatos, já estava tão acostumada a entrar naquela casa que acabou pegando alguns hábitos mais relaxados. – Também senti, Ochaco! Bem, você sabe...estive ocupada com o trabalho, e também cuidando do Izuki. – Disse, enquanto era acompanhada pela amiga até o seu sofá na sala de estar.

- Ah! O Izuki! Como ele está? Faz um bom tempo que não o vejo. – Comentou a de cabelos castanhos, se sentando no assento ao lado da melhor amiga.

- Ele está bem.. – Murmurou, enquanto pensava em como pedir a ajuda de Uraraka. Sabia que ela seria uma das únicas a lhe dar apoio, e era aquela que poderia contar com qualquer coisa. – As coisas estão indo bem com você e a Tsuyu? – Perguntou.

- Ah, estamos indo bem. – A de cabelos castanhos respondeu com um sorriso, mas que se desfez ao ver a tristeza clara que se esboçava no rosto de S/N. Uraraka se aproximou da amiga e colocou a mão em seu ombro, não era a primeira vez que via a mulher daquele jeito. – S/N, e você? Você está bem? – Indagou em um tom preocupado.

Ela apertou sua própria calça com as mãos, se segurando para não se desabar ali, na frente da melhor amiga. – É que...o Izuki... – Suas palavras secaram antes que pudesse terminar, sentindo as lágrimas cercarem na parte inferior de seus olhos. A mão de Uraraka correu até seus cabelos, começando um afago. – E-Ele me perguntou sobre o seu pai..e eu mal soube o que lhe responder! – Ela começou a chorar.

Uraraka estreitou seus olhos amarronzados, surpresa. – Ele perguntou sobre o Midoriya? E..E o que ele perguntou?! – Interrogou, com uma voz nervosa, com medo do que ela iria lhe contar a seguir.

S/N respirou fundo, tentando conter suas lágrimas salgadas que insistiam em correr pelo seu rosto, dando espaço para outras e mais outras. – Perguntou quem era..e eu não soube o que fazer..ainda não sei. – Os soluços começaram a interromper sua frase. – E se o Izuki quiser ir atrás do pai? E-Eu tenho medo que algo ruim aconteça, Ochaco. – A de cabelos castanhos continuou acariciando a cabeça de S/N com carinho, tentando lhe acalmar.

- Mas você não pode esconder isso dele pra sempre, S/N. Você vai ter que contá-lo quem é seu verdadeiro pai. – Disse aquilo sentindo pena da mulher, como um aperto em seu coração. – Por que você não tenta...sabe, ter algum contato com o Midoriya novamente? – Em um piscar de olhos S/N fitou a amiga com medo, os lábios trêmulos. Ela não tinha nem um pouco de coragem para poder encará-lo novamente.

- Sabe que eu não posso fazer isso, Ochaco.. – Suspirou melancolicamente. Era verdade que ela queria poder conversar com o seu amor outra vez, mas não poderia fazer isso. Poderia estragar a imagem do homem, ou até mesmo perder a guarda de Izuki. – Se o meu filho souber que seu pai é o herói número um, vai ficar desapontado comigo por eu não ter lhe contado antes. – Disse, com uma voz boba. 

A melhor amiga soltou um suspiro e se levantou. – Eu vou fazer um chá para você se acalmar, ok? – Ela fez um carinho na cabeça de S/N e foi para a cozinha, deixando a mulher sozinha ali. Enquanto estava no silêncio, memórias começaram a passear por sua cabeça.

 

. . . 

- Izuku? – Chamou pelo namorado, as mãos trêmulas que escondiam um teste de gravidez. O rapaz rapidamente se virou para trás ao ouvir sua voz, ficando de frente para a menor. Ele tinha um rosto nervoso, e o suor escorria. S/N sabia que tinha algo errado acontecendo.

- S/N? Precisamos conversar... – Murmurou. Ele parecia já saber sobre o que a namorada queria lhe contar; ela estava grávida dele. Fora uma surpresa grande, tanto que nem mesmo ela acreditou de início. Tentava reunir toda sua coragem para mostrar a verdade que ela escondia por quase uma semana, com a ajuda de Uraraka e as outras meninas, que aguardavam escondidas atrás da porta daquela sala, só esperando pela resposta da amiga.

- Sim, precisamos...m-mas pode falar primeiro! – O de cabeleira bagunçada ergueu suas sobrancelhas e se aproximou um ou dois passos da garota, lhe encarando, como se lhe analisasse e conseguisse ler seus pensamentos.

Midoriya abanou suas mãos no ar, dando um sorriso leve para S/N. – N-Não, pode falar você primeiro! – Pediu. Também estava preocupado com o que a namorada queria lhe dizer.

