História Eu te Amdeio! (Simbar) - Capítulo 26


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Personagens Originais, Simón
Tags Simbar
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Palavras 2.597
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


¡Hola, personitas!

Antes de tudo, desculpa pela demora. Ultimamente fiquei sem criatividade pra tudo. Até pra escrever fanfics que não são de Sou Luna. Mas, finalmente, consegui terminar esse capítulo! Simples, mas fiz.

Depois, quero agradecer a todos os comentários. Não quero que pensem que eu demoro tanto pra publicar por falta de leituras ou de comentários nem nada desse tipo! Estou muito contente com cada um que lê! Vocês são o máximo, de verdade!

E, sem mais delongas, vamos de mais um capítulo!

Capítulo 26 - Momento de Paz


- Simón -

Hoje começa a última semana de férias e a última semana aqui no Rio de Janeiro. O que é péssimo.

- Mano, fala sério! - Começo, enquanto Gastón teclava alguma coisa no tablet e Daniela tomava um sorvete de juçara/açaí. O vendedor disse que a fruta não é do Rio, mas garantiu que é brasileira. - Eu não tô nem um pouco afim de sair daqui. Rio de Janeiro é tão incrível.

- E você tá começando a usar a gíria deles. - Diz ela e eu, apesar de concordar, reviro os olhos.

- Claro. Preciso me adequar ao ambiente. - E sento no meio dos dois, na areia da praia, me voltando pra ele. - Aliás, o quê que você tanto escreve aí?

- Vocês sabem da Felicity, né? - Assentimos.

Até porque, como não saberia? É só uma das contas mais seguidas da internet. E além disso, Gastón não para de falar dela desde quando a descobriu.

- Sabemos. Seu amor-platônico-internetístico. O que tem ela? - Tanto eu quanto ele unimos as sobrancelhas pra ela. - Que foi? É mais legal do que falar "amor virtual". - E volta a tomar o sorvete enquanto eu retomo a fala.

- Sim, mas o que tem ela mesmo?

- Eu fiz uma conta falsa com o nome de RollerTrack e mandei uma mensagem pra ela. E adivinha? - Eu e a morena nos entreolhamos e ela chuta primeiro.

- Pela sua cara de pinto no lixo, acho que ela respondeu.

- E foi mesmo. Estamos conversando a um tempão e ela é super inteligente.

- Espera. - Digo, chamando a atenção deles. - Mas como vocêsm que é uma garota?

- Na verdade foi a Dani que descobriu. - E joga a bola pra ela, que dá a última lambida no sorvete Made in Brasil.

- Na verdade é bem óbvio. O nome felicity é feminino. Não tem como dizer "o felicity" e sim "a felicity."

- Mas e se, abre aspas, ele ou ela, fecha aspas, fez isso de propósito? - Daniela revira os olhos cor de mel, balançando a cabeça em negativa pra mim.

- E você acha que, abre aspas, ele ou ela, fecha aspas, se daria ao trabalho de pensar nisso tudo pra criar uma conta? - E o Perida retoma a palavra.

- Além disso, as fotos que, abre aspas, ele ou ela que eu sei que é ela postam, fecha aspas, são muito fofinhas pra um homem. Se for homem, é gay. Sem preconceito, é claro. - E foi assim que eles calaram minha boca.

- Tá bom. Se vocês dizem.

- Então você está assumindo que perdeu, sr. Álvarez? - A argentina pergunta, fazendo uma voz de apresentador de programa de TV.

Mas eu não respondo. Apenas levanto da areia em direção ao sorveteiro, pra risadas deles dois.

- Me traz mais um de juçara/açaí. - Grita Daniela e sua fala foi mais ou menos assim: juçara barra açaí.

- E eu quero o mesmo que ela. Com a barra. - Reviro os olhos e volto a andar.

Mas no meio do trajeto, sou parado por ela. Quer dizer, ela é aquele tipo de gata que para o trânsito, então minha reação foi a mais adequada pra situação.

Âmbar estava deitada em uma espreguiçadeira nas seguintes condições: óculos escuros, fones no ouvido, sol no corpo inteiro e biquíni, obviamente, preto. Nina estava na espreguiçadeira ao lado com O Teorema Katherine em uma mão e um copo do que parecia ser suco de laranja na outra. As duas num silêncio ensurdecedor.

