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História Eu sou tão bom - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Conduta ética


Quem era Yuuto Kidou antes de morrer? Em palavras seria difícil resumir o quão maravilhoso foi este homem. 

Professor que reunia pessoas de classe baixa para terem uma educação básica, doador de sangue, entre outros, mas ele era muito mais que esses feitos, ele era um homem prestativo. Sempre pronto para ajudar quem fosse.

Mas nessa vida de altos, sempre existiam os baixos, e no caso de Yuuto, era o amor.

Em seus 29 anos de vida, os poucos casos que teve foram apenas casuais, nunca conseguiu sequer namorar, sua postura diante algumas situações o afastava das pessoas. E isso o leva aonde está.

Na sala de estar de Akio Fudou, com uma lousa gigante montada, olhando o relógio e pensando onde poderia estar seu novo aluno. Kidou gostou de Fudou, por mais que o rapaz tenha alguns parafusos soltos.

— Bom dia!

O dono da casa finalmemte pareceu, trajando uma bela cueca box com abacaxis sorridentes, quase mostrando tudo. Kidou corou e virou o rosto na hora que viu.

— Bom dia, pensei que tínhamos combinado de começar hoje de manhã!

— O que? —Akio perguntou alheio da situação, apenas concentrado em sua vitamina de banana com aveia.

— As aulas, você esqueceu?

— Esquecer? Eu nunca esqueço de nada Yuuka!

— É Yuuto!

— Isso que eu disse! —Akio se tacou no sofá com toda sua leveza de um elefante.

— Vamos começar com coisa simples, o certo e errado! —Kidou sorriu por falar daquilo que tanto gostava, logo dando início a aula.


[...]

A aula durou quase três horas, e se Fudou escutou três minutos tinha sido muito, no começo ele tinha se animado, até pegou um caderno e caneta para anotar as coisas que não devia fazer, mas logo sua atenção mudou para chutar a planta que Kazemaru tinha lhe dado. A mesma estava seca.

— Eu desisto! —Yuuto jogou seu livro para cima e se jogou no sofá, cansado de explicar coisas para o vento.

— Você foi bem persistente! —Fudou deu tapinhas no ombro do outro.

— Quando você for morar em uma caixa de papelão no inferno, ai você vai ver a persistência que vai ser me pedir ajuda!

— Caixa de papelão?

— Sim, e a sua chave vai ser uma fita durex! —Kidou disse nervoso, mas logo sentiu Akio apoiar sua cabeça em seu ombro —O que ta fazendo estrupicio?

— A gente é alma gêmea, deixa eu aproveitar o nosso ombro! —Fudou disse e voltou a se escorar no outro, mas dessa vez sem empurrões.

— Ruim e comunista, eu mereço!

Kidou riu e ficou um tempo no dilema se deveria ou não afofar os fios de Akio, mas achou melhor não. Eles ficaram nessa posição até que pegaram no sono. Isso durou no máximo vinte minutos, pois um estrondo soou do lado de fora, fazendo o coração quase voltar a bater novamente.

— AAAAAAH! —Kidou gritou em alto e bom som, havia se assustado.

— Que grito foi esse? —Fudou disse limpando a baba que escorria de sua boca.

— Um grito de choque masculino!

Ignorando isso, os dois correram para o lado de fora, apenas para verem o céu tomado por nuvens escuras que derrubavam lixo por todo bairro, alguns insetos gigantes voando e destruindo casas, e um bolo gigante flutuando no céu. Aquilo era psicodélico.

— Mas que porcaria! —Fudou disse enquanto trocava olhares com Kidou.

— MEU BELO BAIRRO!

Aphrodi passou correndo desesperado, sendo seguido por um Fubuki confuso, um Atsuya chorando atrás da cachorrinha e um Goenji rindo e gravando a cena. Onde ele conseguiu um celular e por que precisava de um, continuaria sendo um mistério.

— Isso me parece culpa sua! —Kidou sussurou para o outro —Você não devia estar aqui!

— E você acha que eu não sei?

Antes que uma discussão começasse, Kazemaru apareceu com uma capa de chuva amarela e galoxas pretas, em suas mãos estava um belo guarda-chuva transparente, junto dele estava Endou, com a mesma cara de paisagem de sempre.

Logo um pouco de lixo caiu bem sobre onde estavam, acertando em cheio Kidou e Fudou, o azulado riu sendo protegido pelo guarda-chuva junto com Endou.

— Que bagunça né gente!

