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História "Eu sou a Justiça!" - Imagine Light Yagami - Capítulo 31


Escrita por: Sanny-San

Notas do Autor


Eu li um livro triste e estou bastante emotiva, então descontei tudo nesse cap para fazer vocês chorarem comigo!

Boa leitura 👍

Capítulo 31 - Capítulo 31


Fanfic / Fanfiction "Eu sou a Justiça!" - Imagine Light Yagami - Capítulo 31 - Capítulo 31

"Light On"

–E o que você está fazendo aqui? –Eu perguntei a ela assim que ficamos sozinhos 

–Eu estava com saudades. –Sorriu simpática.

–Só por isso? –Não fiquei satisfeito com a resposta.

–Claro que não, mas também porquê eu tenho uma dívida a ser paga aqui. –Sua feição mudou para uma séria.

–Como assim? –Indaguei ao vê-la mudar de humor tão rápido.

–Eu vou direto ao ponto, não sou a Misa, logo não irei puxar o seu saco ou qualquer coisa parecida. Eu vim aqui para dar um fim no Kira, e é isso o que eu irei fazer. –Disse simples.

–Vai me matar então? –Arqueei a sombrancelha.

–Não, você sabe que não, eu não mataria o Light. –Suspirou cansada. –Mas eu farei de tudo para matar o Kira. Nem que para isso eu precise por fogo em cada um desses cadernos.

–Calma aí. –Ryuk pediu levemente indignado. –Não precisa chegar em níveis tão extremos.

–Tem uma idéia melhor? –Olhou para o Shinigami, mas voltou a olhar para mim quando eu me pronunciei.

–Você deu uma ideia melhor antes de sair, por que não segue com ela? –Indaguei um pouco curioso. –Desistiu da ideia de me deixar sair em pune?

–Eu nunca quis que você saísse em pune. –Deu de ombros, no mesmo tom da nossa primeira discussão. –Sabe, eu não entendo nada sobre isso e provavelmente nunca irei, Mas a pessoa que me ensinou tudo o que eu sei me disse que o que é certo vem em primeiro lugar.

–Muito certinha da sua parte. –Falei em um tom calmo.

–Muito clichê de csi também, mas o que eu posso fazer. –Ajeitou a franja, escondendo os olhos da minha vista.

–Tem razão. –Sorri com o seu comentário.

–Só que eu tenho como prioridade os meus princípios, antes de você. Então se você não arrumar um jeito de largar tudo isso, eu vou te entregar ao Ryuzaki. –Meu sorriso se desfez por inteiro.

–O que deu em você? –Fiquei meio irritado pela maneira que ela falou, como se eu fosse um completo estranho. –Saiu daqui disposta a me ajudar com o que se passa na minha cabeça e voltou como minha inimiga.

–Esse é o problema Light, nós sempre fomos inimigos. –Se aproximou de mim enquanto me encarava. –Desde o início éramos um contra o outro, isso não vai mudar tão cedo. –Parou por um tempo, apenas para encarar seus próprios pés. –E respondendo a sua pergunta anterior, eu percebi que não posso ajudar quem não faz por onde.

–Como assim? –Do que ela estava falando.

–Se você queria tanto melhorar como pessoa, por que aumentou os assassinatos quando eu saí? –Questionou com uma falsa confusão. –Que desculpa você tem para isso?

–Você não entenderia. –Murmurei quase rosnando para ela.

–Eu sei, é muito difícil que eu entenda. –Suspirou mais uma vez, mas dessa vez, eu julgava que era de frustação.

Se afastou completamente de mim e seguiu em direção a porta, aparentemente sem rumo, mas ela parou antes de sair, ainda de costas para mim.

Daisuki, Jaa ne. –Disse e saiu.

D-daisuki? Não, ela não deve estar falando sério, não depois de tudo o que acabou de me dizer.

 

(Para os que não entendem japonês ou estão com preguiça de procurar o significado, Daisuki significa algo como: amar muito, gostar muito, ter muita afeição, de acordo com o que eu li. Jaa ne!)

 

"Light Off"

"Autora On"

S/n chegou até uma sala afastada, que não teria ninguém por perto dentro de alguns minutos.

Ela fechou a porta e se encostou na parede ao lado da mesma, deslizando até cair sentada no chão, de olhos fechados.

Se perguntava quando deixou que aquilo tomasse aquele rumo, que aquela situação chegasse naquele ponto.

