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História Eu te odeio, mas por favor me tira daqui - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Eu vim aqui agradecer a todos que que fizeram essa obra possível. Agradeço a @wingsjuly que fez a capa incrível a @hobijujube por betar este capítulo, á @PorpuseProject por me ajudar a fazer isso possível. Muito obrigada, sério mesmo.

Espero que vocês gostem da obra. Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Paixão, ódio, medo e esperança


Hoseok andava em direção a sua casa. Estava voltando da sua faculdade de artes visuais. Amava pintar, era calmo e conseguia se expressar fazendo desenhos, um melhor que o outro.


Ele possuía uma pasta de desenhos — de quando havia começado a desenhar —, com papéis, lapiseiras e tinta aquarela. Era algo mais difícil de mexer, principalmente para misturar as cores no tom que desejava, mas depois de pegar o jeito virou algo de rotina. 


Jung e Hansol — seu gato gorduchinho e branco — moravam juntos na sua casa. Hansol era um gato danado, vivia derrubando as coisas. Era bem vingativo quando não ganhava comida no horário, acordava seu dono arranhando suas pernas, apesar de Hansol ser tão travesso, tinham vezes que era carinhoso até demais. Esse gato era pilantra, mas Hoseok amava ele e amava irritá-lo brincando ou o abraçando, o que lhe rendia bastante arranhões, porém era até divertido irritar o animal.


Enquanto andava, viu, de canto de olho, alguém ao seu lado. Virou o rosto para ver exatamente quem era e no exato momento que viu revirou seus olhos voltando a andar normalmente.


Jeon Jungkook era quem estava ao seu lado.


O ser detestável que agia como o dono da porra toda e fazia aquele barulho irritante, que ele e seu clube sempre gostavam de fazer. Pior de tudo é que ele era o cara mais procurado pela polícia e mesmo assim saía andando tranquilamente, por aí, com motos barulhentas.


Hoseok conheceu Jungkook quando estava no ensino médio, eles eram da mesma sala e sentavam ao lado um do outro, o que ajudava bastante na "tortura". Jeon sempre chamava atenção de Hoseok para o provocar, ou até mesmo fingindo estar ruim em uma matéria para aparecer na casa do Jung e o provocar ainda mais. Jeon adorava as reações que ele tinha, mas não poderia mentir dizendo que nunca ficou olhando para Hoseok vendo o quão lindo era seu sorriso e seu rosto.


No final do ensino médio o líder havia percebido que suas palpitações, a vontade de cuidar dele quando o mesmo ficava triste, de querer tocá-lo, fazer carinho, beijá-lo, os sorrisos bobos que lhe escapavam só de pensar em estar com Hoseok e os minutos que passava admirando-o… era uma paixão que havia se concentrado muito bem nele.


Jungkook odiava isso. Podia lhe trazer sensação ótimas, mas também lhe trazia noites de dores de cabeça. Doía saber que era odiado por Jung e nem sequer eles poderiam ser amigos. Era perigoso e ele não queria que Hoseok sofresse por sua culpa.


Hoseok virou em direção a casa, passou pelo pequeno quintal, pegou sua chave no seu bolso, colocou na porta e logo começou a abrir.


Jeon apenas o observou fazer todo o processo, pensativo na conversa que teve com seus amigos. Convidaria Jung para a balada, sim ou não? Aliás, por que ele aceitaria? Ninguém aceitaria o pedido da pessoa que mais odeia para ir em uma balada e ficar um clima estranho entre eles. Primeiro que ele poderia ir pegar outras pessoas e não o foco, que seria Jungkook.


Não. Zero chances deles terem algo.


Percebendo que estava olhando para o nada foi logo para sua casa indo direto ao banheiro. Hoje ele faria uma pequena festa com seus amigos enquanto ficavam em seu esconderijo avaliando suas armas e de olho para ver se Namjoon agiria, afinal ele tem cobrado bastante Jeon para pagar sua dívida. Achava que estaria faltando grana para eles. Bom… para Jeon também.


Estranhamente, Kim Namjoon estava muito quieto ultimamente, não via ação nenhuma do mesmo durante esta semana e isso estava estranho, estranho demais.


