História Eu serei seu tritão (gay) - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Homossexuais, Romance
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Dois


Mergulhando Fundo

Eu não havia notado, — embora a cidade já estivesse no clima —, mas faltava menos de uma semana para o natal. Natal não era uma data que eu me importava, todos eram um saco. No final de semana após minha conversa com Tônia, Helay sumiu, havia tirado ferias, ele não fora mais trabalhar no aquário.

— Filho? — meu pai chamou enquanto eu me ajeitava para o trabalho.

— Sim? — respondi.

— E aí, tá tudo bem?

Meu pai e eu não nos falávamos com frequência, conversávamos normalmente, mas não de modo com que ficássemos dialogando a respeito das coisas, como Lena e eu fazíamos sempre. Mas isso não era um problema, comecei a entender que era o jeito dele.

— Tudo sim José e aí? — perguntei confuso

— Tá tudo certo — disse ele — Max, você gosta do natal, digo sabe? Faz questão?

— Não muita. — respondi

— Ah, é que não somos o tipo de família que enfeita a casa, mas podemos fazer isso se quiser… — ele disse

Nesse instante entendi que talvez ele estivesse propondo passar o tempo comigo, então coloquei minha mochila nas costas e olhei para ele com um sorriso.

— Tudo bem, seria legal — eu disse

— Então iremos enfeitar a casa, não sei o que acha? Eu compro as coisas e daí você pode me ajudar — ele deu uma risada — eu não sei muito bem esses lances de natal — explicou ele tímido.

— Certo eu te ajudo — falei passando por ele — tenho de ir estou atrasado.

Ele afagou meus cabelos e eu dei a ele um sorriso, então fui trabalhar. Eu não me importava com o natal, mas sabia que sentiria falta de algo: minha mãe.

 

Entrei Na Oficina E Dóriel estava em cima da cadeira pendurando enfeites na parede com um gorro vermelho na cabeça.

— Hey — disse ao entrar.

— Opa! — ele disse descendo da cadeira com um salto — faltam só três dias.

Ele olhou para os enfeites orgulhoso, dei um sorriso, Toni ainda estava sumido. O movimento pela manhã era muito fraco, nem havia pranchas para arrumar.

— É — disse com um sorriso fraco.

Eu estava envergonhado pelo luau de sexta, no qual no beijamos, olhar para ele era como sentir toda aquela sensação novamente.

— O que fará no natal? — perguntou ele

— Vou comer, com certeza, depois vou ficar em depressão por ter comido tanto — brinquei e ele riu — e chorar em meu quarto talvez. E você?

— Luau de natal — disse ele.

— Vamos ter de trabalhar no natal? — perguntei

— Sim, ué — respondeu — na véspera de natal trabalho normal, no dia em si não.

— Ah não Dóriel — reclamei

— Olha como estou na direção da oficina, podemos ao menos vir e fingir trabalhar na véspera, mantenho a plaquinha indicando estar 'fechada" e caso meu pai apareça digo que virei a plaquinha por que demos uma pausa — ele disse

— Tudo menos trabalhar — dei um sorriso — Dóriel porque seu pai sumiu.

— Problemas familiar — o primeiro cliente entrou para polimento de sua prancha — Ao trabalho.

Dóriel me tacou um pano do qual estava em cima do balcão, os dias seguiram firme. Ajudei meu pai, passamos realmente um tempo divertido juntos. Acho que eu precisava daquilo, descobri que Diogo detestava natal, e que ele odiava enfeites. Como ele era estranho. Vi Antônia todos os dias e ela me perguntava do Helay, no entanto eu não sabia a onde encontrar Helay a não ser no aquário, semanalmente eu não tinha tempo para ir até lá, mas eu ainda guardava minhas palavras para ele.

 

NA MANHÃ DE VÉSPERA NATALINA eu cheguei no trabalho mais desanimado que tudo. Notei que Dóriel não estava atrás da bancada.

— Dori? — chamei

Fui andando, caminhei até os fundos, e notei em cima da mesa na qual eu usava para cuidar das pranchas uma caixinha branca, com uma fita vermelha. Aquilo me roubou um pequeno sorriso. Me aproximei e olhei a caixinha, mas fiquei com medo de abrir, não queria ser enxerido.

— Hey — Dóriel disse entrando.

— Onde você estava? — perguntei me virando — O que é isso?

— Eu estava ajeitando algumas coisas no almoxarifado — disse ele — Ah é, eu comprei para ti.

Ele se aproximou, estava um pouco suado, ele usava uma regata branca com desenhos, seus braços pareciam saltar para fora das mesmas, assim como seu peitoral, ela estava tão colada que dava para ver até mesmo seu belo abdômen. Ele abriu a caixinha e tirou de dentro uma corrente.

— Eu sei que você acredita nessas coisas então pensei… que você fosse gostar — ele disse colocando sob meu pescoço.

Olhei o pingente e era uma sereia, e timão de navio, achei bacana.

— Obrigado — disse impressionado

Droga eu não havia comprado nada para Dóriel, ele então se sentou na mesa me olhando.

— Ficaremos aqui o dia todo, podíamos fazer algo brow. — ele falou.