E do jeito que estavam, eu as deixei. Passei direto por elas, comprei os sorvetes, voltei e elas continuaram lá. Como se estivessem em uma bolha pessoal, alheias a tudo o que acontecia ao redor. E a mim.

- E? - Pergunta Daniela ao me ver ver a loira de mechas rosadas. - Como vocês estão?

- Sem nos falar desde que voltamos de Cancun. - Há três dias. - Só não sei porquê.

- Fica de boa, mano. Vocês vão voltar a se falar. É só questão de tempo. E dela. - Conclui Gastón e eu assinto. Espero que ele esteja certo.

- Bem, parece que não é só nosso mexicano que tá dominando a arte das gírias brasileiras, né? - O Perida finge tirar poeira dos ombros.

- Abre aspas, eu sou o fluxo, fecha aspas.

- Qual é o sentido das aspas nessa frase? - Pergunto e ele dá de ombros.

- Sei lá. Mas ficou bonito, né?


- Âmbar -

Fazem três dias que tive a conversa com Emília e desde então, parece que não funciono direito. Nem com minha mãe, nem com Nina, nem com Simón, nem comigo mesma.

Tanto que a morena de óculos, agora escuros, está sentada na espreguiçadeira do lado e eu ainda não falei nada desde que chegamos na praia. Tanto que ela teve que trazer um livro pra não ficar no tédio. No meu tédio.

- Foi mal, Nina. - Ela coloca o marcador na página e fecha o livro, olhando pra mim. - Só precisava de um tempo pra pensar numas coisas. Foi mal mesmo.

- Pensando na sua irmã, certo? - Então ela já tinha percebido. - Você ficou esquisita desde a conversa entre vocês no aeroporto.

- Sim. É que ela disse umas coisas que me deixaram confusa e até hoje eu tô sem resposta.

- Se quiser, pode me contar. Afinal, tenho uma certa fama por dar conselhos. - Ela sorri, orgulhosa de si mesma, o que me fez sorrir um pouco.

- De noite eu conto. Agora vamos aproveitar. E por isso… - E levanto da espreguiçadeira, esticando meu corpo. - Vamos pro lugar que você quiser.

- Que eu quiser? Tem certeza? - Assinto, sem nem pensar duas vezes.

- Vai ser minha forma de me desculpar. - Ela levanta de uma vez, empolgada, e troca os óculos de sol pelos seus tradicionais.

- Então tá. O roteiro de hoje é meu.

No fim das contas, minha manhã foi passada num museu de arte contemporânea e, depois do almoço, ainda fomos em uma amostra de escultura que estava tendo aqui perto. Só paramos as 18h36, quando andávamos de volta pro hotel.

- Gostou? - Eu não sabia se devia ser honesta ou não.

- Sabe que essa não é minha praia. Já você parecia uma criança num parque de diversões. - A argentina ri, sabendo que é verdade.

A cada quadro que víamos, Nina tirava uma foto e me puxava pra começar a contar a história do autor e do quadro. Parecíamos duas crianças correndo de um brinquedo a outro. Uma levava e a outra era levada. E a mesma coisa foi com as esculturas.

- Aquele era o meu momento. Tipo você com seus patins. - Assinto, entendendo perfeitamente o que ela dizia.

Nina e um pouco de tudo. Eu e os meus patins. Até que me lembrei de uma coisa e seguro seu braço pra fazê-la parar.

- Que foi?

- Podemos dar uma passada no Roller? Quero trocar uma palavrinha com a Juliana.

- Por mim, tudo bem.

E damos meia volta, indo até minha ex pista e, apesar de ser quase 7 da noite, a lanchonete ainda estava bem movimentada. E a pista também. Que foi onde encontrei Juliana. Sentada na arquibancada, muleta do lado e anotando algo em sua inseparável prancheta.

- Eu vou ficar na lanchonete. Vai pedir alguma coisa? - Diz Nina e eu paro pra pensar.

- Um milkshake de chocolate com amendoim e canela… Não. Melhor um milkshake de morango. Só morango… Não. Acho que só um suco de laranja. - A morena ri, me encarando.

- Suco de laranja?