De início ela achou que seria divertido se meter em uma investigação tão interessante, mas agora, não importa para onde ela fuja, esse fardo sempre irá atormentá-la.

"É só contar ao Ryuzaki e dar um ponto final nisso tudo." Ela tentava se convencer que seria fácil assim, mas não era. Seu corpo não queria, sua boca travava e ela não conseguia dizer uma palavra. 

O que ela mais temia estava acontecendo, estava dividida entre uma paixão de filme adolescente e uma amizade de filme da pixar.

Filmes... Tudo o que sabia era resumido em filmes. Nunca pensou que isso tudo aconteceria, ainda mais dessa maneira, tão do nada...

E mais uma vez ela se encontrava frustada, pois novamente as coisas saíram do seu controle.

O fato dela não conseguir compreender o que sentia a deixava ainda mais chateada, com o sentimento de que desaprendeu como funcionava algo tão simples.

Era de mais para ela, ficava entalado em sua garganta toda vez que tentava por um fim. 

E o pior era que o melhor amigo não percebia o que ela queria dizer, o que ela tentava dizer.

"Eu me apaixonei por quem eu não podia".

Ele pensava que era porque ele era um suspeito. Mas era mais que isso, ele era o próprio culpado.

Tem como imaginar uma maneira branda de contar ao seu quase irmão que você está apaixonada pela pessoa que ele mais odeia nesse mundo?

Mesmo que ela tentasse se convencer que estava apaixonada pelo Light e não pelo Kira, sua cabeça cansava de lembrá-la que eles eram os mesmos.

De repente, ela não conseguiu mais segurar. Ela deu um grito muito alto, mas que provavelmente foi abafado pela porta para que não desse para ouvir direito do outro lado.

O grito rasgava a sua garganta, como se estivesse colocando para fora o maior peso que carregava, que com certeza era, fazendo com que caíssem algumas lágrimas.

Logo o barulho do grito foi substituído por soluços da garota, que não conseguia entender o porquê de não querer que nada de ruim acontecesse ao criminoso que perseguia.

A porta foi aberta, para a surpresa da jovem. Mas não era Light, ou mesmo L, era Matsuda, que provavelmente estava vagando a procura dela pelos corredores.

–Nick-san?! Aconteceu alguma coisa? –Matsu, como gostava de chamar, se ajoelhou na sua frente com uma feição preocupada, não entendendo o motivo dela estar chorando. Ah, se ele soubesse.

A de cabelos C/c estava muito sensível no momento, sem força alguma para explicar o que sentia. Uma dúvida imensa, uma batalha intensa entre a razão e a emoção.

Matsuda, percebendo que não receberia nenhuma resposta concreta dela a não ser lágrimas, tentou acalmá-la com um hesitante abraço.

Não demorou muito para ela retribuí-lo e molhar um pouco o terno do moreno ainda confuso.

Desculpa, me desculpa, foi mais forte que eu... –Pediu, mesmo sem Matsu entender uma palavra dela.

–Shhh. –O moreno tentava acalmá-la. –Não chora...

Era ridículo pedir para alguém parar de chorar quando ela está transbordando em lágrimas, mas ele estava tentando o melhor que podia.

–Matsu... –Ela se interrompeu pelos soluços. –...Você é o melhor amigo que... –Mais uma vez. –...Que eu poderia ter...

Matsuda nada disse, não tinha palavras para dizer nada. Só agradeceu baixinho e continuou abraçado a ela, até que o seu choro diminuísse e ela conseguisse segurá-lo por mais um tempo.

–Eu não faço idéia do porquê de você estar chorando, mas seja o que for, eu sei que não foi culpa sua. –O garoto sorriu, tentando passar confiança, mas a garota voltou a chorar. –E-eu disse algo de errado?!

A garota socou levemente o ombro do mais alto, limpando as lágrimas que insistiam em descer com as mãos.

–Não diga coisas fofas quando eu estou emotiva, seu idiota! –Reclamou com a voz embargada e Matsu soltou o ar aliviado e deu um risinho baixo.

Acho que pela primeira vez na vida, Matsuda gostou de ser chamado de idiota.

"Autora Off"


Notas Finais


https://youtu.be/l9nbtc6FISw 👈Grito

Se achou triste, saiba que eu vou fazer questão de piorar. É nois 👍


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