1. Spirit Fanfics >
  2. Eu sou alta >
  3. Não se desfaz o passado

História Eu sou alta - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Olá leitores! Com todo esse surto de quarentena, estou até que com bastante tempo para escrever. Espero que estejam bem e usando álcool gel :)

Boa leitura a todos!

Capítulo 14 - Não se desfaz o passado


Fanfic / Fanfiction Eu sou alta - Capítulo 14 - Não se desfaz o passado


Assim que chegamos no Vietnã, nos hospedamos em uma pousada.

— Por que não posso ir com vocês?

— Não sabemos se essa doença é contagiosa, só irá eu, dois médicos e um enfermeiro. 

— Tem certeza?

— Sim, quando Mikasa estiver melhor, ela vai adorar te conhecer. 

— Você me convenceu.

— Estou indo, faça companhia aos pirralhos. — beijou meus lábios e saiu do quarto.

Eu sou louca por largar meus estudos, meu emprego e sair do país por causa do Levi, nem temos um relacionamento sério ainda.

Bom, isso é por mim também, irei aprender bastante por aqui. 

Ouvi meu celular tocar e atendi.

Era Nanaba pedindo uma explicação pela mensagem que dei para ela dizendo que ia viajar e pedindo para cuidar da Curie.

 Vou segurar suas pontas por aqui, mas o Auruo não vai gostar nada disso. 

— Eu sei.

Também te amo.

— Eu te amo, Nanaba. 

Tenho que desligar, preciso dormir na minha folga.

— Até mais.

Era domingo e foram cinco horas de viagem, como dormi durante o trajeto inteiro, estava sem sono.

— Será que os meninos estão dormindo? 

Calcei minhas pantufas de coelhinhos e fui até o quarto deles.

— Sem sono, senhorita Hange? — Eren abriu a porta esfregando os olhos.

— É, eu dormi na viagem, por que não descemos e tomamos café? — perguntei com um sorriso no rosto.

— Mas são seis horas da manhã e eu não dormi nada durante a viagem. — bocejou.

— Me desculpe por atrapalhar seu sono, Eren. — abaixei a cabeça.

— Sem problemas, pelo menos não acordou o Jean ou ele iria ficar falando até encher o saco. — percebi que os dois dividiam o quarto.

— Boa noite então. — soltei uma risada.

— Bom dia, até depois. — fechou a porta.

Desci sozinha mesmo, tinha uma mesa grande repleta de comida para tomar café.

Peguei um prato e coloquei dois pães, dois pedaços de bolo, frutas e mais um café quente.

— Pensei que o Levi tivesse ido ver a prima dele. — Erwin olhou para o meu prato e sorriu.

— Acho que como bastante, não é?

— Sim, acordada a essa hora?

— Dormi durante a viagem, estou sem sono.

— Digo o mesmo, fazia tempo que não dormia com tranquilidade sem minha esposa gritar no meu ouvido.

— Me fale mais sobre ela, não conversamos tanto desde toda aquela confusão.

— Helena é ótima, só é meio escandalosa. — riu.

Nos sentamos em uma mesa para dois perto da janela que dava para observar a floresta.

— E você? Por que decidiu vir conosco?

— Fazer companhia ao Levi e seria bom ter esse aprendizado com cientistas vietnamitas. 

— O que está rolando entre vocês dois?

— Somos apenas amigos.

— Percebi no avião como vocês se tratavam.

— A gente se beijou.

— O quê?

— Eu sei o quanto isso é errado, e não foi só uma vez, mas não consigo ficar longe dele.

— A Petra sabe disso?

— Não, mas você sabe como é o casamento deles.

— Sim, mas não podem continuar assim, Levi tem que tomar uma decisão e se separar dela.

— Ele corre o risco de voltar para cá e não viver mais no Japão, sabe como ele gosta do emprego, da mãe e dos amigos.

— Mesmo assim Hange, ficar nesse jogo de traição não é legal.

— Você tem razão, mas por favor, guarde esse segredo.

— Tudo bem, espero que resolvam logo isso.

— Obrigada Erwin, você é demais.

Continuamos a conversar.


— Levi, não acredito que você está realmente aqui. — Mikasa deu um sorriso fraco quando me viu.

— É capitão para você. — baguncei seus cabelos.

— Não mudou nada. — fez uma expressão de dor.

A doutora entrou no quarto.

— Me chamo Annie Leonhart, você é a Mikasa certo? O que está sentindo?

— Dores no abdômen, náusea, diarréia e tive febre alta desde anteontem.

— O que bebeu ou comeu nos últimos dias?

— Eu tive dúvidas se era a falta de água potável na região.

— Também teve perda de peso, desidratação e fome?

— Sim.

— Ótimo, ajudou bastante. Iremos fazer alguns exames em você e iremos ver o que pode ser.

— O capitão pode ficar comigo ou ele tem risco de pegar?

— Melhor manter uma certa distância, não sabemos ainda.

— Entendo.

O enfermeiro tirou o sangue dela e disseram que fariam os exames, voltariam depois.

— Acha que não é nada sério? — a pirralha me olhou.

— Se for por causa da contaminação da água, muitos já estão doentes ou irão ficar.

— São horríveis essas dores, quero que passe.

— Vai passar, aonde está o maldito do Kenny?

— Deixou esse remédio em cima da escrivaninha e disse para eu tomar, ele saiu ontem a noite e não voltou.

— Como aquele inútil deixa você aqui sozinha doente?

— Me faço a mesma pergunta. — ela tossiu.

— Vou ficar com você. — deitei ao lado dela.

— E se for contagioso?

— Nós dois ficaremos doentes então.

— Senti sua falta, depois que nossos amigos se foram, foi tudo tão difícil, principalmente por ter que ficar longe de você. 

— Me senti assim também, minha mãe contou como era viver nesse inferno e como o Kenny não ajudava ela em nada, depois que a guerra começou, ela conseguiu fugir para o Japão com um recém nascido que era eu.

— Tia Kuchel foi bastante corajosa, sinto falta dela também.

— Quem diria que depois de quatro anos, eu pegaria você no colo.

— Você também era uma criança.

— Continuo sendo mais velho que você, pirralha.

— É muito convencido.

— Ainda quero tirar você daqui e levá-la para morar perto de mim, aqui é péssimo pela sua saúde e os seus estudos.

— Pare de querer bancar o protetor, capitão.

— Estou falando sério. Kenny não se preocupa com você, desde que seus pais morreram, ele só cuidou de você quando ainda não tinha condições de se virar. Mas agora é diferente, olha só aonde está vivendo, Mikasa. Esse lugar não é para você. — olhei com nojo a pequena casa que os dois viviam.

— Essa é a minha realidade. Não tenho como sair daqui e você não tem como me tirar daqui. Aliás, quero que conheça alguém.

— Vou tira-lá daqui a qualquer custo, também quero que conheça alguém.

— Olha capitão, ele é bem tímido e quase não fala, então não faça essa sua cara má.

— Não me diga que já está namorando? Você nem tem idade para isso, pirralha.

— Claro que não! E você disse que queria que eu conhecesse alguém, seria sua namorada? — perguntou em um tom malicioso.

— Mais ou menos, tenho uma longa história para contar.

— Adoro histórias.

— É sobre minha esposa e a minha namorada.

— Sou toda ouvidos!






Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...