- Não. De maracujá é melhor. - Ela ri de novo e vai em direção a lanchonete.

Enquanto eu ando ao redor da pista até sentar do lado da minha antiga treinadora.

- Juliana. - Ela sorri ao me ver.

- Âmbar. Imaginei que não te veria mais.

- Eu também. Mas preciso te fazer uma pergunta.

- Bom… - Ela deixa a prancheta de lado e me encara. - Então pergunte.

- Juliana… Como é a vida no mundo da patinação? - A brasileira levanta as sobrancelhas e faz uma pausa antes de perguntar.

- Posso saber o por quê da pergunta?

- Tenho certeza que você já sabe. - E sorri, quase como uma mãe orgulhosa.

Na verdade, desde o fim da competição tenho pensado nisso (e em muitas outras coisas, na verdade) e agora chegou a hora de eu saber um pouco mais sobre isso.

- Bom… Pra começar, você tem que saber que é como uma montanha-russa que, geralmente, só vai pra baixo. Ir pra cima significa vitórias e ir pra baixo é todo o resto. Mas vale a pena.

- Pros treinadores como você também? - Ela sorri sozinha e encara a bengala de forma nostálgica.

- Na verdade, antes de ser fadada a apenas ensinar, eu era patinadora profissional. A mais famosa do Brasil. Marisa Minti. - Arregalo os olhos e ela finge tirar pó dos ombros.

- Marisa Minti? Por que? Não tem nada a ver com você.

- Marisa é o nome que eu ia receber dos meus pais e o Minti não tem um significado. Só usei porque gostei.

- E o que fez você parar de patinar? - Ela olha pro nada nostalgicamente de novo antes de começar.

- Eu cai quando fui fazer um passo e quebrei a perna. Quando melhorei, não era mais a mesma de antes e não recebia os mesmos patrocínios de antes. Então não consegui mais patinar. Ou você achava que eu uso isso aqui por diversão? - E dá um chutinho na bengala, que cai lá embaixo, fazendo-a rir sozinha. - Se fosse por mim nunca abandonaria as pistas, mas as malditas circunstâncias pediram e agora estou aqui.

- Por isso você é treinadora. Pra não deixar as pistas.

- Agora entendeu. - E põe a mão no meu ombro, me fazendo encará-la. - Mas se você quer viver da patinação, dê absolutamente tudo de si porque não é fácil. Você ganha dinheiro por participação, mas não é nada se comparado ao dinheiro das vitórias.

Sim. Dinheiro. Vitórias seriam tipo o meu salário. Dinheiro por participação seria como uma mera gratificação. E eu não quero só isso.

- Obrigada, Juliana. Isso me ajudou bastante. - Ela sorri e aperta meu ombro de leve.

- De nada. É sempre bom ajudar a nova geração da patinação. Ainda mais alguém com tanto potencial como você. - Sorrio, orgulhosa de ouvir isso, e levanto pra me despedir. - Até, Âmbar. - Lhe dou um sorriso e desço a arquibancada, saindo.

- Tudo certo? - Nina pergunta assim que chego na lanchonete.

- Tudo. Agora vamos comer.


- Simón -

- Quem em sã consciência espera vinte minutos pra tomar água de côco?!

- Nós. - Me responde Dani, olhando pro jogo de futebol que passava na TV de tela plana do quiosque.

- Mas como é que a gente ia adivinhar que esse tal de Flamengo é tão famoso assim? - Reclama Gastón, vendo o quiosque ficar cada vez mais cheio de pessoas vestindo vermelho e preto.

- Que droga! Eu só não vou embora porque o côco já tá pago, senão… - Mas eu nem posso terminar minha frase porque o dono do quiosque chega. - Finalmente.

- Peço desculpas. Hoje tá cheio porque é jogo do flamengo. - E depois de dar os três côcos, ele agradece e vai pra outra mesa.

- Bom, eu vou embora. - E começo a me levantar com o côco, mas paro ao ver os dois bonitinhos sentados nas banquetas. - Vocês vão ficar?

- Eu vou. O jogo até que tá bacana. - Diz a morena, dando um soco na mesa junto com os outros torcedores. - Chutava mais pro lado, imbecil!!!