Assim que a noite chegou, Jungkook mudou seu caminho para casa de Park, aliás iriam para o mesmo local.


— Jimin! — gritou o nome de seu parceiro já chutando a porta.


— Espera, merda! — O mais baixo gritou de volta, logo abrindo a porta. — Não posso me trocar em paz, que coisa! — reclamou em bom som.


— Você ainda tá se arrumando? Credo cara, você é um bicho preguiça?


— Eu passei a tarde toda jogando, não vi a hora, só percebi quando Jin me mandou mensagem mandando eu buscar ele. Vou pegar ninguém não, se ele quiser, vem a pé. Tô sem gasolina. — Se virou, indo até seu sofá e se sentando, começando a colocar seus sapatos.


— Você reclama demais, credo cara, cala a boca um pouco.


— Não vou calar a porra da boca não, tô irritado! Ganhei só duas partidas da merda do futebol e a desgraça ainda quer que eu pegue ele. Seja você o táxi humano!


— Sai fora! Só vim aqui pensando que você me daria carona, parça, nóis é bro!


— Eu não sou Uber não, porra! Já disse mil vezes! Tô sem gasolina! Parece que tem merda na cabeça que esquece as coisas dentro de um minuto! Que coisa chata! — Falou Jimin, movimentando suas mãos, já sem paciência.


— Acordou bem humorado, hein! Queria ter esse lindo humor todo dia. — Ironizou, Jungkook.


— Abre aqui! — Uma terceira voz foi ouvida por trás da porta, junto com batidas na mesma.


— Minha nossa! Dá para parar de bater assim na minha porta? Vocês vão arrombar ela um dia e quem vai pagar outra vai ser quem arrombou! — O barulho das batidas na porta não pararam mesmo com a fala alta de Jimin. — Jungkook vai abrir aquela merda! 


Às vezes, até Jeon se confundia com quem era o líder da gangue — ele ou Jimin, que falava alto demais e conseguia domar muito bem as pessoas, mas claro, Jungkook era assustador quando queria.


Jeon foi até a porta e abriu a mesma dando de cara com Seokjin, seu amigo, suado.


— Por que não foi me buscar, Jimin? — Jin foi até seu amigo, este que estava sentado no sofá e tinha o olhar tedioso. 


Jungkook suspirou e se jogou no sofá, já sabendo do bate papo que viria. Jimin falava bastante, credo!


— Você acha que tenho cara de Uber?


— Você tem um carro! — Seokjin falou como se fosse óbvio.


— Vocês tem moto e nem por isso é motoboy! — revidou.


— Moto só cabe duas pessoas enquanto carro cabe mó pá de gente!


— Vai se foder, seus bando de preguiçosos! — Se levantou. — Vai, tira seu cu podre do meu sofá e vamos logo. – Bateu de leve na coxa de Jeon, que preguiçoso se levantou.


— Eu não quero ir a pé! 


— Tira asa do cu e voa! — Jungkook quem falou dessa vez se retirando da simples casa de Jimin.


— Vocês são tudo um grosso comigo. O que eu fiz para merecer isso, meu pai? — Perguntou Seokjin, retoricamente


— Nasceu. — Jimin saiu da casa e trancou a mesma. 


Os três começaram a andar rumo ao esconderijo.


— Jungkook — Seokjin o chamou. Andavam um do lado do outro, conversando sobre coisas aleatórias, parecendo adolescentes saindo cedo da escola.


— O que? 


— Chamou o Hoseok?


— Verdade! Você disse que ia chamar ele para uma balada! — Lembrou Jimin.


— Eu não o chamei.


— Cara, ja ta chato né. Você fala a mesma coisa toda semana "vou convidar Hoseok" — Jimin tenta imitar Jungkook, engrossando um pouco a voz — Mas nunca chama ele, fica magoado aos ventos porque seu "amado" — fez aspas com o dedo na palavra amado — não te nota! Vai pra porra Jungkook! Fala menos e age mais!


