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História Eu te amo mas não sei dizer - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oii gente, tudo bem? Eu estava a toa em mais uma madrugada e pensei que seria interessante criar uma parte dessa história pra Mione, então aqui estou eu trazendo mais um pouco de Romione pra vocês. Espero que gostem❤

Capítulo 2 - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Eu te amo mas não sei dizer - Capítulo 2 - Parte 2

Estávamos no 6° ano de Hogwarts. Eu poderia dizer que tudo estava caótico, como sempre, mas por incrível que pareça esse era um dos nossos anos mais... normais? Tirando o fato de que agora tínhamos a certeza de que uma guerra estava se aproximado. A nossa vida podia parar? Ela iria, de um jeito ou de outro. Harry estava obcecado por Draco Malfoy, e nem era no bom sentido. Depois de uma possível conversa que possamos ter escutado atrás da Borging&Burkes, ele não parava de dizer que Draco era um comensal da morte. Eu não via muito sentido nisso, afinal Draco era só um garoto assim como ele e...(com responsabilidades diferentes, isso é claro) Ron. Tudo bem, talvez nem tudo estivesse nos eixos... mas não é como se eu e Ron entrássemos nos eixos, ou era?
Nossa amizade estava um tanto abalada após seu namoro com Lavender Brown ou talvez pelo fato de ele ter surtado dias antes do fatídico (estou sendo muito dramática? Não, de forma alguma) ocorrido. Mas cá estou eu, sentada ao seu lado na enfermaria enquanto ele dorme profundamente. Anseio para que ele abra seus olhos extremamente azuis que me lembram o oceano, ou talvez para que ele abra seu enorme sorriso doce e acolhedor de sempre. Eu sentia sua falta, mais do que já sentira de qualquer outra pessoa e ver ele dessa forma me machucava de inúmeras formas por dentro. 

Eu estava na biblioteca quando Gina veio me contar o que tinha acontecido, ele fora envenenado. E foi nesse momento que senti a dor mais agonizante que alguém (acredito eu) poderia sentir, meu grito entalou em na garganta e eu não conseguia puxar o ar de meus pulmões. Eu estava sufocada e meus olhos se encheram de lágrimas, uma sensação de medo e agonia invadiu meu corpo e eu só não cai porque já estava sentada. E depois de Gina me cutucar pela segunda vez que olhei para o rosto de minha amiga, ela estava aterrorizada (mais do que eu). E naquele momento eu soube que precisava guardar, nem que por pouco tempo, meus sentimentos de medo e agonia. Ron sempre cuidou das pessoas que amava, com maestria devo dizer, e eu queria fazer isso por ele naquele momento. Me levantei e abracei Gina com toda força que tinha e em seguida fomos até a enfermaria tentar vê-lo.
Harry estava lá andando de um lado para o outro, eu sabia que ele estava tão desesperado quanto eu (acredito fielmente que até mais). Eu sempre admirei a amizade de Harry e Ron, eu os enxergo facilmente como almas gêmeas. A forma como se completam, como se entendem apenas com um olhar ou uma risada, como se apoiam e se sustentam. A ligação que possuem é simplesmente encantadora, e eu me emocionava ao vê-los juntos.
Quando Harry finalmente se sentou ao lado de Gina, eu consegui olhar em seus olhos e estavam cheios de medo. Medo de perder seu maior porto seguro. Eu precisava dar a ele a certeza de que tudo ficaria bem, e para mim também...

—Ele vai ficar bem Harry, você o salvou... - disse apertando firmemente sua mão.

—Ele não estaria lá se eu não o tivesse envolvido nessa situação! - respondeu.

—Oras não diga bobagem. Ainda bem que Ron não está aqui para escutar esse seu comentário, porque certamente te bateria! Ele ama você mais do que tudo... sabe disso, não sabe?

—Ele é o meu melhor amigo, meu irmão...

—E você o dele, o irmão que ele escolheu. Se sinta privilegiado porque ele já tinha seis.... - respondi e arranquei um sorriso de seu rosto.

—Obrigada, Mione...

Depois de algumas horas e de várias cabeças ruivas aparecendo ali, finalmente conseguimos vê-lo. Ele ainda estava desacordado na hora que entramos e eu certamente me senti um pouco encabulada por não poder ir correndo a seu encontro.
Enquanto todos se deixavam levar por conversas sobre Ron, eu estava presa em meus pensamentos. Eu não podia chorar, nem gritar mas certamente podia pensar e eu de fato faria.
Pensei no que poderia ter acontecido, e se tivesse acontecido algo ainda pior?
E se Harry não conseguisse lhe dar o bezoar a tempo, o que... ele poderia ter... morrido?
Não, eu não conseguiria levar pensamentos assim adiante. Não conseguia mais imaginar uma vida sem Ronald Weasley. Não se pode pensar em viver sem Ronald Weasley, não quando se é Hermione Granger. Por Merlin, ainda bem que ninguém ali era legilimente...
Ele sempre prestava atenção em tudo o que eu dizia, mesmo que fosse para retrucar, era o que ele fazia na maioria das vezes.
Mas sempre com um brilho no olhar, um brilho que as vezes me tirava o ar. Ele era uma caixinha de surpresas, sempre se preocupando e demonstrando isso com gestos (é claro), Ron não é do tipo chegado a palavras.
Mas como poderia me esquecer de todas as vezes que me defendeu de Malfoy? Ou de Snape? A maioria de suas detenções foram por minha causa.
Ele me protegia até de mim mesma, como no ano anterior quando fiquei ainda mais obcecada por estudar e esqueci completamente da minha sanidade.
Eu o fiz prometer de que não contaria nada a ninguém, porque esse é o tipo de história que se guarda no coração, para pessoas e momentos especiais e essa definitivamente era uma.
Estava tão absorta em meus pensamentos que não percebi quando todos se calaram. Ron estava tentando dizer alguma coisa.

