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História Eu tenho nome, idiota! - Capítulo 1


Escrita por: hyoutis

Notas do Autor


EU ESPERO DO FUNDO DO CORAÇÃO QUE AGORA CONSIGA ESCREVER CERTOKKKK
o dia de hoje foi meio estressante por alguns quesitos, mas mesmo assim eu quis escrever isso
espero que não tenha ficado ruim, eu realmente amei fazer com a temática de um universo RPG, aaa

o tema de hoje foi "animal'
a minha primeira ideia era fazer um sasunaru com gatos (que eu ainda quero fazer mas n prometo nada), mas DO NADA essa ideia de uma obikaka com o kakashi dragão veio

espero que gostem!!

Capítulo 1 - ;;capítulo único


Eu tenho nome, idiota!

;;capítulo único

 

 

   “Eu ouvi dizer que há um dragão no meio das montanhas” os ouvidos de Obito se atentaram à conversa alheia de dois garotos aleatórios que passavam pela frente de sua humilde lojinha. Eram tempos difíceis, e o Uchiha e seus pais eram uma família pobre de ferreiros, que mal ganhavam para pagar comida. Enquanto os mais velhos produziam as armaduras e ferramentas, o garoto cuidava da parte do atendimento; eles sempre vendiam seus produtos por preços absurdamente baixos comparados à qualidade deles, e isso sempre atraía muitos clientes. De fato, funcionava, mas isso sempre os fazia dormir pouquíssimas horas apenas para fabricá-los.

 

   Desviou o olhar da bancada para a porta, onde os meninos de antes, que acabaram de entrar no estabelecimento, passaram.

 

   “Boa tarde, eu quero uma espada flexível que caiba na minha mochila!” um deles, o mais alto, disse. Ele sorria, e movimentava a mão, como se fizesse um ataque sem uma arma.

 

   “E eu, uma armadura para peitoral, a mais resistente que você tiver.” o mais baixo completou, mas sem sorrir, como o outro fizera.

 

   “B-boa tarde! Certo, irei providenciar.” respondeu afobadamente, correndo de trás da bancada e indo até as prateleiras, onde os produtos ficavam expostos. Continuou prestando atenção na conversa dos dois enquanto procurava o que lhe foi pedido, por mais que achasse isso errado.

 

   “Cara, o meu velho ‘tava pirado ‘pra escalar hoje, ele disse que ia ganhar a maior grana!” um deles disse. “Mas a minha mãe não deixou, disse que ele não iria para as dungeons por uma semana se fizesse isso. Você tinha que ver a cara dele!” riu.

 

   “Adultos são estranhos, é lógico que não tem dragão nenhum lá. Se ele realmente existisse, nossos aventureiros já teriam dado um jeito nele, não é?” o outro retrucou.

 

   “Pensando por esse lado...” pôs o dedo no queixo, pensativo.

 

   “D-desculpe a demora.” Obito os interrompeu, voltando com os produtos requisitados. Os dois sorriram para si, dizendo que não havia problema e lhe pagando a quantia devida. “Voltem sempre!” disse por educação quando eles saíram do local, mas a única coisa que ele conseguia pensar era que iria provar a existência daquele dragão, custe o que custar.

 

 

 

 

 

 

[...]

 

 

 

 

 

   Saiu de casa em passos sorrateiros, tentando fazer o mínimo barulho possível ao pisar nas tábuas velhas do piso. Por mais que tivesse avisado seus pais que sairia – estes que lhe disseram para voltar antes de anoitecer, já que naquele horário se tornaria perigoso por causa dos monstros -, o garoto temia que descobrissem sua missão ultra-secreta de achar o dragão que ouvira falar e o seguissem.

 

   No fim, quando finalmente conseguiu escalar a montanha e entrar na única abertura que esta tinha, já estava perto de anoitecer, então ele não teria muito tempo. Havia descansado um pouco antes de continuar seu percurso, fazendo umas rápidas ataduras em suas mãos – que estavam completamente machucadas por conta da escalada. Segurou firme a tocha que tinha levado consigo, por mais que naquele horário ainda estivesse realmente claro. Com passos temerosos e trêmulos, caminhou até o fim da caverna, onde um barulho suspeito podia ser ouvido.