— O cara que amo me odeia, se estou triste com isso e o problema não é seu, se reclamo sobre isso, ignora! Não vou obrigar ninguém a ir onde não quer e principalmente com quem nem vai com a cara. Já falei que você tem que falar baixo? A rua toda não precisa saber — Falou de forma calma logo andando na frente dos amigos.


— Tenta entender ele, Jimin, não é fácil esse negócio de amor… — Jin tocou no ombro de Jimin com um sorrisinho pequeno.


— Chefe, descobri algumas coisas que podem ajudar. — falou Jisung tocando em seu ouvido onde tinha um aparelho pequeno que o fazia se comunicar com seu superior. Havia escutado toda a conversa dos meninos e gravado a voz de todos.


— Já sabe. Hoje a noite no lugar de sempre. — Namjoon quem respondeu do outro lado do aparelho vendo as câmeras escondidas na casa de Jeon e seu vizinho entrando na casa junto com outra pessoa.


O tempo passou, Jungkook e seus amigos estavam curtindo uma música e tomavam bebidas fracas ao mesmo tempo, de forma escandalosa, cantavam a música que tocava. Enquanto se divertiam, Kim Namjoon esperava raivoso seu informante chegar.


— Chefe! Desculpa pela demora, teve trânsito, só… desculpa. — Se curvou em respeito.


— Me conte tudo o que descobriu.


— Parece que Jungkook tem alguém especial em sua vida… irei lhe mostrar a gravação, um momento. — Tirou a bolsa de suas costas e pegou seu gravador, o colocando no centro da mesa.


Sempre que podiam iam para o restaurante ver se tinham uma informação importante para usar contra Jeon, só assim, talvez, sua dívida seria paga.


Namjoon pegou o pequeno gravador e o fone que fora entregue no mesmo instante. Conectou no pequeno aparelho e colocou em seus ouvidos começando a escutar. Assim que terminou ele sorriu.


— Sabe quem é Hoseok?


— Bom, tem um Hoseok que mora ao lado de Jeon, que estranhamente olha direto para casa e para ele. Fica paradão, mó estranho.


— Quero que descubra a rotina desse tal de Hoseok, irei pesquisar mais sobre os antigos colegas de Jungkook.


— Eu sei de algumas coisas. — Disse Jisung vendo seu superior guardar seu gravador e o fone no bolso. Logo tendo a permissão de falar com um movimento simples com a cabeça — Ele sai às seis da manhã e volta ao meio-dia, à uma hora da tarde ele sai novamente voltando às sete da noite. Só isso que sei.


— Quero mais informações sobre ele em uma semana. Para onde ele vai, seus familiares e o que pratica. Descubra o nome completo dele, o mais rápido possível.


— Tudo bem. 


Namjoon tirou um envelope e colocou na mesa.


— Se em uma semana tiver todas as informações, ganhará o dobro — avisou logo se retirando indo para a cafeteria. 


Precisava de informações, então chamou o hacker de sua gangue para fazer algumas pesquisas simples.


°•×•°


Um mês havia se passado.


Hoseok sentia uma sensação estranha. Era como se alguém estivesse olhando para ele em todos os movimentos que ele fizesse, estava começando a ficar paranóico. Olhava constantemente para casa de Jeon pensando que talvez ele estivesse fazendo uma brincadeira de mau gosto, mas a única coisa que conseguia reparar é que ele nem ficava em sua casa direito.


Jung inventou desculpas para dormir na casa de seu amigo durante uma semana, queria ficar mais tempo… aliás com alguém ao seu lado e que confiava, se sentia mais seguro. Nem em lugares cheios de pessoas o medo parava, tinha medo de algo acontecer consigo e esse medo lhe sufocava de todas as formas. 


Tem tantas pessoas importantes nesse mundo, por que ele, desenhista pela manhã e um balconista pela tarde? O que a vida comum de Hoseok tinha para sentir tanto medo? Quem iria lhe notar com uma vida tão sem graça?


— Hyungsik me leva para casa por favor…


— Desculpa Hoseok, mas não, dá não, minha mãe tá no hospital, tenho que passar lá para ver como ela está… me desculpa.


— É só hoje!


