História Eu serei seu tritão (gay) - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Homossexuais, Romance
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Palavras 1.627
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Cinco


Mergulhando Fundo

Meu pai olhou. Ficou parado um instante. Talvez por alguns segundos. Dóriel e eu não sabíamos onde enfiar a cara.

— Não vou falar nada! — meu pai disse batendo a porta irritado e saindo do quarto.

— Droga! — falei esfregando o rosto

— Deixa que eu falo com ele… — Dóriel disse se levantando.

Dóriel saiu do quarto. Alguns instantes após ele retornaram. Não deu tempo nem de pensar a respeito da situação.

— Ele não quis me ouvir, parece bravo — disse Dóriel

— Droga! — exclamei de novo

— Disse que mais tarde conversa com você. — Dóriel disse acanhado

Dóriel e eu ficamos no quarto conversando sobre coisas aleatórias. Eu queria muito fazer perguntas a respeito de minha recém descoberta, mas me controlei para não ser enxerido. Algumas horas após ele foi embora.

Diogo entrou no quarto mexendo no celular.

— Ei— disse ele.

Diogo nunca saia do celular, quase nem para respirar, e eu nem sentia falta do meu celular embora eu precisasse de um.

— Iae… — respondi me ajeitando

— Verdade que você viu uma sereia? Ouvi papai dizer — disse ele.

— Oh, não — disse forçando um riso — É só uma brincadeira.

— Ah — resmungou ele

Ficamos em silêncio. Fiquei pensando em Dóriel ou em que meu pai diria. Sentia minha perna dolorida. Às vezes eu tocava a ferida para senti-la. Eu gostava daquela dorzinha. Me fazia se sentir como quando eu era pequeno.

MEU PAI BATEU NA PORTA E entrou no quarto. Ele estava com as mãos para trás. Quando vi ele, senti um medo por conta do que ele viu.

— Diogo, poderia me dar licença — disse ele — Quero conversar com Max.

Meu corpo gelou, Diogo se retirou do quarto e meu pai se sentou na barra da cama ao meu lado, tirando de suas costas um presente embrulhado era uma caixa. Ele me estendeu a caixa.

— É seu — peguei a caixa — Abra depois.

Coloquei a caixa de lado.

— E aí a perna? — perguntou ele

— Ainda dói — respondi.

Ele deu uma pausa, como se pensasse a respeito do que ia dizer.

— Sabe… você e Dóriel é errado Max — disse ele sério.

— Mas…

— Max! — ele interrompeu — Ele é amigo do papai, e é mais velho que você entende? Isso me preocupa. Digo, o fato dele ser meu amigo e ser quase 6 anos mais velho que você. Ele já é um homem.

— O que? — perguntei confuso

— Não sei se acho uma boa ideia. — Sugeriu ele.

— Pera aí, você não está bravo por descobrir que sou gay?

— Ué, descobrir? Eu já sabia, eu só… você e Dóriel, sério? — ele sorriu nervoso.

— Gosto dele José

— Me preocupo Max, Dóriel é sempre calado. Eu o vi irritado uma vez, confesso que aquilo me assustou. E a diferença de idade.

— Ah José.

— Olha… não vou te impedir meu chapa, mas caso ele faça algo com você eu não vou me responsabilizar pelos meus atos.

— Está com medo que eu estrague sua amizade?

— É que… e se ele fizer algo contra você? Embora eu goste dele e de Toni eu não vou ficar do lado deles…

— Não vai acontecer nada.

— Fiquei nervoso com Dóriel. Quando vi ele aqui, em cima de você te beijando — disse ele

— Por isso não deu ouvidos a ele? Estava com ciúme.

— Ah filho, sei que não fui um bom pai brow. Mas estou tentando, é como se sei lá, tu fosse um novo filho morô?

— Tô vendo. — falei impressionado

— Eu quero ser bom, e Dóriel já é um homem, cara, um marmanjo barbado brow. Mas não vou privar você. Eu só preciso de um tempo para me acostumar com a ideia.

Tussi um riso.

— Tudo bem. — disse

— Você e ele já… — ele ergueu as sobrancelhas

— Oh — dei uma risada envergonhado

— Você é…

— Sim pai sou virgem

— Mais um motivo para eu me preocupar… — ele disse pensativo

— O que? Minha virgindade? — dei uma gargalhada.

Me senti uma menina qual o pai que se preocupa com a virgindade de um filho homem? Isso é novidade.

— É, e se ele quiser te usar ou sei lá brow?

— Prometo não fazer isso tão cedo então. — disse

— Ótimo, assim me sentirei mais sossegado. Mas ele não fica tentando né, sei lá?

— Não pai, ele me respeita.

Ele então bagunçou meus cabelos e me olhou com os olhos alegres. Me sentia uma criança boba. Então era a essa a sensação por ter um pai?

— Sei que não sou um bom pai, mas te amo — ele disse se levantando e caminhando em direção à porta — Vê se não estraga esse presente.

Antes que ele saísse eu disse o que eu esperava que eu nunca fora dizer

— Pai, também te amo. Obrigado

Ele então paralisou antes de abrir a porta, aposto que em seu peito rolava toda aquela explosão de quando amamos. Toda aquela magia. Era a primeira vez que o chamava de pai, e dizia o que eu sentia. Logo ele saiu do quarto. Não pude ver se o rosto dele estava feliz, ele não me olhou, mas aposto que sim. Eu dei uma risada.