— Cadê um bueiro com um palhaço quando se precisa de um! —Fudou bufou enquanto tentava limpar a gosma de sua pele. 

"ALERTA, TODOS SE REÚNAM NO CENTRO AGORA MESMO, URGENTE!"

A voz de Aki saiu por todo bairro, fazendo todos presentes correrem para o centro, Kazemaru ia graciosamente girando seu sobreiro que esparrama ainda mais gosma nos outros dois desprotegidos.


[...]

— Eu peço mil perdões! Já arrumamos a bagunça, mas eu não sei a causa dela ainda!

Aphrodi se desculpou encima de um pequeno palco, ao seu lado estava Aki com o sorriso robótico. Pelo menos ninguém fazia idéia do que estava acontecendo.

— Se me permite opinar!

— NÃO! —Os irmãos Fubuki's disseram.

— Continuando, se me permite opinar, eu acho que alguém esta infiltrado aqui!

Goenji concluiu aquilo soltando um sorriso maldoso e lixando as unhas com uma lixa imaginária. Essa frase fez o sangue de Akio gelar por inteiro.

— Amigos fiquem calmos! —Kazemaru subiu no palco quase atropelando Aphrodi no processo —Todos sabem como funciona a tabela de pontos, não é mesmo?

— Somos novos, pode explicar? —Sakuma gritou no meio da multidão.

— Claro! 

Kazemaru e Aphrodi disseram ao mesmo tempo, mas o loiro empurrou o azulado mostrando quem tinha o controle da situação.

— Quando você faz algo bom ou ruim, você acumula pontos, e na hora em que morre, somamos esses pontos, caso tenha feito mais coisas boas, vêm para cá, se fez coisas ruins, vai lá pra baixo, entendem? —Todos concordaram com a cabeça.

— Porém existem variáveis, como pontos trocados ou nomes parecidos! —Goenji novamente se intrometeu, ganhando um pouco de gosma nos cabelos, fazendo seu penteado arrepiado desmanchar —Ei!

— Mil perdões, foi sem querer!

Fudou sorriu maldoso, mas logo foi arrastado para longe por Yuuto.

— Tínhamos pensado em ensina-los a voar, mas pelo jeito teram que ficar em casa enquanto Aki e eu arrumamos tudo!

Todos abaixaram a cabeça em concordância, e Fudou apenas pensava em uma coisa.

 "Eu posso voar? Meu Deus"

— Que tal...

Kazemaru novamente foi a frente, Kidou tinha noção do que podia ser a idéia, e rezava para que o azulado não concluisse a frase.

— Podemos todos ajudar! vamos recolher esse lixo e limpar nosso bairro!

Todos aplaudiram com as mãos enquanto Yuuto usou elas para bater em sua testa. Esse cara estava começando a irritar até mesmo ele, e olha que isso era difícil.


[...]

Todos já estavam devidamente vestidos com roupas protetoras, espalhados por diversos pontos para começarem a limpeza. Aphrodi no final do discurso falou que quando terminassem sua parte, podiam ir até o centro, pois ele e Aki iriam os ensinar a voar.

Fudou então se focou em acabar o mais rápido possível para fazer a frase “voa moleque” ganhar sentido, mas onde estava era uma completa bagunça. Ao menos seus parceiros eram conhecidos, Yuuto e Atsuya.

O de cabelos rosa claro adorava limpeza, tanto que limpou sua parte e continuava ajudando os parceiros. Um imbecil na opinião de Fudou.

Kidou havia ido atrás de mais sacos de lixo e deixou claro que Akio deveria limpar tudo muito bem, já que a culpa era do mesmo, mas voar era a única coisa que passava na mente do moreno.

Então uma luz divina brilhou na mente de Fudou, ele logo pegou o lixo que varria e escondeu debaixo do tapete da casa mais próxima, e assim continuou. Quando viu que tudo parecia menos sujo, foi até a segunda parte do plano.

— Atsuya?

— Sim?

— To com uma dorzinha na coluna, e eu já limpei bastante, acha que consegue terminar?

O rosado olhou ao redor, estava meio enojado por considerar aquilo limpeza, e também gostaria de se livrar de Fudou para poder realmente limpar as coisas.

— Claro, pode ir!

— Obrigado! —Fudou sorriu e saiu o mais rápido possível, comemorando internamente.

Ele não havia sido mal ou algo do tipo, apenas se aproveitado de alguém para tirar vantagens sobre a situação, isso era a lei da selva e Fudou era um leão. Além do mais, o que poderia dar errado?




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