— Olha, você tem que parar com isso, sério mesmo. Não tem ninguém te observando, acredita nisso! Vai ficar tudo bem. Se eu pudesse eu te levava, mas não dá. — Selou a testa do amigo que mordia os lábios, nervoso. 


Hoseok concordou, mesmo com um sentimento ruim e mais paranóico que antes, olhava para todos os cantos para ver se alguém lhe perseguia ou algo do tipo.


— Tudo bem… boa sorte com sua mãe. — Hoseok abraçou Hyungsik. — Tchau!


— Tchau! — respondeu.


Logo se separaram, cada um indo para seu lado. 


Jung foi a sua casa com a maior rapidez, estava com medo de tudo, um tanto quanto paranóico e ele sabia disso, só não conseguia deixar isso passar, era medroso demais para ignorar.


Chegou em casa e suspirou aliviado. Foi até a cozinha, bebeu água e foi atrás de seu gato.


— Hansol! — chamou indo procurar pela sala. — Hansol, está na hora de comer! — Não vendo o gato em lugar nenhum decidiu ir ao seu quarto. Ele gostava da cama de seu dono. — Gato danado… — Falou consigo mesmo. Seu filho não estava lá, logo deveria estar na casa da vizinha a sua frente. Ela tinha uma gata e sempre dava comida a mais para Hansol.


Saiu de seu quarto e foi até a cozinha novamente, pegando o pote onde colocava a ração de seu gato, abriu o pote, pegou a pequena bacia do animal e colocou a comida dele no lugar de sempre, logo indo ao banheiro para tomar um banho.


Depois de ter tomado um banho o mesmo comeu e logo depois se arrumou para seu trabalho. 


A tarde passou tranquila, trabalhou de forma tranquila, nada de diferente em sua rotina. 


Quando deu sete e meia da noite, Hoseok começou a fechar o pequeno restaurante, foi até o banheiro, tirou seu uniforme colocando sua roupa de antes e rumou para sua casa.


O que lhe incomodava era a rua em que passava, deserta e estranha. Não podia negar que lhe dava um certo medo.


 

Minutos depois escutou passos atrás de si, naquela rua deserta. 


Deve ser alguém passando por aí, nada importante…


O medo em si era grande, sua paranóia estava o dominando. Com isso optou por aumentar seus passos, escutando os passos de, seja lá quem for atrás de si, aumentar. Merda, estão realmente me seguindo? Pensou Hoseok.


Com esse pensamento entrou em uma esquina para ver se essa pessoa realmente o seguia. Foi até o fundo da viela não escutando mais os passos atrás do mesmo.


 É… talvez eu esteja paranóico demais, Hyungsik, tem razão, é coisa da minha cabeça.


Suspirou aliviado e se virou dando de cara um homem mais alto que si, todo de preto. 


Quando Hoseok ia gritar, sentiu uma mão em sua nuca e outra com um pano colocando em sua boca e nariz. Rapidamente o cara foi para trás, o abraçando com força sentindo o jovem se debater por alguns segundos, tentando tirar o pano de si, mas que foi falho, pois seu corpo ficou leve, fraco, não tinha mais controle de si. Apenas caiu nos braços do homem, desacordado.


°•×•°


— Estamos um tempo parado, não acha que devemos agir? — Falou Jongin, um dos integrantes da gangue de Jungkook.


— Vocês estão treinando, não estão? — Uma parte apenas respondeu um "sim", outra apenas mexeu a cabeça em confirmação. — Então pronto. Continuem assim. Vocês não estão ligados que se a gente mover um músculo Namjoon vai agir, e não sabemos o que ele está aprontando! Suas ameaças pararam em uma semana e não sei se vocês pensam, mas nessa uma semana ele poderia colocar algum plano em ação! Vê se pensem! Apenas continuem treinando, não sabemos o que está por vir. — O grupo começa a se afastar voltando a treinar. Jungkook vai até Seokjin que estava sentado em um banco mexendo no seu celular. — Não vai fazer nada?


— Não tô afim… — Se sentou ao lado do mesmo. Ficaram calados por um tempo até que Seokjin viu uma matéria notificada pelo seu celular.


