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História Eu sou um idiota! - Capítulo 3


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Notas do Autor


demorei pq a faculdade tá fodendo o meu cu mas estou aqui com o penúltimo cap kkk o próximo é o último é vai ter SECSÜ AEE

Capítulo 3 - 3 - "eu também te amo."


🄼🄰🄶🄰🄻🄸

Eu sou um anjo e ninguém pode negar isso!

Sou a única amiga do universo que aceita ficar de vela e ajudar os amiguinhos boiolinhas a chegarem um no outro e se pegarem. Eu devia começar a cobrar por isso, iria conseguir uma grana com cada conselho que o Cebola e o Cascão pedem para mim o tempo inteiro.

Tudo começou em um certo dia de verão, um dia ensolarado e quente onde Cascão me chamou para conversar sobre "assuntos sérios". Logo fiquei preocupada, mas tentei ao máximo manter a calma e fui até sua casa ajudá-lo. Cascão desabafou comigo, colocou tudo para fora, me contou que estava apaixonado pelo Cebola, que queria dicas de como chegar nele.

Eu, obviamente, surtei horrores. O meu melhor amigo de infância era GAY e queria pegar o meu outro melhor amigo de infância. Isso é maravilhoso!! Eu estava presenciando uma fanfic yaoi e super clichê com os meus próprios olhos!!

Ajudei o meu querido amigo boiola a conseguir conquistar o seu príncipe encantado. Não vou mentir, não me surpreendi com a notícia, eu já esperava isso. Cascão é muito do tipo "bobo apaixonado", daqueles que fica olhando fixamente pra pessoa com cara de cachorro pidão, sorrindo do nada e suspirando inúmeras vezes, e eu já notava esses olhares dele pro Cebola, só o tapado do Cebola que nunca reparou.

Falei pro Cascão começar a dar mais sinais, abraçar o Cebola de lado como quem não queria nada, sorrir mais pra ele, fazer brincadeiras que envolvessem contato físico e tudo mais. Puf, não é que funcionou mesmo?

Poucas semanas depois do Cascão começar a dar ainda mais sinais do que já dava antes, Cebola me puxou pelo braço até um canto escondido da escola. E adivinha? Confessou que estava todo boiolinha pelo Cascão e que não aguentava mais sentir ele abraçá-lo sempre e não poder beijá-lo de uma vez.

Surtei? Obviamente. O casal do século estava quase sendo formado e logo eu oficialmente viraria a vela mais orgulhosa do mundo. Eu devia torcer mais pra eles ficarem juntos do que eles próprios. 

Qualquer pessoa no meu lugar falaria pro Cebola que o Cascão também estava apaixonadinho por ele, porém eu não sou qualquer pessoa. Decidi que iria ajudar o Cebola a retribuir tudo o que Cascão estava fazendo. 

Disse pro Cebola "tentar" soltar indiretinhas, ou perguntas, ou por exemplo, fazer brincadeirinhas singelas de que eles namoravam e tals, aquela famosa brotheragem. Não demorou muito pro Cascão vir correndo até mim desesperado sem saber o que fazer depois do Cebola ter insinuado ciúmes de mim por eu e ele estarmos andando muito juntos — isso mesmo, ciúmes de mim mesma. O bichinho não sabia mais o que fazer, agora que Cebola também estava demonstrando coisas a mais, ele não conseguia mais se segurar:

Queria voar na boca dele pra beijar.

Sugeri que Cascão chamasse seu princeso para um "encontro disfarçado". Seria apenas uma "tarde de amigos sem nenhuma intenção".

E agora eu descobri que Cas conseguiu se declarar para o Cê, mas que deu umas merdas que não estavam no meu planejamento. Mandei Cebola ir atrás de Cascão aqui na escola mesmo, deixar tudo claro. O "sim" ele já tinha, faltava só oficializar.

Bom, Cebola acabou de sair da nossa sala de aula atrás do Cascão.

Eu sou um anjo, eu sei! 

Levantei da carteira correndo, descendo as escadas escondida enquanto seguia Cebola. Me escondi atrás de um pilar de madeira, encarando de longe Cascão sentado atrás dos arbustos, de cabeça baixa e pensativo e Cebola chegando logo atrás dele, sentando ao seu lado.

Dei um sorrisinho.

Eu mereço um prêmio de cupido do ano!

°°°

Cebola sentou-se ao lado de Cascão na grama do pátio da escola. O mais novo olhou levemente para o lado e apenas suspirou. Já estava preparando-se para um fora bem grande saindo dos lábios do mais velho.

— Cascão, a gente… P-precisa conversar. — Cebola disse, mas Cascão continuou com seus fones de ouvidos tocando nada em seus ouvidos. — É sério, por favor! Me escuta…

Cascão retirou seus fones, mas continuou sem encarar o mais velho. Estava envergonhado demais para aquilo. 

