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História Eu sou um Uchiha - Capítulo 2


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Notas do Autor


+ um ♥

Capítulo 2 - Capitulo 1


Sempre gostou da brisa da manhã, o cheiro que com ela vinha o trazia um sentimento bom. Mesmo na época em que estava com Orochimaru e também em sua viagem de redenção.

O cheiro suave sempre o acalmava, principalmente na primavera, não era difícil encontrar em suas viagens as tão famosas cerejeiras. E era impossível não se lembrar dela.

Mesmo nunca querendo assumir, ela sempre esteve em seus pensamentos. E mesmo tarde pelo menos na opinião dele, conseguiu aceitar todo o amor que ela sempre esteve disposta a lhe dar e claro corresponder.

Respirou fundo mais uma vez e foi impossível não sorrir minimamente, o vento suave trouxe até ele o cheiro das flores de cerejeiras, seu cheiro preferido. Depois do dela.

Estava em Konoha, na sua casa.

Na casa de sua família.

Da sacada da maior casa do distrito Uchiha era possível ver a figura de Sasuke Uchiha, olhando para a vila que tanto amava na infância e também odiou na mesma proporção.

Ele teve seus motivos, e se arrependia de todas suas atitudes movidas pelo ódio.

E a pior delas foi ter tirado a vida de seu próprio irmão, não tinha um dia que ele não pensasse como seria se fosse tudo diferente.

Se não fosse toda a merda do passado, o golpe, as guerras, ele precisaria ter feito o que fez.

Seus pais estariam vivos e teriam orgulho da família que ele construiu.

Conseguia até imaginar sua mãe mimando Sarada de todas as formas possíveis.

Itachi com certeza estaria casado e feliz com uma família, talvez seria seu vizinho e seus filhos brincariam com sua filha.

Seria tudo perfeito, ter todos eles juntos a si.

Ele nunca se perdoaria por sua morte, mais a vida havia lhe deu uma segunda chance.

Amava sua família, era feliz.

Graças a ela.

Ela era sua segunda chance.

Sua esposa, Sakura.

Olhou para dentro do quarto encontrando sua esposa deitada na cama de bruços com o lençol cobrindo pouco do seu corpo nu. Sorriu ladino lembrando da noite que tiveram.

As vezes sentia até vergonha da forma com que ele e Sakura continuavam a se amar mesmo depois de tantos anos.

Era viciado nela. Nunca tinha o bastante dela.

Talvez seja pelos anos que ficou longe, mas só conseguia pensar o quão sortudo era por ter uma mulher tão linda e maravilhosa como ela, por ela ter esperado por ele sempre. Por amar tanto ele.

Olhou para o céu e se perguntou se seu irmão havia tido alguém, se ele havia se apaixonado da mesma forma que ele.

Sasuke torcia muito para que sim, pois o amor de Sakura o tirou da escuridão, e depois de saber toda a verdade sobre seu irmão e o clã ele imagina a escuridão que o irmão viveu durante anos.

Sentiu seu corpo ser abraçado por traz e seu cheiro preferido inundar suas narinas.

Era ela, a razão da sua felicidade.

- Bom dia meu amor, o que faz acordado tão cedo? – Sakura perguntou com a voz ainda embargada de sono.

Sasuke se virou e viu ela enrolada no lençol, a abraçou e beijou sua testa.

- Apenas perdi o sono. – não queria revelar a esposa que teve um pesadelo com o dia que matou seu irmão, era comum isso acontecer, mas não gostava de compartilhar com ninguém. – Mas e a senhora, porque esta em pé a essa hora? hoje não é seu dia de folga?

- Sim hoje é meu dia de folga, mais senti sua falta na cama e então acabei acordando. Sabe depois de tantos anos dormindo sem você não quero perder nenhum segundo ao seu lado.

O sorriso malicio que Sakura deu deixou Sasuke animado.

Fazia seis meses que Sasuke tinha voltado de sua missão, e desde então não desgrudava de sua esposa e filha.

E mesmo assim não acha o suficiente para matar toda a saudade que sentiu durante os longos dez anos.

Ele e Sakura pareciam recém casados, pois não poderiam ficar sozinhos que já estavam fazendo amor.

Em todos os lugares da casa, na sala dela no hospital, no escritório da polícia de Konoha onde Sasuke era o chefe.