Jovem de 23 anos desaparecido.


Jung Hoseok, cursa artes visuais e trabalha em um restaurante simples, desapareceu na noite de sexta. O homem iria visitar seus pais no final de semana, mas seus pais não receberam nenhuma notícia do mesmo desde às sete e cinquenta da noite de sexta, acharam estranho a ausência e constataram a polícia.


Seu amigo mais próximo disse que Hoseok não se envolvia com drogas e nem tinha contato com esse tipo de pessoa. Alega também que esse último mês o amigo dizia que sentia que estava sendo observado, evitava, às vezes, a própria casa com medo de acontecer algo. Os policiais acham, pela fala do amigo, que talvez seja um sequestro.


Foi visto pela última vez saindo de seu trabalho com sua bolsa nas costas, não foi encontrada câmeras de segurança durante sua jornada.


— Jungkook… — Seokjin chamou junto de Taehyung, o responsável pelos computadores, um dos hackers mais conhecido.


— Jungkook! — Jeon olhou para Taehyung, sua voz meio desesperada.


— O que foi?


— Tem uma outra pasta… meio estranha aqui… — Olhou para seu superior — posso clicar? — Jungkook apenas mexeu sua cabeça em confirmação, logo o rosto de Namjoon apareceu na tela.


— Olá Jungkook! Lembra de mim, não lembra? Tenho certeza que sim. Não é segredo para ninguém que você está me devendo uma alta quantia de dinheiro. Eu tinha que tomar uma iniciativa. — Namjoon olha para trás, faz um sinal com a mão. Um dos homens de Kim puxou Hoseok para a frente da câmera. Havia machucados pelo seu rosto, mancava e se mostrava ofegante. O mesmo usava uma cueca preta e uma blusa branca que chegava até suas coxas, mostrando alguns de seus machucados. A blusa estava grudada em seu tronco e mostrava manchas de sangue dos mais recentes machucados. Os olhos que antes eram tão brilhantes de Hoseok agora tinham dor, estava sombrios. — Quero meus cinco milhões de wons em um mês, se não me der a quantia certa neste prazo, seu amorzinho aqui... — Pegou no cabelo de Hoseok o puxando para trás com força o fazendo soltar um murmúrio de dor. — Estará morto e sabe o mais legal disso tudo!? Você poderá ver ao vivo! — Riu em deboche. — Espero que entregue no prazo. 


— Jungkook… — Hoseok murmurou antes do vídeo ser finalizado.


— Filho da puta! — Bravo com tal situação, Jungkook gritou batendo a mão com força na mesa fazendo os objetos eletrônicos darem um leve pulo.


— Jungkook calma… — Jin tocou no ombro do amigo que mexeu de modo bruto, fazendo sua mão sair de tal lugar.


— Compre novos computadores, o mais rápido o possível! Ele não pode ficar sabendo de nada!


— Jungkook! — Chegou Jimin todo suado com seu celular em mãos — Hoseok… puta merda eu vou morrer… — Apoiou as mãos no joelho tentando regular sua respiração, havia corrido muito até chegar na floricultura. Percebendo que não iria conseguir falar por conta da falta de ar, apenas mostrou o celular para Jeon que tomou das mãos do amigo logo lendo a matéria.


— Você sabia disso? — Perguntou Jungkook sem paciência, mostrando para Seokjin.


— Eu ia te falar, mas Namjoon enviou o vídeo na hora… 


— Que vídeo? — Jimin perdido do que acontecia entre os três, perguntou. Jungkook apenas respirou fundo e saiu do esconderijo, sem nem mais o que fazer ou falar — Que vídeo? — insistiu novamente. Jin apontou para Taehyung que via tudo em silêncio. — Não vai falar!? — perdendo sua paciência aumentou o tom de voz.


— Namjoon enviou um vídeo ameaçando Jungkook de matar o "seu amorzinho"? — repetiu a frase dita pelo inimigo — Se não desse uma alta quantia de dinheiro, tipo, muito mesmo!


— Seu amorzinho? — perguntou, não lembrando de ninguém que seja mais íntimo de Jungkook além deles.