—Her....mione. Hermi...one. - ele disse pausadamente, com dificuldade.

Todos se aquietaram, ninguém dizia nada. Fred e George tentavam desviar o olhar, Bill pediu licença e disse que tentaria falar com Madame Pomfrey. Gina me encarava, era de se esperar, e Harry olhava de Ron para mim como se tivéssemos anunciado um casamento. (Casamento? Hermione, você perdeu o juízo?)
Depois de algumas horas, mais duas cabeças ruivas adentraram. Eram o Sr. e a Sra. Weasley, eles pareciam tão aflitos e preocupados. E então estavam quase todos os Weasley ali em volta de Ron, alguns chorosos e outros quietos demais mas ainda os Weasley. Vê-los assim de longe era uma experiência única, a forma como todos se amavam e se protegiam. Só de pensar na perda de qualquer membro da família, os quebraria. Uma parte de mim gostaria que Ron fosse uma mosca para ver o quanto era amado por sua família.
(Preciso parar de enrolar e ir direto ao ponto, eu sei)
Depois de ser quase obrigada pela Sra. Weasley a ir jantar, subi mais uma vez até a enfermaria para ver Ron. Já tinha decidido que passaria a noite ali com ele.
Molly estava sentada ao lado do filho, segurando sua mão quando me viu chegar.

—Olá querida, espero que tenha comido direito!

—Eu prometo a senhora que comi muito bem, não tanto igual Ron teria feito! - disse e ela sorriu.

—Ele gosta muito de você sabe disso, não sabe?

—Não tenho mais certeza, não tenho sido uma boa amiga ultimamente.

—Gina me contou o que aconteceu, querida. Ele sempre gostou muito de você, de um jeito... diferente. É nítido a forma com que se olham e se eu estiver certa, o que estou na maioria das vezes, isso não vai ser um impedimento!
Tem sido forte o dia todo meu bem, se permita chorar um pouco ou talvez... sentir raiva. Não faz bem esconder o que sente, temos um belo exemplo disso aqui do nosso lado, não acha? - ela disse sorrindo.

Eu não consegui responder mais nada, na verdade não tinha entendido muito o bem o que tinha acontecido ali. Eu confesso a vocês, sou muito lógica mas as vezes eu tendo a ser cabeça dura demais, o que me impede de ver a verdade com clareza.
E assim que ela foi embora, eu me vi sozinha ali com Ronald.
Eu o chamava assim quando estava irritada, e eu estava muito naquele momento. Eu me via sozinha com ele depois de muito tempo e estava irritada por sentir tanto medo de... por sentir tanto medo de perdê-lo.
Me sentei ao seu lado e segurei sua mão muito forte, eu não sabia que ele estava acordado até sentir seus dedos entrelaçarem os meus...

—Ron? Está acordado?

—Agora estou.

—Como se sente? - perguntei e vi que ele tentava abrir os olhos.

—Acho que estou bem, e você?

—Estou furiosa Ronald Weasley! - disse alterando meu tom de voz.

—Você já vai brigar comigo? Eu senti sua falta, sabia?

—Eu também senti a sua, e é por isso que estou furiosa. Fui uma idiota, você quase morreu e... - senti as lágrimas finalmente rolarem por meu rosto.

—Mione, eu estou bem. Estou aqui com você agora e estou pronto para uma briga!

—Acho que não quero brigar por um tempinho.

—Ainda bem, porque também não quero!

—Sabe Ron, esses dias sem você foram extremamente solitários e sem graça. Por favor, nunca mais fique estranho comigo do nada e eu prometo que não irei reclamar de... você sabe. E me prometa que nunca mais irá quase morrer!

—Levando as circunstâncias atuais em consideração, eu não posso te prometer isso! - disse ele rindo.

—Nunca mais brinque com isso, Ronald Weasley!

—Estava com saudades de ver seu rosto cheio de raiva por minha causa! - ele disse me arrancando um sorriso.

Passamos o resto da noite conversando sobre várias coisas, era muito assunto a ser posto em dia.
E mais uma vez, eu consegui esquecer que estávamos prestes a entrar em guerra. É engraçado como existem pessoas que causam mudanças malucas em você, mas mudanças boas...
Era assim que me sentia com Ronald Weasley, ele deixava os meus dias mais coloridos. E olhar em seus olhos enquanto ele sorria pra mim, era sem sobra de dúvidas o meu melhor remédio.



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