Meu pai com ciúme de Dóriel? Essa é boa. Abri o presente era um celular novo. Eu realmente precisava de um.

Os dias a seguir foram totalmente inúteis, não fiz nada além de cuidar de mim mesmo sem sair de casa. Dóriel também não veio me fazer visitas. Não que eu quisesse. Talvez eu quisesse um pouco. Já estava andando normalmente, estava bom. Não muito, o corte estava cicatrizando. Mas como Lena dizia: "homens são fracos qualquer arranhão é motivo de escândalo".

ESTAVA DEITADO NO SOFÁ ATOA E ouvi meu pai conversar com a Lena e disse que iria a casa de Toni, levar algumas coisas. Saltei do sofá num pulo.

— Pai, posso ir com você? — perguntei.

Ele torceu o nariz de início. Eu precisava ver Dóriel. Estava com saudades. Era um fim de semana ele certamente estaria em casa.

— Tudo bem. — disse ele sem opções.

Fui correndo para o carro e entrei em seguida enquanto ele ajeitava as coisas no porta malas. Queria ver ele logo.

DÓRIEL ATENDEU A PORTA e meu pai foi grosseiro.

— Iae brow, firmeza? — Dóriel disse ao abrir a porta oferecendo um cumprimento de mãos

— Toni está? — meu pai disse ignorando o aperto de mão.

— Lá dentro — Dóriel disse e meu pai já entrava.

Meu pai segurava em mãos uma caixa de ferramentas, ferramentas do Toni.

— O que deu nele? — cochichou Dóriel

— Ciúme — respondi o abraçando.

— E aí como você está? — perguntou ele ao término do abraço.

— Melhor. — respondi.

— Que bom — disse ele — Você não está com frio?

— Só um pouquinho — respondi

Eu havia esquecido de perguntar uma blusa. O céu estava cinzento. O sol se escondia nas nuvens grandes. Dóriel espreitou atrás da porta, logo ele saiu de trás da mesma me dando um casaco que talvez estivesse pendurado atrás da porta.

— Vamos dar uma volta? Meu irmão está aqui eu não queria que… sei lá

— Por mim tudo bem. — respondi colocando o casaco.

O casaco tinha cheiro de Dóriel, eu amava o cheiro de homem que ele tinha, me excitava. Ele também vestia uma blusa de frio. Um sobretudo preto, bem vestido. Ele usava touca que deixava alguns fios de seu cabelo claro a mostra. Ele me ofereceu um dos braços e cruzei meu braço no dele.

— O inverno vai ser rigoroso! — ele disse sorrindo.

— Parece que sim. Mas eu gosto do frio. Onde estamos indo?

— Tem uma praça aqui pertinho.

— A gente podia ir à praia, digo… você deve gostar.

— Olha, eu não quero que me trate como se eu fosse diferente embora eu seja, Max eu sei que para você pode ser novidade, mas para mim é um saco ser isso, cara. E não significa nada.

Fiquei acanhado, ele ficou quieto. Droga Max. Pensei. Ele me olhou, e deu um sorriso forçado de canto.

— Tá legal, vamos fazer assim… — ele deu uma pausa — você pode fazer qualquer pergunta, eu vou responder todas e nunca mais falamos disso morô?

— Certo — falei empolgado — Porque ele não me matou?

— Meu irmão?

— Ã-hã — balancei positivamente a cabeça.

Chegamos ao parque, era um bem pequeno, quase como uma praça, havia árvores, pouco movimentado, um lago, algumas pessoas. Estava frio. As pessoas não gostam de sair no frio por aqui.

— Quando somos criaturas somos capas de decifrar o medo das pessoas. Meu irmão ia mata-lo, mas ele viu algo em você — ele deu uma pausa — ele me encontrou por sua causa.

— Não entendi. — disse confuso.

— Sereias só podem matar suas vítimas quando elas sentem medo de seu predador. Meu irmão era o seu predador, mas o seu medo não era ele. Era eu. Ele me viu em seus medos, e ele soube que você e eu nos conhecemos.

— Ah, desculpa então.

— Tudo bem, ele só te poupou por minha causa. Por mim, até que isso não foi de todo mal — ele sorriu — A pergunta em questão é por que você tem medo de mim? Ou qual o medo que você sente?

Paralisei por um tempo refletindo a respeito. Porque eu realmente tinha um pequeno medo de Dóriel, na verdade não era um medo, amedrontador, era algo sentimental, talvez eu tivesse medo de gostar dele.

— Ah, eu acho que tenho medo de me apaixonar por você… — disse meio confuso.

— Por que? — ele parou me olhando

— Porque as vezes quando eu olho para ti, é tudo o que eu quero ter — disse sem graça.

Ele tossiu um riso tímido. Eu dei a ele outro riso. Foi quando olhei para um dos lados e de relance vi o inusitado. Helay sentado alimentando os pombos com um saquinho de pipoca. Ele não havia me notado. Era agora, a chance perfeita. Portanto eu tinha que me livrar de Dóriel, ou não. Fiquei confuso, se eu não fosse atrás dele agora, quais a chances de eu o encontrar de novo?



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