— É lerdo ou se faz!?


— Ué, como vou saber?


— Quem desapareceu, Jimin!?


— Hoseok! — Os dois ficaram em silêncio. — O que Hoseok tem haver? — Viu Jin suspirar sem paciência colocando a mão na testa. — Espera, Namjoon sequestrou o Hoseok!? 


— Sim! — Kim respondeu o óbvio.


— Hoseok? Jung Hoseok? O cara que ele gosta?


— Sim! É surdo ou o que!? — Jimin ficou pensativo quanto a isso.


— Chefão namora? — Taehyung perguntou curioso e Jin riu.


— Acha que Jungkook vai namorar do jeito que tá? — Jin respondeu irônico.


— Voltando! — Jimin chamou atenção. — Quanto o Namjoon pediu?


— Cinco milhões.


— Por quanto tempo?


— Um mês.


Ao escutar aquelas duas palavras sair da boca de Jin, Jimin se virou voltando a correr, desta vez tentando adivinhar onde Jungkook ia, começando a ligar para o mesmo.


Não era de cumprir regras, nunca foi. Park sempre foi meio rebelde e impaciente, mas para o bem de seu amigo, para o bem do "amor" de seu amigo cumpriria.


Teriam que arranjar essa grana de um jeito ou de outro, mas nunca deixaria Jeon desistir, nunca.


Enquanto Jimin corria tentando achar seu amigo, Hoseok estava encolhido, desprotegido e com poucas roupas em seu corpo. Estava mau, muito mau. Ao chegar no lugar cada pergunta que fazia já recebia tapas, socos e chicotadas. Eles pareciam se divertir com isso. Quando esse tal de Chefão aparecia era quando sentia mais medo. Lhe obrigava a fazer coisas consigo, lhe maltratava, falava palavras cruéis e lhe machucava tanto. O chefão era o que tinha mais poder, o que mais assustava, fazia pior do que os outros.


Sentiu ainda mais ódio de Jungkook ao saber o motivo de estar lá. Tinha que ser ele.


Hoseok nunca foi com a cara dele e agora mais ainda. Estava odiando o fato de que sua vida dependia do mesmo, isto lhe deixava furioso. Como alguém que lhe odeia vai salvar sua vida? Não tem sentido. Jung iria apodrecer nas mãos do chefão, sofrendo altos e baixos.


— Sabe… — Assim que escutou a voz do homem o olhou se encolhendo ainda mais ao perceber quem estava no seu colo. — seu gato é muito travesso… Teimoso. Acredita que ele quase derrubou minha televisão? — Namjoon largou o gato no chão que foi andando até o dono, este que não parava de olhar para Kim, com medo. Estava preocupado com seu bichano, não sabia o que ele havia feito com o gato. — Pode pegar nele.


Assim que foi permitido, Hoseok pegou Hansol e o olhou vendo se tinha algum machucado. Ao ver que não tinha nenhum ferimento apenas sorriu e abraçou o mesmo fazendo carinho. 


Kim saiu do quarto trancando a porta.


— Traga o almoço para ele, está sem comer desde ontem. Não toquem nele, se eu souber que ele está sendo tocado, eu arregaço a cara da pessoa e acredite, não vai ser de um jeito bom. — Logo o mesmo saiu.


Hoseok ficou até um pouco feliz. Seu gato estava lá e por sua sorte ele estava brincalhão, foi bom já que o distraiu, deixando de pensar na situação em que se encontrava. Ficou ainda mais aliviado em saber que seu gatinho estava sendo tratado bem, até um pouco mais gorduchinho. Isso era bom!


°•×•°


Jimin entrou em um bar onde tinha total certeza que Jungkook estava. Novamente, encharcado de suor, faltando ar em seus pulmões. 


— Jungkook seu filho da puta! — Assim que viu o amigo gritou dando um tapa na cabeça do mesmo.


— Dá para parar de me bater!?


— Por que caralhas você saiu sem mais nem menos!? — Vendo que Jungkook iria tomarr o resto da bebida que tinha no copo, apenas pegou da mão do mesmo fazendo cair um pouco no balcão.