Seus amigos falavam que eles estavam no cio, apesar da vergonha que o Uchiha sentia não conseguia discordar.

Não estranharia se Sakura aparecesse gravida no ritmo que as coisas iam, e era o que ele queria, mesmo que ainda não tenha falado com ela sobre isso.

Queria encher a casa de filhos.

- Hn, então melhor aproveitarmos que Sarada ainda não acordou senhora Uchiha. – Sasuke sorriu de lado, e Sakura amava esse sorriso.

Ele sorria assim apenas para ela.

Quando ela pensou em responder, Sasuke tirou o lençol de seu corpo e a pegou no colo sem nenhuma delicadeza e a jogou sobre a cama.

E se amaram, mais uma vez sobre a brisa da manhã e o cheiro das flores de cerejeira que entravam pela sacada.

(***)

Sarada descia as escadas e dali já era possível ouvir os risinhos vindo da cozinha, revirou os olhos e se preparou psicologicamente para mais um café da manhã regado a melação de seus pais.

Era impossível ficar perto deles, pareciam adolescentes e isso era nojento. Mais como boa sapeca que era, adorava ver os dois constrangidos por isso ocultou seu chakra e continuou seu caminho.

Escorou no batente da porta da cozinha e segurou o riso com a cena que via.

Sua mãe sentada na mesa e seu pai no meio das pernas dela cheirando seu pescoço.

Pigarreou e ambos se separaram assustados, Sakura ficou vermelha como um tomate e Sasuke também não estava diferente, e era isso que Sarada amava. Ver seu pai, o grande Uchiha Sasuke corado. Isso era para poucos.

- Sabe, vocês deveriam ser mais discretos. Já é difícil dormir ouvindo o barulho que fazem a noite, e de manhã também não é diferente. Agora na mesa do café da manhã é nojento. Por favor, eu ainda sou uma criança.

Sarada com seus onze anos era muito esperta, e como estuda os livros de sua mãe sabe de muitas coisas que crianças da sua idade por exemplo não sabem.

Sasuke e Sakura se olharam e voltaram a olhar a filha que não estava com a cara muito boa. Eles sabiam que tinham que se controlar, Sarada tinha toda razão.

- Tudo bem filha, isso não vai mais acontecer. – Sakura foi quem resolveu falar. – Agora venha e tome seu café para não ficar fraca na sua missão de hoje.

Todos se sentaram a mesa e comeram, Sasuke perguntou a filha sobre a missão e ela disse que não era nada muito importante.

Sasuke e Sarada saíram juntos de casa, enquanto Sakura resolveu aproveitar a folga e ajeitar as coisas em casa.

Na sede da polícia de Konoha, Sasuke lia alguns pergaminhos e vez ou outra recebia um chamado para atender um roubo ou briga na vila. Depois da guerra tudo estava muito calmo e isso o deixava aliviado pois não queria que sua família corresse risco nenhum.

No fim do expediente, ele corria pra casa. Não via a hora de ficar com sua esposa e filha.

E quando chegou encontrou as duas no sofá assistindo alguma coisa na Tv que ele não prestou atenção. Apenas via as mulheres de sua vida ali sorrindo pra ele.

Ele amava ter um lar para onde retornar.

 (***)

Já era tarde quando Sasuke acordou com o barulho de alguém batendo na porta de sua casa, ele se levantou acordando Sakura.

Ambos desceram até a sala e reconheceram o chakra do Naruto, Sasuke já estava com o palavrão na ponta da língua quando abriu a porta e viu o rosto apavorado de seu melhor amigo.

O Hokage entrou como um furacão deixando o casal sem entender nada.

- Naruto o que está acontecendo? – Sakura perguntou já preocupada. – O que faz aqui tão tarde?

- Eu nem sei por onde começar, teme por favor fique calmo, o que eu tenho a dizer não é nada bom. – Naruto disse.

Sasuke olhou para seu amigo sem entender nada, o que poderia ser tão grave que o deixaria tão nervoso?

- Fala logo Naruto – já estava sem paciência.

- Recebemos uma mensagem dizendo que... – ele respirou fundo e olhou para Uchiha que o olhava atentamente. -  Que um usuário do sharingan matou alguns ninjas do pais da água. – Naruto falou de uma vez.

Sakura levou ambas as mãos a boca incrédula e Sasuke sentiu todo o ar de seu corpo sumir.

 



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