Pensei em besteira, pensei em tirar a blusa dele, sentir o seu cheiro que exalava mais de perto, pensei em beija-lo pensei em deixar ele me usar como ele quisesse em cima daquela mesa. Dei um sorriso. Mas eu tive uma ideia melhor

— É — falei —, vamos conversar…

Sugeri subindo na mesa e me sentando ao seu lado.

— O que?

— Seu pai, o que aconteceu?

— Ah Max, ja disse, problemas familiares — ele disse.

— Quais? — perguntei curioso.

— Ah Max — resmungou ele —, nada de mais brow.

— Certo — falei acanhado.

— Olha, se eu disser não vai contar a ninguém?

— Não

— Nem ao seu pai?

— Não — respondi convicto

— Tenho um irmão Max, e ele reapareceu depois de anos… ele estava desaparecido desde que você sabe... Minha mãe.

— Ah — fiquei arrependido de minha insistência em saber — E seu pai?

— Ele precisa de um tempo para tudo isso — disse ele com um olhar murcho

— E você?

— Eu o odeio — disse Dóriel

— Não diga isso, é uma palavra forte — eu disse

— Amar também é, e dizem isso o tempo todo — ele me olhou — Já amou Max?

— Não, eu acho, bom nunca usei essa palavra para definir um sentimento — disse

Ele ficou em silêncio parecia acanhado.

— Max, posso fazer uma pergunta agora?

— Nada mais justo.

— Você pensou? A respeito do luau daquele dia? — desci da mesa e olhei para qualquer lugar menos para Dóriel dando as costas para ele.

— No que? — disse tímido andando

— Você disse que queria um tempo, deduzi que talvez precisasse pensar. — ele disse — Evitei a semana toda esse assunto mas não aguento mais. Preciso saber.

— Ah Dóriel é complicado — falei.

Senti ele rapidamente me virar e me beijar, foi algo tão inesperado que a única coisa da qual fiz do ceder ao beijo. Senti sua camisa molhada dele ficar colada na minha, estiquei meus braços sobre seus ombros na ponta dos pés, senti ele segurar minha cintura. Aquilo era a melhor sensação do mundo, sentir sua barba ao redor dos meus lábios, sua língua brincar suavemente com a minha, suas mãos grandes sobre meu corpo. Mas algo me impedia, algo em mim dizia que aquilo era uma cilada. Era um medo, um medo grande, um medo pois eu sabia que gostava de Dóriel, sabia que aquilo era o que eu realmente queria e não o Helay. Sua boca era quente, era diferente, seu beijo era como a droga mais viciante do universo. Uma de minhas mãos acariciava sua nuca, a outra sua barba, a mão dele subia por dentro da minha camisa, senti seus dedos tocar meu abdômen. Então criei uma força que eu nem sabia que tinha e afastei nossos lábios, o afastei.

Dóriel se afastou esfregando o rosto com as mãos.

— Me desculpa, eu não devia ter feito isso — ele disse

— Tá tudo bem — respondi sem jeito querendo beija-lo novamente.

— Gosto de você — Dóriel disse do nada

Fiquei estático, eu sabia que se eu dissesse que também gostava dele, o que iria nos impedir de ficar juntos?

— Acho melhor a gente ir né, digo, pensando bem meu pai não vira até aqui para ver se estamos trabalhando — ele falou sem graça.

— É — falei ajeitando a mochila nas costas — Melhor eu… te vejo no luau.

Na primeira oportunidade sai às pressas eu estava muito nervoso, meu sangue fervilhava.

 

A NOITE DO LUAU DE NATA ESTAVA animada e muito bonita, mas Dóriel não estava lá, combinamos a semana toda e ele simplesmente não estava lá. Meu pai Lena e Diogo estavam com seus amigos, conversando, bebendo, felizes rindo, as pessoas bem vestidas, as mulheres de maquiagens, cabelos com penteados legais. A metade da cidade estava ali.

Eu havia comprado roupas legais para a ocasião também. Estava com os cabelos molhados e bagunçados não tive tempo de secar. Andei por busca de Dóriel, e nada. Tônia também estava no luau, com alguns vizinhos dela, ela parecia um pouco murcha embora estivesse toda arrumada, eu estava feliz por ela estar ali.

Decidi ir atrás de Dóriel, eu também havia comprado um presente para ele. Estava ansioso para dar a ele o presente e temia para que eu não o viesse.

Quando cheguei à casa de Dóriel, do lado de fora dava para escutar uma gritaria, dava para ouvir Dóriel gritar como numa discussão, numa tremenda voz grossa. Eu então me aproximei lentamente. Subi a varanda e pensei bater na porta, mas fiquei acanhado a discussão do lado de dentro parecia feia. Pensei que talvez eu devesse ir embora e quando me virei para ir embora a porta se abriu.

— Max?! — disse Dóriel

Olhei para ele sem jeito. Dóriel estava sem camisa, seu peitoral seu rosto avermelhado ele parecia estar nervoso claramente.

— É, eu vim… vê se você hmm — me faltou palavras.

— Volta aqui Dóriel — uma voz disse abrindo a porta. — Ainda não acaba…

Meu corpo gelou, minha alma parecia ter vazado para fora de meu corpo, um frio me subiu à espinha, eu conhecia aquele rosto, não me era estranho. O moço também ficou paralisado até perdeu a fala ao me ver, fiquei estático e impressionado.

— Você? — perguntei confuso — É você. — disse espantado afirmando.


Notas Finais


É QUEM MAX? AAAAA


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