— Porra vai me impedir de fazer tudo!? — perguntou impaciente.


— Você está parecendo um adolescente que vem para o bar só para sexo e bebidas, tentando esquecer do fora que recebeu do crush. Caralho você não chega nem perto disso! Seu mundo não acabou só porque a pessoa que você está afim foi sequestrado, porque aquele bosta do Namjoon pegou ele e te colocou no ultimato. Você dá um jeito nisso! Você sempre dá jeito nas coisas! — Gritou Jimin irritado.


— Eu não tenho toda aquela grana, Jimin. A vida do Hoseok está em minhas mãos, se eu não pagar ele morre! Eu não quero ter o peso… 


— O peso de mais alguma morte nas costas? Jungkook você já matou tantos, já foi cúmplice de vários homicídios e só porque ele é teu amorzinho que isso irá mudar. Não vai! Do mesmo jeito que eu sei que você não vai deixar HS morrer. Quer roubar um banco? Então vamos! O plano do Kim é você entregar a grana em tal prazo, mas se fizermos outra coisa que nem precise da grana? Desde quando você cumpre as leis?


— Quem é HS? — Perguntou Jeon, verdadeiramente curioso.


— Sério que você só prestou atenção nisso? 


— Quem é HS?


— Hoseok… — falou baixo. Jungkook parou por um tempo.


— Nossa que péssimo, deveria escolher outro jeito para chamar ele. — Se levantou. — Vamos.


— Você veio de moto, né?


— Não.


— Ah não Jungkook, eu não aguento mais andar, não parei de correr em nenhum momento, colabora, porra. — Reclamou Jimin, acompanhando seu amigo para fora do bar.


— Sério que você não viu minha moto? — Riu. — Está aqui em frente e você não viu!? Você precisa de óculos.


— Eu vi, ok? Só queria brincar com sua cara… — mentiu fazendo novamente Jungkook rir.


Quando chegaram na moto, Jeon deu um capacete para Jimin e colocou um em si mesmo. Montaram na moto e foram até a floricultura.


Essa tal de floricultura, é onde ficava o esconderijo. O líder trabalhava no local para arranjar dinheiro e pagar sua faculdade, aliás, não poderia viver se entalando de drogas, e então foi lá onde trabalhou. Sempre via seu chefe indo para os fundos da floricultura, curioso querendo saber o que tinha lá seguiu o idoso vendo que naquele enorme esconderijo ele escondia dois cachorros, um gato e diversas flores. Segundo ele, sua mulher tem alergia a pelos e os cachorros eram bem gordinhos e peludinhos e então ele teve que arranjar um lugar para deixá-los, e no final foi isso. Depois de o idoso falecer, aquela propriedade ficou para sua mulher, só que a mesma queria mudar de cidade e então levou os animais para outra cidade, deixando Jungkook no comando da loja. O idoso confiava nele, por que não a mulher? Ele vivia falando bem do garoto. Aliás, ninguém iria suspeitar que no fundo de uma floricultura se esconde a gangue mais procurada. 


Claro que a parte de cima continuou sendo a floricultura. O idoso sempre foi muito bom com Jungkook, mesmo sabendo que o mesmo se metia com drogas, ele nunca o julgou por tal motivo, sempre o abrigou, até quando Jeon foi despejado. O velho era tão bom que às vezes Jungkook dizia “ainda bem que ele morreu, o mundo era ruim demais para alguém daquele tipo, mesmo sendo um idoso era tão carinhoso que tinha esperança de que o mundo poderia melhorar, mas pessoas como Jungkook, obviamente nunca iriam parar de existir. Aquele lugar sempre terá um pedaço do bom homem que era e então Jeon não queria acabar com a floricultura. Nunca contratou nenhuma pessoa de fora para evitar que soubessem do lado esconderijo e o denunciasse. O trabalho ficou com alguns de seus homens.


Estacionou sua moto perto da loja, tirou seu capacete depois de ter saído de cima do automóvel, vendo Jimin fazer a mesma coisa. Logo depois entraram no local, comprimentando o balconista e passando direto para ir ao esconderijo. 