- Não! Sério, pode falar, meu amor. – Insitiu, também lhe dando um sorriso – porém radiante -. Quando a garota lhe chamou daquele jeito, o rapaz sentiu uma forte dor invadindo seu peito. Ela permitiu que ele falasse por primeiro, queria ganhar só mais um pouquinho de tempo para lhe contar a verdade.

- Está bem... – Se deu como derrotado, ou ficariam a tarde inteira ali. Ele inspirou fundo e logo soltou, tentando encorajar a si mesmo. – Olha, S/N...eu não quero mais esconder isso de você, então.. – Ele fez uma pausa, abaixando seu rosto e começando a olhar para o chão com os punhos cerrados. Ela estreitou seus olhos, preocupada e nervosa; nunca teria o visto assim antes. – Eu estou indo para a Califórnia. Me fizeram uma proposta que não posso recusar, a não ser que eu queira perder uma grande oportunidade... –

Ela sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, e o coração batia dolorosamente. – Q-Quanto tempo vai ficar por lá? – Perguntou, ainda com esperança em sua voz.

- Por volta de dois anos. – Respondeu.

S/N sentiu que o mundo em sua volta teria se despedaçado. Como ela iria cuidar de sua gravidez? Como iria criar seu bebê ao nascer? Como iria fazer isso tudo sozinha? Sem o amor de sua vida por perto, sem o pai de sua criança para lhe dar apoio. Ela não queria o aborto, de jeito nenhum. Ela sempre desejou um filho, não poderia rejeitá-lo agora que o tinha dentro de si.

Assim que o esverdeado ergueu sua cabeça, pôde enxergar o rosto vermelho de sua namorada, com várias lágrimas correndo por suas bochechas. – Amor.. – Ele esticou sua mão na direção da garota, mas ela saiu em disparada da sala de aula, que se encontrava vazia com apenas os dois ali, agora só um restava. – S/N! – Chamou, indo atrás dela.

Ela abriu a porta com força, dando um susto nas suas amigas que estavam ali, esperando por uma boa resposta, algo que não aconteceu. Ochaco, Tsuyu, Momo...todas lhe olhavam com preocupação, e gritaram pelo nome da amiga ao verem a mesma correr para longe. Midoriya parou, com as mãos apoiadas na porta. – S/N! Não vai embora! Por favor... – Ele pediu, com os olhos lacrimejando aos poucos.

. . .

 

- S/N? S/N! – A voz femina de sua melhor amiga lhe acordou, fazendo com que suas lembranças se dissipassem em vários pedacinhos. Ela tinha um chá de mel em sua mão destra, com seu mindinho erguido para cima, evitando que a xícara flutuasse no ar. – Beba. – Pediu.

A mulher pegou a xícara e levou sua borda até os lábios, dando um gole. O líquido adocicado passou pela sua língua e então pela garganta, indo para o estômago. – Obrigado, Ochaco. – Agradeceu, abrindo um sorriso para a amiga.

- Tudo pela minha melhor amiga! – Ela disse, logo em seguida soltando uma risadinha e se sentando ao lado de S/N. Os dedos de Uraraka passaram nas costas da mulher, lhe acariciando. As duas ficaram bons minutos caladas, as vezes a mãe dava poucos goles no chá, um pouco esquecida sobre Izuki. – Ei, S/N.. – Chamou por ela.

A voz de Uraraka soou em seus ouvidos, fazendo com que a mulher lhe desse atenção e virasse o rosto em sua direção. Ochaco suspirou. – Não acha que seria melhor contar para o Izuku sobre seu filho? Mesmo que tenha motivos para você não fazer isso, Midoriya tem o direito de saber sobre a verdade assim como o Izuki. – S/N abaixou sua cabeça e começou a encarar seu próprio reflexo no chá, que estava ainda na metade da xícara. Sabia que Uraraka tinha razão, mas como ela poderia fazer algo assim?

 

Mais tarde...

A mãe já teria buscado seu filho na escola, hoje, chegando mais cedo e fazendo Izuki comemorar. Ela só se atrasava as vezes por conta dos outros funcionários – de classes mais altas – que lhe despejavam mais papeladas para preencher, e odiava deixar o menino esperando. Agora os dois assistiam desenho animado juntos, sentados no sofá da sua sala de estar.

A mãe ficava aliviada sempre que chegava o entardecer, pois depois do seu trabalho, normalmente tinha o tempo livre pelo resto do dia, então poderia sempre aproveitar com seu filho.

- Mamãe, você disse que ia me falar sobre o papai depois da aula, não disse? – S/N o olhou de canto, e com um suspiro ela deitou a cabeça do garoto em seu colo e começou a acariciar seus fios esverdeados, assim como o do pai.

- Tudo bem, Izuki. – Afirmou, com um sorriso mais relaxado. Depois de pensar bastante sobre o que Uraraka teria lhe dito, realmente seria melhor contar para Izuki sobre seu pai, mesmo que não fosse contar sobre sua real identidade.