 

   Quando inclinou a mão que segurava a tocha para frente para que pudesse iluminar o canto mais escuro – já que era o mais fundo e longe da luz do Sol -, teve que segurar um grito na garganta, mas seu corpo ainda sim deu um sobressalto pelo susto de ver um garoto deitado em uma das pedras.

 

   “O-...” sua voz congelou por alguns instantes. “O que diabos é você, afinal?!” gritou, sem conseguir conter a dúvida, completamente confuso com a situação ao finalmente ver o rabo e as escamas que o albino tinha na pele.

 

  O rapaz acordou em um sobressalto, olhando para os lados de maneira assustada antes de assimilar o que lhe foi perguntado, sem conseguir conter o tom ignorante na voz por ter sido acordado de um jeito tão rude.

 

   “Um dragão, isso não é óbvio?” retrucou de forma preguiçosa, por mais que não precisasse realmente responder – já que havia acordado, por que não? -, revirando os olhos enquanto sua cauda balançava de um lado para o outro, deixando evidente seu tédio diante daquela conversa – se é que isso podia ser chamado assim. “Idiota.”

 

   “Ei, não me chame de idiota! Eu tenho nome, sabia?” ficou tão vermelho de irritação que o Uchiha podia jurar ter sentido fumaças saindo por seus ouvidos. “E é Uchiha Obito, seu lagarto lazarento!” anunciou, apontando de uma maneira acusatória para o outro garoto – seria mesmo um? – com o dedo indicador, e ele apenas suspirou.

 

   “É, tanto faz. Você só me acordou ‘pra isso?” perguntou, dando de ombros, ainda com um olhar de indiferença. Bocejou, voltando a se deitar na posição confortável de anteriormente.

 

   “Você não me disse seu nome, idiota.” desconversou. A verdade é que ele queria provar a existência do tal dragão, já que com certeza seus pais, que lutavam por uma migalha de pão, ganhariam montanhas de moedas apenas por isso, mas ele não conseguiu manter sua motivação inicial ao realmente presenciá-lo. O garoto-dragão era incrivelmente bonito, e por mais que Obito negasse com todas as forças, seu coração estava batendo tão rápido que chegava a ser estúpido, e a maneira idiota na qual ele queria simplesmente continuar conversando com o albino até não aguentar mais lhe irritava.

 

   “E o que você ganharia sabendo meu nome?”

 

   O outro bufou, franzindo o cenho e inflando as bochechas de raiva.

 

   “Poxa, facilita ‘pra mim! Eu estou tentando ser legal, tá bom?” resmungou, cruzando os braços, mas logo se virou para a entrada da caverna, vendo que já estava começando a anoitecer. “Acho melhor eu ir para casa, então. Isso é uma perda de tempo.” disse para si mesmo, com uma pontada de desapontamento em seu peito.

 

   O local ficou em silêncio por alguns segundos, silêncio que só foi quebrado quando o outro garoto limpou a garganta.

 

   “Hatake Kakashi.” respondeu, com a voz tímida, o que o Uchiha estranhou. Obito voltou a encará-lo, com uma expressão visivelmente confusa estampada em seu rosto. “Meu nome, Hatake Kakashi.” repetiu, desviando o olhar com as bochechas coradas.

 

   O moreno sorriu abertamente, e Kakashi sentiu seu peito esquentar.

 

   “Eu vou ter mesmo que ir, Kakashi.” disse, com um tom triste, mas logo se alegrou novamente. “Amanhã eu venho de novo, às cinco da tarde. Me espere aqui, viu?” afirmou, saindo da caverna antes que tivesse alguma resposta.

 

 

 

   “Irei esperar, Obito.” respondeu, mesmo que para ninguém em específico, já que o garoto não se encontrava mais lá.


Notas Finais


primeiramente, MUITO OBRIGADO por todo o carinho que vocês estão me dando!!!
eu sei que eu to demorando DEMAIS pra atualizar a minha fic principal (a Rainy Days), mas eu juro que não é por mal, eu só não tava muito animado/confiante por causa de algumas coisas, mas aos poucos com o apoio de vocês, eu sinto que posso continuar escrevendo ela aaa

comentários motivam MUITO os autores, MUITO MAIS do que os favoritos, vocês não tem noção!


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