— Seokjin, chame os outros. Taehyung, tenta rastrear de onde vem o vídeo. — Chegou já mandando os dois agirem. — Se souber alguma coisa, me fale imediatamente! — Deu leves tapinhas na cadeira do Kim.


Minutos depois todos vieram para a sala principal, onde Jungkook estava.


— Namjoon está em ação. Ele está agindo e sabemos que isso não é nada bom. Ele me cobrou uma alta quantia de dinheiro e está com alguém importante para mim. Eu espero que não vacilem! Não fazem nada que chame a atenção, nada de drogas, bebidas, assaltos, armas, nada! Amanhã quero todos aqui antes da meia-noite. Não chamem a atenção! Estão todos liberados.


— E o que ele está fazendo? — Minho, um de seus homens, perguntou.


— Amanhã antes da meia-noite quero vocês aqui, irei explicar tudo! Apenas obedeçam. Talvez iremos roubar um dos bancos principais de Seul — Apenas com essa fala os homens começaram a conversar entre eles, foram a caminho para fora do lugar.


— O que está pensando em fazer? — Seokjin perguntou ao lado de Jeon.


— Jimin, pesquise o banco mais longe daqui. Sorrisão, conseguiu algo? — Chamou Tae pelo apelido.


— Consegui! — comemorou com as mãos para cima com um grande sorriso em seu rosto.


— Onde fica? — Jin curioso chegou perto dos dois.


— Em uma floresta? — Tae olhou para Jungkook se perguntando como poderiam esconder-se em uma floresta.


Jeon olhou ao redor e logo bateu sua palma, despertando algo em sua mente.


— Um esconderijo! Nesse lugar deve ter algo para camuflar! Chame dois dos meninos para ir lá e investigar se tem algo por lá, mande também ficar de olho em todos os lugares.


— Jungkook! — Jimin o chamou — Achei onde tem o banco, mas como ele é meio isolado, ele tem segurança durante vinte quatro horas.


— Podemos arrumar isso. Quero as saídas e entradas, os pontos de câmeras, e onde os guardas ficam. Amanhã de manhã, eu e Seokjin vamos sair e dar uma olhada. Mande também alguém ficar olhando durante a semana no banco.


— Você vai realmente roubar um banco? — Perguntou Seokjin em discordância.


— É menos arriscado.


— Menos arriscado? Você prefere roubar um banco do que ir atrás do lugar onde Namjoon está e pegar o Hoseok. Um banco Jungkook, um banco onde tem monitoramento durante o dia todo por guardas, tirando o fato que também tem câmeras. Você quer ser pego pela polícia antes de virar herói? Jungkook isso vai dar muita merda!


— É o menos arriscado, Seokjin. Se invadirmos lá, Hoseok vai ter que ficar a vida toda fugindo porque não tenho nem metade do que estou devendo! Se ele aparecer sem mais nem menos os repórteres vão cair em cima e sabe o que é pior? Namjoon também vai ficar atrás dele e a qualquer momento ele vai ir atrás porque não vou pagar aquilo nem se eu arranjar um trabalho! Prefiro roubar um banco do que foder com a vida de Jung. — respondeu alterado.


— A vida dele já está fodida Jungkook. Não tem como melhorar, só vai piorando. O jeito mais seguro é invadir. Não tem outro… se quer resgatar o "seu amor" — Fez aspas com os dedos em seu amor —, não podemos chamar atenção, e roubar um banco chama atenção, principalmente quando tem gangues demais em ação. Você não vê jornal!?


Jungkook ficou em silêncio com a fala de Seokjin. Ele tem razão, não tem como salvar Hoseok com o mesmo preso. 


Logo em sua mente veio o vídeo e a localização de Namjoon. 


— Vamos fazer a mesma coisa. Se Namjoon estiver nos vigiando ele vai achar que nosso plano é roubar o banco, mas eu tenho outro! Vamos salvar Jung Hoseok! 



Notas Finais


Achei final bem de super herói, credoksksks

Enfim vou ficando por aqui. Mais uma vez obrigada os que fizeram tudo isso possível. Byee!


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