Os olhos esmeralda do garoto brilharam e se arregalaram, então ele exibiu um sorriso amarelo, de orelha a orelha. – Sério?! Me conta como vocês se conheceram! – Pediu. De princípio ela estranhou aquele pedido vindo do filho, pois pensava que ele iria perguntar sobre suas características, e não a história de como trocaram o olhar pela primeira vez.

- Tudo bem... – S/N deu uma risadinha, e parou para pensar, tentando se recordar de como eles se conheceram pela primeira vez. Óbvio que ela se lembrava de como teria sido, mas queria lembrar de cada detalhe, por mais pequenino que fosse. – Foi em uma manhã bem, bem calma... – Começara a contar.

. . .

 

Sábado, 15 de agosto

8:54 da manhã.

S/N cuidava das flores da floricultura de sua tia, que se localizavam na frente da loja, onde eram banhadas pelo sol daquela manhã, recebendo a vitamina que precisavam. A garota tinha um sorriso bem aberto enquanto regava as pequeninas flores, eram lindas rosas esverdeadas que floresciam nos canteiros. – Ei, m-moça.. – Uma voz masculina lhe chamara a atenção, fazendo com que olhasse para o lado.

No mesmo momento em que pôs os olhos na figura, ela o reconheceu. Aquele garoto sempre passava na frente da loja de sua tia, provavelmente pegando o caminho para o colegial. – Ah, olá! Vai querer alguma flor? – Perguntou, deixando seu regador em um cantinho no chão.

Ele tinha o cabelo bagunçado, levemente encaracolado e esverdeado. Olhos arredondados esmeralda, com sardas que se destacavam em suas bochechas. O menino estava com um rosto levemente avermelhado, um sorriso trêmulo nos seus lábios. – S-Sim! – Afirmou.

S/N deu uma risadinha e o guiou para dentro da loja. – Venha, se sinta à vontade. – Ele assentiu com a cabeça e começou a passear pelas mesinhas, onde tinham vários vasos com diversas e variadas flores ou outras plantas.

A garota o esperava no caixa da floricultura, por algum motivo não conseguia tirar seus olhos daquele menino. Ele mostrou ter sua atenção chamada por uma rosa amarelada, com seu caule embrulhado no plástico para que não se machucasse. O garoto pegou a flor cuidadosamente e foi até o caixa, enfiando a mão em seu bolso. – Quanto ficou? – Ela poderia ouvir até mesmo o barulho das moedas.

- Sessenta e cinco ienes. – Respondeu. O de cabeleira esverdeada retirou algumas notas de seu bolso, e contou em seus dedos, logo entregando para a menina. – Obrigada e volte sempre! – Disse com um sorriso que fora retribuído, fazendo as bochechas de S/N esquentarem. Ele era lindo quando sorria.

Ele deu as costas e começou a caminhar em direção a entrada, acenando para a garota.

 

Depois daquele dia, todos os finais de semana ele comprava uma rosa da mesma cor, passando a trocar mais olhares com S/N. O ano se passou, e então ela entrou para U.A – não que realmente quisesse, mas sua tia sempre insistiu para que ela virasse uma heroína ao invés de ficar cuidando de flores -.

S/N e Ochaco acabaram entrando na mesma escola para heróis, e com coincidência, na mesma sala. Elas eram melhores amigas desde o colegial, então nunca se separavam. Lá a garota também se encontrou com o mesmo menino que lhe “visitava” aos finais de semana na floricultura, e foi na U.A que se consideraram reais conhecidos – ou melhor, amigos.

Ela começou a ajudar na floricultura à tarde após a escola, quando já anoitecia. Então Midoriya passou a curiosamente ir na loja de sua tia com mais frequência, até mesmo nos dias de semana. Cada vez ficavam mais próximos, até descobrirem que estavam completamente apaixonados um pelo o outro.

. . .

 

- Então, em um final de semana o seu pai me convidou para tomar um sorvete, e foi lá que ele se decla... – A mulher pausou sua história ao perceber que seu filho já dormia em seu colo, provavelmente estava cansado depois da escola. Ela abriu um sorriso aquecedor. Por mais que fosse doloroso se lembrar de Izuku, uma parte de si amava lembrar dos momentos que passara com o homem.

O mais triste era saber que tudo aquilo se foi, e ela não poderia mais voltar atrás.


Notas Finais


Cara, me desculpem pelo o nome completamente parecido dos dois KKK
mas eu não tive mais nenhuma ideia em minha mente, e acabei achando bem bonitinho desse jeito :')
sinto muito se alguém acabou se confundindo! Perdão, hehe

Mas eu espero que tenham gostado! O próximo capítulo será postado em breve 💖


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