— Sobre tudo aquilo que você me disse ontem… 

— Você veio aqui me rejeitar, não é? — o mais novo finalmente encarou os olhos cor de mel do "amigo". — Veio dizer que não me ama, que me vê só como melhor amigo, que não vai deixar isso estragar nossa amizade e que vamos continuar amigos como se nada tivesse acontecido, mas que, na verdade, não vai mais olhar na minha cara depois daqui. 

Cascão sorriu sem mostrar os dentes, com os olhos cheios de lágrimas mais uma vez. Estava se sentindo tão mal.

— Tudo bem, Cebola, eu te desculpo por não me amar, e sim amar a Mônica. Aceito continuar sendo seu melhor amigo, mesmo sabendo que esse sentimento dentro de mim nunca vai ir embora. Me desculpa por te amar, Cebola… — fechou seus olhos e limpou suas lágrimas. 

O coração de Cebola estava apertado, sentia que ele quebraria a qualquer momento, ou a qualquer nova palavra falada pelo mais novo.

Deixou que sua primeira lágrima caísse. 

— Eu também te amo, Cascão. — disse aquilo pela primeira vez. 

Cascão virou rosto para Cebola completamente confuso, mas no fundo, sentia uma pontinha de esperança desaflorar. Esperança de que aquilo fosse verdade.

— O quê? — perguntou Cascão. 

— Eu também te amo. Eu te amo muito. Muito mesmo. Pra caralho! — o de cabelos espetados riu fraco. — Eu tava planejando um super texto foda desde que te vi aqui sentado, mas te ver me fez esquecer tudo. Então, eu só te amo. Desculpa o silêncio ontem, eu só não sabia o que te dizer na hora e…

— I-isso é s-sério?

— S-sim! Eu t… 

Cebola foi interrompido rapidamente com um beijo incrível sendo depositado em seus lábios. Ficou bem surpreso no início, mas logo se permitiu ceder àquele beijo, dando espaço com sua língua para beijar Cascão. 

O mais novo deitou o outro na grama, enquanto beijava-o. Os movimentos que suas línguas faziam juntas, a sincronia delas, o gosto doce de suas bocas se misturando.

Esse era o melhor beijo do mundo, pensavam. Cascão apertou a cintura de Cebola com suas duas mãos, que mantinha suas mãos no rosto do outro, acariciando-o.

— Oooh, Cascão… — gemeu o mais velho após ter tido seu lábio inferior mordido levemente. Aquele gemido levou Cascão aos céus. — Se acalma, a gente ainda tá na escola!

Cascão riu e saiu de cima do outro. Os dois riram juntos e saíram de trás dos arbustos. Cebola puxou a mão de Cascão para que os dois entrelaçacem-nas.

Agora todos poderiam ver que eles estavam juntos. Pode ainda não ter rolado um pedido oficial, mas o que importa é que eles estão juntos.

— Olá, garotos! Não vão me agradecer pelos meus conselhos que proporcionaram esse evento histórico? — Magali perguntou atrás de ambos, que se viraram confusos.

— Espera, você dava conselhos pro Cascão também? — perguntou Cebola e Magali assentiu.

— Eu estou por trás de tudo que rola entre vocês! — disse a garota. — Quero no mínimo ser madrinha do casamento de vocês! 

— Por que nunca me disse que o Cebola me amava também? — perguntou Cascão. 

— Queria que vocês lutassem um pouco um pelo outro! Eu tinha um plano, e ele deu certo! — os três riram.

— Obrigado, Magá! Sem você eu não saberia fazer nada! — Cascão sorriu de lado.

— Obrigado, Magá! Você é incrível, sério, eu te amo pakas! — Cebola agradeceu, mais vermelho que um pimentão após Cascão abraçá-lo de lado. 

— Não agradeçam, e eu sei que sou incrível, Cê. Agora, vão embora logo, vão ficar juntos, isso demorou demais para acontecer! — Magali sorriu alegre.

Cascão foi abraçando Cebola enquanto eles andavam até a saída da escola. Ele riam, Cascão fazia questão de beijar Cebola em frente à todos, deixando Cebola envergonhado. 

Magali riu vendo aquela cena.

— Eles estão juntos oficialmente? — perguntou Mônica, aproximando-se de Magali. 

— Sim! Finalmente oficializaram! Estou tão feliz, eles não são lindos juntinhos? — disse Magali.

— Sim, eles são. Espero que sejam muito felizes!

— Eu também espero. Enfim, vamos logo embora, Mô, agora vamos ser as velas da turma! — Magali riu e adiantou mais à frente de Mônica. — Vou pegar minha mochila e vamos embora, ok?

Mônica concordou e Magali sumiu em meio à todos os alunos descendo as escadas para ir embora.

A garota dentucinha deixou que suas lágrimas ficassem livres em seu rosto, sem se preocupar em limpá-las. 

O motivo para essas lágrimas? Era aquela pessoa que estava bem à sua frente há alguns minutos:

Magali… 

Quando ela teria coragem? Quando conseguiria expor aquilo, tirar aquele peso de suas costas? 

Não sabia, não tinha idéia de como dizer…

Então preferia sofrer.

Sofrer calada. 


Notas Finais


clichê? não, não.


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