- E, apesar de tudo, eu concordo com ela. - Diz o Perida e eu reviro os olhos diante disso.

- Vocês são horríveis. - E saio, dando um "tchau" com a mão que ninguém vê.

Ando, ando e ando até parar na beira da praia, de frente pro mar. O som relaxante das ondas indo e vindo e o frio da noite davam uma sensação boa de leveza. Parecia que eu tava voando e, se não fosse pela gravidade, acho que tava mesmo.

Porém, algo estragou minha paz. O soar do telefone, com o nome de Luna no visor.

Não. Era só o que me faltava.


- Ligação ON -

S: Alô?

L: Oi, meu amor. Como você tá?

S: Tô ótimo. E você?

L: Também. Na casa de praia curtindo a última semana de férias.

S: Ótimo. Pena que só falta uma semana. Queria estar em férias eternas. *ela ri*

L: Eu também. Lembra daquela vez, quando éramos crianças e ia ser nosso primeiro dia de aula, e a gente se escondeu dentro da cabine da lancha, pra não ir pro colégio? *solto uma risada*

S: Como me esquecer? Seu tio ligou a lancha e foi só no meio do mar que ele viu que a gente tava lá!

L: É. Tem vezes que eu sinto falta de ser criança.

S: Eu também… E também sinto falta de outra coisa.

L: Do quê?

S: …

L: Simón?

S: Não… Não é nada. Esquece.

L: É sim. Você ia dizer alguma coisa. Me fala.

S: Não é nada. É sério! Luna…Eu vou precisar desligar. Meu pai tá chamando pra jantar.

L: Tá bom… Te amo.

S: …

L: …

S: Também… Te amo.

- Ligação OFF -


Deixo o celular cair na areia, tentando colocar meus pensamentos em ordem.

Sinto falta de quando éramos amigos. É isso, Luna. Sinto falta da sua amizade. Penso, suspirando.

Desde quando eu e Luna começamos a namorar, as coisas ficaram estranhas. Sei que, pelo que dizem, quando se namora uma melhor amiga, aquela amizade que se tinha não diminui e, sim, aumenta. Mas não foi o que aconteceu com a gente.

E quando a Âmbar apareceu, tudo que tava ruim piorou. Se antes eu não queria namorar com a Luna porque não a amava, depois eu queria namorar com a Âmbar porque… Porque eu não sei.

E agora, depois dessa ligação estranha, só quero terminar com ela de uma vez por todas pra ver se pelo menos essa bagunça eu consigo arrumar.

- Eita, Simón. Você só se confunde ainda mais. - Digo pra mim mesmo, sem saber que não estava sozinho.

- Sei qual é a sensação.

Âmbar Smith bebia a água do meu côco, com os cabelos loiros e rosados amarrados em um rabo de cavalo e um vestido preto com bolinhas brancas bem curtinho. Descalça.

- Acho que todo mundo passa por isso.

- Também acho. - E ficamos em silêncio por um tempo, até que ela continua. - Como você tá? Fiquei três dias offline. Perdi as novidades.

- Tô bem. Pensando numas coisas que tenho que fazer.

- Eu também. - Outro momento de silêncio.

Estranho. Silêncio estranho. Sinto como se quiséssemos falar alguma coisa pro outro, mas ficamos calados. Pelo menos é isso que eu tô fazendo.

- Escuta. - Começo, sabendo que estava entrando em terreno proibido. - Sobre o baile… - Ela balança a cabeça em negativa antes que eu continue.

- Não estrague o momento. Por favor. - E assim, fecho os olhos pra sentir o vento noturno por inteiro.

- Tá bom. Não vou.

Ela tem razão. Estamos em um momento de paz tão bom que qualquer coisa pode atrapalhar. Deixa esse assunto pra depois, Simón. Agora não.


Notas Finais


¡Listo!

Gostaram ou odiaram? Comentem!

¡Besos y hasta luego!

P.S. Desde já, desculpa pelos erros ortográficos.

P.S.S. Alguém aqui já leu algum livro da Trilogia Grisha ou da Duologia (esse nome existe?) Six of Crows de Leigh Bardugo? Se sim, comemorem comigo porque vai virar série!!! 🎊🎉🎇🎆 (O ator que vai ser o Kaz é tão perfeito, gente!)


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